Começa em Petrolina nesta segunda-feira(2) o `Clisertão´. 3º Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura no Sertão

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Tudo pronto para mais uma imersão literária pelo sertão pernambucano. O 3º Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura no Sertão (Clisertão 2016) anuncia a intensa programação que vai ocupar Petrolina entre os dias 2 e 6 de maio. O evento é é uma realização da Universidade de Pernambuco, campus Petrolina/Colegiado de Letras, em parceria com o Governo de Pernambuco, através da Secult e Fundarpe.

Debates, lançamento de publicações, minicursos, apresentação de trabalhos, recitais e ecoleituras são algumas das atrações confirmadas desta edição, que presta homenagem ao escritor baiano e membro da Academia Brasileira de Letras, Antônio Torres, e à crítica literária petrolinense Elisabet Moreira. Sob o tema ‘Livro, Leitura e Memória’, o Clisertão reafirma-se como um grande evento na área do livro, leitura e literatura.
divulgação

O escritor Antônio Torres é um dos homenageados desta edição

“Nessa terceira edição, ele se consolida como uma ação que ajuda a construir atividades exitosas voltadas para a democratização do acesso ao livro no Sertão. Dessa forma, a UPE e a Secult/Fundarpe, realizadoras do evento, lutam para que o livro não seja visto apenas como um produto de mercado, mas como elemento importante na construção da cidadania e da qualidade de vida”, comenta o professor Genivaldo do Nascimento, coordenador geral do Clisertão.

Ricardo Moura/SecultPE

Ricardo Moura/SecultPE

Também homenageada, a crítica literária Elisabet Moreira vai participar da programação

Nomes como Marcelino Freire, Xico Sá, Bráulio Tavares, Cida PedrosaWashington Cucurto (Argentina), Veronique Bulteau (França), Mónica González (Chile), Idália Morejón (USP) e Marisa Lajolo (Unicamp) – além dos homenageados -, estarão presentes, discutindo com o público universitário alguns temas urgentes para a literatura brasileira, como a formação de leitores, o cenário da crítica, a utilização de novos suportes e o rompimento com o imaginário pré-estabelecido sobre a produção literária no sertão.

Para Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secult-PE, o evento “é uma iniciativa que vai além dos congressos científicos tradicionais, pois já nasce deste desejo de integrar ciência, tecnologia, educação e cultura, olhando para fora dos muros da academia, dialogando com a sociedade”.

Nesse sentido, algumas ações descentralizadas (marcas das primeiras edições) estão novamente confirmadas. Entre elas, o Clisertãozinho, com teatro e contação de histórias em escolas mais afastadas do centro de Petrolina, e as Ecoleituras, que sugerem vivências literárias e de contemplação das riquezas naturais da região, como a Ilha do Rodeadouro, o por do sol no Serrote do Urubu e o próprio rio São Francisco.

O recital musicado ‘Ai Se Sêsse’, do poeta-educador pernambucano Maviael Melo; uma homenagem, feita pela Facape, Univasf, UPE e Uneb,  pelos 50 anos de carreira de Geraldo Azevedo; e ainda a ação ‘De repente poesia’, com o repentista e escritor Geraldo Amâncio, também são destaques da programação, inteiramente gratuita.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Aproveitando a presença de escritores, poetas populares e demais interessados nas políticas públicas para a Literatura no estado, o Clisertão vai acolher, na manhã do dia 4/5, uma escuta para a construção do PELLLB – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca.

De acordo com o Secretário Estadual de Cultura Marcelino Granja, “o momento é de construção coletiva e pactuação de um programa estruturante para a literatura no estado, com ações e políticas que podem virar realidade num curto espaço de tempo, como também aquelas que serão metas para os próximos dez anos”.

A presidente da Fundarpe Márcia Souto reforça a importância do encontro, que “pretende diagnosticar cenários e apontar desafios comuns para o fortalecimento de todas as cadeias do setor, sem perder de vista alguns aspectos territoriais e o perfil de desenvolvimento sociocultural de cada região pernambucana”, comenta.

Além de gestores públicos, o momento contará com a presença de representantes do Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura.

