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Inglaterra vence a França por 6 a 4 em jogo épico pelo terceiro lugar da Copa de 2026; Mbappé se torna o maior artilheiro da história do torneio

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Moraes mantém Bolsonaro em domiciliar, mas proíbe visitas e manifestos políticos e eleitorais

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Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares e, com isso, proibiu que ele receba visitas e também faça a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por meio de terceiros, independente dos meios utilizados. Os únicos autorizados a se encontrar com Bolsonaro, além dos familiares que moram com ele, são médicos e advogados que já prestam atendimento. O ministro, porém, manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária.

A decisão deve inviabilizar a visita do presidente argentino Javier Milei, que a defesa de Bolsonaro pediu para que aconteça no sábado, dia 25.

A decisão de Moraes foi tomada após o senador Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República, ler nas redes sociais uma carta em que Bolsonaro o coloca como porta-voz. Após questionamento de Moraes sobre a possível violação da determinação de não se manifestar nas redes, inclusive por terceiros, a defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria “publicizada”. Moraes, porém, rejeitou os argumentos.

“As alegações da Defesa não afastam a claríssima confissão de Flávio Nantes Bolsonaro, no sentido do pleno conhecimento de JAIR MESSIAS BOLSONARO sobre a divulgação: ‘É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação’”, destacou Moraes, em referência à fala de Flávio Bolsonaro, que é também advogado do pai.

Segundo o relator, é “patente, portanto, o desrespeito de JAIR MESSIAS BOLSONARO à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”.

Apesar de considerar ter havido descumprimento de uma medida cautelar por parte de Jair Bolsonaro, Moraes decidiu não devolver o ex-presidente para a Papudinha, onde estava preso antes da decretação da prisão domiciliar humanitária. Segundo Moraes, isso se dá em razão de ter sido “o primeiro descumprimento de medida cautelar imposta, cuja gravidade relativa afasta a necessidade de conversão do regime domiciliar humanitário em retorno ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado no sistema prisional”.

Na decisão, Moraes suspende o direito de visita de Jair Bolsonaro, “exceptuando-se as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados”. Apesar disso, Moraes explicita que a exceção não vale para Flávio Bolsonaro, já que foi ele o responsável pela conduta que acarretou a suspensão pelo prazo de 90 dias desde 13 de julho.

Moraes também determinou a proibição, em virtude de Bolsonaro estar com direitos políticos suspensos, de “visitas com finalidade político-eleitoral até o termino das eleições de 2026” e a “divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.

Informações do Diário de Pernambuco

Castramóvel já evitou 3,5 milhões de nascimentos de cães e gatos em 5 anos

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O programa de castração de animais do governo de Pernambuco, o Castramóvel, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), já realizou mais de 20 mil castrações desde o início da iniciativa, em fevereiro do ano passado. O número ganha outra dimensão quando projetado no tempo. Caso esses cães e gatos tivessem procriado livremente, a reprodução em cadeia resultaria num crescimento de progressão geométrica que, ao longo de cinco anos, resultaria em cerca de 3,5 milhões de nascimentos. 

 Desde o seu lançamento, a iniciativa já percorreu mais de 15 municípios pernambucanos, incluindo cidades do interior como Petrolina e Salgueiro

É justamente esse efeito multiplicador que a castração interrompe, o que explica a importância do programa no controle populacional e de saúde pública do Estado. O Castramóvel é o maior programa de castrações do Nordeste.

“Com a diminuição populacional, temos maior controle de zoonoses, aquelas doenças que têm como origem os animais, mas que quem sofre são as pessoas”, afirmou a vice-governadora do Estado, Priscila Krause. Ela acompanhou, na manhã desta quarta (15), o atendimento do Castramóvel que ficará em Casa Amarela até o dia 24 de julho, atendendo 200 animais por dia. 

Priscila deu o exemplo de uma gata que pode ter quatro gestações por ano, numa média de seis a oito filhotes que, em pouco tempo, atingem a idade reprodutiva. “Esse é um trabalho que tem um impacto a curto prazo, mas também tem um impacto muito maior a médio e longo prazo”, observou a gestora.

Em junho, o governo do Estado ampliou a meta de 33 mil para 40 mil castrações até o final do ano. 

O programa já esteve presente em 20 cidades executado por duas equipes de veterinários  que percorrem os municípios com dois ônibus equipados com todo material para realizar os procedimentos. 

