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‘Quero prisão, não dinheiro’, disse mulher que acusa Daniel Alves a advogada

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O jogador está preso provisoriamente na cidade da Catalunha desde a última sexta-feira (20)

'Quero prisão, não dinheiro', disse mulher que acusa Dani Alves a advogada

Como está a sua cliente, física e psicologicamente?

Ester Garcia López – Ela está recebendo apoio psicológico através de uma entidade pública, especializada em tratar vítimas de violência. O Hospital Clínic prescreveu todo um tratamento dirigido a evitar qualquer tipo de doença infectocontagiosa, porque não foi utilizado nenhum preservativo. Ela também tem um tratamento farmacológico com ansiolíticos para poder dormir, mas me disse que não consegue dormir desde o depoimento. Estamos tentando, também, que ela fique o mais afastada possível de meios de comunicação, que não veja TV ou escute nada, para não se abalar, mas é difícil. O caso está em todas as TVs por ele ser o personagem que é. Há estupros toda semana, mas não tem essa repercussão. O medo dela é ser identificada em algum momento. Isso ela quer evitar a todo custo.

Foi noticiado que sua cliente não quer nenhum tipo de indenização. Mas, pela lei, ela tem direito a essa indenização. O que motivou essa decisão?

Ester Garcia López – Que bom que vocês tocaram neste assunto. Porque estou farta de que digam que é uma estratégia, para que ela tenha mais credibilidade como denunciante. Eu fiquei impactada, porque eu dou assessoramento jurídico gratuito e logo na primeira visita eu disse tudo a que ela tinha direito, os procedimentos, e a indenização. Eu expliquei logo no primeiro dia, uma semana antes de estourar tudo. Eu lembro do olhar dela. Ela me olhou e disse: “Ester, eu tenho a sorte de ter boas condições de vida, e não quero indenização, quero prisão”. Ela foi muito taxativa nisso, e isso me impactou. Eu disse “eu sei, mas você tem direito a indenização, porque houve lesões físicas, e vai haver sequelas, danos morais”. E ela insistiu, disse: “Não quero dinheiro”. A frase dela foi: “Se tiver dinheiro de indenização envolvido, eu não vou contratar você”. Ela, desde o primeiro minuto, me disse que não. Isso ninguém sabe.

Essa decisão se manteve ao longo da investigação?

Ester Garcia López – Sim. Quando a juíza perguntou se ela pediria indenização, ela disse que não. A juíza insistiu, dizendo que ela tem direito de pedir essa indenização. E minha cliente disse de uma forma muito firme que não queria dinheiro, que queria justiça. Disse exatamente assim. Lamentavelmente, muitos meios de comunicação estão dizendo que é uma estratégia. São estereótipos, como sempre: que se ela não pedir indenização teria mais credibilidade. Não, ao contrário: eu insisti que ela tinha direito. Mas temos que respeitar a decisão dela. Eu preferia que ela tivesse aceitado, porque é um direito dela. Mas se ela não quer porque é uma mulher que felizmente não precisa, eu vou respeitar, não vou pedir que ela faça o contrário, ela vai se sentir pior. A decisão é dela.

Quais foram os motivos que levaram à prisão provisória?

 

Ester Garcia López – Foram três motivos. O primeiro deles é a existência de indícios -indícios, não estamos falando de provas porque é uma fase muito inicial do procedimento- que permitiriam atribuir um suposto delito de agressão sexual, com pena de até 12 anos de prisão. A existência desses indícios corrobora a investigação, que foi efetuada por uma unidade que aqui se chama UCAS (Unidade Central de Agressão Sexual), uma unidade específica da polícia da Catalunha que se dedica a investigar esse tipo de delito. Além das contradições que apresentavam os depoimentos do senhor Alves. O depoimento de nossa cliente não tinha nenhuma falha. Já o dele tinha várias. O segundo motivo foi o risco de fuga. Ele é uma pessoa com capacidade financeira grande, que não residia na Espanha e que tem dupla nacionalidade. Haveria muita dificuldade de extradição para a Espanha caso ele pisasse em território brasileiro. O terceiro motivo foi proteger os bens pessoais da nossa cliente. Preservar a sua identidade e que não houvesse uma obstrução à Justiça.

 

Como o protocolo de atenção às vítimas de agressão, o “No Callem”, implementado na Catalunha, foi importante para o início da resolução desse caso?

Ester Garcia López – A rapidez com que iniciaram o protocolo foi essencial. Tudo aconteceu naquela mesma madrugada: um segurança, ao ver o estado em minha cliente estava, perguntou o que tinha acontecido, a levou para uma sala separada e foi nesse espaço que ela explicou o que aconteceu. Por ela apresentar algumas lesões, chamaram a ambulância e a polícia, ela foi conduzida ao Hospital Clínic, que o hospital referência no atendimento de agressões sexuais em Barcelona, e a polícia já começou a fazer investigações, a interrogar profissionais da discoteca, a recolher provas dentro do local, a pegar a imagens das câmeras do circuito de segurança. Essa ação imediata foi o que levou a investigação a ter indícios contundentes de uma maneira muito rápida. É isso que deve acontecer: quando uma mulher é agredida, a ação deve ser imediata.

