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Veja quem terá restituição automática da Receita mesmo sem declarar IR

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Receita Federal vai pagar restituições automáticas do Imposto de Renda para cerca de 4 milhões de contribuintes que não eram obrigados a declarar, mas tiveram imposto retido em 2024. Valores serão depositados via Pix em julho e podem chegar a R$ 1 mil por pessoa

Veja quem terá restituição automática da Receita mesmo sem declarar IR

(FOLHAPRESS) – A Receita Federal vai pagar restituição do Imposto de Renda a cerca de 4 milhões de contribuintes que não estavam obrigados a declarar, mas que têm direito de receber os valores porque tiveram imposto retido pelo fisco em 2024.

Ao todo, serão pagos R$ 500 milhões em restituições automáticas, referentes a declarações que deveriam ter sido entregues no ano de 2025, mas que não foram. As declarações serão feitas pela própria Receita, também de forma automática.

O dinheiro será depositado em 15 de julho, por meio de Pix, desde que a chave do contribuinte seja o CPF.

A medida, considerada pela Receita como um mecanismo de “justiça fiscal”, será um teste e, se der certo, deverá se repetir pelos próximos anos, segundo o auditor-fiscal e supervisor Imposto de Renda em São Paulo, Ricardo Ribeiro Júnior.

Ribeiro Júnior diz que o fisco identificou contribuintes que, ao longo de 2025 (ano-calendário de 2024), tiveram imposto retido na fonte mesmo tendo rendimentos abaixo do limite que obrigam a entregar a declaração. Como essas pessoas não eram obrigadas a declarar e, em muitos casos, desconheciam que tinham direito à restituição, acabaram deixando de receber o dinheiro.

Para corrigir essa situação, a Receita fará uma declaração automática em nome desses contribuintes e incluirá os valores em um lote especial de restituição. A declaração será feita em 15 de junho, depois do fim do prazo do IR 2026, que termina em 29 de maio para quem é obrigado a declarar.

A Receita vem chamando a medida de cashback, por se tratar de uma devolução do que foi pago. Quem não quiser receber os valores, pode fazer essa opção por meio do eCAC, que é o Centro de Atendimento Virtual da Receita.

A mesma regra vale para quem teve imposto retido em 2024, não declarou em 2025 porque não era obrigado e quer receber os valores de volta. O prazo para ter acesso a esse dinheiro é de até cinco anos.

*QUEM TERÁ DIREITO À RESTITUIÇÃO AUTOMÁTICA?

A declaração automática não será feita para todos os contribuintes. A Receita definiu critérios para garantir segurança no processo e evitar pagamentos indevidos. Terão direito aqueles que:

– Não eram obrigados a declarar o Imposto de Renda no ano passado, mas tiveram desconto do IR em 2024
– Não entregaram a declaração por conta própria
– Têm restituição de até R$ 1.000 para receber
– Estão com o CPF regular
– Apresentam baixo risco fiscal, ou seja, não possuem indícios de inconsistências que podem levar à malha fina
– Têm chave Pix cujo número é o CPF, única forma escolhida para o pagamento

De acordo com Ribeiro Júnior, a exigência da chave Pix CPF foi adotada porque a Receita não consegue confirmar, com segurança, a titularidade de outras contas bancárias, como contas conjuntas ou encerradas.

COMO VAI FUNCIONAR A RESTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DO IMPOSTO DE RENDA?

As declarações automáticas serão feitas no dia 15 de junho de 2026 pela Receita Federal, no modelo simplificado. Caso o contribuinte tenha alguma dívida com a Receita Federal, esses valores serão descontados da restituição antes do pagamento.

Mesmo sem precisar fazer nada, o contribuinte continuará tendo total controle sobre o processo. Será possível recusar a declaração automática ou retificar, caso identifique alguma informação incorreta.

COMO CONSULTAR SE VAI RECEBER?

Quem quiser saber se foi incluído no lote especial poderá consultar o aplicativo da Receita Federal ou os canais de consulta simplificada, informando apenas CPF e data de nascimento, no site do fisco. Se constar pagamento em 15 de julho de 2026, significa que a restituição foi liberada automaticamente.

Para fazer a consulta no aplicativo ou no eCAC, o contribuinte precisa informar a senha do Portal Gov.br.

O QUE SIGNIFICA BAIXO RISCO FISCAL PARA A RECEITA FEDERAL?

Segundo Valdir Amorim, especialista em Imposto de Renda da IOB, o contribuinte de baixo risco é aquele cuja situação não apresente qualquer possibilidade de questionamento pela Receita. Em outras palavras, são casos em que a declaração não teria risco algum de cair na malha fina.

Amorim afirma que a iniciativa da Receita é um projeto-piloto e representa uma mudança importante na relação entre o fisco e o contribuinte ao tornar o processo mais simples para quem tem valores pequenos a receber, mas deixa como alerta que todo cidadão que teve IR descontado e não é obrigado a declarar pode receber o montante de volta.

Ele diz que, por exemplo, quem tem direito à restituição em valor maior do que o R$ 1.000 -limite que o fisco vai pagar- só receberá se fizer a própria declaração.

POSSO RECUPERAR RESTITUIÇÕES DE ANOS ANTERIORES?

Se o contribuinte descobrir que se enquadra nessa situação, pode verificar se também deixou de receber restituições em anos anteriores. Segundo Ricardo Ribeiro Júnior, ainda é possível enviar declarações retroativas dentro do prazo legal de cinco anos.

