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Brasil x Japão. É duelo no mata-mata que reúne seleções com laços históricos

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Daizen Maeda abriu o placar do jogo, aos 10 minutos do segundo tempo - (crédito: Aric Becker/AFP)

É nesta segunda-feira(29)

O futebol japonês nunca escondeu a influência brasileira em sua evolução. Nomes como Zico, Leonardo e Dunga ajudaram a abrir caminhos e deixaram marcas profundas no desenvolvimento da modalidade no país asiático.

Agora, porém, a história ganha um novo capítulo: Brasil e Japão estarão frente a frente no mata-mata da Copa do Mundo deste ano, na inédita fase de 16 avos de final. O duelo foi confirmado após o empate de 1 a 1 com a Suécia, resultado que garantiu a classificação em segundo lugar do Grupo F.

Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira (29/6), às 14h (horário de Brasília), em Houston, no Texas. A Seleção Brasileira deve permanecer em Nova Jersey e viajar para o local da partida apenas próximo ao confronto.
Na busca pela sexta estrela, o Brasil inicia um novo capítulo no Mundial diante de um velho conhecido: o Japão, adversário que tem laços históricos com o futebol brasileiro e vem de uma evolução cada vez mais consistente no cenário internacional.

Derrota recente

Em outubro do ano passado, o Brasil perdeu para o Japão por 3 a 2, em partida disputada no Ajinomoto Stadium, em Tóquio. Foi a primeira derrota da Seleção Brasileira para os japoneses na história.

A Canarinho abriu o placar ainda no primeiro tempo, com gols de João Pedro e Gabriel Martinelli. Na etapa final, porém, o Japão reagiu e virou o jogo com gols de Minamino, Fabrício Bruno (contra) e Ueda.

Reitor da Univasf descerra placa de inauguração do Campus Paulo Afonso, inaugura Banco Vermelho e discute oferta de novos cursos com comunidade acadêmica

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Descerramento da placa reuniu os servidores em momento simbólico para a história do Campus Paulo Afonso.

O reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Telio Nobre Leite, visitou o Campus Paulo Afonso (BA) com o objetivo de realizar uma série de atividades junto à comunidade acadêmica, na manhã da quinta-feira (11). A ocasião marcou o ato de descerramento da placa de inauguração do Campus Paulo Afonso, num momento de grande simbolismo, com a presença de servidores técnicos-administrativos em educação, docentes, estudantes e funcionários terceirizados.

Ao descerrar a placa afixada no térreo do prédio junto com a coordenadora do campus, Cristiany Araújo Santos, e a coordenadora do Colegiado de Medicina, Diana Maria Alexandrino Pinheiro, o reitor Telio Leite, ao lado do ex-reitor e atual superintendente do HU-Univasf, Julianeli Tolentino, fez um breve resgate sobre a criação do Campus Paulo Afonso e do curso de Medicina, em 2013. Telio Leite destacou a proposta inovadora do novo curso e os desafios que foram enfrentados pelos primeiros docentes e técnicos do campus. “Este momento sinaliza a conclusão de um ciclo para que a gente comece a pensar em novos ciclos para o Campus Paulo Afonso”, disse o reitor.

Ele também ressaltou a parceria com a antiga Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e as atividades iniciais no Centro de Formação de Profissionais de Paulo Afonso, a Escolinha da Chesf, onde o campus funcionou entre 2014 e 2022. “Há 13 anos, participamos de um evento organizado pela Chesf e pelo governo do estado da Bahia, que foi o lançamento da pedra fundamental do Campus Paulo Afonso. Aquele evento marcou o ato de doação do terreno onde o campus foi construído. Hoje, celebramos um novo marco na história do campus e da nossa Universidade”, afirmou o reitor Telio Leite.

A coordenadora do campus, Cristiany Araújo Santos, destacou a satisfação de participar do ato de descerramento da placa de inauguração. “É motivo de orgulho estarmos aqui, simbolicamente, neste momento, já que a gente já vem trabalhando há muito tempo para que a nossa Universidade e o Campus Paulo Afonso tenham excelência”, disse Cristiany, que integra a primeira equipe de técnicos-administrativos do campus.

A coordenadora do Colegiado de Medicina, Diana Pinheiro, também acompanha a evolução do curso e do campus desde o início e destacou a importância da parceria com a gestão da Universidade.  “A gente já avançou muito e tem muito a avançar, com planejamento e organização, para elevar cada vez mais o nome da Universidade e a qualidade do ensino”, afirmou Diana.

A construção do campus definitivo da Univasf em Paulo Afonso começou em 2017 e em 2022 as atividades administrativas e acadêmicas passaram a ser realizadas no novo prédio. O Campus Paulo Afonso foi inaugurado oficialmente em 5 de março de 2026 pelo então ministro da Educação, Camilo Santana, em cerimônia realizada no Cineteatro, no Campus Sede, em Petrolina (PE).

O bloco acadêmico com cinco andares e vista para o rio São Francisco tem salas de aula, laboratórios, biblioteca, dois miniauditórios e um auditório maior, concluído recentemente. Foi neste novo auditório, com capacidade para 98 pessoas, que aconteceu o encontro entre a comunidade acadêmica do campus, o reitor Telio Leite e o pró-reitor de Ensino, Marcelo Ribeiro.

Oferta de novos cursos de graduação na área de Saúde foi discutida.

O encontro tratou sobre a oferta de novos cursos de graduação no Campus Paulo Afonso, seguindo as diretrizes do Ministério da Educação. O campus, por meio de consulta pública à comunidade de Paulo Afonso, já deliberou sobre a criação de um curso de Psicologia. Durante o encontro, a Reitoria apresentou a proposta de criação também dos cursos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, contribuindo para consolidar a vocação do Campus Paulo Afonso na área de Saúde.

Para o servidor André Petrolini, técnico de Laboratório em Anatomia e Necropsia e professor substituto do curso de Medicina, a proposta de ofertar novos cursos na área de saúde é interessante devido à demanda da população da região por esses profissionais. “Os novos cursos, caso aceitos, serão bem-vindos, porque existe uma alta demanda por profissionais dessas áreas”, comentou.

A professora Klécia Renata de Oliveira Batista avalia como positiva a discussão sobre a ampliação dos cursos ofertados no campus, que também contribuirão para o fortalecimento do curso de Medicina. “A medicina precisa da articulação com outras áreas da saúde. Isso é importante para o próprio crescimento do campus e para cumprir a finalidade de articulação da Universidade com a comunidade”, observou. Para ela, é importante discutir sobre as perspectivas para o futuro do Campus Paulo Afonso.