As vítimas de agressão sexual na Espanha geralmente são respeitadas e acolhidas pela polícia quando denunciam ou esse caso foi uma exceção?

Ester Garcia López – Esse caso foi uma exceção. Depende dos profissionais que atendem cada caso. Depende da sensibilidade, da formação. Nem todas elas são atendidas nas Unidades Centrais de Agressões Sexuais (UCAS); há mulheres que vão prestar queixa e vão na delegacia mais próxima, e são atendidas por policiais que trabalham em todos os tipos de casos. Muitas delas, quando denunciam, se sentiram questionadas e isso desencoraja. Não aconteceu nesse caso: a UCAS deu um ótimo tratamento à minha cliente. Mas há muitos casos em que se sentem questionadas, não apenas na unidade policial, mas diante do juiz.

 

A senhora diz que no caso da sua cliente não houve esse questionamento ostensivo. Depois do procedimento de coleta de indícios, como foi o desenrolar do caso?

 

Ester Garcia López – A juíza é muito experiente em assuntos judiciais e realmente escutou as duas partes. Os depoimentos foram muito longos. Obviamente há perguntas que deixam a cliente incomodada, porque tem que explicar alguns detalhes que são difíceis, mas que são importantes na hora de qualificar os fatos em um momento posterior. Mas neste caso tudo funcionou como deveria. Essa luta de profissionais e entidades vai avançando pouco a pouco. Nós temos que elogiar os pontos positivos, mas também mostrar o que não funciona para que haja mais formas de seguir nesta luta, e que as profissionais (juízas) que tratam esses temas possam se sensibilizar mais.

Pelo fato de envolver Daniel Alves, um jogador famoso, e que foi preso, este caso pode ser um divisor de águas nos episódios de agressão sexual?

Ester Garcia López – Independentemente de como acabe o caso, para mim já é um caso exemplar por como começou. Há alguns personagens públicos que se acham acima do bem e do mal, que acham que nunca acreditariam em uma garota como minha cliente. Há muitas mulheres que não denunciam quando se trata de um personagem público por causa da dificuldade em nível emocional e judicial. Mas acho que neste caso, acabe como acabar -espero que acabe com uma condenação-, a prisão sem fiança já é exemplar.

Qual é a importância do depoimento da vítima em um caso como esse?

Ester Garcia López – A lei por si só não mudou o peso da declaração da vítima. Em qualquer tipo de agressão sexual, antes ou depois da nova lei, o depoimento da vítima é fundamental. Uma vítima de agressão sexual presta vários depoimentos: explica os fatos quando chega ao hospital, volta a explicar na delegacia, tem que voltar a falar no juizado, só aí há três depoimentos que precisam ser persistentes com o tempo. Não pode haver contradições. Isso parece fácil, mas não é. Quando uma mulher tem um stress pós-traumático -porque este é um fato traumático- é normal que ela tenha alguns lapsos de memória, e que com o passar dos dias ela se lembre de fatos que não relatou, mas que aconteceram. Isso acontece normalmente por meio de pesadelos, elas têm lembranças, porque não têm a sequência completa de tudo o que aconteceu.

Ser consistente num depoimento sobre uma violência tão íntima é atípico, como a senhora disse. No caso da sua cliente, isso interferiu positivamente na decisão da juíza?

Ester Garcia López – Acredito que sim. Por sorte, minha cliente praticamente não tinha bebido, e isso é importante, porque em casos de submissão química -quando se misturam álcool e medicamentos- pode haver lapsos de memória imensos. Nesse caso isso não aconteceu, e isso ajudou para que a declaração fosse persistente. Ela tem alguns pequenos lapsos de memória, mas é pelo choque traumático, não pela ingestão de álcool. São lapsos que não influem nos fatos mais importantes para a investigação.

O novo advogado da defesa (Cristóbal Martell) é conhecido por fazer muitos acordos, muitos deles para evitar chegar ao julgamento. Em um caso como este, e com uma cliente que não quer indenização, há alguma chance de acordo?

Ester Garcia López – Inicialmente, não. O senhor Martell é um advogado muito bom, e um grande profissional. Também comentaram comigo que ele faz muitos acordos, mas eu vou defender os direitos da minha cliente. Se ela não quiser um acordo, não tem acordo. Meu medo é que comecem a exercer uma pressão midiática para que ela chegue a um momento em que diga “não aguento mais”. Por isso eu me preocupo com esse excesso de informações vazadas, porque eu tento preservá-la ao máximo. Nenhum advogado oferecerá um acordo em um momento tão inicial, e vai depender do curso das investigações. Eu fiz poucos acordos em 23 anos de carreira. Enquanto minha cliente diga que não quer fazer um acordo, a voz dela está acima da minha. Eu vou respeitá-la.