A Receita orienta que contribuintes nessa situação avaliem, pelo menos, os anos a partir de 2022.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA?

O pagamento da restituição do Imposto de Renda segue uma ordem de prioridade definida por lei e por normativas da Receita Federal. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração.

Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:
1 – Idoso com 80 anos ou mais
2 – Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
3 – Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
4 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
5 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
6 – Demais contribuintes

COMO SERÁ O PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR EM 2026?

Além do lote de pagamento automático da restituição a quem teve IR retido em 2024, a Receita deverá pagar cerca de R$ 16 bilhões em restituições do IR no primeiro lote de 2026 para 9 milhões de contribuintes. Esse valor é referente ao ano de 2025.

O total, que deve consolidar o lote como o maior da história, é uma estimativa com base no que foi pago no ano passado. No primeiro lote de 2025, R$ 11 bilhões foram liberados a 6,3 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita planeja pagar dois megalotes em maio e junho, que devem contemplar 18 milhões de declarantes.

O fisco vai pagar quatro lotes de restituição em 2026, de maio a agosto, em vez dos tradicionais cinco lotes, como ocorre há alguns anos. Além disso, prevê quitar as restituições de 80% dos contribuintes nos dois primeiros lotes. Cada um deles terá 9 milhões de contemplados.

VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

Serão quatro lotes.
Lote Data de pagamento
1º lote 29 de maio
2º lote 30 de junho
3º lote 31 de julho
4º lote 31 de agosto

QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:

– Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 35.584,00
– Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
– Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
– Realizou operações de venda nas Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto
– Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
– Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
– Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
– Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de

21 de novembro de 2005
– Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
– Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
– Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:
– Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
– Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)
Consulta começa às 9h e estará disponível no aplicativo Meu Imposto de Renda e no site oficial do órgão. Dinheiro será depositado em 29 de maio, que também é o último dia de entrega das declarações

Folhapress | 14:48 – 18/05/2026
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Se ligue! Hantavírus: o que é a doença, sintomas e como se prevenir após morte confirmada no Brasil

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Doença tem sintomas semelhantes aos da gripe; diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino/ Handout / ARGENTINE HEALTH MINISTRY / AFP

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino ( Handout / ARGENTINE HEALTH MINISTRY / AFP)

A morte de um homem de 46 anos em Carmo do Paranaíba (MG), confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde no último domingo (10), acende um alerta em todo o país sobre a gravidade do hantavírus. Como os sinais iniciais da infecção podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum, a rapidez na busca por atendimento médico torna-se o fator decisivo entre a recuperação e o agravamento do quadro.

Sobre a transmissão

Diferente da leptospirose (comum em áreas urbanas após enchentes), a hantavirose está ligada ao ambiente rural e a roedores silvestres. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis; partículas minúsculas formadas a partir da urina, fezes ou saliva de animais infectados que ficam suspensas no ar.

Outras formas de contágio incluem:

– Contato direto: Através de mordidas ou ferimentos na pele.
– Mucosas: Tocar olhos, boca ou nariz com as mãos contaminadas.
– Transmissão humana: Embora rara, a variante Andes permite o contágio de pessoa para pessoa.

Sintomas comuns na fase inicial

– Febre;
– Dores de cabeça, lombar e abdominal;
– Dor nas articulações;
– Sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos ou diarreia).

Sintomas de alerta

Com a progressão, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Este é o estágio de maior risco, apresentando:

– Dificuldade de respirar e respiração acelerada;
– Tosse seca;
– Batimentos cardíacos acelerados;
– Pressão baixa.

Quando procurar um médico?

Qualquer pessoa que apresente febre e dores no corpo e que, nos dias anteriores, tenha frequentado ambientes rurais, matas, armazéns ou locais com presença de roedores, deve procurar uma unidade de saúde imediatamente.

Ao ser atendido, é indispensável relatar ao profissional de saúde o contato com esses ambientes. Essa informação é o “fio da meada” para que o médico suspeite de hantavirose e inicie o suporte necessário antes que o quadro se agrave.

Identificar a fase inicial é importante, porque não existe um medicamento antiviral específico; o tratamento baseia-se no suporte clínico hospitalar para estabilizar o paciente. Dessa forma, o diagnóstico precoce é a principal arma contra a alta taxa de mortalidade da doença.

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Abertas as inscrições para os ´Programas de Iniciação Científica e Tecnológica da HU Brasil:’

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            19 vagas para o Hospital Universitário-Univasf

Foram lançados os editais dos Programas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC/PIT) da Rede HU Brasil, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No total, estão sendo ofertadas 849 vagas, sendo 492 para o PIC e 357 vagas para o PIT.  Metade das vagas é destinada a ações afirmativas. O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) disponibiliza 19vagas, das quais 08 são para o PIT e 11 para o PIC.

De acordo com José Santana, diretor de Ensino, Pesquisa e Inovação “o objetivo é que o PIC e o PIT contribuam para consolidar os nossos 45 hospitais como grandes promotores de pesquisa e inovação para o SUS. Queremos que a ciência e a criatividade sejam parte do dia a dia dos nossos estudantes e da Rede HU Brasil.”  

Para o gerente de Ensino e Pesquisa, Ricardo Santana, “os novos ciclos dos programas são uma oportunidade de integrar ainda mais os acadêmicos da Univasf às necessidades do Hospital Universitário, gerando resultados que impactam positivamente a saúde da população do Vale do São Francisco”. 