Banco Vermelho – Símbolo internacional de combate ao feminicídio, o banco vermelho do Campus Paulo Afonso também foi inaugurado pelo reitor em sua passagem pelo campus. Localizado no térreo, o banco vermelho chama atenção da sociedade para as vítimas de feminicídio e convida à reflexão e ao enfrentamento à violência contra a mulher.

A instalação de bancos vermelhos nos campi da Univasf faz parte de uma campanha realizada nas universidades federais pelo Instituto Banco Vermelho (IBV) em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Os bancos pintados na cor vermelha trazem frases que alertam a população acerca da violência contra a mulher. A campanha Banco Vermelho acontece na Univasf por meio da Superintendência de Políticas Afirmativas, Antirracismo e Diversidade (Spaadi) com apoio do Departamento de Manutenção (Deman), vinculado à Prefeitura Universitária (PU).

Retransmissora da TV Caatinga – A passagem por Paulo Afonso foi encerrada com uma visita à retransmissora da TV Caatinga no campus. O diretor da TV Caatinga, Jaldo Lopes, apresentou a unidade ao reitor. O local é equipado com a antena e os aparelhos de transmissão da TV Caatinga e da TV ALBA, vinculada à Assembleia Legislativa da Bahia, que também terá um canal público de TV aberta em Paulo Afonso.

Govenadora Raquel Lyra percorre 2.800 km pelo Sertão e entrega mais de R$ 100 milhões em obras de água, educação e segurança

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Ao cumprir uma intensa agenda pelo Sertão pernambucano na última semana, percorrendo mais de 2.800 quilômetros, a governadora Raquel Lyra realizou entregas e anúncios de obras estratégicas para a região. Na educação, mais uma creche foi entregue em Tuparetama, com investimento de R$ 5,7 milhões, além da autorização para início de obras de uma escola em tempo integral no município de Orocó, que contará com aporte de R$ 23,7 milhões.

Na segurança pública, a gestora inaugurou uma Central de Videomonitoramento e o novo hangar que funcionará como base avançada do Grupamento Tático Aéreo (GTA), ambos em Petrolina. Grande demanda da região, o acesso à água também ganhou reforço com o avanço da obra da ETA (Estação de Tratamento de Água) de Cabrobó, que beneficiará diretamente 34 mil moradores. Em parceria com o Porto Digital, a chefe do Executivo Estadual ainda autorizou o início das obras do Armazém da Criatividade, em Petrolina, para atender estudantes, profissionais da tecnologia e empreendedores. Duas importantes estradas também foram inauguradas, melhorando a qualidade da malha viária sertaneja: a PE-560, aguardada por mais de 60 anos pelo povo de Bodocó, e a PE-350, em Triunfo. 
 
“Encerramos uma semana intensa e muito feliz no Sertão, com um pacote de entregas e anúncios que têm um propósito muito claro: melhorar a vida das pessoas. Levamos investimentos em água, educação, segurança, mobilidade, inovação e assistência social, porque sabemos que é isso que garante mais dignidade e oportunidades para a população. É gratificante ver o povo sertanejo recebendo as melhorias que merece, obras aguardadas há anos e ações que fazem diferença no dia a dia de milhares de famílias. Nosso compromisso é seguir trabalhando e construindo um Pernambuco mais justo e desenvolvido para todos”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
 
Segurança
 
Dois importantes equipamentos para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança do Estado no Sertão foram inaugurados: a Central de Videomonitoramento e o novo hangar que funcionará como base avançada do Grupamento Tático Aéreo (GTA), a primeira no Estado que está fora da capital pernambucana. A Central de Videomonitoramento auxiliará nas ações de monitoramento e segurança na região. Já a nova base avançada do GTA tem capacidade para abrigar até duas aeronaves da frota, que serão empregadas em missões de resgate aeromédico, combate a incêndios florestais, transporte de vítimas, reconhecimento aéreo, patrulhamento policial e apoio a diversos órgãos públicos.
 
Educação
 
Por meio do Programa Juntos pela Educação, foi entregue mais uma creche pelo Governo do Estado. Desta vez, contemplando o município de Tuparetama, no Sertão do Pajeú. A construção da unidade contou com o investimento de R$ 5,7 milhões. Com dez salas de aula, a unidade de ensino possui potencial para atender mais de 300 crianças até os 5 anos, distribuídas em turmas de creche e pré-escola. Uma nova escola de tempo integral começou a ser construída no município de Orocó, com o investimento de R$ 23,7 milhões.
 
Mobilidade
Garantindo maior qualidade viária no Sertão pernambucano, a governadora Raquel Lyra entregou a PE-560, rodovia que liga o entroncamento da PE-545 ao distrito de Sipaúba. A obra era aguardada há mais de 60 anos pela população da região e contou com o investimento de R$ 30 milhões. A obra de restauração da PE-350 também foi concluída. A intervenção recebeu um investimento de R$ 19,8 milhões e contemplou a recuperação de 9,3 quilômetros da rodovia, no trecho que liga a sede de Triunfo à PE-320.
 
Desenvolvimento Urbano e Habitação
 
Ainda foi autorizado o início das obras de recuperação asfáltica da via de acesso ao Projeto Brígida, polo de fruticultura irrigada localizado no município de Orocó, além da pavimentação em paralelepípedos em cinco Agrovilas. Juntas, as obras representam investimentos de quase R$ 10 milhões e devem beneficiar cerca de sete mil moradores, fortalecendo a agricultura familiar.
 
O município de Bodocó também foi beneficiado com a entrega de 84 títulos de propriedade para famílias do bairro Raul Alves, por meio do programa Morar Bem Pernambuco. Do total de beneficiários, 54 são mulheres.  
 
Já no município de Sertânia, foram entregues 169 títulos de propriedade para moradores dos núcleos habitacionais Cohab I e Cohab II como parte do projeto de Regularização Fundiária de Interesse Social executado pela Perpart.
 
 
Com investimento de R$ 537 mil, foi autorizada a substituição de 421 pontos com luminárias convencionais por tecnologia LED, no município de Tuparetama. Desde 2023, o Governo de Pernambuco já executou, diretamente ou em parceria com a Neoenergia, a substituição de mais de 27.500 lâmpadas em todo o Estado.
 
Em Petrolina, a governadora entregou o Residencial Dom Avelar, com 200 unidades habitacionais destinadas a famílias beneficiárias do Minha Casa, Minha Vida. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 30,5 milhões, resultado de uma parceria entre os governos estadual e federal, ampliando o acesso à moradia digna no Sertão do São Francisco.
Assistência Social
 
O município de Orocó ganhou sua segunda cozinha comunitária. Para a abertura de cada unidade, são investidos R$ 50 mil pelo Governo do Estado, destinados à compra de equipamentos e primeiros insumos. Para a manutenção das cozinhas, são repassados mensalmente R$ 20 mil. 
 