Enquanto uma equipe fica no Recife até o dia 24,  a outra segue para Jaboatão e Tamandaré, onde permanece dois dias cada em ação comunitária. Na semana seguinte,o grupo segue para o município de Paulista, mais especificamente na Praia do Janga, região com alta demanda e que ainda não foi atendida.

As inscrições continuam sendo feitas por meio dos perfis da Secretaria no Instagram @meioambientepe e @causaanimalpe, canais que estão reservados exclusivamente para a divulgação dos links de cadastro. Os links são atualizados com frequência, já que prazos são eventualmente prorrogados, e a divulgação é feita através de cards informativos. 

Impactos das castrações

O secretário-executivo da Causa Animal, Gustavo Pereira, reforça que a castração tem impacto direto no controle populacional de animais, na prevenção de zoonoses e na redução de acidentes de trânsito envolvendo animais soltos nas vias, fatores que geram custos ao sistema de saúde público. 

“O procedimento também reduz problemas de saúde em fêmeas e machos. Essa é uma iniciativa de saúde única, que integra controle ambiental, controle populacional animal e prevenção de doenças transmissíveis ao ser humano”, disse. 

Priscila Krause também destacou que o programa auxilia os protetores que cuidam de dezenas, às vezes centenas de animais, e que arcam com os valores da castração. “Tudo é custeado pelo governo do Estado, inclusive as medicações do pós-operatório e a instalação de chips de identificação”, comentou a vice-governadora.

Um  das beneficiadas é Carmen Albuquerque, aposentada e moradora de Paulista. Ela dedica, há anos, parte da própria renda para cuidar de cães e gatos de rua. Antes do Castramóvel, ela pagava sozinha pelos custos das castrações,uma despesa que  pesava no orçamento e limitava sua capacidade de atender.  

Com o Castramóvel,  Carmen já levou 210 animais para castração, incluindo ninhadas inteiras. “Esse programa foi maravilhoso, eu chego a chorar. A maioria dos bichos que está sendo castrado está sendo doado, porque as pessoas só querem adotá-los castrados. Isso para mim é gratificante”, afirma.

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Mega-Sena acumula para R$ 35 milhões; confira os números sorteados

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Números sorteados são: 08 – 12 – 23 – 27 – 42 – 43

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.032 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (16). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 35 milhões para o próximo sorteio.l

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6

Os números sorteados são: 08 – 12 – 23 – 27 – 42 – 43

54 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 29.764,89 cada
3.918 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 676,21 cada

Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (18), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Aprenda a receita do bolo invertido de banana, dica para distrair a criançada nas férias

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Sobremesa tem cobertura com a fruta caramelizada e ainda leva mel, nozes, cravo e tâmaras

Bolo de banana invertida é pedida prática para fazer em casa

Em plenas férias escolares de meio de ano, pais e filhos passam a conviver mais tempo juntos e toda tipo de atividade vale para distrair os pequenos cheios de energia.

Sempre uma boa dica é inserir a criançada em alguma rotina culinária para estimular, entre outras coisas, a concentração e o convívio com a família.

Que tal juntar a turminha para fazer uma sobremesa tradicional com um toque a mais? A equipe de culinaristas da empresa Selmi ensina uma receita de bolo de banana caramelizada com especiarias e ingredientes crocantes que promete fazer sucesso com pais e filhotes.

RECEITA
Bolo invertido de banana caramelizada 

Ingredientes para o caramelo:
3 colheres de sopa de manteiga
½ xícara de açúcar mascavo
1 colher de sopa de mel
3 bananas nanicas firmes cortadas no comprimento

Ingredientes para a massa:
3 bananas nanicas maduras
3 ovos
½ xícara de óleo de girassol ou óleo de coco
1 xícara de açúcar mascavo
2 xícaras de farinha de trigo integral
½ xícara de leite
½ xícara de tâmaras picadas (divididas)
1 colher chá de canela
¼ colher de chá de noz-moscada
½ colher de chá de cravo em pó
1 pitada de gengibre em pó (opcional)
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento químico

Ingredientes para textura:
1 banana em cubos
½ xícara de nozes picadas

Modo de preparo:
Derreta a manteiga com o açúcar mascavo e o mel até formar um caramelo espesso
Espalhe no fundo da forma e acomode as bananas.Hidrate metade das tâmaras no leite aquecido por cinco minutos. Bata no liquidificador as bananas maduras, ovos, óleo, açúcar mascavo e o leite com as tâmaras

Misture os ingredientes secos, incorpore a mistura líquida e acrescente as nozes, a banana em cubos e o restante das tâmaras.Despeje sobre as bananas caramelizadas e asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 50 minutos Aguarde dez minutos antes de desenformar

Tempo de preparo: 1h20
Rendimento: 12 porções

Informações do Portal FolhaPE

Unimed Vale do São Francisco comemora aniversário de 35 anos

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Considerada a maior operadora de planos de saúde da região, a Unimed Vale do São Francisco, completa 35 anos em 2026, com uma programação que inclui a celebração de uma missa em ação de graças e um baile festivo de confraternização.