Podem concorrer às vagas reservadas para ações afirmativas candidatos com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário-mínimo (RF), pessoas pretas ou pardas (PPP), pessoas com deficiência (PCD), pessoas indígenas (PI) e pessoas quilombolas (PQ) que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. As bolsas têm duração de 12 meses e valor mensal de R$ 700,00.

As inscrições seguem até 28 de junho. O resultado preliminar da análise dos projetos será divulgado em 5 de agosto, com resultado final no dia 13 e resultado definitivo dos programas no dia 21 do mesmo mês. O início das atividades está previsto para 1º de setembro de 2026.

O que há de novidade neste ciclo? 

Aumento do número de vagas 

De acordo com o coordenador de Pesquisa e Inovação, Felipe Roitberg, “o novo ciclo reforça o compromisso da HU Brasil com a pesquisa e a inovação ao ampliar o número de bolsas dos Programas de Iniciação Científica e Tecnológica, passando de 758 para 849 bolsas em relação ao ano anterior. Um investimento da ordem de 7,5 milhões de reais.”

O gestor acrescenta que “o PIC e o PIT representam uma oportunidade a mais ao PIBIC e PIBITI para que os graduandos das universidades federais vinculadas à HU Brasil possam desenvolver seus projetos em pesquisa e inovação, orientados por docentes e pesquisadores das Universidades e dos HUFs da HU Brasil.”

Sistema de inscrição unificado  – As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo formulário eletrônico do sistema RedCap.

Publicação nos Anais do PIC e PIT – Os alunos participantes do PIC e PIT HU Brasil terão a oportunidade de publicar seus projetos nos Anais do Programa de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica da HU Brasil.

Para mais informações, consulte o site do PIC e do PIT e a gerência de Ensino e Pesquisa do HU-Univasf.

Acesse os formulários de inscrição clicando aqui: PIC | PIT.

Sobre a HU Brasil

O HU-Univasf faz parte da HU Brasil desde 2015. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.

Informações da Ascom

Concursos no Brasil: confira agenda com mais de duas mil vagas e salários de até 26 mil reais

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Vagas para diversos níveis e áreas de atuação em todas as regiões do país

A agenda de concursos desta semana traz uma variedade de oportunidades em diferentes áreas, como educação, direito, contabilidade, administração, eletroeletrônica, mecânica, comunicação, saúde e militar, com vagas para os níveis fundamental, médio, técnico e superior. 

Nacional

Concurso Marinha 
Vagas: 26
Prazo: 20 de maio
Taxa de inscrição: R$ 150,00
Cargos: segundo-tenente
Área: diversas
Nível: superior
Remuneração: R$ 9.905,12 
Inscrição: neste link

Concurso NAV Brasil
Vagas: 858
Prazo: 28 de maio
Taxa de inscrição: R$ 83,64 ou R$ 93,64, conforme nível
Cargos: técnico em infraestrutura e manutenção, advogado, psicólogo, engenheiro, analista de tecnologia, dentre outros
Área: diversas 
Nível: médio, técnico e superior
Remuneração: R$ 4.632,10 a R$ 10.868,68
Inscrição: neste link

Concurso Marinha do Brasil
Vagas: 10
Prazo: 12 de junho
Taxa de inscrição: R$ 85,00
Cargos: terceiro-sergento
Área: eletroeletrônica e mecânica
Nível: técnico 
Remuneração: R$ 1.544,62 (inicial)
Inscrição: neste link

Pernambuco

Processo seletivo simplificado Prefeitura de Casinhas
Vagas: 19
Prazo: 19 de maio
Taxa de inscrição: não será cobrada
Cargos: fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, médico (diversas especialidades), cirurgião dentista, fisioterapeuta, enfermeiro e profissional de educação física
Área: saúde
Nível: superior
Remuneração: R$ 1.621,00 a R$ 10.000,00
Inscrição: presencialmente, na Secretaria Municipal de Saúde de Casinhas, ou pelos Correios

Processo seletivo simplificado Prefeitura de Surubim
Vagas: 2
Prazo: 22 de maio
Taxa de inscrição: não será cobrada
Cargos: oficineiro de artesanato e orientador social
Área: assistência social
Nível: médio e superior
Remuneração: R$ 1.621,00
Inscrição: presencialmente, na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Surubim, ou pelos Correios

Processo seletivo simplificado Prefeitura de Belo Jardim
Vagas: 181
Prazo: 26 de maio
Taxa de inscrição: R$ 60,00 a R$ 95,00, conforme nível
Cargos: vigia, cuidador, pedreiro, eletricista, técnico de raio X, técnico de enfermagem, assistente social, nutricionista, psicólogo, médico (diversas especialidades), terapeuta ocupacional, dentre outros
Área: diversas
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Remuneração: R$ 1.621,00 a R$ 7.000,00
Inscrição: neste link

Concurso UPE
Vagas: 19
Prazo: 27 de maio
Taxa de inscrição: R$ 120,00 ou R$ 160,00, conforme nível
Cargos: analista técnico em gestão universitária (bibliotecário) e assistente técnico em gestão universitária (assistente administrativo, técnico em laboratório de análises clínicas e técnico em informática)
Área: diversas
Nível: médio, técnico e superior
Remuneração: R$ 1.986,78 e R$ 3.868,48
Inscrição: neste link