Outra cozinha comunitária foi entregue no município de Sertânia. Com a entrega, Pernambuco passa a contar com 300 Cozinhas Comunitárias em funcionamento, sendo 245 implantadas pela atual gestão. Desde 2023, já foram servidas mais de 27,5 milhões de refeições.
 
Recursos Hídricos
 
Por meio do Programa Águas de Pernambuco, com investimento de R$ 16,8 milhões, está em andamento a obra de modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA), no município de Cabrobó. Também está em execução a implantação de uma nova unidade com tecnologia de ultrafiltração, a terceira desse tipo em Pernambuco e a primeira instalada no município.
 
Com a conclusão das intervenções, cerca de 34 mil moradores serão beneficiados com maior segurança hídrica e a eliminação do rodízio no abastecimento de água da cidade. A nova estrutura também permitirá maior eficiência no tratamento da água, especialmente nos períodos de chuva, quando os mananciais da região apresentam elevados índices de turbidez.
 
Ciência e Tecnologia 
 
Impulsionando a inovação no Sertão do São Francisco, as obras do Armazém da Criatividade já tiveram início. Nesta quinta (18), foi assinada a autorização para início da implantação da unidade, no antigo prédio do Museu Espaço Arte, Ciência e Cultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A estrutura foi planejada para atender estudantes, empreendedores e profissionais de tecnologia, incentivando conexões, projetos colaborativos e geração de renda, com auditório, salas de coworking e outros espaços.
Fotos: Miva Filho/Secom, Yacy Ribeiro/Secom e Janaína Pepeu/Secom
Governo do Brasil, cada vez mais do lado do povo brasileiro

Raquel Lyra celebra o São João de Limoeiro na tradicional Rua da Alegria

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A governadora Raquel Lyra esteve presente, neste sábado (20), no segundo dia de festas do São João 2026 de Limoeiro, Agreste Setentrional. O município conta com apoio do Governo do Estado para a realização do evento. Na segurança, até o dia 28, serão 274 lançamentos operacionais, reunindo tecnologia e reforço no policiamento, garantindo tranquilidade para moradores e visitantes.

“O São João é uma festa linda, carregada de emoção, famílias e cultura. Cada vez que venho a Limoeiro, me surpreendo com o tamanho da festa e a alegria do povo. Destaco que esse é o São João mais seguro da nossa história. Temos lançamentos de efetivo em todos os grandes polos de animação e não podia ser diferente aqui em Limoeiro”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Durante a visita, a chefe do Executivo estadual caminhou pela Rua da Alegria, principal palco da festa. A noite de sábado contou com shows de Felipe e Gabriel, Claudia Lauterea e Jorge de Altinho. O evento começou na última sexta-feira (19) e segue até o domingo (28).

Recepcionando a governadora, o prefeito de Limoeiro, Orlando Jorge, falou da expectativa da festa na cidade. “Nossa cultura popular se reveste na Rua da Alegria, no São João mais alegre de Pernambuco. Estamos muito felizes com o nosso povo curtindo a festa, com a presença de nossos visitantes e com o apoio do Governo do Estado, que nos prestigia em todas as áreas, e no São João não seria diferente”, declarou o gestor municipal.

Além do aumento dos lançamentos, o planejamento da segurança inclui monitoramento aéreo com drones, ampliação do efetivo nas ruas, fiscalização nas rodovias e ações preventivas voltadas à preservação da ordem pública e da segurança viária ao longo da programação festiva.

Acompanharam a governadora o deputado federal Túlio Gadêlha; o prefeito de Passira, Severino Silvestre; e o ex-deputado federal Ricardo Teobaldo.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Fruticultura do Nordeste acelera uso de biológicos para atender exigências de exportação

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Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte lideram transição para bioinsumos certificados para garantir fatias de um mercado que rendeu US$ 1,45 bilhão ao Brasil no último ano.

As exigências internacionais por frutas com menor presença de resíduos químicos estão acelerando uma mudança estrutural nas lavouras do Nordeste. No Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, e no Rio Grande do Norte, dois dos principais polos brasileiros de fruticultura exportadora, produtores têm ampliado o uso de defensivos biológicos como estratégia para atender compradores mais rigorosos, reduzir riscos de inconformidade e manter espaço em mercados como Europa e Ásia. 

A pressão não vem apenas das regras oficiais de importação. Redes varejistas, distribuidores e consumidores têm elevado os padrões de segurança dos alimentos, rastreabilidade e sustentabilidade. Em alguns mercados, essa demanda é tratada comercialmente como “resíduo zero”, ainda que, do ponto de vista regulatório, cada país trabalhe com Limites Máximos de Resíduos (LMR), listas de moléculas permitidas e critérios próprios de fiscalização. 

A adoção acelerada reflete o peso econômico dessas culturas para o país. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), as exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde para o setor. No período, as vendas externas de melão somaram US$ 231 milhões e as de uva atingiram US$ 158 milhões. 

Para sustentar esse avanço, o campo tem recorrido à biotecnologia. Dados recentes da CropLife Brasil apontam que o mercado de bioinsumos movimentou cerca de R$ 6,2 bilhões no Brasil em 2025, com área tratada de 194 milhões de hectares. O movimento também acompanha a expansão regulatória do setor. No mesmo ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária registrou 162 produtos classificados como bioinsumos, o maior número da série histórica. 

Segundo Jamerson da Silva e Silva, Especialista de Desenvolvimento de Mercado da Vittia na região Nordeste, o desafio da fruticultura exportadora não está necessariamente em tarifas comerciais, mas em uma camada cada vez mais rigorosa de exigências fitossanitárias, ambientais e de rastreabilidade. 

“Hoje, o importador asiático ou europeu acompanha o histórico de manejo e monitora resíduos de moléculas químicas com alto nível de controle. O que antes era apenas uma redução gradual dos limites aceitos passou a ser uma pressão crescente por frutas com resíduos cada vez menores. Nesse cenário, os biológicos entram como ferramenta estratégica, pois ajudam a manter a eficiência no campo e reduzem o risco de inconformidades em cargas destinadas à exportação”, afirma o engenheiro agrônomo. 

Na fruticultura exportadora, a adoção desses produtos tem relação direta com a competitividade. Diferentemente das commodities de larga escala, frutas frescas são altamente sensíveis a exigências de aparência, qualidade, segurança alimentar e vida de prateleira. Um problema de resíduo ou inconformidade pode comprometer não apenas uma carga, mas contratos comerciais e a reputação do produtor junto a importadores. 