CULTURA PERNAMBUCANA NAS ESCOLAS

Através do projeto Outras Palavras, da Fundarpe e da Secult-PE, o Clisertão 2016 vai deixar mais um bom legado na região. Cinco escolas de referência vão receber, cada uma, um kit com 15 obras de escritores pernambucanos, entre livros de contos, romance, poesia e narrativas sobre mestres da nossa cultura popular e Patrimônios Vivos do Estado.

Para a vice-presidente da Fundarpe e coordenadora da iniciativa, Antonieta Trindade, “esta é mais uma forma que encontramos de contribuir para a circulação das obras literárias pernambucanas e, sobremaneira, com a formação cultural dos nossos estudantes, da nossa juventude”, destaca.

Será a terceira entrega pública do Outras Palavras. Em 2015, 120 escolas de referência da RMR receberam os kits e, já neste mês de abril, os 16 campi do IFPE também foram beneficiados. Entre as obras, destaque para os 14 livros vencedores das três edições do Prêmio Pernambuco de Literatura.

CLISERTÃO 2016

O 3º Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura no Sertão é uma realização da Universidade de Pernambuco, campus Petrolina/Colegiado de Letras em parceria com o Governo de Pernambuco, através da Secult e Fundarpe.  O evento conta com o apoio da Prefeitura de Petrolina, da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), da Empetur, do Plenus Colégio e Curso e da Criatur.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – CLISERTÃO 2016

SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MAIO
MANHÃ
Ações Descentralizadas

9h às 12h–Ecoleituras
Convidados visitam a Ilha do Rodeadouro
Saída da Orla, em frente ao Palace Hotel.

TARDE E NOITE

Auditório UPE – Petrolina

15h – 17h30 | Credenciamento e entrega de crachás/pastas
18h30 – 19h | Concerto com a Banda Philarmônica 21 de Setembro.
19h20 – Abertura oficial
Representações da Secretaria de Cultura de Pernambuco, Secretaria de Ciência e Tecnologia, Reitoria da Universidade de Pernambuco, Presidência da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Facepe, Empetur, Diretoria do Campus Petrolina/Coordenação de Letras, Prefeitura de Petrolina, Gerência Regional de Educação/Secretaria de Educação de Pernambuco e homenageados do 3º Clisertão.

20h às 22h – Livro e Memória
Conferência com o escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Antônio Torres, homenageado do 3º Clisertão. Exibição do filme “Antônio, o menino que queria ser Castro Alves” (Brasil, 2015). Mediação: Calila das Mercês e Raquel Galvão.

TERÇA-FEIRA, 3 DE MAIO

MANHÃ
Ações descentralizadas

9h – Outras Palavras
Entrega de livros de escritores pernambucanos às Escolas de Referência de Petrolina. Coordenação: Antonieta Trindade (Vice-Presidente da Fundarpe).
Local: Escola Jornalista João Ferreira Gomes.
Escolas convidadas: Dom Helder Câmara, Jornalista João Ferreira Gomes, Simão Durando, NM 11 e Adelina Almeida.

9h – Clisertãozinho
Teatro e Contação de Histórias | Local: Escola Estêvão Rodrigues Coelho (Rajada)

9h às 10h – ClisArte
Arte feita por universitários. Recital Poético.
Com o GEEPP (Grupo de Estudantes Especializados em Perfomances Poéticas) – Curso de Letras da UPE Petrolina. Local: Praça Dom Malan

9h às 12h – Ecoleituras
Convidados visitam a Ilha do Fogo. Contação de Histórias (lendas do São Francisco).
Saída da Orla, em frente ao Palace Hotel.

TARDE E NOITE

Feira de livros
15h às 21h
Venda e exposição de livros de autores locais/nacionais/internacionais pela Livraria SBS. Ao lado do Auditório da UPE (parte interna). Exposição Fotográfica e venda de produtos artesanais. Com a Associação Mulheres Rendeiras. Exposição Fotográfica Sertão Mundo. Com o Plenus Colégio e Curso.