Após o ocorrido, o amigo que estava com Daniel Alves na discoteca tentou contato com a vítima por uma mensagem no Instagram?

Ester Garcia López – Não. A única coisa que posso dizer é que não houve contato do amigo do senhor Alves com a vítima.

Nos próximos dias a defesa deve apresentar um recurso. Quais são os próximos passos, prazos e trâmites do caso?

Ester Garcia López – Uma vez que eles apresentem o recurso, vão transferi-lo a mim e ao Ministério Público, que obviamente vamos nos opor a ele, e solicitaremos a manutenção da situação de prisão preventiva. Esses pedidos serão levados à Audiência Provincial de Barcelona, que é quem vai decidir em que situação o senhor Alves ficará. Paralelamente, as investigações continuam. Até agora prestaram depoimento o senhor Alves, um amigo dele, a parte prejudicada, mas há muito mais pessoas para prestarem depoimento: trabalhadores da discoteca, por exemplo. Terão de ser feitos exames biológicos, algumas de impressão digital? Ou seja, paralelamente ao trabalho da defesa para colocá-lo em liberdade ou tentar, as investigações continuarão.

Quanto tempo deve durar esse processo todo?

Ester Garcia López – O prazo máximo das investigações é de um ano, mas pode ser prorrogado. Se ele continuar em prisão preventiva, entende-se que é uma causa preferencial, por isso costuma andar mais rápido, quando o investigado está privado de liberdade. Mas neste momento abre-se uma fase de coletar provas. Quem acusa é quem tem a tarefa de fornecer as provas, portanto continuaremos pedindo provas para apresentar à juíza de instrução.

SÃO PAULO, SP, E BARCELONA, ESPANHA (UOL/FOLHAPRESS) 

Ministro Alexandre de Moraes é alvo de 60 pedidos de impeachment no Senado

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Moraes é o principal alvo de bolsonaristas, que criticam a atuação do ministro e também da Corte.

Moraes ordena fim de protestos e prisão de diretor da PRF se descumprir
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é alvo de 60 pedidos de impeachment no Senado. As representações foram apresentadas por membros da sociedade civil, deputados e senadores que compõem a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em menos de um mês de 2023, foram sete. O Senado é a Casa responsável por dar início no processo de impedimento de ministros do STF.

Moraes é o principal alvo de bolsonaristas, que criticam a atuação do ministro e também da Corte. O magistrado, que é relator do inquérito das fake news, foi responsável pela maior parte das operações contra apoiadores do ex-presidente. Entre as decisões de Moraes, estão o bloqueio de perfis de influenciadores nas redes sociais, desmonetização das páginas em canais do YouTube e ações da Polícia Federal contra empresários e líderes bolsonaristas.

Os argumentos dos pedidos de impeachment são variados. O último deles, feito por um membro da sociedade civil no dia 9 de janeiro, afirma que, por causa de Moraes, houve “inconstitucionalidades”, “violações aos direitos fundamentais” e classifica o inquérito das fake news como um “modelo de consequências nefastas”.

Numa tentativa ter de um aliado no comando da Casa, bolsonaristas fazem campanha para o senador eleito Rogério Marinho (PL) na disputa pela presidência do Senado. O atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), que é candidato à reeleição, já barrou 12 pedidos de impeachment.

Como mostrou o Placar Estadão, Pacheco soma mais votos declarados do que Marinho. Segundo relatos colhidos pelo Estadão, aliados do atual presidente do Senado acreditam que hoje ele tem, potencialmente, perto de 40 votos – são necessários 41 para vencer a disputa em primeiro ou segundo turno.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Bairro Areia Branca em Petrolina, celebra reinauguração da Praça São Paulo

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A comunidade do bairro Areia Branca em Petrolina-PE,  comemorou a entrega de um espaço totalmente requalificado e mais acolhedor para as famílias. O equipamento para práticas esportivas e lazer recebeu um investimento de mais de R$ 424 mil e vai beneficiar centenas de moradores da localidade. O evento foi nessa terça-feira (24),

A praça localizada ao lado da Paróquia São Paulo Apóstolo, recebeu intervenções na parte dos bancos, iluminação em LED, passeio intertravado, equipamentos de ginástica e playground, paisagismo, sinalização e acessibilidade, além de grama e arborização.

Além dessa, a Prefeitura de Petrolina está com obras de reforma na praça do bairro Alto do Cocar.