Na prática, os defensivos biológicos passam a ocupar papel estratégico nos programas de manejo integrado. A tecnologia contribui para reduzir a dependência exclusiva de moléculas químicas, apoiar o manejo de resistência de pragas e doenças e diminuir o risco de resíduos em fases sensíveis da produção, especialmente nas janelas próximas à colheita. 

Para chancelar essa segurança ao mercado internacional, produtores e exportadores também têm buscado insumos com certificações reconhecidas, como o selo IBD, utilizado pela Vittia em defensivos biológicos. Na prática comercial, a certificação ajuda a compor programas de manejo mais aderentes a protocolos internacionais de conformidade, rastreabilidade, sustentabilidade e boas práticas agrícolas, critérios cada vez mais avaliados por compradores globais. 

A Vittia atua nesse mercado com defensivos biológicos certificados voltados ao controle de pragas e doenças em diferentes culturas. Segundo a companhia, essas soluções contribuem para produtores que precisam conciliar eficiência agronômica, conformidade com mercados internacionais e menor impacto sobre o agroecossistema. 

O Vale do São Francisco ilustra a relevância dessa transformação. A região é referência nacional na produção de frutas irrigadas, especialmente uvas e mangas, com forte presença nas exportações brasileiras. Já o Rio Grande do Norte está entre os protagonistas nacionais no mercado de melão, cultura com elevada exigência de padronização, qualidade e conformidade para acesso ao comércio exterior. Para os exportadores, a adoção de defensivos biológicos certificados deixou de ser apenas uma escolha ambiental e passou a integrar a estratégia comercial. 

“Os biológicos ajudam a construir programas de manejo mais seguros e sustentáveis. Além de reduzirem riscos de contaminação ambiental, contribuem para manter uma microbiota mais diversa e bioativa no solo, ajuda no manejo de resistência dos patógenos a produtos químicos, o que é especialmente importante em sistemas intensivos de produção”, explica Jamerson. 

Sobre a Vittia  

A Vittia (BVMF:VITT3) é referência brasileira em soluções para defesa e nutrição de plantas, levando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade para o agronegócio brasileiro. A Companhia tem em suas raízes a base sólida para impulsionar a inovação no campo, unindo tradição e tecnologia de ponta em um portfólio completo. Com a maior fábrica de produtos biológicos da América Latina e outras cinco unidades no estado de São Paulo, a Vittia desenvolve biotecnologias essenciais para o aprimoramento do balanço socioambiental da agricultura. 

Em 2026, a Vittia celebra 55 anos e lança uma campanha em comemoração a esse marco, com o tema “Minhas raízes, novas histórias”, reforçando seu compromisso ético, sua tradição e sua solidez. Mais informações em: [Site], [Youtube], [Instagram], [Linkedin] e [Facebook].  

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Governo federal amplia ações para frear avanço da desertificação na Caatinga

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Com cerca de 1,5 milhão de km² de áreas suscetíveis à desertificação no país, estratégia aposta em recuperação ambiental, segurança hídrica e adaptação das comunidades do Semiárido

 Caatinga ocupa grande parte do interior de Pernambuco/Foto: Gabriel carbalho/Setur-BA

Caatinga ocupa grande parte do interior de Pernambuco (Foto: Gabriel carbalho/Setur-BA)

A preservação da Caatinga, bioma que ocupa grande parte do interior de Pernambuco, está no centro das estratégias do governo federal para conter o avanço da desertificação no Brasil. Com milhares de quilômetros quadrados do Semiárido já afetados pela degradação do solo, a aposta é combinar recuperação ambiental e apoio às comunidades que convivem com os efeitos da seca.

As iniciativas ganharam novo impulso com a retomada de políticas públicas voltadas ao tema, incluindo um plano nacional de combate à desertificação, a criação do Programa Recaatingar e uma nova legislação destinada à recuperação da vegetação nativa do bioma.

Neste 17 de junho, ocorre o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994 para alertar sobre os impactos da degradação dos solos e das mudanças climáticas. A desertificação é definida como um processo de degradação das terras em áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas, provocado por fatores climáticos e pela ação humana, comprometendo a capacidade produtiva dos ecossistemas.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil possui cerca de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de áreas suscetíveis à desertificação, distribuídas em 1.649 municípios.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, explicou que a maior parte dessas áreas está concentrada na Caatinga. “Nós temos no Brasil o que a gente chama de áreas suscetíveis à desertificação. Essas áreas são definidas pelo índice de aridez, que é estabelecido pela Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (UNCCD).”

De acordo com o ministro, 57% das áreas suscetíveis à desertificação no país estão localizadas na Caatinga, seguida pelo Cerrado (26,7%), Pantanal (12,1%) e Mata Atlântica (4,2%).

A desertificação ocorre quando a perda de cobertura vegetal, o manejo inadequado dos recursos naturais e as condições climáticas adversas reduzem progressivamente a capacidade produtiva dos solos.

Segundo levantamento do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis/UFAL), mais de 126 mil quilômetros quadrados do Semiárido brasileiro já apresentam processos de desertificação, o equivalente a 12,85% da região. A área é maior do que a de todo o estado de Pernambuco.

Plano nacional busca conter degradação 

O governo federal afirma que o enfrentamento à desertificação passou a ser tratado de forma estruturada após a retomada da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, reativada em 2024.

“Onosso papel aqui, no governo federal, é coordenar essa ação de reversão do avanço das áreas suscetíveis à desertificação, por exemplo, para enfrentar esse aumento que vem sendo verificado nas últimas décadas e agir na área de mitigação dos seus efeitos, buscando recuperar as áreas degradadas para restabelecer o equilíbrio entre a precipitação e a evapotranspiração.”

A principal ferramenta dessa estratégia é o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil), aprovado em setembro de 2025. “Ele tem um conjunto de ações previstas nessa linha de neutralizar o avanço da degradação da terra, ou seja, parar com a degradação, promover adaptação à mudança do clima e reduzir, portanto, os efeitos da seca sobre as comunidades.”

Entre as medidas previstas estão a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da segurança hídrica, o incentivo à pesquisa científica e a adoção de tecnologias voltadas à convivência com a seca.

“Há também um eixo muito importante de pesquisa e inovação para trabalhar a questão que a gente chama de convivência, porque, no processo de adaptação, faz parte a convivência com a seca.”

Recaatingar quer recuperar 10 milhões de hectares até 2045

Entre as principais iniciativas lançadas pelo governo federal está o Programa Recaatingar, instituído neste mês pelo Ministério do Meio Ambiente como estratégia nacional para a recuperação socioprodutiva de áreas degradadas da Caatinga.

