Acompanhe a entrevista com Lara Cavalcante, candidata a Deputada Estadual

Vinicius: Lara, qual é a sua perspectiva, e por que você quer ser candidata a deputada estadual?
Lara Cavalcanti: Porque eu quero ser deputada, né? [risos] Candidata eu já sou. Eh, eu quero ser deputada, Vinícius, e é muito bom conversar com você, porque a gente vê a carência de representações aqui da nossa terra, né? A gente já teve um tempo — e você conhece mais do que todo mundo, tá nesse meio político há muito tempo —, que a gente já teve uns quatro ou cinco deputados estaduais em uma legislatura. E hoje a gente praticamente não tem ninguém, né? O único que a gente tem, praticamente também não trabalhou pela nossa cidade nem pelo nosso Sertão, abandonando o cargo para ficar a serviço do ex-prefeito do Recife, João Campos.
E aí, diante disso, a gente também não vê ninguém fazendo o trabalho real de um deputado estadual. Quando você para e conversar com a população, a população às vezes não sabe nem o que é que faz um deputado estadual. E ele tem uma fundamental importância, né? Primeiro, ele fiscaliza os equipamentos públicos estaduais, ele cobra do Governo do Estado, ele faz esse papel de fiscalização junto à população, atendendo aí aos pedidos da população, como também cria leis, aprova leis, então discute o orçamento do Estado, para onde vão os recursos do Estado. E com isso ele pode canalizar muita coisa para as regiões como a nossa, que é o Sertão, onde eu pretendo defender.
Com todas essas carências e lacunas, eu entendo que eu sou uma pessoa que consigo ocupar esse espaço pela vivência que eu tenho com o jornalismo, pela vivência de conhecimento realmente em todas as áreas por ser jornalista, por ouvir tantas pessoas, o clamor, os pedidos. Então, eu acho que eu vou ser essa, aliás, eu acho não, tenho certeza que eu “vou ser essa representante que as pessoas tanto anseiam. Quando eu era eleitora, eu dizia: gente, eu não tenho ninguém para votar assim com gosto”, né? E aí hoje eu digo para as pessoas que elas podem votar em mim com confiança e, principalmente, tendo a certeza de que eu vou representá-las e elas vão ter muito, muito orgulho do mandato que eu vou fazer.
Vinicius: A Folha de São Paulo publicou essa semana que há uma expectativa muito positiva para que as mulheres assumam mesmo uma posição dentro da política brasileira. Você tem essa percepção?
Lara Cavalcanti: Tenho. Eu, por onde eu ando, as mulheres falam: “Poxa, que bom, queria tanto votar numa mulher”? Agora, não basta só ser mulher na política. A gente precisa não só ocupar um espaço dentro do partido, mas ter protagonismo nesse partido. E é o que eu digo para as mulheres que querem entrar na política assim como eu entrei: busquem esses partidos onde eles abram espaço para as nossas candidaturas, mas principalmente valorizem as nossas candidaturas. E é assim que eu me sinto na política, dentro do partido que eu escolhi: valorizada, priorizada.
A exemplo disso foi a minha candidatura de prefeita, né, em 2020. E agora, logo que acabou a campanha de 2020, minhas lideranças, Anderson Ferreira, André Ferreira, eles disseram para mim que era para continuar porque eu tenho potencial na política, eles enxergavam isso. Eh, e aí eu continuei e tô aqui como candidata a deputada estadual. Eu fui a primeira, inclusive, aqui do Sertão a anunciar, logo que acabou a candidatura de prefeita, que eu seria, na época, né, pré-candidata a deputada estadual. Então foi algo que foi construído e consolidando com muita certeza.
E eu acredito que é o início, né? Uma movimentação muito grande no país foi feita em torno de Michelle Bolsonaro, trazendo muitas mulheres para a política. Nosso partido, ele é protagonista, eh, quando a gente fala do campo nacional, nós somos protagonistas, muitas mulheres eleitas e fazendo história. Porque, como eu disse, não basta ocupar um cargo, não basta ser uma candidata. Essa mulher, ela precisa realmente se sobressair em seu mandato para mostrar que a gente tá na política porque a gente quer, porque a gente quer transformação, né? A gente não quer só ocupar um lugar, a gente quer ser protagonista.