Concurso Câmara de Ferreiros
Vagas: 5
Prazo: 28 de maio
Taxa de inscrição: R$ 95,00 ou R$ 110,00, conforme nível
Cargos: agente administrativo, auxiliar de serviços diversos, técnico de controle interno e contador
Área: administração e contabilidade
Nível: médio e superior
Remuneração: R$ 1.621,00 a R$ 1.900,00
Inscrição: neste link 

Processo seletivo simplificado Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns (AESGA)
Vagas: 10
Prazo: 8 de junho
Taxa de inscrição: R$ 250,00
Cargos: professor (diversas especialidades na área de medicina)
Área: saúde
Nível: superior
Remuneração: R$ 28,35 a R$ 39,44 por hora de aula
Inscrição: neste link

Concurso Prefeitura de Santa Filomena
Vagas: 209
Prazo: 8 de junho
Taxa de inscrição: R$ 75,00 a R$ 120,00, conforme nível
Cargos: assistente social, enfermeiro, biomédico, médico, professor, agente de combate às endemias, técnico (diversas especialidades), agente comunitário de saúde, auxiliar de serviços gerais, merendeira, dentre outros
Área: diversas
Nível: fundamental, médio e superior
Remuneração: R$ 2.500,00 a R$ 12.000,00
Inscrição: neste link

Concurso Prefeitura de Cedro

Vagas: 142
Prazo: 14 de junho
Taxa de inscrição: R$ 80,00 a R$ 140,00, conforme nível
Cargos: auxiliar de serviços gerais, vigia, merendeira, agente administrativo, técnico em informática, técnico em enfermagem, controlador interno, médico, psicólogo, professor, dentre outros
Área: diversas
Nível: fundamental, médio e superior
Remuneração: R$ 1.621,00 a R$ 6.000,00
Inscrição: neste link

Concurso Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL)
Vagas: 26
Prazo: 19 de junho
Taxa de inscrição: R$ 150,00
Cargos: gestor especializado em ciência e tecnologia (diversas especialidades)
Área: administração, economia, jornalismo e tecnologia da informação
Nível: superior
Remuneração: R$ 5.767,15
Inscrição: neste link

Amapá

Concurso Universidade Federal do Amapá
Vagas: 51
Prazo: 12 de junho
Taxa de inscrição: R$ 100,00 ou R$ 150,00, conforme nível
Cargos: técnico em enfermagem, técnico de laboratório (diversas especialidades), analista em tecnologia da informação, engenheiro, estatístico, nutricionista, médico veterinário, dentre outros
Área: diversas
Nível: médio, técnico e superior
Remuneração: R$ 3.181,39 a R$ 5.215,39 + benefícios
Inscrição: neste link 

Distrito Federal

Concurso Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia
Vagas: 310
Prazo: 22 de junho
Taxa de inscrição: R$ 60,00 ou R$ 65,00, conforme nível
Cargos: assistente operacional – administrativo geral e analista técnico (diversas especialidades)
Área: contabilidade, comunicação e direito
Nível: médio, técnico e superior
Remuneração: R$ 4.646,08 a R$ 7.520,56
Inscrição: neste link

Concurso Polícia Civil do Distrito Federal
Vagas: 150
Prazo: 25 de maio
Taxa de inscrição: R$ 310,00
Cargos: delegado
Área: direito
Nível: superior
Remuneração: R$ 26.690,15
Inscrição: neste link

Minas Gerais

Concurso Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Vagas: 342
Prazo: 17 de junho
Taxa de inscrição: R$ 106,00 ou R$ 230,00, conforme cargo
Cargos: soldado de 1ª classe, soldado de 2ª classe, cadete e 2° tenente
Área: militar
Nível: superior
Remuneração: R$ 4.562,30 a R$ 11.547,07
Inscrição: neste link (soldados) ou neste link (cadete e 2º tenente)

Concurso Polícia Penal do Rio Grande do Sul
Vagas: 213
Prazo: 12 de junho
Taxa de inscrição: R$ 124,02 ou R$ 282,79, conforme nível
Cargos: policial penal, técnico administrativo da polícia penal e analista da polícia penal (diversas especialidades)
Área: diversas
Nível: médio e superior
Remuneração: R$ 5.159,25 a R$ 9.745,26
Inscrição: neste link

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6º Congresso Brasileiro do Plástico reúne líderes para discutir o futuro da indústria

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Evento promovido pelo Instituto SustenPlást acontece em agosto, em Joinville, com programação voltada à inovação, ciência, sustentabilidade e competitividade industrial

A indústria brasileira de transformação de plásticos, que abastece cadeias estratégicas como alimentos, saúde, construção civil, agronegócio, mobilidade e bens de consumo, estará no centro de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. Nos dias 26 e 27 de agosto, Joinville (SC) recebe o 6º Congresso Brasileiro do Plástico, com uma programação voltada a temas como inteligência artificial, economia circular, inovação industrial e competitividade.

6º Congresso Brasileiro do Plástico tem caráter educativo e é aberto à sociedade, com a proposta de ampliar o acesso a informações científicas sobre o material plástico e a sua relevância em diferentes segmentos econômicos e sociais. Realizado de forma bienal, o encontro chega à sexta edição consolidado como um dos principais fóruns de debate técnico do setor no país, com histórico de participação de especialistas brasileiros e estrangeiros.