A meta é recuperar 10 milhões de hectares até 2045, promovendo simultaneamente a conservação da biodiversidade, a adaptação às mudanças climáticas, a segurança hídrica e alimentar e a geração de renda para as populações do Semiárido.

O programa integra o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e está alinhado às diretrizes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

As ações priorizarão áreas da agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, territórios indígenas e comunidades tradicionais.

A iniciativa tem como base o conceito de “recaatingamento”, que reúne práticas de recuperação ambiental adaptadas às condições do Semiárido. Entre elas estão a adubação verde, compostagem, plantio direto e implantação de sistemas agroflorestais que conciliam produção de alimentos e conservação da vegetação nativa.

A segurança hídrica inclui a implantação de cisternas, barreiros, barragens subterrâneas e sistemas de captação de água da chuva, buscando ampliar a capacidade de armazenamento de água em áreas vulneráveis à seca.

Recuperação da vegetação da Caatinga

O combate à degradação ambiental no Semiárido também ganhou reforço com a sanção da Lei 15.430/2026, que criou a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e o Programa Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga.

A legislação estabelece diretrizes para a atuação conjunta entre União, estados, municípios e organizações da sociedade civil na recuperação e no uso sustentável dos recursos naturais do bioma.

Entre os instrumentos previstos estão ações de recuperação ambiental, prevenção e controle do desmatamento, capacitação técnica, desenvolvimento tecnológico e participação das comunidades locais na recuperação das áreas degradadas.

A nova política também contribui para o combate à desertificação e para a mitigação dos efeitos da seca, dois dos principais desafios ambientais enfrentados pelo Semiárido brasileiro.

Compromissos internacionais

Paralelamente às ações nacionais, o Brasil trabalha na atualização de seus compromissos diante da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

“Em paralelo ao plano, nós estamos desenvolvendo a nossa LDN, que são os compromissos do Brasil perante a Convenção de Combate à Desertificação. Esse processo está em curso. Já existe uma primeira versão dele, porque ele abrange o período de 2020 a 2030.”

Segundo Capobianco, o documento incorpora iniciativas previstas para os próximos anos e servirá como base para a atuação brasileira no cenário internacional.

Informações do Diário de Pernambuco

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Governadora Raquel Lyra autoriza início das obras do Armazém da Criatividade em Petrolina e impulsiona inovação no Sertão

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No fim da tarde desta quinta-feira (18), a governadora Raquel Lyra autorizou, em Petrolina, o início das obras do Armazém da Criatividade, iniciativa em parceria com o Porto Digital. Com investimentos de R$ 51 milhões na interiorização da inovação, além da implantação da unidade, o plano de expansão dos espaços prevê unidades avançadas em Garanhuns, no Agreste Meridional, e Araripina, no Sertão do Araripe. Antes da cerimônia, a chefe do Executivo estadual visitou, ao lado do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira, a Carreta Digital, iniciativa do Governo Federal voltada à capacitação itinerante de jovens de baixa renda. A ação foi realizada na Fundação Nilo Coelho, em Petrolina.

“O início das obras do Armazém da Criatividade representa o compromisso do Governo de Pernambuco com a interiorização da inovação e da tecnologia. Em parceria com o Porto Digital, estamos criando um ambiente que vai estimular o empreendedorismo, formar talentos, apoiar novos negócios e gerar oportunidades para a população”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

O Armazém da Criatividade será construído com a proposta de aproximar infraestrutura, formação de talentos, apoio a startups e transformação digital das principais cadeias produtivas do interior, criando condições para a geração de empregos qualificados, o aumento da competitividade e o desenvolvimento econômico baseado no conhecimento. O local escolhido para abrigar o Porto Digital Petrolina será o antigo prédio do Museu Espaço Arte, Ciência e Cultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), situado às margens do Rio São Francisco.

Durante a cerimônia, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira, ressaltou o papel da pasta no fortalecimento tecnológico. “É muito importante contar com um instrumento como o Porto Digital em Petrolina. O Ministério das Comunicações tem o papel de fortalecer a infraestrutura digital no Brasil e, aqui em Pernambuco, não está sendo diferente”, afirmou o ministro.

O espaço que abrigará o equipamento está localizado em um terreno de aproximadamente 2,5 mil metros quadrados. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Mauricélia Montenegro, destacou a importância do Armazém da Criatividade. “O Porto Digital é uma política pública consolidada, que agora chega a Petrolina, no Sertão do São Francisco. O que estamos trazendo hoje é mudança de vida e inovação para a juventude”, afirmou a titular da pasta.

Anfitrião do evento, o prefeito de Petrolina, Simão Durando, celebrou a chegada da iniciativa. “É um momento marcante e histórico para a nossa cidade. As startups terão a oportunidade de iniciar suas atividades e atuar na inclusão digital, na geração de empregos, de oportunidades e de educação, mas, acima de tudo, na promoção da cidadania”, afirmou o gestor municipal.

A estrutura foi planejada para atender estudantes, empreendedores e profissionais de tecnologia, incentivando conexões, projetos colaborativos e geração de renda, com auditório, salas de coworking e outros espaços. “Petrolina tem condições que não vemos em nenhum outro lugar do Brasil. O município é referência no agro e na exportação, e esperamos que, em um futuro próximo, também se torne um grande polo exportador de inovação e tecnologia”, afirmou Pierre Lucena, presidente do Porto Digital.

Para o presidente da Fundação Nilo Coelho e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o início das obras representa a concretização de um sonho e um investimento no futuro das novas gerações. “O Governo de Pernambuco está realizando esse sonho, resgatando esse projeto e, acima de tudo, ajudando a construir um novo futuro para essa criançada e para as gerações que aqui vão sonhar junto conosco”, destacou.