Ascom PMP

Oportunidade profissional! Secretaria de Educação a Distância (Sead) da Univasf está com inscrições abertas para seleção de professor formador até o dia 29 de janeiro

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A Secretaria de Educação a Distância (Sead) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) está com inscrições abertas para seleção de professores formadores para atuação em cursos de graduação, na modalidade a distância, no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Há sete vagas disponíveis para os cursos de Licenciatura em Letras/Libras, Licenciatura em Ciências Biológicas e Licenciatura em Educação Física. As inscrições podem ser realizadas até o dia 29 de janeiro.

Para se inscrever, o candidato deve acessar o Sistema de Inscrições em Processos Seletivos (PS) da Univasf. O candidato deverá, no ato da inscrição, anexar em formato PDF a documentação exigida conforme as orientações do Edital Nº 79/2022, que pode ser encontrado no site da Sead. Podem participar da seleção servidores da carreira do Magistério Superior, pertencentes ao quadro de docentes permanente da Univasf, com a experiência mínima exigida para a função de bolsista da Coordenação de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); servidores da carreira Técnico-Administrativo em Educação (TAE), pertencentes ao quadro permanente da Univasf, desde que tenha a formação docente e comprove a experiência no magistério superior; e professores com vínculo comprovado na rede pública Federal, Estadual ou Municipal, desde que comprovem a experiência mínima do magistério superior.

A seleção acontecerá em duas fases: avaliação do plano de disciplina e uma análise curricular, com base nos documentos anexados no ato da inscrição. O resultado preliminar da seleção será divulgado até o dia 3 de fevereiro e o resultado final até o dia 6 de fevereiro, ambos no site da Sead e no PS Univasf.

O professor formador selecionado receberá uma bolsa, ofertada pela Capes, no valor de R$ 1.300,00 para o candidato que comprovar experiência de, no mínimo, três anos no Magistério Superior; ou R$ 1.100,00 para o candidato que comprovar experiência mínima de um ano de magistério superior e formação de, no mínimo, mestrado. Dúvidas e mais informações sobre a seleção podem ser encaminhadas para o e-mail processoseletivo.sead@univasf.edu.br e no site da Sead. (Ascom)

IPTU 2023: Contribuintes de Petrolina já podem aproveitar desconto de 15% exclusivo para pagamento pela internet 

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IPTU 2023: Contribuintes podem quitar...

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria da Fazenda e Planejamento, informa aos contribuintes que os carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2023 já estão disponíveis online, para quem deseja aproveitar o desconto de 15% para realizar o pagamento em cota única.  

Para garantir o desconto de 15% é necessário que o contribuinte esteja adimplente até 31 de dezembro de 2022, emitir o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) através do site: https://petrolina.pe.gov.br/portal-do-contribuinte/ e efetuar o pagamento antecipado até 10 de março. 

As pessoas que preferirem efetuar o pagamento através do carnê recebido em casa recebem desconto de 10%, caso estejam adimplentes até 31 de dezembro de 2022 e façam o pagamento em cota única até 14 de abril. Os contribuintes ainda poderão optar pelo pagamento do imposto parcelado em oito vezes, com valor mínimo da parcela de R$ 64,44. 

“Quem paga IPTU garante diversos benefícios para a cidade. São melhorias em educação, saúde e infraestrutura, que contribuem para o desenvolvimento econômico e social de Petrolina”, destaca a Secretária da Fazenda, Lucivane Lima. 

Sobre o IPTU: 

Todo o dinheiro arrecadado com o IPTU é utilizado em melhorias na cidade como: iluminação pública; reformas e construção de escolas e postos de saúde; infraestrutura; segurança, transporte público, entre outros. (Ascom)

Violando decreto estadual, Petrolina vê número de casos de | Cidades
Petrolina-PE

Senac oferta 339 vagas gratuitas em cursos de Qualificação e Aperfeiçoamento em todo o Estado

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Por meio do Programa Senac de Gratuidade, vagas são oferecidas no Recife, Paulista, em Caruaru, Vitória de Santo Antão, Petrolina e Serra Talhada. Inscrições estão abertas e seguem até 29 de janeiro

SENAC abre novas vagas para cursos gratuitos, confira

O Senac Pernambuco abriu edital com 339 vagas em cursos gratuitos de Qualificação e Aperfeiçoamento profissional, por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG), para as cidades do Recife, Caruaru, Vitória de Santo Antão, Petrolina, Paulista e Serra Talhada. As oportunidades contemplam as áreas de Gestão, Beleza, Gastronomia, Comércio e Tecnologia. As inscrições iniciam nesta segunda-feira (23) e podem ser realizadas até o dia 29 de janeiro, pelo site do Senac www.pe.senac.br.