Com o propósito de promover saúde com ética, responsabilidade e proximidade, a cooperativa médica, conta hoje com 530 médicos cooperados e uma rede de atendimento com 19 unidades, incluindo os Hospitais Unimed em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

Fundada em 1991 pela iniciativa de pouco mais de 20 médicos cooperados, a Unimed Petrolina unificou-se em 1996 com a Unimed São Francisco (de Juazeiro), transformando-se na Unimed Vale do São Francisco, que atende atualmente mais de 75 mil beneficiários, proporcionando assistência médico-hospitalar e serviços complementares de diagnóstico e terapia.

O presidente da Unimed Vale do São Francisco, Francisco Otaviano, ressaltou a qualidade e a evolução dos serviços e programas ao longo destes 35 anos, além do crescimento no número de atendimentos. “Foi o propósito de cuidar da saúde das pessoas que impulsionou a união de médicos e criou um sistema com um jeito de cuidar muito especial: o Jeito de Cuidar Unimed, que busca inovação e melhorias contínuas para fazer o cuidado ser percebido por todos os nossos públicos e pela sociedade”, ressaltou.

O presidente aproveitou ainda para parabenizar os médicos cooperados, beneficiários e colaboradores, reconhecendo a trajetória sólida, marcada pelo compromisso, visão estratégica, espírito colaborativo e dedicação à saúde cooperativista nestes 35 anos de desafios e conquistas.(Ascom)

Morre aos 83 anos Renato Machado, gigante do jornalismo da Globo

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Referência do telejornalismo brasileiro, ele construiu carreira de 40 anos na emissora

Renato Machado

O jornalista Renato Machado, referência do telejornalismo brasileiro e um dos nomes históricos da tv Globo, morreu na manhã desta quinta-feira, 16, aos 83 anos, no Rio de Janeiro, informou a emissora.

Contratado pela Globo em 1982, depois de 13 anos como repórter no Jornal do Brasil, Machado construiu uma carreira de mais de quatro décadas na emissora. Lá, apresentou noticiários diversos, incluindo o Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV. Também integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional e repórter especial.

Ministro da Fazenda fala em usar a reciprocidade contra os EUA: entenda o que diz a lei

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Governo dos Estados Unidos confirmou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem dito que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode aplicar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade em respostas à nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos.
Essa legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional em 2025. O governo diz que pode usá-la para “fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”.

Nesta quarta-feira, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Entenda o que diz a Lei da Reciprocidade

O projeto foi aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula em abril de 2025, em reação ao primeiro anúncio do governo americano de tarifas contra produtos brasileiros.

A lei permite que o Brasil adote medidas em respostas a possíveis ações estrangeiras que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

O texto estabelece que a lei pode ser utilizada em três circunstâncias:
  • Quando um país ou bloco econômico ameaçar ou impuser de forma unilateral, barreiras comerciais, financeiras ou de investimentos com o objetivo de interferir em decisões “soberanas” do Brasil;
  • Caso um país ou bloco econômico viole termos de um acordo comercial com o Brasil, prejudicando o país e as empresas brasileiras;
  • Adoção de medidas comerciais baseadas em exigências ambientais que sejam mais restritivas que as previstas pela Constituição brasileira.

O que pode ser feito?
A lei ainda estabelece as ferramentas que podem ser utilizadas pelo governo brasileiro em resposta a decisões como o tarifaço dos Estados Unidos.

A principal medida prevista pela lei é a imposição de taxas para a importações de produtos e serviços exportados pelo país que impôs a barreira comercial.

Além disso, o governo brasileiro agora também poderá sobretaxar produtos de setores específicos

Por fim, a última medida prevista pela lei é o descumprimento de acordos comerciais firma

Governo Lula ‘repudia’ tarifaço de Trump, diz que irá acionar Lei de Reciprocidade e critica família Bolsonaro

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Entrelinhas 16/07 -  (crédito: Caio Gomez)

O governo Lula reagiu ao novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na noite desta quarta-feira. Em nota, o Palácio do Planalto disse que “repudia” a taxa, afirmou que irá acionar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O texto do governo brasileiro diz que o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA “como um marco lastimável”.