Vinicius: Do ponto de vista político, as mulheres têm ocupado um espaço muito forte no Brasil, na discussão, porque elas talvez entendam até melhor, muitas vezes, do que os homens. Petrolina não é diferente. Petrolina, a cada dia cresce assustadoramente e você fica inclusive impressionado com tanta gente que você encontra e que você não conhece. A cidade tem realmente um impulso muito forte. Essa visão de Petrolina, que junta-se com o Vale, junta-se com o Sertão e que vai buscar também uma candidata mulher, isso lhe dá mais ânimo?
Lara Cavalcanti: Com certeza. Por onde eu ando, em todas as cidades, como Petrolina, Afrânio, Dormentes, aí quando a gente vai aqui para Lagoa Grande, Santa Maria, Orocó, Bodocó, Cabrobó, são cidades que necessitam. Salgueiro, a gente pode ir até Exu também e tem várias outras cidades. Parnamirim que eu tenho percorrido, onde as pessoas realmente querem essa representação. Não porque nós sejamos melhores do que os homens, mas eu acho que as mulheres junto aos homens na política, a gente só tem a ganhar.Porque os homens, eles têm uma visão na política talvez mais de obras, de algo de pista, de asfalto, mais de infraestrutura. A gente gosta da coisa mais humana, do cuidado, por sermos mulheres, mães. E aí quando a gente ocupa esses cargos, a gente passa a ter um olhar diferente para essas pautas que muitas vezes são deixadas de lado, achando que não são prioridades.
Por isso, o olhar feminino dentro da política é diferente, eu acho que traz mais parceria nesse aspecto. Traz mais visibilidade também. Então, eu acredito que quando as pessoas me encontram, dizem: “Nossa, como você é nova”, né? Eles acham que eu já não tenho uma bagagem de vida. Porque, na verdade, o que me trouxe para a política não foi um pai político, não foi um avô político, não foi uma família política, mas sim a minha experiência de vida. É o meu conhecimento enquanto ser humano, enquanto profissional, enquanto mãe, que me trouxe para a política. Foi olhar e enxergar muitas lacunas e pessoas completamente sem voz, desassistidas, sem cuidados.
Por isso, eu entendo que a minha participação na política, ela vai muito para além das emendas parlamentares, que eu pretendo fazer uma boa distribuição desse recurso para ajudar realmente os prefeitos, para ajudar as cidades, mas principalmente na criação de projetos de lei. Eu acho que esse é o grande trunfo da minha campanha. É apresentar um volume muito grande de projetos de lei que vão impactar o Estado todo, não só o Sertão.
Vinicius: Como é que você pode traduzir toda essa ânsia, essa vontade de servir a Petrolina, a esse Vale e às pessoas, quando a gente sabe que ainda tem muita coisa para ser resolvida, muita coisa para tocar, muita coisa para que as pessoas fiquem satisfeitas, inclusive com a questão política? Isso você sabe que tem algumas dificuldades, mas você passa por cima?
Lara Cavalcanti: Eu passo por cima. E hoje é o que o povo fala nas ruas, né? Eu sou a única oposição forte que bate de frente com o sistema que tá aí, né, com o grupo político que está hoje aí consolidado no poder, a gente pode dizer aí, há quase 10 anos, passando aí e já chegando aos 10 anos no poder. E a saúde destruída. O que me motivou a realmente entrar na política foi uma saúde precária que Petrolina se tornou ao longo desses últimos 10 anos. Se o sistema estivesse funcionando, eu não estaria na política. Se eu não ouvisse tantas reclamações das pessoas e as pessoas sofrendo tanto, eu não teria entrado na política. Porque, como eu disse, eu entrei na política por uma missão, e por um desejo de mostrar o que a gente pode fazer pelas pessoas, mas principalmente, sobretudo, representar essas pessoas que estão sem voz. Estão clamando por saúde.