 Para ocupar uma vaga, é necessário atender aos pré-requisitos do PSG, como ter renda familiar de até dois salários-mínimos por pessoa. Cada curso também conta com pré-requisitos específicos, que podem ser observados no edital, disponível no link http://www.pe.senac.br/psg/#/consulta-de-vagas. As aulas serão realizadas na modalidade presencial e, por isso, é necessário que o aluno resida nas cidades ou redondezas que os cursos são oferecidos.

O resultado dos aprovados será divulgado no dia 30 de janeiro. Já as matrículas serão realizadas a partir do dia 30 de janeiro e seguem até 1º de fevereiro, na unidade do Senac escolhida pelo candidato. Mais informações sobre o Programa Senac de Gratuidade e sobre a seleção podem ser consultadas pelo site www.pe.senac.br ou pelo telefone  0800.081.1688.

 Programa Senac de Gratuidade – O PSG tem o objetivo de garantir o acesso à educação profissional de qualidade a pessoas com renda familiar per capta de até dois salários mínimos. O programa integra um acordo firmado em 2008 com o Governo Federal e representa um compromisso do Senac com a sociedade para promover a inclusão social por meio da educação profissional.

Serviço:

Cursos gratuitos | Programa Senac de Gratuidade| Edital 02/2023

  • Calendário:
  • – Inscrições: de 23 a 29 de janeiro;
  • – Resultado dos aprovados: 30 de janeiro;
  • – Matrícula: 30 de janeiro a 1 de fevereiro;

 Edital completo e inscrições: http://www.pe.senac.br/psg/#/consulta-de-vagas

 Mais informações: 0800.081.1688

 Cursos disponíveis:

 Recife

  • Assistente Administrativo – 05 vagas
  • Cuidador de Idosos – 05 vagas
  • Atendente de Lanchonete – 15 vagas
  • Auxiliar de Cozinha – 15 vagas
  • Bartender – 15 vagas
  • Cabelereiro – 15 vagas
  • Maquiador – 14 vagas

 Caruaru

  • Assistente administrativo – 30 vagas
  • Proteção de Dados em Segurança de Redes de Computadores – 25 vagas

 Paulista

  • Barbeiro – 05 vagas
  • Cabelereiro – 05 vagas
  • Salgadeiro – 20 vagas

 Petrolina

  • Assistente de Recursos Humanos – 20 vagas
  • Cabeleireiro – 20 vagas
  • Excelência no Atendimento ao Cliente – 20 vagas
  • E-Commerce: Vendendo no Comércio Eletrônico – 20 vagas
  • Programador Web – 20 vagas

 Serra Talhada

  • Agente de Alimentação Escolar – 20 vagas
  • Auxiliar de Confeitaria – 20 vagas

 Vitória de Santo Antão

  • Cabelereiro – 10 vagas
  • Manicure e Pedicure – 20 vagas

Ascom

Acompanhe os concursos e seleções em Pernambuco. Estão sendo oferecidas mais de 450 vagas com bons salários

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Processos seletivos abertos no estado reúnem oportunidades para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Saiba como se inscrever.

TCE/PI suspende cinco concursos públicos municipais por irregularidades -  Tribunal de Contas do Estado do Piauí

Concursos e seleções simplificadas oferecem vagas para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior em Pernambuco. Em alguns dos processos seletivos, há também cadastro de reserva.

Ao menos 400 vagas de emprego são oferecidas em concursos e seleções simplificadas com inscrições abertas em Pernambuco. Há oportunidades para cargos que exigem ensino fundamental, médio e superior.

Os salários são de até R$ 4.153,28, no concurso público da prefeitura de Cachoeirinha, no Agreste do estado. Também há oportunidades no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambuco (IF Sertão), e nas prefeituras de Olinda, Ribeirão, Vertente do Lério, Caruaru e Serrita, além da Câmara Municipal de Panelas.

Confira:

Prefeitura de Ribeirão

  • Inscrições até 25 de janeiro
  • 25 vagas
  • Salários de até R$ 2,4 mil
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Olinda

Prefeitura de Cachoeirinha

  • Inscrições até 3 de fevereiro
  • 18 vagas
  • Salários de até R$ 4,1 mil
  • Cargos de níveis médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Carnaubeira da Penha

  • Inscrições até 10 de fevereiro
  • 102 vagas
  • Salários de até R$ 3,8 mil
  • Cargos de níveis médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Caruaru

Prefeitura de Bom Jardim

  • Inscrições até 20 de fevereiro
  • 47 vagas
  • Salários de até R$ 2,4 mil
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Pacientes com fibromialgia têm direito a atendimento preferencial em Petrolina 

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A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDESDH), informa que a emissão da Carteirinha de Prioridade para pessoas com fibromialgia já está disponível. Com este cartão, além do atendimento preferencial, os pacientes poderão estacionar em vagas destinadas às pessoas com deficiência, além de assento preferencial no transporte coletivo municipal. 