“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, afirma o governo, citando que os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, afirma o Palácio do Planalto.

Para EUA: ‘Empresas americanas são restringidas pelo Pix’

O governo afirma ter trabalhado “ininterruptamente” junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301. Esse trecho da Lei de Comércio dos Estados Unidos permite ao país investigar práticas e aplicar sanções a outras nações.

Entre as alegações dos EUA, estão críticas ao Pix, o tratamento dado a big techs, o desmatamento, as barreiras ao etanol americano e até a Rua 25 de Março, em São Paulo.

“Demonstramos que são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”, afirma.

Rival para big techs: Popularidade do Pix ameaça nicho de Visa, Mastercard e Google

Seguindo uma estratégia em curso, o governo repetiu que o Pix é um patrimônio do país e referência internacional de infraestrutura pública digital.

“No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

O governo afirma ainda que seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. Citou a necessidade continuar a diversificar parcerias comerciais e a abrir novos mercados para os produtos brasileiros e afirmou que o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Até no Financial Times: Jornal britânico mostra como o Pix incomoda Trump

O Palácio do Planalto ainda criticou a família Bolsonaro, que tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário de Lula na corrida presidencial. Integrantes do governo Trump são aliados de Bolsonaro.

Flávio chegou a enviar um documento ao USTR afirmando que a sobretaxa daria a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando” e sugeriu que a negociação ocorresse após as eleições “uma vez cenário político que determinará a viabilidade de qualquer solução negociada será redefinido dentro de aproximadamente noventa dias.”

“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, seguiu o governo.

Briga política: Tarifaço virou mote para disputa entre Flávio e Lula

Na nota, o governo Lula diz ainda que “não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições”. “Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”.

Reunião na véspera

Na véspera da decisão, sem conseguir avançar nas negociações com os Estados Unidos, o governo brasileiro já se antecipou e, em nota oficial reiterou que “qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho” para a construção de um acordo bilateral “mutuamente adequado”.

A nota oficial sobre a reação do governo brasileiro sobre a aplicação do tarifaço foi elaborada pelo Palácio do Planalto, com a participação dos Ministérios do Desenvolvimento Indústria e Comercio (Mdic) e de Relações Exteriores.

Tarifaço: Lei da Reciprocidade pode levar embate entre Brasil e EUA ao campo das patentes. Entenda

O USTR concluiu em junho a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos.

A medida foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite ao governo americano apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA e adotar sanções contra países-alvo.

A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Confira abaixo a cronologia do tarifaço dos EUA

Argentina luta, vira sobre a Inglaterra e enfrentará a Espanha na final da Copa 2026

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Com duas assistências de Messi, seleção argentina vence por 2 a 1 em Atlanta, e disputará segunda decisão consecutiva de Mundial

Lionel Messi, camisa 10 da Argentina na Copa do Mundo 2026/Odd ANDERSEN / AFP
Lionel Messi, camisa 10 da Argentina na Copa do Mundo 2026/Odd ANDERSEN / AFP

Argentina está novamente na decisão da Copa do Mundo. Em um duelo histórico e carregado de rivalidade dentro e fora das quatro linhas, a atual campeã mundial venceu a Inglaterra por 2 a 1, de virada, pela semifinal, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, e garantiu vaga na final de 2026.

A classificação confirma a segunda decisão consecutiva da Albiceleste, que agora tentará conquistar o tetracampeonato diante da Espanha, no próximo domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Já os ingleses disputarão o terceiro lugar contra a França, no sábado (18), às 18h, em Miami.

O confronto reuniu duas das seleções mais tradicionais do futebol mundial e fez jus à expectativa. Anthony Gordon abriu o placar para os ingleses aos 9 minutos do segundo tempo, enquanto Enzo Fernández empatou aos 40, e Lautaro Martínez virou aos 46.

Além de comandar a classificação argentina, Lionel Messi voltou a ampliar sua coleção de recordes em Copas do Mundo. Com as duas assistências diante da Inglaterra, o camisa 10 chegou a quatro passes para gol nesta edição do torneio e se tornou o jogador com maior participação direta em gols da Copa de 2026.