15h15 às 16h20 – Memórias da Caatinga
Local: Campus UPE – Petrolina
Com o sociólogo e escritor Esmeraldo Lopes e a profªDrª Rúbia Lóssio (Fac. Leão Sampaio Juazeiro do Norte-CE). Mediação prof. Ms. Ivanildo Almeida (UPE Petrolina)

16h30 às 18h – Escritores Indígenas: os sentidos e significados de uma literatura feita por índios
Com o prof.Ms. Leandro Durazzo (UFRN) e o escritor e prof. Dr. Daniel Munduruku (UKA TV- São Paulo). Mediação profªMs. Kátia Gomes (UPE Petrolina)

19h – A crítica, fronteiras e desbravamentos
A poeta Cida Pedrosa conversa com a escritora, pesquisadora, crítica literária e profª Ms. Elisabet Moreira, homenageada do 3º Clisertão

20h – Ai Se Sêsse: Recital Musicado
Com o poeta-educador Maviael Melo

QUARTA-FEIRA, 4 DE MAIO

MANHÃ
Ações Descentralizadas

9h – Clisertãozinho
Teatro e Contação de Histórias
Local: Escola Camila Branco (Vila Aparecida/NM12)

9h às 12h – Escuta para a construção do PELLLB – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca
Local: Campus UPE – Petrolina
Participação do Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura

TARDE E NOITE
Ações Descentralizadas
Feira de livros
15h às 21h
Venda e exposição de livros de autores locais/nacionais/internacionais pela Livraria SBS. Ao lado do Auditório da UPE (parte interna). Exposição Fotográfica e venda de produtos artesanais. Com a Associação Mulheres Rendeiras. Exposição Fotográfica Sertão Mundo. Com o Plenus Colégio e Curso.

19h às 20h30
Livros à mão cheia. Doação, troca e empréstimo de livros. Com o Plenus Colégio e Curso.
Local: Praça 21 de setembro (atrás da Prefeitura)

19h30 às 20h30
Concerto com a Orquestra Sinfônica do Sertão
Local: Distrito de Rajada

15h15 às 16h40 – Mesa e Lançamento de livros
Local: Campus UPE – Petrolina
“A ecologia do Corpo” (Juracy Marques); “Na quadrada das águas perdidas-livro e DVD (Wagner Miranda e Marcos Carvalho); “As palavras que não couberam em mim: do coração à alma” (João Trapiá); ”O Engenhoso Reino do Sertão: nova expedição sagratória ao Quinto Império do Brasil” (Gildeone dos Santos Oliveira); “Estigma” (João Gilberto Guimarães); “Claranã” (Cida Pedrosa); e “Para uma antropologia do Sertão: ecologia e sociologia do cotidiano” (Veronique Bulteau). Coordenação do poeta e jornalista Carlos Laerte.

17h às 18h – Comunicações Orais
18h às 19h – Apresentação de Pôster
19h às 21h30 – Minicursos/Oficinas

QUINTA-FEIRA, 5 DE MAIO

MANHÃ
8h às 12h – Ecoleituras
Convidados visitam a Barragem de Sobradinho, um dos maiores lagos artificiais do mundo.
Saída da Orla. Em frente ao Palace Hotel. Vagas: 40

8h – Tropeiros
Conversa com os jovens autores Matheus José, Ana Luísa Von e João Gilberto (CLAE) nas escolas e doação de livros.
Local: Escola Antonio Padilha (das 8h às 10h), Escola de Aplicação (das 10h30 às 12h) e
Associação das Mulheres Rendeiras (das 15h às 16h).

9h – Clisertãozinho
Teatro e Contação de Histórias.
Local: Escola Luiz de Souza (Serrote do Urubu)

TARDE E NOITE
Ações Descentralizadas

15h às 21h
Venda e exposição de livros de autores locais/nacionais/internacionais pela Livraria SBS. Ao lado do Auditório da UPE (parte interna). Exposição Fotográfica e venda de produtos artesanais. Com a Associação Mulheres Rendeiras. Exposição Fotográfica Sertão Mundo. Com o Plenus Colégio e Curso.

15h15 às 16h30 – Cordel contemporâneo: novos leitores e novos suportes
Conferência com o escritor, músico e crítico literário Bráulio Tavares. Mediação: profª Drª Dirce Jaeger (UPE-Garanhuns).
Local: Campus UPE – Petrolina

16h40 às 18h – A velha nova geografia da fome: campos de concentração no Ceará
Com o escritor e jornalista Xico Sá e o produtor cultural Chico Egídio. Mediação prof.Ms. Moisés Almeida (UPE Petrolina)

João Freire/SecultPE

João Freire/SecultPE

Marcelino Freire é uma das atrações confirmadas

19h às 20h – De Rasif à Constitución: uma prosa entre memória, lugar de fala e travessias culturais
Com os escritores Marcelino Freire e Washington Cucurto (Argentina). Mediação Profª. Drª Paula Santana (UFRPE Serra Talhada)