Por onde eu ando é a pauta principal, é o principal pedido das pessoas, é que a saúde funcione no Sertão. E as pessoas estão muito sofridas em relação a isso. Pessoas morrem diariamente, inclusive por falta de assistência: crianças, idosos, pessoas que têm problemas cardíacos. Então, assim, são várias lacunas que ficaram aí, deficiências dentro de um sistema que se criou muito para dar visibilidade à obra por si só, o viaduto, a pista e pouco se cuidou das pessoas. Então, a minha motivação maior realmente é essa. Se tudo estivesse funcionando, eu estava bem.
Vinicius – Do ponto de vista partidário, você acha que o partido pode ser também um impulsionador, dentro da lógica, dentro daquilo que você dá a opção, do que você pretende realizar, fazer em Petrolina? Pode ser uma porta aberta em Recife, em Brasília? Porque você sabe que todas as pessoas que se elegem querem realmente prosperar e cumprir aquilo que prometeu ao povo, não é isso?
Lara Cavalcanti: Exatamente. Eu estou no maior partido do Brasil, né? Hoje o PL é a maior bancada do Congresso Nacional. E é assim no Brasil inteiro. Óbvio que tiveram dois partidos que fizeram a federação que juntos ultrapassaram um pouco o número de candidatos, mas porque estão juntos, estão somando. Mas o PL sozinho, ele é ainda a maior bancada do Brasil e, sem dúvida alguma, a gente vai aumentar ainda mais essa bancada nesse ano de eleição, onde a gente vai eleger muito mais senadores, muito mais deputados federais e muito mais deputados estaduais. Dentro do nosso partido aqui em Pernambuco, a gente vai fazer seis estaduais e possivelmente quatro federais.
E aí, entrando nessa dos estaduais, eu estou disputando a quinta ou a sexta vaga, com muito pé no chão, sabendo do meu potencial e sabendo como estão as pesquisas e o que eu preciso para chegar lá. Então, a escolha do meu partido foi estratégica por ser o maior partido do Brasil e principalmente por eu compactuar com a maioria das suas pautas. A gente não pode ser 100% um partido, mas a gente tem pelo menos que ser o mais próximo, do que você acredita. Por isso, eu não poderia estar num partido em que eu não compactuasse com determinadas pautas, a exemplo dos partidos que votam a favor do aborto, né? Eu me me posiciono sobre isso. Eu acho que a política é a arte de se posicionar. Se a gente tá na política e fica em cima do muro quando alguém, um jornalista, lhe pergunta em qual presidente você vai votar, você tá fazendo a política da conveniência? Você não se posiciona para ver se você pega um cantinho de cada eleitor. Não! Eu tenho eleitores, inclusive, que são de outros partidos e que querem votar em mim como deputada estadual porque acreditam na pessoa e não estão ligando muito para o partido.
Mas, dentro disso que eu tô lhe falando, desde que eu entrei na política, eu escolhi um partido em que eu me posiciono politicamente. Eu digo qual o campo que eu estou, eh, lutando, né, quais são as pautas que eu defendo, quais são as pautas que eu sou contra. E serei assim no meu mandato, doa a quem doer. Por exemplo, quando eu digo que defendo as famílias, eu defendo as famílias desde a concepção. Quando eu tiver lá na Assembleia Legislativa de Pernambuco que, por exemplo, entrar na discussão alguma pauta, em defesa do aborto, eu simplesmente vou ser contra. E vou mostrar que a gente primeiro precisa debater o agressor. A gente precisa punir o agressor, a gente precisa aumentar as penas para os agressores, para os estupradores. A gente precisa, por exemplo, que a política pública dê acolhimento para a vítima do estupro e não querer resolver um problema matando uma pessoa, um ser humano dentro do ventre da mãe. Então, a gente precisa mudar o debate.
Mas isso só vai acontecer, Vinícius, quando tiver uma pessoa que se posicione lá dentro. Das 49 cadeiras que a gente tem hoje na Assembleia Legislativa, sete são mulheres apenas e todas do campo da centro-esquerda. Ou seja, as que estão no centro não se posicionam e as da esquerda vão de encontro a todas as pautas que eu acredito. Então, mais do que nunca, o Sertão de Pernambuco e Pernambuco precisam ter uma voz feminina, que vai defender essas pautas conservadoras, que é o campo em que eu me posiciono.