No histórico da competição, Messi também alcançou a marca de 12 assistências, consolidando-se como o maior garçom da história dos Mundiais. Somadas aos seus gols, o argentino segue ampliando a liderança entre os atletas com maior número de participações diretas em gols em Copas do Mundo.

Resistente, Argentina vira contra Inglaterra e vai à final novamente

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Hermanos perdiam por 1 x 0 até os 42 minutos do segundo tempo, quando Enzo Fernández empata. Meia do Chelsea inspira Lautaro Martínez para a virada por 2 x 1 e prolonga a Era Messi para mais um jogo

Argentinos comemoram vitória por 2 x 1 contra a Inglaterra, que rendeu classificação à final da Copa do Mundo de 2026 - (crédito: AFP)

Atlanta — Nunca foi tão difícil eliminar a Argentina. Cabo Verde, Egito e Suíça advertiram a Inglaterra. Eles parecem em ritmo lento, mas não se dão por vencidos. São os hermanos do Velho Testamento, acostumados aos enredos dramáticos e a jogos resolvidos muito mais na raça do que na técnica, mesmo quando se tem o fora de série eleito oito vezes o melhor do planeta bola, Lionel Messi. Perdiam para os rivais ingleses até os 42 minutos do segundo tempo, quando Enzo Fernández chutou de fora da área e, enfim, venceu Pickford. Prorrogação? Que nada! Na base da raça, Lautaro Martínez saiu do banco para resolver e decretar a virada nos acréscimos, por 2 x 1.

Os gols são tributo ao astro Lionel Messi. O jogador, eleito o melhor do mundo oito vezes, terá um jogo para se despedir da Copa do Mundo. E que jogo. Terá a honra da terceira final da carreira, em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O camisa 10 se iguala a Pelé e ultrapassa Maradona como jogador com mais exibições em finais de Copas: 2014, 2022 e 2026.

Aos 39 anos, Lionel Messi amplia o reinado. São 21 gols e 10 assistências em 33 partidas de Copa do Mundo, números que o transformam no maior artilheiro da história do torneio, um à frente do francês Kylian Mbappé. A classificação também coloca esta geração argentina em um grupo restrito. Os atuais campeões voltam a disputar duas finais consecutivas, repetindo o feito da própria Argentina de 1986 e 1990. Antes dela, apenas Itália (1934 e 1938), Brasil (1958 e 1962), Holanda (1974 e 1978) e França (2018 e 2022) haviam alcançado a marca.

O empate nasceu justamente dos pés de um argentino moldado pelo futebol inglês. Titular do Chelsea desde a Copa do Mundo de 2022, Enzo Fernández quase trabalhou com Thomas Tuchel em Londres. O volante já havia calibrado o chute ao longo da partida: mandou uma tentativa para fora e obrigou Jordan Pickford a fazer grande defesa minutos antes. Na terceira oportunidade, acertou em cheio de fora da área para recolocar a Argentina na semifinal.

O gol abriu a porteira. Embalada, a Argentina passou a encurralar a Inglaterra. Jordan Pickford teve uma atuação digna de Gordon Banks, salvando a equipe em cabeçadas que pareciam destinadas às redes. Mas a pressão era insustentável. Depois de Mac Allister acelerar a jogada, Messi dominou pela direita e cruzou na medida para Lautaro Martínez marcar de cabeça. Eram cenas que remetiam ao Catar, de uma seleção acostumada a crescer justamente quando o cenário parecia mais adverso.

A Inglaterra tentou vencer a Argentina jogando como a própria Argentina. Durante mais de 80 minutos, distribuiu pontapés, deixou o braço, travou o jogo e respondeu na mesma moeda à intensidade física dos atuais campeões mundiais. A equipe de Thomas Tuchel abriu o placar, parecia perto de voltar à final da Copa depois de 60 anos, mas descobriu da maneira mais dura que ninguém sobrevive melhor ao caos do que os próprios argentinos.

A transformação inglesa não foi obra do acaso. Desde o início da Copa, Tuchel moldou uma seleção muito mais resiliente do que talentosa. Sobreviveu com gol nos minutos finais na estreia do mata-mata, resistiu com um jogador a menos na vitória sobre o México, reagiu para eliminar a Noruega na prorrogação e, em Atlanta, encarou a Argentina sem se intimidar pelos 11 adversários nem pelos milhares de torcedores albicelestes que tomaram o Mercedes-Benz Stadium.