Para solicitar o cartão, é necessário ir até a Secretaria Executiva de Acessibilidade (SEJUDHMA), localizada na Avenida Gilberto Freire, S/Nº, bairro Vila Mocó, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, com a seguinte documentação: laudo médico (especificando o diagnóstico de fibromialgia), cópias do RG, CPF, comprovante de residência e uma foto 3×4. 

A secretária executiva de Acessibilidade da SEDESDH, Rosarinha Coelho, destaca que caso o paciente já tenha o diagnóstico de fibromialgia, mas não tenha o laudo, a secretaria dispõe de atendimento médico para emitir o laudo. “A proposta da gestão Simão Durando é dar qualidade de vida para as pessoas. Por não ser uma doença visível fisicamente, as pessoas com fibromialgia têm dificuldades para ter o seu direito ao atendimento preferencial garantido. Por isso, estamos emitindo essa Carteirinha de Prioridade, para assegurar que o direito dessas pessoas seja respeitado”, salienta. (Ascom)

Governadora Raquel Lyra lidera reunião com prefeitos da RMR e firma governança metropolitana com comitês temáticos

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Prefeitos dos 14 municípios discutiram sobre os temas críticos comuns e específicos de cada localidade.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, recebeu prefeitos dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, na tarde desta terça-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, foi iniciada a pactuação da governança metropolitana, um conjunto de ações realizadas em parceria entre governo estadual e municípios. A partir de agora, reunidos em comitês temáticos, os representantes vão tratar sobre ações que dizem respeito ao conjunto dos municípios de forma transversal.
 
“Temos o compromisso de fazer uma gestão de maneira conjunta. A Região Metropolitana do Recife, onde habita 42% da população de Pernambuco, carece de uma governança fortalecida. E o Governo do Estado tem um papel de liderança nessa articulação para que o povo da nossa Região Metropolitana possa ter mais qualidade de vida, onde todos tenham um local de diálogo e sejam parte da solução de problemas que acontecem aqui”, destacou Raquel Lyra.
 
Como resultado do encontro, a governadora apresentou proposições para os gestores darem encaminhamentos em cada município. Para executar os projetos necessários nas áreas específicas serão criados grupos temáticos que realizarão levantamento de indicadores, mapeamento e visitas técnicas. Cada prefeito deverá indicar um representante para participar dessas discussões e apresentar ao Governo do Estado, através de ofício, pelo menos três temas de maior interesse nas áreas de segurança pública, mobilidade, habitação, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, superação da pobreza e saúde.
Firmando o compromisso de promover o planejamento e a gestão integrada dos municípios da RMR, os 14 prefeitos, até o dia 2 de fevereiro, deverão detalhar ações e programas municipais, além de todos os convênios já firmados com o Estado que serão acompanhados pelos grupos de trabalho, detalhando, através de relatórios, quais obras estão paradas ou em execução em cada localidade.
 
Um desafio comum entre os municípios fronteiriços é a consequência deixada pelas chuvas. Como ação preventiva antes do período chuvoso, o Governo de Pernambuco irá criar a Defesa Civil Integrada para garantir o mapeamento das áreas de risco da Região Metropolitana do Recife. Para ter uma atuação coordenada, a Defesa Civil fará visitas nas 14 cidades para elaborar um diagnóstico dos principais problemas a serem resolvidos, a fim de evitar deslizamentos e enchentes, por exemplo.
 
Para o prefeito da maior cidade da RMR, João Campos, o trabalho conjunto é essencial para atender a demanda dos recifenses. “É muito importante manter o diálogo institucional para colocar na mesa as questões que dizem respeito à vida de quatro milhões de pernambucanos que moram na Região Metropolitana. Agora é o momento de fazer o debate para representar o anseio do recifense e que tenha interferência metropolitana para que possa ser feito conjuntamente ao Governo do Estado”, comenta.
 
“A governadora, mesmo antes de completar um mês de governo, já teve essa preocupação e externou o sentimento de coletividade. É evidente que depois será tratado de forma individual, mas já deixou agendada uma nova data com todos os prefeitos, avançando para outras regiões”, comentou o prefeito de Olinda, professor Lupércio.
 
Esta é a primeira de uma série de encontros que a governadora fará também com prefeitos do Agreste, Zona da Mata e Sertão pernambucanos para debater pautas prioritárias para o Estado, além de receber as demandas específicas de cada município pernambucano.
 
Participaram da reunião os prefeitos Flávio Gadelha (Abreu e Lima), Jogli Uchôa (Araçoiaba), Keko do Armazém (Cabo de Santo Agostinho), Nadegi (Camaragibe), professora Elcione (Igarassu), Paulo Batista (Itamaracá), Célia Sales (Ipojuca), Zé de Irmã Teca (Itapissuma), Luiz Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Edmilson Cupertino (Moreno), professor Lupércio (Olinda), Yves Ribeiro (Paulista), João Campos (Recife) e Vinícius Labanca (São Lourenço da Mata).