Vinicius: Na sua visão, como é que as mulheres poderiam melhorar mais ainda essa vontade de está participando, presente, etc.?
Lara Cavalcanti: A gente só consegue melhorar isso quando a gente tiver uma creche que funcione, uma escola que funcione, e eu falo todas as idades, desde as escolas municipais às escolas estaduais. Hoje a gente tá com a educação extremamente falha, né? Desde a creche, que faltam muitas vagas, eh, desde a escola municipal, onde a merenda é muito ruim, onde não tem vagas para todo mundo, e a escola estadual, que hoje passa por momentos muito difíceis, inclusive com falta de professores em várias disciplinas. O ano vai acabar, esses estudantes vão passar de ano, porque não reprova mais ninguém, e o prejuízo é enorme para aquele cidadão que está ali em processo de formação.
E aí uma mãe que não tem uma educação de qualidade, vai no posto também em busca de atendimento para o filho que adoeceu e não encontra, fica muito difícil ela prosperar em outras áreas, ela empreender, né, ela usar o dinheiro dela para, por exemplo, montar um negócio, montar uma loja, montar um comércio, vender seu artesanato. Fica muito difícil porque o dinheiro fica curto, a renda fica curta. E se esse filho ainda for atípico, né — e aí quando eu falo atípico, eu não falo só dos autistas, eu falo das crianças com paralisia, com doenças raras —, se essa mãe ainda for a cuidadora principal dessa criança, aí a situação fica ainda pior, né, porque ela vai depender sempre do auxílio, e o auxílio BPC, por exemplo, é para a criança que tem a deficiência.
Então a mãe, ela fica muitas vezes desassistida em todos os aspectos. E aí entram todas em depressão, ansiedade, e não têm também acompanhamento. Então é uma bola de neve. Como é que essa mulher vai prosperar? Mas ela teria todas as condições se os serviços públicos de qualidade funcionassem. Né? Os serviços públicos de qualidade não… não existem, né, para essas mães. Então, obviamente, elas não vão conseguir ir para além disso. Elas não vão conseguir fazer um curso profissionalizante, elas não vão conseguir ter um incentivo, elas não vão conseguir nada, porque vai ficar o tempo todo tendo que cuidar da criança, da casa, né, sem conseguir… às vezes até fazendo uma coisa e outra, mas sem conseguir realmente prosperar.
Vinicius: Tá animada com essa postura, com essa vontade de servir a Pernambuco, a Petrolina? E o que é que você tem encontrado por aí quando as pessoas sabem que você está e sempre esteve com esta força de vontade para defender as mulheres e aqueles que precisam de cuidados? Você é jovem, tem toda essa percepção diferenciada de servir, isso é muito bom. Qual é a sua visão de tudo isso? Tá animada?
Lara Cavalcanti: Eu tô muito animada sim. Eu acredito que o sentimento que eu encontrei e que estou encontrando nas ruas dessa campanha é muito mais animado… muito mais animador do que a campanha de prefeita. Isso dá para sentir o tempo todo, as pessoas demonstrando e garantindo esse voto a mim, porque eu faço uma política nova, uma política diferente, onde eu não negocio, valor de voto, não existe a possibilidade de eu comprar um voto, apesar das inúmeras e dos inúmeros pedidos que a gente recebe enquanto político, né? Eu tenho a maior paciência do mundo de explicar para aquelas pessoas que elas não podem fazer isso. Primeiro porque é um crime eleitoral; segundo porque eu jamais negociaria algo que é tão importante, que é o valor dos quatro anos que ela tem para me cobrar. Porque quando alguém comercializa o voto, aquela pessoa perde total direito de cobrar do político, que é o que acontece hoje. Quando a gente vai analisar por que a política tá tão ruim, é porque muitas vezes,a maioria das vezes, o cidadão realmente vendeu o seu voto de mudança.
Por isso, eu levo essa mensagem de honestidade para as pessoas, né? E quero sempre fazer essa política limpa, sem ficar comprando liderança, sem ficar pagando para que as pessoas demonstrem algo.