A iniciativa é do Instituto SustenPlást, entidade criada oficialmente em 2017 com a proposta de ampliar a discussão sobre economia circular, educação ambiental e sustentabilidade aplicada à indústria de transformação plástica. Presidido por Alfredo Schmitt, industrial com mais de 45 anos de atuação no setor petroquímico e de transformação plástica, o instituto tem na gerência Simara Souza, especialista em economia circular e sustentabilidade industrial, com atuação voltada ao desenvolvimento de projetos de conscientização e educação socioambiental ligados ao setor.

“O debate sobre o plástico precisa ser tratado com responsabilidade técnica, ciência e visão de futuro. O Congresso Brasileiro do Plástico nasceu justamente para ampliar essa conversa, conectar conhecimento e mostrar como inovação e sustentabilidade caminham juntas dentro da indústria”, afirma Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást e do Congresso Brasileiro do Plástico.

Além do CBP, o Instituto SustenPlást lidera iniciativas de alcance socioambiental socioeambiental, como o Tampinha Legal, referência em economia circular; com oficinas solidárias voltadas a acessibilidade ;  o Instituto SustenPlást nas Escolas, iniciativa educativa focada em conscientização sobre consumo responsável e destino adequado pós-uso dos materiais; e a POA  Plast Run, primeira corrida de rua sustentável do Brasil , que se consolidou como referência nacional em sustentabilidade aplicada ao esporte.

Programação conecta indústria, ciência e transformação tecnológica

Com o tema “Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial”, a edição de 2026 será realizada pela primeira vez paralelamente à Interplast, ampliando a conexão entre conteúdo técnico, inovação industrial e ambiente de negócios.

Entre os nomes já confirmados estão o jornalista e escritor Leandro Narloch; Carlos Moreira, diretor executivo do Instituto Nacional do Plástico (INP) e responsável por projetos do Think Plastic Brazil; Paulo Henrique Rangel Teixeira, presidente executivo da Abiplast; o professor e pesquisador Derval Rosa, da UFABC; Cristiano Pospichil, especialista em inteligência estratégica aplicada; e Guido Aufdemkamp, diretor executivo da Flexible Packaging Europe.

A proposta da programação é reunir diferentes perspectivas sobre competitividade industrial, sustentabilidade, economia circular, transformação digital, inteligência artificial aplicada à manufatura e mercado internacional.

A expectativa da organização é reunir cerca de 500 participantes presencialmente, entre empresários, engenheiros, pesquisadores, estudantes, técnicos e lideranças da cadeia produtiva, além de público online. O histórico reforça a relevância do encontro: a edição de 2025 superou 2.600 participantes em formato híbrido, enquanto a edição integralmente digital de 2021 reuniu 2.500 participantes.

A realização dentro da Interplast amplia a inserção do 6CBP em um dos ambientes mais estratégicos da indústria de transformação, reforçando Joinville como polo de discussões sobre inovação e futuro industrial.

Serviço

6º Congresso Brasileiro do Plástico
Tema: Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial
Data: 26 e 27 de agosto de 2026
Local: Centro de Exposições Expoville, Joinville (SC)
Formato: presencial e online
Inscrições: https://www.cbplastico.com/2026/participe-do-cbp/inscricao.html
Credenciamento imprensa:  https://forms.gle/4dqBxjnuQG4A8Hn87

Sobre o Instituto SustenPlást

Criado oficialmente em 2017, o Instituto SustenPlást é uma entidade voltada à promoção de educação ambiental, economia circular e conscientização sobre o destino adequado dos materiais plásticos pós-uso. A organização atua na integração entre indústria, sociedade, instituições de ensino e setor público, com foco na disseminação de informação técnica e no incentivo a práticas sustentáveis aplicadas à cadeia produtiva do plástico.

Para mais informações, acesse:

Site: https://institutosustenplast.org.br/ 

Sobre o Congresso Brasileiro do Plástico

Iniciativa do Instituto SustenPlást, o Congresso Brasileiro do Plástico tem caráter educativo e acontece de forma bienal. Aberto à sociedade, o encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para debater ciência, inovação, sustentabilidade, mercado e transformação tecnológica ligados à indústria de transformação plástica.

Para mais informações, acesse:

Facebook: https://www.facebook.com/congressodoplastico,
Instagram: https://www.instagram.com/cbp_plastico/,
Youtube: https://www.youtube.com/c/CongressoBrasileirodoPl%C3%A1stico,
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/congresso-brasileiro-do-pl%C3%A1stico/
X: https://x.com/cbp_plastico

Sobre Alfredo Schmitt

Alfredo Schmitt é graduado em Química e Economia pela UFRGS, com especialização em Polímeros Olefínicos pelo Instituto de Macromoléculas da UFRJ. Atua há mais de 45 anos no setor petroquímico e de transformação plástica. É diretor da FFS Filmes, conselheiro do Instituto Nacional do Plástico (INP), conselheiro da Abiplast e presidente do Instituto SustenPlást, do Sinplast-RS e do Congresso Brasileiro do Plástico.

Sobre Simara Souza

Simara Souza é graduada em Processos Gerenciais, com especializações em economia circular e sustentabilidade industrial pela FGV e MIT. Atua há mais de uma década no Instituto SustenPlást, onde lidera iniciativas voltadas à valorização da indústria de transformação plástica por meio de educação, conscientização e implementação prática de projetos de economia circular.