20h10 às 21h10 – Olhares entrecruzados: para uma antropologia do Sertão – ecologia e sociologia do cotidiano
Prof. Dr. Lourival Holanda (UFPE) conversa com a pesquisadora Drª Veronique Bulteau (França). Mediação profª Ms. Joelma Reis (Secretaria Municipal de Educação de Petrolina)

21h20 às 22h – Geral-do Brasil
Homenagem realizada pela Uneb, Facape, UPE e Univasf. Com o cantor e compositor Geraldo Azevedo, nos seus cinquenta anos de carreira, e representantes das IES homenageadas. Lançamento do livro Geral-do Brasil. Coordenação prof. Dr. Juracy Marques (Uneb)

SEXTA-FEIRA, 6 DE MAIO

MANHÃ
Ações Descentralizadas

9h – Clisertãozinho
Teatro e Contação de Histórias
Local: Escola Ricardo Rodrigues de Miranda (Caatinguinha)

9h às 11h30 – Minicurso
Local: Campus UPE – Petrolina
Como publicar em E-book: etapas, vantagens e desvantagens da publicação de livros no mundo virtual. Com a profª Drª Sandra Araújo (Coordenadora da Edupe – Editora da Universidade de Pernambuco; professora da UPE).

TARDE E NOITE

Feira de Livros
15h às 21h
Venda e exposição de livros de autores locais/nacionais/internacionais pela Livraria SBS. Ao lado do Auditório da UPE (parte interna). Exposição Fotográfica e venda de produtos artesanais. Com a Associação Mulheres Rendeiras. Exposição Fotográfica Sertão Mundo. Com o Plenus Colégio e Curso.

19h30
Peça “O Santo e a Porca”. Com a Companhia TPA-Teatro Popular de Arte.
Para alunos das escolas públicas estaduais: João Barracão, Eduardo Coelho e Dom Malan e das municipais de Petrolina: Luiza de Castro, São Domingos Sávio, Jacob Ferreira e Anézio Leão.

Local: Teatro Dona Amélia (Sesc)

15h15 às 16h10
Local: Campus UPE – Petrolina
O lugar da Literatura Brasileira na América Latina
Com a profª Drª Idalia Morejón Arnaiz (USP) e a profª Drª  Mónica González (Universidade de Talca-Chile). Mediação profª Drª Cristina Botelho (UPE-Nazaré da Mata)

17h às 18h30 – Ecoleituras
Convidados assistem ao pôr do sol no Serrote do Urubu, local onde se ouve e se vê o rio São Francisco. Saída da UPE.

19h às 20h: Literatura, Escola e Formação de Leitores
Conferência com a profª Drª Marisa Lajolo (Unicamp).  Mediação: profª Ms. Maria Rivaldízia do Nascimento (FACAPE e Rede Estadual de Ensino de Pernambuco)

20h10 às 21h – De repente poesia
Com o repentista e escritor Geraldo Amâncio


Presidenta Dilma aumenta Bolsa Família em 9% e corrige tabela do Imposto de Renda em 5% e denuncia ataque a CLT

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A presidente Dilma Rousseff acaba de anunciar, no Primeiro de Maio organizado pela Central Única dos Trabalhadores no Vale do Anhangabaú, o aumento de 9% no Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda.

“Esse aumento não foi decidido agora e já estava previsto no orçamento”, disse a presidente.

Num duro discurso neste domingo, ela afirmou que o golpe parlamentar em curso no Brasil visa destruir a Consolidação das Leis do Trabalho.

“Querem transformar a CLT em letra morta. Sabe como vão fazer isso? Dizendo que o negociado deve prevalecer sobre a lei. Ou seja: menos do que a lei. Nós aceitamos, desde que seja mais do que a lei.”

Dilma disse ainda que os golpistas pretendem tirar 36 milhões de pessoas do Bolsa Família, mas anunciou um aumento médio de 9% nos benefícios. Também lembrou que aliados do vice-presidente Michel Temer já anunciaram o fim dos reajustes dos aposentados e da política de correção do salário mínimo.

“Querem acabar com uma política que permitiu a elevação, em termos reais, de 76% do salário mínimo”, afirmou. “O golpe é contra a democracia e contra os direitos dos trabalhadores”.