Também não deixa de ser simbólico que o gol tenha nascido de um herói improvável. Enquanto Messi, Kane e Bellingham monopolizavam as atenções, Anthony Gordon apareceu no lugar certo para concluir a jogada iniciada por um lançamento de Harry Kane, atuando como um legítimo camisa 10.

O apito final também soou como o fim de um capítulo para Thomas Tuchel. Contratado para romper paradigmas, o alemão viu escapar a chance de se tornar o primeiro técnico estrangeiro campeão do mundo à frente de outra seleção. A missão era dupla: quebrar um tabu quase centenário e conduzir a Inglaterra de volta à decisão pela primeira vez desde 1966. A Argentina adiou os dois sonhos na mesma noite.

Se o Brasil amargará até 2030 um jejum de 28 anos sem conquistar a Copa do Mundo, a Inglaterra seguirá carregando um peso ainda maior. A espera inglesa chegará a 64 anos desde o título de 1966. A seleção aprendeu a conviver com as fases agudas dos grandes torneios, mas tropeça justamente quando a taça está ao alcance. Foi semifinalista na Copa de 2018 e perdeu as finais das duas últimas Eurocopas, para Itália e Espanha. Agora, soma mais uma frustração à coleção.

Ficha técnica

Inglaterra 1 x 2 Argentina
Semifinal da Copa do Mundo 2026 (jogo único)

Local: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, Georgia (EUA)
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Público: 68,239 presentes

Escalações

Inglaterra — Jordan Pickford; Reece James (Dan Burn), John Stones (Ivan Toney), Marc Guéhi e Djed Spence (Marcus Rashford); Elliot Anderson e Declan Rice (Nico O’Reilly); Morgan Rogers, Jude Bellingham e Anthony Gordon (Konsa); Harry Kane. Técnico: Thomas Tuchel
Gol: Gordon, aos 10 minutos do 2º tempo
Cartão amarelo: Anderson

Argentina — Emiliano Martínez; Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Cristian Romero, Lisandro Martínez (Otamendi) e Nicolás Tagliafico (Lautaro Martínez); Giuliano Simeone (Rodrigo De Paul), Leandro Paredes (Nicolás González), Alexis Mac Allister e Enzo Fernández; Lionel Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni
Gols: Enzo Fernández, aos 42 minutos do 2ºT, e Lautaro Martínez, aos 47 do 2ºT
Cartões amarelos: Martínez, Cristian Romero e Rodrigo De Paul

Pelé e Maradona em foto de 2016 - (crédito: Getty Images)

Pesquisa ´Genial/Quaest`: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 37%, em cenário de 2º turno

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Lula aparece, ainda, à frente de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) em possíveis segundos turnos

Lula e Flávio Bolsonaro/Ricardo Stuckert/PR e DanielRamalho/AFP

Lula e Flávio Bolsonaro (Ricardo Stuckert/PR e DanielRamalho/AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem, dentro da margem de erro, sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de outubro deste ano, tanto no primeiro quanto no segundo turno. É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15.

Em um eventual 2º turno da eleição ao Palácio do Planalto, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 37%. Na última pesquisa, divulgada em 10 de junho, o petista havia aberto uma vantagem de 6 pontos porcentuais (p.p.) sobre o parlamentar: 44% a 38%.

Brancos, nulos ou não vão votar somam 14%. Já os eleitores que afirmam estar indecisos são 4%.

O presidente também venceria o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) por 45% a 36%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 15%, enquanto os que estão indecisos são 4%.

No cenário contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 45% e o ex-governador de Minas Gerais, 35%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 16%. Eleitores que estão indecisos são 4%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 45% a 33%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 18%. Eleitores que estão indecisos são 4%.

1º turno

Na simulação do 1º turno, Lula oscilou positivamente de 39% para 40% e Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 29% para 28% na mostra divulgada nesta quarta-feira, 15. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 4%. Ele está tecnicamente empatado com o ativista Renan Santos (Missão), que tem 3%, e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registra 2%.

Cabo Daciolo (Mobiliza), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), o escritor Augusto Cury e Samara Martins (UP) têm 1%, cada. Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.

Eleitores que estão indecisos são 11%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%.

Decisão de voto

Entre os eleitores que já escolheram um candidato à Presidência, 65% afirmam que seu voto está decidido e não deve mudar até outubro. Outros 35% dizem que ainda podem mudar de candidato caso algo aconteça até as eleições.

A Quaest ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, presencialmente, de 10 a 13 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.