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Prefeitura de Petrolina fortalece coleta seletiva e garante apoio a catadores durante festejos juninos

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Catadoras e catadores de materiais recicláveis que atuaram durante o evento Pra Sempre São João, no último final de semana, elogiaram a iniciativa da Prefeitura de Petrolina em promover o cadastramento dos trabalhadores, apoiar a comercialização do material recolhido junto às cooperativas e inovar com a criação de um espaço de acolhimento voltado aos profissionais e suas famílias.  Nos dois dias de evento, foram recolhidos quase meia tonelada de latinhas. Na sexta-feira (15), foram coletados 144 kg, enquanto no sábado (16) o volume chegou a 327 kg.

A catadora Silvana Silva de Souza, que atua há quatro anos na atividade, é mãe de 11 filho, e destacou a importância da iniciativa. “O cadastro é bom porque garante benefícios que trabalhando avulso a gente não tem. Esse espaço também ajuda a gente a vender o produto por um preço bom e com segurança”, afirmou. A colega de trabalho Joana Micaele Gomes da Silva, catadora e mãe de quatro filhos, também parabenizou a Prefeitura. “Estão de parabéns porque muitas vezes temos dificuldade para recolher nosso material, transportar e só conseguir vender no outro dia. Outra dificuldade é não ter com quem deixar nossos filhos para fazer a catação durante as festas e esses espaços nos ajudam”, completou, se referindo ao espaço que será disponibilizado durante os dias de São João no Pátio Ana das Carrancas.

A ação integra o cadastramento iniciado pela Prefeitura no mês de abril, voltado para catadores e catadoras que desejam atuar durante os festejos do ciclo junino 2026. A iniciativa busca fortalecer a coleta seletiva no período festivo, contribuir para a redução dos impactos ambientais e garantir apoio e geração de renda aos profissionais responsáveis por esse trabalho essencial.

Assessora de Comunicação da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil – Fotos: Deivid Menezes.

Ministro Dino relata ameaça sofrida em embarque e faz alerta a empresas sobre propagação de ódio

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Clima extremo custou quase US$ 3 bilhões a empresas em 2025, de acordo com CDP

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Chuvas intensas respondem por prejuízos de US$ 1,5 bilhão

Segundo nova análise do CDPmaior plataforma independente de divulgação ambiental do mundo, eventos climáticos extremos estão provocando impactos financeiros materiais em toda a economia global. Empresas reportaram que esses eventos causaram quase US$ 3 bilhões em perdas reais em 2025, principalmente devido ao aumento de custos diretos e paralisações operacionais. As chuvas intensas foram o principal fator isolado dessas perdas, representando US$ 1,5 bilhão entre as empresas respondentes.

O relatório Disclosure Dividend 2025 do CDP mostrou que o custo médio dos riscos por empresa foi de US$ 39,4 milhões, em comparação com apenas US$ 3,1 milhões para mitigá-los — quase 13 vezes menos.

No futuro, os números devem aumentar significativamente: as empresas projetam US$ 898 bilhões em impactos financeiros, principalmente devido a inundações, ciclones e chuvas intensas. Além disso, estima-se que quase metade dos riscos relacionados a eventos climáticos extremos deve se materializar nos próximos dois anos.

    Informações de Ana Paula Santos – Analista de projetos

Docência: uma profissão enferma e inviabilizada

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*Arthur V. F. Furtado

Os dados não deixam dúvidas: os professores estão doentes e submetidos a todo tipo de violência. Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo registrou a média de 95 afastamentos diários de docentes por problemas relacionados à saúde mental, segundo o Centro do Professorado Paulista. Pesquisa recente do Centro de Estatística Aplicada do Instituto de Matemática da USP, em conjunto com o Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo, apontou que 63,5% dos educadores da rede municipal afastaram-se por problemas de saúde ao longo de doze meses, enquanto 84% declararam sofrer algum tipo de transtorno mental. Nacionalmente, a pesquisa “Saúde Mental dos Educadores 2022”, realizada pela Nova Escola, em parceria com o Instituto Ame Sua Mente, demonstrou que 21,5% dos educadores consideram a sua saúde mental “ruim” ou “muito ruim”.

Além disso, as escolas brasileiras são notoriamente violentas e inseguras. Nesse sentido, a mesma pesquisa da USP constatou que 62,5% dos professores entrevistados relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência em seu ambiente de trabalho. De acordo com a FAPESP, os casos de violência escolar triplicaram em dez anos no país. Outrossim, de acordo com o 4º boletim técnico “Escola que Protege” (MEC/MDHC), entre 2001 e 2025, foram identificados 47 ataques de violência extrema, com 177 vítimas  56 fatais e 121 feridas.

O caminho para se chegar a esse estado de coisas foi construído ao longo de décadas, especialmente por políticos oportunistas, acadêmicos fanatizados e burocratas sedentos de cargos. Primeiro, providenciou-se a completa precarização das escolas e da carreira docente, materializada por prédios caindo aos pedaços, falta de material básico, diminuição progressiva da equipe de funcionários, baixos salários, etc.

Paralelamente, ideais antiensino e anti-intelectuais espalharam-se pelos cursos de formação e começaram a guiar as políticas públicas, atacando a importância dos conhecimentos escolares – base do desenvolvimento de qualquer tipo de competência , da memorização, do ensino explícito e dos métodos comprovadamente eficazes de alfabetização, trocando-os por uma barafunda de ideias pseudocientíficas e desastrosas, consubstanciadas na BNCC e na Reforma do Ensino Médio.

A cada resultado educacional ruim, a burocracia estatal respondia com mais controle, mais papelada, mais sobrecarga e, nos últimos anos, mais ameaças e punições. Por outro lado, anulou-se a autoridade do professor, desacreditado diante das famílias e dos próprios alunos.