A presidente Dilma também falou sobre a promessa do vice-presidente Michel Temer de privatizar tudo o que for possível. “A primeira vítima será o pré-sal”, afirmou.

Eduardo Cunha

Dilma também citou nominalmente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e disse que ele foi o principal agente da desestabilização de seu governo. “Não aprovaram nenhuma das nossas reformas. Sabe por quê? Porque o PT se negou a dar três votos que impediriam sua cassação. Até o subscritor dessa peça do impeachment, o advogado Miguel Reale Júnior, ex-ministro do presidente Fernando Henrique, disse que se tratava de chantagem explícita e abuso de poder”.

Dilma bateu duro no golpe, ao dizer que “se fazer isso com uma presidente da República, o que serão capazes de fazer com o cidadão ou a cidadã anônima”.

Ela afirmou ainda que o projeto que querem impor ao Brasil não é aquele que venceu nas urnas. “Se querem isso, se coloquem sob o crivo do povo brasileiro. Chegar ao poder, sem voto, e numa eleição indireta, não! Não passarão!”.

 


Caprishow-2016. Prefeito fecha programação e Dormentes deve receber o maior público da história da festa

caprishow - 2016 - cartaz

O Prefeito de Dormentes, Roniere Reis, anunciou em sua página do Facebook o fechamento de toda a programação do Caprishow 2016.

Focado no sucesso da feira de Caprinos e Ovinos, umas das mais conceituadas do nordeste, a Caprishow deve cumprir mais uma vez a sua missão de juntar muita gente em torno do evento.

Para os criadores, um momento de colocar à vista os seus animais que receberam todo um tratamento especial para esperar a boa comercialização na Caprishow.

Para a cidade, um momento de reaquecer a economia, com o tamanho do volume financeiro que deve passar nos três dias de festa.

Veja o que o Prefeito comentou em sua página, depois de longos dias de buscas e consolidação da feira:

“Depois de uma incansável luta em busca de apoios e investimentos, concluímos essa grade. Será a primeira vez que recebemos dois artistas de nome nacional no mesmo evento e isso foi um grande desafio em meio a essa grande crise política e econômica que o nosso país atravessa. A minha equipe está trabalhando com a maior boa vontade e a melhor das intenções. É muito fácil dizer que ama Dormentes e torcer para que as coisas deem errado. Difícil é colocar a mão na massa, assumir riscos, enfrentar desafios e fazer um grande evento pensando unicamente no que nosso povo e nossos visitantes merecem! Comentou o Prefeito Roniere Reis.


Acidente com caminhão na estrada do Perímetro Bebedouro. O motorista faleceu

ACIDENTE EM BEBEDOURO

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O blog recebeu via whatsapp web informação de um acidente com um caminhão no estrada perimetral de Bebedouro em Petrolina-PE. O acidente foi na tarde deste domingo(01.

O motorista veio a óbito. Segundo as primeiras informações ele se chamava Carlos e tinha 60 anos. O veículo que ele conduzia capotou e ele morreu no local.

Aguardem novas informações. (Foto viawhatsapp web)



Juazeiro vai realizar o Iº Seminário do Patrimônio Cultural

Seminário Patrimônio Cultural

Com foco no patrimônio material e imaterial do Município seminário vai discutir preservação e tombamento.

            Numa realização da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura e Juventude (SECJU) em parceria com o Conselho Municipal de Cultura (CMC), será realizado na cidade o Iº Seminário do Patrimônio Cultural, no dia 03 de maio (terça-feira), das 14 às 19 horas, no Centro de Cultura João Gilberto.

         De acordo com a organização do evento, o objetivo é efetivar e formalizar as discussões sobre a devida preservação do patrimônio cultural de Juazeiro seja material e/ou imaterial e o debate sobre a Ilha do Fogo, suas dependências físicas, como o galpão, e a sua função cultural para o município e a comunidade sanfranciscana.

O seminário terá como palestrantes o promotor Edivaldo Gomes Vivas, coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural do Ministério Público da Bahia; Sérgio Motta, do colegiado de Engenharia Civil UNIVASF; Márcia Guena,diretora do DCH III UNEB, e Ênio Silva, do Coletivo Amigos da Ilha do Fogo, onde irão debater junto com a sociedade civil o atual estado do patrimônio material e imaterial do município e o projeto da Ilha do Fogo.