Aliás, o que eu mais encontro realmente são pessoas animadas com a minha candidatura, com esperança. Muita gente desanimada tem? Bastante. Muita gente desanimada com a política, dizendo até que não vai votar. A prova disso é o número de pessoas ainda nas pesquisas eleitorais que dizem que não sabem se vão votar esse ano ou que declaram branco e nulo. O que é muito ruim, porque a gente coloca pessoas que não deveriam estar lá em locais de decisões, tomando conta das decisões do nosso futuro e isso é muito perigoso. Já disse às pessoas: já que vocês estão sem esperança, não votem nos mesmos, né? Votem em alguém que é diferente, para a gente testar, porque política não é concurso público. A gente precisa mudar. Se não fez, tira, né? Concurso público, não, a pessoa fica lá até aposentar. No caso do político, não.
Então a gente tá com uma mania muito ruim aqui em Petrolina de comercializar o voto, de força política ser medida pelo dinheiro. E política, como eu disse lá no início, não é só sobre dinheiro, mas é sobre projeto, é sobre vontade de fiscalizar, de fazer com que a coisa ande. Então eu tô assim, animadíssima, tendo certeza de que o povo do Sertão vai me dar esse voto de confiança e que ninguém vai se arrepender.
Vinicius: Dentro dessa ótica, você sabe que nós estamos numa região muito grande, muito extensa. Petrolina, além da cidade grande que é, em torno dela você tem mais outras comunidades, cidades, etc., que tudo depende da gente aqui de Petrolina. Então, tudo isso se faz um acúmulo de perspectivas diferenciadas, novas. Esse discurso tá pronto para ser levado ao povo?
Lara Cavalcanti: Com certeza. Eu quero ajudar os prefeitos das cidades menores, porque eu sei a dificuldade que eles têm, principalmente quando o assunto é a saúde. E o que a gente puder fazer para melhorar a saúde pertinho de casa, para que aquela pessoa não precise vir para Petrolina, que a gente diminua essas viagens TFD, né, que a gente consiga ter um atendimento mais humanizado, eu não vou medir esforços. É uma máquina de ultrassom… Porque às vezes as pessoas acham que emenda parlamentar, Vinícius, é só para fazer pista e obra.
Vinicius: É verdade, é verdade.
Lara Cavalcanti: Mas uma máquina de ultrassom, que mais? É equipamento para fazer exame, é equipamento para fazer exame cardíaco, é especialistas… Tá faltando naquela cidade? Bora entrar com uma emenda parlamentar para a gente ajudar o município, fazer com que aqui em Petrolina diminua esse volume de pessoas que precisam vir para a média e alta complexidade, e aí a gente vai desafogando a rede e vai também cobrando dos municípios que façam a sua parte. Hoje o município que mais sobrecarrega a rede PEBA é Petrolina, porque não faz a parte dela. Não tem um hospital municipal, não tem UPAs municipais e tem total viabilidade para ter. Mas o que não tem é vontade de resolver. Aqui se faz saúde com mutirão e mutirão para mim é atestado de incompetência, porque você precisa sempre juntar para fazer de uma vez, e a saúde, ela precisa ser permanente. A pessoa precisou, ela tem. Precisou fazer o exame de sangue hoje, ela tem que fazer hoje. Ela não pode ficar esperando dois, três, quatro, seis meses, um ano, como tem pessoas aí. Ou que fazem no mutirão e não recebem o resultado.
É mulher que não consegue fazer preventiva, mulher que não consegue fazer ultrassom, é um mioma que tem que não consegue cuidar, é uma mamografia que não consegue fazer. Então, a gente precisa começar a distribuir essas emendas parlamentares para resolver o que é mais essencial no ser humano, que é a saúde, né? Estou pronta e serei essa pessoa com propostas, com projetos de lei, para a gente possa melhorar realmente todo o nosso Sertão de Pernambuco.
Entrevistador: Muito bem. É daqui para melhor.
Lara Cavalcanti: Isso aí! [risos]














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