Não bastava, porém, depredar a educação; era preciso encontrar um culpado para tamanho fracasso. O bode expiatório, é claro, foi o professor, tachado de despreparado, ineficiente, retrógrado, preguiçoso, elitista, tirânico e doutrinador. Assim, mesmo sem condições mínimas de trabalho e segurança, ele passou a ser tratado como a “Geni” do setor escolar, um rematado incompetente, mas que, paradoxalmente, recebe cada vez mais as incumbências negligenciadas pelo restante da sociedade. Como é bom, para os poderosos e omissos, culpar a vítima.

A educação brasileira está na lona e o apagão docente já se anuncia no horizonte. Para reverter essa trajetória, será preciso devolver racionalidade ao sistema educacional, pautando as reformas pelas evidências científicas e experiências bem-sucedidas, além de aprimorar o investimento, repensar maneiras de lidar com a violência dentro das escolas e devolver o comando das salas de aula a quem de direito: o professor. Do contrário, a docência continuará sendo sinônimo de adoecimento, e toda a sociedade brasileira continuará padecendo da enfermidade do analfabetismo e da ignorância.

*Artigo de Arthur V. F. Furtado, que  é professor, coordenador pedagógico, doutor em Educação Escolar e autor do livro “Queimem todos os professores”

18 de maio reforça alerta sobre violência sexual infantil no Brasil

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lEspecialistas defendem diálogo e educação como formas de prevenção

Urso de pelúcia; brinquedo; criança; infantil; ilustrativa — Foto: Pixabay/Reprodução

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio em todo o Brasil, reforça o alerta para um cenário ainda preocupante de violência infantil no país.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que mais de 70 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são registrados anualmente, enquanto especialistas defendem que diálogo familiar, educação emocional e acesso à informação são ferramentas fundamentais para prevenção.

A data foi instituída pela Lei Federal nº 9.970/2000 e integra a campanha Maio Laranja, movimento nacional de conscientização sobre a violência sexual infantil. O dia faz referência ao caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de oito anos sequestrada, violentada e assassinada em Vitória (ES), em 1973.

Além das ocorrências presenciais, especialistas alertam para o crescimento de situações facilitadas pela tecnologia. Um estudo realizado pelo UNICEF Innocenti, em parceria com a ECPAT Internacional e a Interpol, financiado pela Safe Online, revelou que uma a cada cinco crianças e adolescentes brasileiros sofreu violência sexual mediada por ambientes digitais ao longo de um ano. Redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens aparecem entre os principais ambientes de risco.

Dados do Disque 100 também mostram que a maior parte das violações ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou em círculos próximos de convivência da vítima.

Para a empresária Jessica Bruin, CEO da Bom Bom Book’s, editora especializada em títulos infantojuvenis,  o enfrentamento da violência infantil passa, principalmente, pela criação de espaços seguros de conversa dentro de casa e nas escolas.

“Falar sobre respeito ao próprio corpo, consentimento, tipos de agressão e situações inadequadas não significa assustar a criança. Significa protegê-la. O silêncio nunca foi uma estratégia de proteção. Informação, sim”, afirma Jéssica Bruin.

Segundo ela, muitas famílias ainda têm receio de abordar temas delicados com crianças, por acreditarem que determinados assuntos são complexos demais para a infância. No entanto, a especialista destaca que a construção da consciência e da segurança emocional devem começar desde cedo.

“Quando um tema é introduzido por meio de uma história, ele se torna compreensível. Quando é tratado com cuidado e base científica, ele se torna seguro. Quando é conversado em casa, ele se transforma em proteção”, diz.

A literatura infantil aparece como uma das ferramentas utilizadas para facilitar esse diálogo. Na coleção O que não cabe no meu mundo, da editora, temas como limites, respeito e diferentes formas de agressão são trabalhados de maneira lúdica e acessível para crianças.

“Não se trata de antecipar traumas. Trata-se de fortalecer a consciência. Crianças que aprendem desde cedo que podem falar, perguntar e relatar são mais seguras e têm mais ferramentas para buscar ajuda”, completa.

A campanha Maio Laranja utiliza como símbolo uma flor na cor laranja, representando a fragilidade da infância e a necessidade de proteção coletiva. Casos suspeitos de abuso ou exploração sexual infantil podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100, além de conselhos tutelares, delegacias especializadas e polícia.

Sobre a Bom Bom Book’s

A Bom Bom Book’s é uma editora brasileira especializada em literatura infantil e infantojuvenil, com sede em Belo Horizonte (MG) e produção internacional na China. Fundada oficialmente em 2015, a marca nasceu da experiência familiar no mercado editorial desde a década de 1980. Seus livros são vendidos em 72 países, traduzidos para sete idiomas e utilizados em escolas e programas educativos em todo o mundo. A editora é reconhecida por seu catálogo de obras com curadoria especializada e foco em temas como educação emocional, sustentabilidade, diversidade e desenvolvimento cognitivo infantil.

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Cuidado! Erros na declaração do IR aumentam risco de cair na malha fina

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Especialistas alertam para falhas comuns no Imposto de Renda que podem gerar multas, retenções e problemas fiscais

A proximidade do prazo final exige atenção redobrada, já que a pressa para enviar o documento pode aumentar o risco de inconsistências e erros de preenchimento - (crédito: EdiCase)

Faltando duas semanas para o encerramento do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) 2026, especialistas alertam que a confiança excessiva na declaração pré-preenchida e a falta de revisão continuam entre os principais motivos que levam os contribuintes à malha fina.