         O Iº Seminário do Patrimônio Cultural contará na abertura com a apresentação de dança da Trupe Novo Ato de Juazeiro, que mostrará para o público presente o “Samba de Véio: o antigo e o moderno”, um tema que também estará em discussão no seminário como um dos patrimônios imateriais do município.

As inscrições para o seminário serão feitas a partir das 14 horas e são abertas para todo o público interessado no debate. Mais informações na sede da Secretaria de Cultura e Juventude ou pelo telefone: (74) 3614 2652.


Sem novidade. Temer traz de volta velha guarda da política

Moreira Franco - ex-governador do rio de Janeiro há 30 anos atrás

Moreira Franco – ex-governador do rio de Janeiro há 30 anos atrás

BRASÍLIA — Núcleo duro do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), o trio peemedebista formado pelos ex-ministros Eliseu Padilha (RS), Moreira Franco (RJ) e Geddel Vieira Lima (BA) costuma se movimentar de forma silenciosa pelo tabuleiro político do país. Considerados articuladores de bastidores, já estavam “aposentados” da política eleitoral, sem ocupar cargos eletivos há anos — Padilha e Vieira Lima deixaram a Câmara dos Deputados em 2010, e Moreira Franco saiu do Parlamento em 2006.

Até que se desenhou, com a evolução do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a perspectiva de chegarem ao poder junto com o vice-presidente, o que rendeu ao trio assentos praticamente certos nos cargos de confiança mais próximos de Temer. Mas, antes mesmo de chegarem ao Planalto, os três já viraram também alvo de críticas de parte do PMDB, sobretudo no Senado, que chama a provável composição de “ministério dos amigos”.

Em entrevista ao GLOBO na última terça-feira, Temer admitiu que, pelo estilo trabalhador e organizado, Eliseu Padilha é cotado para ocupar a Casa Civil, uma das pastas mais importantes da Esplanada.

— O Padilha trabalha muito e é bem organizado. O governo precisa de um perfil desses para a Casa Civil. Os ministros José Dirceu e Palocci, para citar apenas dois exemplos, não deram certo porque tentaram politizar o cargo. O estilo do Padilha é parecido com o de Pedro Parente, no governo Fernando Henrique — disse o vice.

No mesmo encontro, Temer afirmou cogitar o nome de Geddel Vieira Lima para fazer a articulação política em um eventual governo seu:

— Ainda não decidi quem seria, caso eu assuma mesmo a Presidência. Mas o Geddel, que se dá bem com todo mundo no Congresso, poderia exercer esse papel. Mas é algo que não está decidido ainda.

VITÓRIAS NOS ANOS 1980

Dos fiéis escudeiros do vice, Moreira foi quem chegou ao cargo executivo mais alto na carreira política: foi governador do Rio, eleito em 1986, há 30 anos. Antigo defensor da tese de que o PMDB deveria ter candidatura própria a presidente, em 2006 ele anunciou que não concorreria mais a uma vaga na Câmara dos Deputados. Uma das justificativas, na época, foi a insatisfação com o fato de o partido insistir em abrir mão de disputar a Presidência, garantindo a governabilidade de quem estivesse no poder. Em 2004, Moreira desistiu de participar do segundo turno da disputa pela prefeitura de Niterói (ficara em segundo lugar no primeiro), ao perceber que seria derrotado pelo petista Godofredo Pinto, que foi reeleito.

A única eleição de Padilha para o Executivo foi para a prefeitura da pequena cidade de Tramandaí (RS), que governou de 1989 a 1992. Hábil mapeador de votos no Congresso e nas ruas, desistiu de concorrer a uma vaga para o Senado, em 2010, após fazer as contas e ver, na ponta do lápis, que provavelmente seria derrotado.

Com bom trânsito entre os parlamentares, Vieira Lima, deputado federal por cinco mandatos consecutivos, conseguiu emplacar o irmão, Lúcio Vieira Lima, para uma vaga na Câmara com votação expressiva em 2010 (ele foi reeleito em 2014). No mesmo ano, Geddel foi candidato ao governo da Bahia, mas perdeu para o hoje ministro Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência da República). Em 2014, ele ainda tentou uma vaga para o Senado, outra vez sem sucesso.