Acompanharam o evento o secretário estadual da Casa Civil, Túlio Vilaça; os deputados federais Túlio Gadêlha e Fernando Filho; os deputados estaduais Antônio Coelho e Edson Vieira; os prefeitos Catharina Garziera (Lagoa Grande), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Cloves Ramos (Afrânio), George Duarte (Santa Maria da Boa Vista), Fabinho Lisandro (Salgueiro), Thallita Fonseca (Camutanga) e Rogério Ferreira (Jatobá); além de vereadores e lideranças locais.(Secom)

Com dois gols de Matheus Cunha, Brasil vence a primeira na Copa

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Multifunção, Matheus Cunha honrou a tradição da camisa nove brasileira em Copas do Mundo e marcou duas vezes: salto grande pela titularidade -  (crédito: Mauro Pimentel/AFP)

Filadélfia — Matheus Cunha pode, enfim, celebrar gols marcados pela Seleção Brasileira. Não que os dois na vitória por 3 x 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19/6), pela segunda rodada da Copa do Mundo, tenham sido os primeiros. O herdeiro da camisa 9 havia desencantado em 25 de março de 2025, ainda sob o comando de Dorival Júnior, justamente contra a Argentina, pelas Eliminatórias, no Monumental de Núñez. O problema é que a derrota por 4 x 1 para os atuais campeões mundiais não permitiu comemoração. Pelo contrário. A goleada marcou uma ruptura que culminou na saída de Dorival e abriu caminho para a chegada de Carlo Ancelotti. O resto é história. O italiano atravessou o Atlântico e transformou o paraibano de 27 anos em uma das peças-chave da Seleção.

Os gols marcados aos 24 e aos 36 minutos do primeiro tempo foram os primeiros de Cunha sob o comando de Ancelotti. O atacante se tornou o 15º jogador diferente a balançar as redes na Era Ancelotti. Neste “sextou” mostrou por que é considerado indispensável. Embora vista a camisa 9, está longe de ser um centroavante clássico. Sai da área, participa da construção e aproxima setores. No primeiro jogo como titular em uma Copa do Mundo, porém, também foi oportunista como um legítimo goleador. Na estreia de 2022, Richarlison marcou dois contra a Sérvia. Desta vez, foi a vez de Cunha assumir o protagonismo.

No primeiro gol, apareceu no lugar certo para aproveitar o rebote após finalização de Vinicius Junior. No segundo, leu a jogada com inteligência, infiltrou-se entre os zagueiros e recebeu passe do próprio camisa 7 para ampliar. A noite ainda reservou o gol do atacante do Real Madrid, responsável por fechar a conta após belo lançamento de Lucas Paquetá.

Carlo Ancelotti é um excelente aluno. Há pouco mais de um ano no Brasil, raramente falta às aulas de português com o professor Roberto Piantino. Ainda busca evoluir no idioma, mas já se sente à vontade para cantar o Hino Nacional e absorver algumas lições clássicas do futebol brasileiro. Nesta sexta, durante a prova prática chamada Copa do Mundo, mostrou ter aprendido uma das mais antigas: time que está ganhando não se mexe.

A vitória representou o resgate das convicções do treinador. Depois de surpreender contra o Marrocos ao abandonar o 4-2-4 e apostar em nomes como Igor Thiago e Ibañez, retornou ao sistema que havia sido trabalhado durante a preparação. Matheus Cunha voltou a ser protagonista. Não daqueles que monopolizam os holofotes, mas dos que fazem o time funcionar. Recompôs, aproximou setores, participou da construção e ajudou a aliviar a carga defensiva de Vinicius Junior.

Na prancheta, o desenho era um 4-2-4. Em campo, porém, houve variações. Sem a bola, Casemiro frequentemente recuava para formar uma linha de três defensores, enquanto Lucas Paquetá, Bruno Guimarães e Matheus Cunha fechavam o meio-campo para reduzir o desgaste dos pontas. Ainda assim, o Brasil ofereceu espaços. Houve momentos de transição lenta e vulnerabilidade nas costas de Danilo e Douglas Santos.

A melhor oportunidade haitiana surgiu justamente em uma bola parada. Após cobrança de escanteio, a bola desviou na área e exigiu defesa de puro reflexo de Alisson. Depois do susto, a Seleção baixou as linhas e convidou o adversário a ter mais posse.

Desta vez, porém, conseguiu algo que não alcançava havia meses: sair de campo sem sofrer gols. O Brasil havia sido vazado nos seis compromissos anteriores. A última partida com a defesa intacta tinha acontecido em 15 de novembro de 2025, na vitória por 2 x 0 sobre Senegal, com gols de Casemiro e Estêvão.

Nenhum jogador foi tão pedido pelos torcedores ao longo da semana quanto Endrick. O brasiliense teve o nome gritado nas arquibancadas do Lincoln Financial Field e ganhou minutos ao substituir Matheus Cunha. Ao lado de Rayan, que entrou no lugar de Raphinha ainda no primeiro tempo, tornou-se um dos primeiros jogadores sub-20 a atuar pela Seleção em uma Copa do Mundo desde Tostão, em 1966. Não foram titulares, mas ajudaram a reduzir a média de idade de um grupo que busca renovação.

A dobradinha dos jovens resultou em gol. O ex-vascaíno observou a entrada do talento lapidado pelo Palmeiras, que bateu firme por baixo do goleiro Placide. O auxiliar, porém, flagrou impedimento do atacante nascido no Distrito Federal.

A notícia ruim da noite ficou por conta de Raphinha. O camisa 11 deixou o campo após sentir problema físico e tinha semblante de preocupação durante a conversa com o médico Rodrigo Lasmar. O setor, no momento, ainda não pode contar com Neymar, em transição depois de lesão na panturrilha direita.

Festa à parte, o Brasil não fez mais do que a obrigação. Era preciso vencer depois de Marrocos derrotar a Escócia e abrir vantagem na liderança do Grupo C. Os três gols marcados na Filadélfia podem ser decisivos nos critérios de desempate. Em 24 de junho, a Seleção encara a Escócia, em Miami, às 19h. No mesmo horário, os marroquinos enfrentam o Haiti. O caminho rumo às oitavas está aberto. Agora, resta confirmar a evolução demonstrada na Filadélfia.

Ficha técnica

Brasil 3 x 0 Haiti
Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo C)

Local: Lincoln Financial Feed, Filadélfia (EUA)
Arbitragem: Alejandro Hernández (Espanha)
Público: 68.324 presentes

Escalações

Brasil — Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson) e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Raphinha (Rayan), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Junior (Danilo Santos). Técnico: Carlo Ancelotti
Gols: Matheus Cunha, aos 24 e aos 36 do 1º tempo, e Vinicius Junior, aos 48 do 1º tempo
Cartão amarelos: Douglas Santos

Haiti — Johny Placide; Carlens Arcus (Dominique Simon), Ricardo Adé, Jean-Kévin Duverne, Hannes Delcroix e Martin Expérience; Josué Casimir (Don Deedson), Danley Jean Jacque, Jean-Ricner Bellegarde (Derrick Etienne) e Ruben Providence (Lenny Joseph); Frantzdy Pierrot (Wilson Isidor). Técnico: Sébastien Migné
Cartões amarelos: Carlens Arcus, Frantzdy Pierrot

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Ministro das Comunicações inaugura internet 5G para áreas rurais, amplia TV digital e forma 1,5 mil alunos no Vale do São Francisco

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Frederico de Siqueira Filho inaugurou novos canais públicos de TV digital, entregou 23 torres de conectividade rural, participou da formatura de 1,5 mil alunos de cursos gratuitos de tecnologia e anunciou a doação de 500 computadores para projetos sociais da região

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, cumpriu agenda nessa quinta-feira (18) em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) com uma série de entregas voltadas à ampliação do acesso à informação, à conectividade e à inclusão digital no Vale do São Francisco.