Imprensa PE

Jornal diz que polícia preparou ‘armadilha’ para prender o lateral Daniel Alves

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O plano contou com vazamento proposital de informações e oferta de reunião informal, que se mostrou fictícia e serviu para conduzir o jogador para atrás das grades.

Jornal diz que polícia preparou 'armadilha' para prender o lateral Daniel Alves
Daniel Alves

A prima da vítima ratificou a informação de que Daniel Alves tentou algumas vezes tocá-las nas partes íntimas. Um dos funcionários afirmou que o lateral-direito brasileiro insistiu para que a vítima e suas amigas fossem a seu encontro na área vip da casa noturna Sutton, em Barcelona.

PRIMEIRO PASSO

A primeira estratégia dos Mossos d’Esquadra foi vazar informações. A principal seria apenas confirmar que havia realmente uma denúncia por agressão sexual contra Daniel Alves. Sem que a polícia catalã precisasse colocar o plano em execução plena, a falsa informação de que o jogador esteve no banheiro com a vítima por 47 segundos acabou auxiliando o esquema.

Foi em meio a essas notícias que Daniel Alves gravou um vídeo para o programa Y Ahora Sonsoles, da Antena 3, negando as acusações e dizendo que desconhecia a mulher de 23 anos que o denunciara. Nesse instante, os Mossos d’Esquadra observaram uma boa oportunidade para deter o jogador. O entrave era o atleta não estar em território espanhol.

PLANO EM PRÁTICA

Daniel Alves, como jogador do Pumas, estava no México. Se voltasse ao Brasil, sem acordos de extradição com a Espanha, a prisão se tornaria impossível. A morte da sogra de Daniel Alves, María del Carmen Sanz, serviu de pretexto para atrair o brasileiro de volta à Espanha. A polícia entrou em contato com a defesa de Daniel Alves e propôs uma reunião informal, cuja finalidade era esclarecer o que aconteceu em 30 de janeiro.

Assim que aterrissou na Espanha, Daniel Alves teve todos os seus passos seguidos de perto. Quando chegou para depor, ao lado da sua advogada, já ouviu a ordem de prisão e foi detido, com a intenção de que a promotoria e a juíza do caso atestassem as contradições do jogador.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Perdeu! Homem que destruiu relógio de Dom João VI é preso pela Policia Federal

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Homem que destruiu relógio de Dom João VI é preso pela PF

A Polícia Federal (PF) prendeu nessa segunda-feira, 23, o homem que derrubou o relógio de pêndulo de Dom João VI ao invadir o Palácio do Planalto. Ele foi encontrado em Uberlândia, no interior de Minas Gerais.

Antônio Cláudio Alves Ferreira foi filmado pelo circuito de segurança do Planalto. Ele derruba o relógio e ainda tenta destruir a câmera de vigilância do prédio.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre os atos golpistas que aconteceram no dia 8 de janeiro no Distrito Federal.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela PF, Ferreira não deve ser transferido para Brasília, onde estão os outros presos investigados no mesmo inquérito. Ele vai passar por audiência de custódia virtual e, inicialmente, vai ficar preso em Uberlândia.

O relógio foi um presente da Corte francesa para Dom João VI. Ele foi trazido ao Brasil em 1808 e é uma das duas peças do relojoeiro Balthazar Martinot existentes.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Desigualdade aumenta entre negros e brancos no mercado de trabalho

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Taxa de desemprego de pretos, pardos e indígenas era de 17,27%, contra 11,98% de brancos e amarelos em 2020

Primeira preta na turma: Thais Custodio, economista de 33 anos, foi criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e está terminando o mestrado na UFRRJ: “Já deixei de ser contratada por causa do cabelo”

Primeira preta na turma: Thais Custodio, economista de 33 anos, foi criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e está terminando o mestrado na UFRRJ: “Já deixei de ser contratada por causa do cabelo” Brenno Carvalho/Agência O Globo

A taxa de desocupação entre brasileiros pretos, pardos e indígenas tem aumentado em relação à de brancos e amarelos, o que provoca mais concentração de renda e amplia a desigualdade social e racial no país. As conclusões estão em relatório do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa) da Uerj, antecipado ao GLOBO, que analisou a desigualdade racial no mercado de trabalho e renda, além de educação, em um período de 35 anos.

Em 1987, quando os pesquisadores começaram a acompanhar os dados, a taxa de desemprego de negros e indígenas era de 3,91%, enquanto a de brancos e amarelos era de 3,38%. A taxa de desocupação geral foi crescendo, com desvantagem para os pretos, mas com diferenças que não chegavam a três pontos percentuais.