A Receita Federal já recebeu mais de 25,6 milhões de declarações de pessoas físicas neste ano. O prazo de envio começou em 23 de março e termina em 29 de maio. A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de documentos até o encerramento do período.

Entre as declarações já enviadas, mais de 60% utilizaram a modalidade pré-preenchida, ferramenta que ganhou espaço nos últimos anos por facilitar o preenchimento automático de informações fiscais. Apesar do avanço tecnológico, especialistas reforçam que o sistema não elimina a necessidade de conferência detalhada dos dados.

Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fabrício Tonegutti, muitos contribuintes acreditam que o modelo pré-preenchido funciona como uma declaração pronta, o que pode gerar problemas. “Ela ajuda muito, mas não elimina erros. Os dados vêm de terceiros, como bancos, empresas, médicos e fontes pagadoras. Se alguma dessas informações estiver errada ou incompleta, e o contribuinte não revisar, o problema continua existindo”, afirma.

Pontos de atenção

De acordo com dados do Fisco, os principais motivos que levam as declarações à malha fina continuam relacionados a falhas consideradas comuns no preenchimento. As despesas médicas lideram o ranking, representando 32,6% das retenções. Em seguida aparecem omissão de rendimentos (30,8%), outras deduções (16%) e diferenças no imposto retido na fonte (15,1%).

As despesas médicas concentram grande parte dos erros porque envolvem detalhes que costumam passar despercebidos pelo contribuinte. Segundo Tonegutti, é comum a inclusão de gastos não dedutíveis ou lançamentos sem documentação adequada.

“Muita gente declara qualquer gasto ligado à saúde sem verificar se ele realmente pode ser abatido. Vacinas, nutricionistas e enfermeiros, por exemplo, não entram como despesas dedutíveis no Imposto de Renda. Também há casos em que o contribuinte esquece de descontar o valor reembolsado pelo plano de saúde”, explica.

Outro erro recorrente é a omissão de rendimentos extras. O especialista destaca que muitos contribuintes lembram apenas do salário principal e acabam deixando de fora outras fontes de renda, como aluguel, aposentadoria, trabalhos temporários, aplicações financeiras e ganhos com ações ou fundos imobiliários. “Quando o dependente entra na declaração, todos os rendimentos dele também precisam ser informados. Esse é um detalhe que muita gente esquece”, ressalta.

Na categoria “outras deduções”, entram problemas relacionados a despesas educacionais fora das regras permitidas, pensão alimentícia preenchida incorretamente, inclusão indevida de dependentes e deduções sem comprovação documental.

Para evitar inconsistências, especialistas recomendam revisar recibos, informes de rendimento e dados bancários antes do envio da declaração, além de comparar os modelos simplificado e completo no próprio sistema da Receita. “Muita gente tenta montar a declaração imaginando qual opção fará pagar menos imposto. Mas o próprio programa já mostra qual modelo é mais vantajoso. O importante é preencher tudo corretamente e evitar improvisos”, reforça Tonegutti.

Alerta contábil

Erros na prestação de contas não atingem apenas pessoas físicas e grandes empresas. Organizações do terceiro setor e pequenos negócios também podem sofrer impactos financeiros e legais por falhas consideradas simples, como atraso no envio de declarações, omissão de receitas e informações cadastrais desatualizadas.

Segundo a diretora da Brasís Contabilidade, Cristiane Almeida, especialista em assessoria para pequenas empresas, erros na declaração podem gerar multas, bloqueios fiscais e até impedir a participação de organizações em editais públicos e parcerias futuras.

“Pequenas inconsistências podem travar a organização e prejudicar atividades sociais importantes. Falhas nos registros geram multas, atrasos na prestação de contas e questionamentos de órgãos fiscalizadores, afetando diretamente a credibilidade junto a doadores e parceiros”, afirma.

Entre os problemas mais recorrentes identificados por escritórios contábeis estão a omissão de doações recebidas, o preenchimento incorreto de receitas e despesas, a falta de atualização cadastral e o atraso no envio das obrigações fiscais.

Na prática, essas inconsistências podem levar à suspensão temporária do CNPJ, restrições fiscais e impedimentos legais que comprometem a continuidade de projetos sociais e o funcionamento administrativo das entidades.

De acordo com Cristiane, um dos principais erros ocorre na falta de integração entre os relatórios financeiros e a contabilidade oficial das organizações, especialmente em instituições que administram recursos de diferentes origens, como convênios, subvenções e doações privadas.

“Os profissionais do terceiro setor precisam revisar a prestação de contas de projetos em andamento, identificar corretamente a natureza de cada receita e despesa e garantir que todas as informações estejam alinhadas com os registros contábeis. O planejamento antecipado evita que problemas aparentemente simples se transformem em crises financeiras e institucionais”, explica.

A especialista também recomenda atenção à regularização cadastral de dirigentes e responsáveis legais, além do acompanhamento rigoroso dos prazos de envio das declarações fiscais.

Outro ponto considerado essencial é manter organizados os comprovantes de recebimentos, extratos de doações e documentos relacionados a despesas operacionais, reduzindo o risco de autuações futuras. “Com organização, conferência prévia das informações e suporte contábil especializado, é possível evitar restrições fiscais e preservar a credibilidade da instituição perante órgãos de fiscalização e parceiros financeiros”, recomenda Cristiane Almeida.