O próprio Temer, que foi deputado até 2010 e três vezes presidente da Câmara, teve vitórias eleitorais no limite. Em 2006, conseguiu uma vaga após ser puxado por deputados de sua coligação. Apesar de ter recebido apenas 99 mil votos naquele ano, manteve-se na presidência nacional do PMDB e, assim, conseguiu em 2010 se tornar parceiro de chapa da então candidata do PT, Dilma Rousseff. Um dos motivos para ele ter buscado o posto de vice teria sido o temor de não se reeleger deputado.

Os principais aliados de Temer estiveram na Esplanada dos Ministérios dos últimos três presidentes: Padilha foi ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e ocupou a Secretaria de Aviação Civil (SAC) no governo Dilma; Geddel comandou a Integração Nacional no segundo governo Lula, e Moreira esteve à frente de dois ministérios com Dilma, a Secretaria de Assuntos Estratégicos e a SAC, na qual foi sucedido por Padilha.

Aliado de longa data, o grupo já se uniu no passado para ajudar, por exemplo, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que agora defende a participação do PSDB num eventual governo Temer. Em março de 1998, em convenção nacional, o PMDB decidiu, com forte trabalho do trio, apoiar a reeleição do tucano em vez de lançar candidato próprio, que seria o ex-presidente Itamar Franco. Naquele ano, Temer era presidente da Câmara; Geddel, líder do PMDB na Casa; e Padilha, ministro dos Transportes de FH.

‘MINISTÉRIOS DE AMIGOS’ E CIÚME

Dirigentes do PMDB destacam virtudes dos aliados do vice, mas, enciumados, atentam para a imagem frágil que o peemedebista poderá passar ao empregá-los em cargos-chave.

— Obviamente que, se o Michel não fizer um ministério forte em outros nomes, vai ser muito criticado por colocar na Esplanada seus aliados. Ele não pode deixar virar o ministério dos amigos, e para isso tem que fazer grandes nomeações que diluam essas escolhas. É como se diz: os amigos, por mais capazes que sejam, são sempre um problema — resumiu um cacique do PMDB.

A crítica sobre empregar amigos, segundo relatos de peemedebistas, já chegou aos ouvidos de Temer. O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), coordenador da bancada mineira do partido na Câmara, teria dito ao vice considerar “um absurdo” ele dar cargos importantes aos aliados. Ele chegou até a tentar, sem sucesso, apoios no PMDB para protestar publicamente contra o desejo de Temer.

— O Fabinho foi ao Michel e falou com ele, disse que era um absurdo ele botar os amigos em ministérios importantes, que nem passaria na porta do Palácio. E ainda veio tentar que a gente boicotasse isso, mas o governo é do Michel, ele faz o que quiser. A gente só opina e vai ficar fora disso — disse um dirigente do partido.

Em dezembro do ano passado, com a relação já esgarçada com a presidente Dilma, veio a público uma carta enviada pelo vice à petista, na qual ele faz reclamações de que teria sido desautorizado e tratado como um “vice decorativo”. No documento, revelado pelo GLOBO, Michel Temer enumerou insatisfações e mencionou dois de seus mais próximos aliados: Moreira e Padilha.

Uma das reclamações do vice foi ter sido desautorizado por Dilma na nomeação de Moreira para a Secretaria de Aviação Civil, indicação pessoal dele. Temer diz, na carta, que o hoje presidente da Fundação Ulysses Guimarães fez “belíssimo trabalho” à frente da pasta. Moreira foi demitido pela presidente após dar declarações defendendo mudanças na cúpula da Petrobras.

“A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho, elogiado durante a Copa. Sabia que ele era indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me”, escreveu o vice-presidente.

Ainda na carta, Temer explica o pedido de demissão de Padilha, último dos seus aliados a ocupar a Aviação Civil:

“No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas ‘desfeitas’, culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando, sem aviso prévio, nome com perfil técnico que ele indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta ‘conspiração’”.

Fonte: OGlobo.com



No Dia do Trabalho, Getúlio Vargas e JK reuniam multidão em São Januário

Dia do Trabalho passou a ser comemorado no estádio de futebol do Vasco da Gama, em São Januário, com a presença de autoridades governamentais, com destaque para o presidente Getúlio Vargas. Nesse momento, o presidente fazia um discurso e sempre anunciava uma nova medida de seu governo que visava beneficiá-los.