A programação incluio a inauguração de novos canais públicos de TV digital, a entrega de 23 Estações de Torres que vão ampliar o acesso à internet e à telefonia em áreas rurais, a celebração dos 10 anos do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC Univasf) e a formatura de 1,5 mil alunos capacitados gratuitamente em tecnologia.

Durante a agenda, o ministro também anunciou a doação de 500 computadores recondicionados para associações, escolas e instituições que desenvolvem projetos de inclusão digital na região.

Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 500 computadores recondicionados para entidades e projetos sociais do Vale do São Francisco.

Serviço – Como foi a programação

09h – Juazeiro (BA)
Inaugurações de dois novos canais públicos de TV digital e de 23 Estações de Torres para ampliação da conectividade em áreas rurais.

Local: Praça Barão do Rio Branco- Barão do Rio Branco n°, Centro, Juazeiro- BA

10h30 – Juazeiro (BA)
Celebração dos 10 anos do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC Univasf), unidade do programa Computadores para Inclusão que promove capacitação profissional e reaproveitamento de equipamentos eletrônicos.

Local: Complexo Multieventos da Univasf – Avenida Antônio Carlos Magalhães, 510, Juazeiro/BA

16h – Petrolina (PE)
Formatura de 1,5 mil alunos dos programas Computadores para Inclusão e Carreta Digital.

Local: Fundação Nilo Coelho – R. Aristarco Lopes, 330 – Centro, Petrolina/PE

O ministro recebeu a imprensa onde comentou as ações do ministério

Assessor em Viagem: Victor Alves – (61) 99271 4972

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Sindicato dos Produtores Rurais reúne autoridades e cobra reforço na segurança dos perímetros irrigados de Petrolina

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Preocupado com o aumento da violência na zona rural de Petrolina, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, convocou uma reunião para discutir medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública nos perímetros irrigados do município.

O encontro contou com a presença de representantes da Câmara de Vereadores de Petrolina e do Distrito de Irrigação Senador Nilo Coelho (DINC), que debateram a necessidade de uma atuação mais efetiva das forças policiais nas áreas rurais.

Segundo Jailson Lira, os projetos irrigados Nilo Coelho, Maria Tereza e Bebedouro concentram atualmente uma população próxima de 100 mil habitantes, exigindo uma atenção especial do poder público. “A escalada da violência tem sido ascendente e precisamos alertar os poderes públicos para que olhem de forma especial para esses núcleos de irrigação, garantindo mais segurança aos produtores, trabalhadores e a todos que circulam e vivem nesses ambientes”, afirmou.

Embora a preocupação seja mais ampla, o dirigente reconheceu que o assassinato do produtor rural Walter dos Santos Rocha, de 63 anos, ocorrido no Projeto Maria Tereza, contribuiu para ampliar o alerta entre as entidades representativas da região.

Walter foi executado a tiros dentro da própria propriedade no dia 25 de maio deste ano. Além de produtor de frutas, ele exercia papel de liderança no setor, atuando como presidente do Conselho Fiscal do DINC e diretor da Cooperativa dos Produtores de Manga da Região de Petrolina (Cooper Manga). O caso segue sendo investigado pela 25ª Delegacia de Homicídios de Petrolina.

A reunião promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais busca mobilizar autoridades e representantes da sociedade para a construção de ações que ampliem a presença das forças de segurança nos perímetros irrigados, considerados estratégicos para a economia do Vale do São Francisco. (Ascom)

Com presença do ministro das Comunicações, CRC da Univasf celebra uma década de atuação

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O ministro Frederico de Siqueira Filho participou de solenidade magna realizada no Complexo Multieventos.

Primeiro Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) implantado em uma universidade brasileira, o CRC da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tornou-se referência nacional em inclusão digital e transformação social. Essa trajetória, construída ao longo de uma década, foi celebrada na última quarta (17) e quinta-feira (18), durante o Encontro Nacional em Inclusão Digital e Transformação Social, programação comemorativa pelos 10 anos do projeto. As atividades contaram com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, que participou da solenidade magna realizada ontem (18), no Complexo Multieventos do Campus Juazeiro.

Além do ministro, o evento reuniu representantes do Ministério das Comunicações (MCom), gestores da Univasf, parceiros e beneficiários do projeto. A mesa de honra da solenidade foi composta pelo ministro Frederico de Siqueira Filho; pelo secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Barros Tercius; pelo conselheiro-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Octavio Penna Pieranti; pelo reitor da Univasf, Telio Nobre Leite; pela vice-reitora da Univasf, Lucia Marisy de Oliveira; pelo prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves; pela coordenadora do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) da Univasf, professora Márcia Bento Moreira; e pelo coordenador-geral de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, André Fernandes Lima.

Durante a solenidade magna, foram realizados o lançamento do selo comemorativo dos 10 anos do Centro de Recondicionamento de Computadores, a entrega de certificados de conclusão de cursos aos participantes das ações de capacitação e o descerramento da placa alusiva à primeira década de atuação do projeto.

Integrante do Programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, o CRC da Univasf tornou-se referência nacional por sua atuação junto a comunidades indígenas, quilombolas, povos de terreiro, comunidades de fundo de pasto e instituições sociais do Semiárido.

“Este projeto reúne educação, tecnologia e sustentabilidade e alcança jovens, adultos e pessoas idosas. Por meio da educação, os participantes podem ampliar suas oportunidades e construir melhores condições de vida. Também buscamos alternativas para levar internet às áreas rurais e comunidades quilombolas. Queremos que esses computadores cheguem a quem mais precisa e sejam instrumentos de acesso ao conhecimento”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante a cerimônia.

Para a vice-reitora da Univasf, Lucia Marisy de Oliveira, os resultados alcançados pelo CRC ao longo da última década refletem o compromisso da instituição com a transformação social e o diálogo com as comunidades. “Milhares de pessoas já foram beneficiadas pelo CRC, e isso é motivo de grande satisfação. Entendemos que a missão da universidade é aproximar as comunidades da instituição e, ao mesmo tempo, aprender com os conhecimentos que elas trazem. Todos os saberes são importantes. Quando promovemos esse encontro, a universidade também se fortalece e se renova. É essa troca que contribui para fazer da nossa instituição uma das melhores do Brasil”, afirmou.