A partir de 2015, esse patamar foi superado, e a taxa de desemprego de pretos era de 10,51%, enquanto a de brancos era de 7,31%. A diferença alcançou o ápice em 2020, ano da pandemia — o desemprego de negros chegou a 17,27%, contra 11,98% dos brancos. Em 2021, a diferença ficou em 4,23 pontos percentuais.

Nesse período entre 1987 e 2022, mais brasileiros se identificaram como pretos, pardos e indígenas, e houve redução na desigualdade racial na educação formal. Mas isso não resultou em diminuição das diferenças entre brancos e negros no mercado de trabalho.

“Podemos observar a manutenção de desigualdades duráveis que mantêm brancos e amarelos com melhores níveis de escolaridade, de trabalho e renda, se comparados ao grupo formado por pretos, pardos e indígenas. É importante notar que, apesar da melhoria no acesso à educação, pretos, pardos e indígenas ainda sofrem com altas taxas de desocupação. Quanto à renda, a desigualdade é ainda mais acentuada”, diz o relatório.

Desigualdade — Foto: Criação O Globo

Desigualdade — Foto: Criação O Globo

Trabalho precário

Segundo o estudo, desde 2010, percebe-se um aumento maior de brancos e amarelos migrando para o trabalho por conta própria, e a permanência de pretos, pardos e indígenas no mercado informal. “Ainda que essas transições costumem redundar em algum grau de precarização generalizada dos vínculos formais de emprego, a informalidade continua relacionada à vulnerabilidade maior do trabalhador do que os vínculos autônomos hoje em crescimento”, aponta o documento.

As diferenças na ocupação também acentuam a desigualdade racial, ao se observar os rendimentos obtidos pelos grupos. Entre 1987 e 2002, brancos e amarelos recebiam o dobro de pretos, pardos e indígenas. Esse indicador foi caindo até 2011, quando voltou a crescer.

“A depreciação geral das rendas do trabalho em 2020 levou a uma pequena redução dessa desigualdade racial, mas ainda é cedo para dizer se isso demarca uma tendência”, diz o texto.

O mesmo movimento foi observado em relação à renda domiciliar per capita, que considera o volume total de recursos recebido pela família dividido pelo número de membros. Pretos, pardos e indígenas são maioria entre os grupos de baixa renda, e a pandemia aumentou não apenas a pobreza, mas também as desigualdades raciais.

— Eu já deixei de ser contratada por causa do cabelo que usava. É muito perverso, porque as pessoas já te olham torto sem você abrir a boca, sem você dizer quais são as suas expertises, qualidades, o que está disposto a fazer para contribuir com aquele trabalho — conta.

Mais instruídos

Os pesquisadores constataram que a população preta, parda e indígena teve avanços na educação, mas isso não resultou em melhorias no mercado de trabalho até o momento.

— O que a gente vê são melhoras, que tem de destacar, sobretudo nos índices educacionais, mas isso não se reflete no mercado de trabalho. Quando negros e brancos se equalizam em processo de alfabetização, isso ocorre em um momento em que a alfabetização deixa de ser relevante para ocupar espaços no mercado — afirma o sociólogo Luiz Augusto, coordenador do Gemaa.

A família da economista Thais Custódio valoriza a educação. Moradores do Complexo da Maré, seus pais se sacrificaram para ela estudar. Thais entrou na universidade pública, beneficiada pela política de cotas, e hoje trabalha como consultora de orçamento e coordena projetos de uma ONG do Jacarezinho, enquanto finaliza o mestrado em Economia na UFRRJ, no qual é a primeira aluna preta.

— Já existia a dificuldade de criar jovem preta retinta em território de favela que é muito marginalizado, em uma sociedade que enfrenta muitas questões de violência. Tivemos muitos apertos, era tudo muito contado, mas sempre falavam que precisava ter educação para chegar ao mercado de trabalho. Tive uma vida inteira muito dura nesse sentido — conta Thais.

Os pesquisadores do Gemaa pontuam que as desigualdades às quais os negros estão submetidos são resilientes e complexas. Para reverter o cenário, é preciso desenhar políticas redistributivas interseccionais, que também considerem o aspecto racial e as especificidades de cada um dos grupos. As cotas para acesso à universidade, como as que beneficiaram Thais, precisam avançar.

— É importante que o novo governo tenha em mente que as soluções que já foram importantes não são mais suficientes. Reeditar politicas públicas como as realizadas em 2002 e 2006 não vai produzir efeitos. Tem de acelerar a redução das desigualdades e levar para outros níveis educacionais. No caso racial, o grande nó é ensino médio e, evidentemente, superior. Mas precisa pensar em ações afirmativas pós-ensino superior — diz Luiz Augusto, coordenador do Gema. ( O Globo)