A abertura da programação comemorativa foi realizada na noite da quarta-feira (17), com apresentação de taikô da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Médio São Francisco (Acenibra) e pronunciamentos institucionais. A mesa de honra foi composta pelo reitor da Univasf, Telio Nobre Leite; pela coordenadora-geral do CRC da Univasf, professora Márcia Bento Moreira; pelo coordenador-geral de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, André Fernandes Lima; pela chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MCom, Ludymilla Cristinne dos Santos Chagas; pelo docente do Colegiado de Engenharia Mecânica da Univasf, Henrique Takashi, responsável pela equipe de Manufatura Aditiva e Automação do CRC; e pela cacica Yatanã, da aldeia Kariri-Xocó da Bahia.

André Fernandes Lima, coordenador-geral de Inclusão Digital do MCom, ressaltou o caráter inovador da iniciativa e sua importância para a expansão da política pública de inclusão digital no país. “É um trabalho único. Não existe em nenhum outro lugar do Brasil uma experiência exatamente como a que é desenvolvida aqui. Desde o início do projeto, em 2015, temos acompanhado avanços significativos na promoção da inclusão digital e no fortalecimento de instituições sociais”, afirmou.

Na mesma perspectiva, a coordenadora-geral do CRC da Univasf, professora Márcia Bento Moreira, destacou o impacto social construído ao longo da última década e a participação ativa da comunidade nesse processo. “Essa é a verdadeira transformação social. Todos fazem parte dessa história. Cada pessoa presente aqui teve a oportunidade de participar de uma formação, adquirir novos conhecimentos e se desenvolver. É isso que torna esse projeto tão especial e transformador para a comunidade”, afirmou.

O reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, destacou que os resultados alcançados pelo CRC refletem o compromisso institucional da Universidade com a transformação social do território. “O CRC completa 10 anos mostrando resultados e renovando constantemente suas ações. A Univasf está presente neste território há mais de 20 anos, transformando vidas por meio da educação, e a inclusão digital é uma ferramenta muito importante nesse processo de transformação social. Com o CRC, temos levado oportunidades a diferentes comunidades, promovendo acesso à tecnologia, qualificação e cidadania”, afirmou.

O Brasil e a Bahia celebram hoje(18.06) os 80 anos da cantora Maria Bethania

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Maria Bethânia em cena no show comemorativo dos 50 anos de carreira, 'Abraçar e agradecer', estreado em 2015 — Foto: Rodrigo Goffredo

♬ Maria Bethânia construiu discografia praticamente irretocável ao longo de 61 anos de carreira fonográfica. A força da artista também se manifesta em gravações de estúdio. Contudo, há consenso entre os seguidores de Bethânia – cantora que completa 80 anos hoje, 18 de junho, cercada de louvações nas redes sociais e na imprensa cultural – de que é no palco que a intérprete se manifesta em toda a plenitude.

De fato, Bethânia doma os palcos com magnética presença cênica. Tanto que foi em cena que a cantora despertou a atenção do Brasil pela primeira vez, em fevereiro de 1965, ao cantar “Carcará” no teatralizado show “Opinião”. De lá para cá, Maria Bethânia se impôs como a senhora da cena.

No começo, os shows eram em boates. Depois, passaram a ser feitos em teatros – habitat natural para intérprete de veia dramática. Na medida em que Bethânia teve ampliada a popularidade, a partir da segunda metade da década de 1970, a cantora passou a se apresentar em grandes casas de shows.

Recentemente, transitou por arenas e estádios do Brasil ao lado de Caetano Veloso em turnê calcada na magnitude do reencontro dos irmãos no palco. E a força é a mesma no palco de um estádio ou no palco de uma casa pequena de pouco mais de 100 lugares como o clube carioca Manouche, onde Bethânia estreou o show “Claros breus” em julho de 2019.

Com o auxílio do diretor Fauzi Arap (1938 – 2013), Maria Bethânia cristalizou um molde de espetáculo conceitual em que músicas e textos (geralmente poemas) se costuram em roteiros que jamais perdem o fio da meada. O embrião da fórmula foi o show “Comigo me desavim”, estreado em 1967. Entretanto, foi a partir do antológico espetáculo “Rosa dos ventos – O show encantado”, em 1971, que a costura se alinhavou e deu o tom dos shows posteriores da artista, alguns de caráter nitidamente político na época da ditadura, caso de “A cena muda” (1974).

Dentro do (limitado) raio de visão do colunista e crítico musical do g1, os espetáculos “Nossos momentos” (1982), “Âmbar” (estreado em 1996 e perpetuado em 1997 no álbum duplo intitulado “Imitação da vida”), “Maricotinha” (2001), “Dentro do mar tem rio” (2006) e “Abraçar e agradecer” (2015) sobressaem na trajetória de Maria Bethânia nos palcos.

É na cena que espoca a aguçada inteligência da intérprete, capaz de editar longo poema de Fernando Pessoa (1888 – 1935) com timing preciso para que os versos surtam o maior efeito possível na plateia. É quando inflexões e pausas feitas no momento certo se revelam tão importantes quanto o canto em si.

Bethânia é bicho de palco. Sabe onde pisa. Por isso, domina a cena, sendo capaz de revitalizar uma música antiga, potencializando o sentido dessa composição ao reapresentá-la em medley sagaz. Basta lembrar a junção do samba “Purificar o Subaé” (Caetano Veloso, 1981) com “Miséria” (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Sérgio Britto, 1989) – sucesso do grupo Titãs – no show “Brasileirinho” (2003). Tudo fez (amis) sentido.

Bethânia também sempre soube que um show jamais pode ser a mera reprodução de um disco. É preciso que o roteiro ofereça algo mais, nem que seja uma música inédita no canto da artista! E foi assim que “Gitã” (Raul Seixas, 1974) magnetizou os espectadores do show feito por Bethânia com Chico Buarque em 1975.

Foi também assim que “Vida”, canção lançada pelo mesmo Chico Buarque em 1980, reapareceu dois anos depois devidamente intensa e definitiva na intepretação de Bethânia no show “Nossos momentos” (1982). Momentos de luz – “Luz, quero luz!”, bradava ao cantar “Vida” – de voz e de sonho, como poetizou Caetano Veloso na canção feita para o referido espetáculo de 1982. Momentos intensos. Momentos do amor demais que brota do canto magnético de Maria Bethânia a cada vez que essa senhora cantora entra em cena para domar o palco.