Dia do Trabalho passou a ser comemorado no estádio de futebol do Vasco da Gama, em São Januário, com a presença de autoridades governamentais, com destaque para o presidente Getúlio Vargas. Nesse momento, o presidente fazia um discurso e sempre anunciava uma nova medida de seu governo que visava beneficiá-los.

Gustavo Villela

O Estádio de São Januário — o maior do Brasil até a construção do Pacaembu, em São Paulo, em 1940 — era o cenário para comemorações do Dia do Trabalho pelos presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), Vargas reunia no dia 1º de maio dezenas de milhares de pessoas no estádio, onde da tribuna fazia longos discursos. Foi lá que o líder da Revolução de 30, que pôs fim a República Velha (implantada em 1889 após o Império ruir), anunciou a criação do salário mínimo no país e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No próprio estádio do Vasco da Gama, Getúlio assinou o decreto-lei criando o mínimo, em 1º de maio de 1940, que variava entre 90 mil reis, no interior do Nordeste, e 240 mil reis, nas grandes cidades. A remuneração deveria ser capaz de cobrir as necessidades mínimas de uma família de quatro pessoas. No ano seguinte, na mesma data e no mesmo local, o presidente assinou a criação da Justiça do Trabalho e, em 1943, foi a vez da assinatura da CLT, incluindo os direitos trabalhistas na legislação brasileira.

Em plena Segunda Guerra Mundial, Vargas, que havia chefiado o Governo Provisório (até 34) e depois se elegeu presidente pela Assembleia Nacional Constituinte (1934-1937), costumava comandar no estádio do Vasco um “comício cívico-militar-esportivo”, conforme reportagem do GLOBO na época. No Dia do Trabalho de 1942, por exemplo, diante das arquibancadas superlotadas, desfilaram operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) — recém-criada pelo governo para incentivar a industrialização brasileira —, estudantes e até soldados em tanques e bateria antiaérea.

Nos anos 50, o presidente Juscelino Kubitschek também fez pronunciamentos no estádio, inaugurado três décadas antes, em 21 de abril de 1927 (na época, era o maior estádio da América do Sul). JK comparecia às comemorações do 1º de maio sempre em companhia do ministro do Trabalho e de membros do seu gabinete militar. No Dia do Trabalho de 1957, JK desfilou em carro aberto acompanhado por uma multidão, dando uma volta na pista de atletismo do Vasco. Preocupado com os efeitos da inflação no bolso do trabalhador, ele afirmou, em discurso, que todos os esforços estavam sendo feitos no país para “impedir que a moeda perdesse o seu poder aquisitivo”.

Durante a ditadura militar (1964-1985), os presidentes também aproveitavam as comemorações do 1º de maio para divulgar mensagens aos trabalhadores brasileiros. No auge dos anos de chumbo e da repressão ao movimento sindical no país, o presidente Médici afirmou, em sua mensagem de 1972, que o governo lutava “pela dignificação dos que trabalham, pelo fortalecimento de um sindicalismo autêntico e pelo crescente bem-estar da família operária”.

Depois da assinatura da Lei da Anistia pelo presidente João Figueiredo em 1979, atentados a bomba de grupos de extrema direita, contrários à lenta abertura política, ocorreram em várias cidades do país. Em 1981, durante o show do 1º de maio, houve o atentado do Riocentro. Enquanto 20 mil pessoas assistiam ao espetáculo, promovido pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade) para comemorar o Dia do Trabalho e protestar contra a ditadura, no estacionamento uma bomba explodiu no interior de um Puma, matando o sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário e ferindo o capitão Wilson Luís Chaves Machado, que servia no DOI-CODI.

Criado em 1889, em Paris, o Dia do Trabalho homenageia operários que protestaram em Chicago, três anos antes, por melhores condições de trabalho. As manifestações foram duramente reprimidas pela polícia e resultaram em prisões, feridos e até mortes.(O Globo)


1º. de Maio – Dia do Trabalhador. Homenagem do Deputado Estadual Lucas Ramos

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Um dia para celebrarmos conquistas e também para lembrarmos que ainda há um longo caminho a percorrer para que o trabalhador brasileiro tenha condições dignas de mostrar seu potencial e seja devidamente recompensado pelo seu esforço.

Parabéns a todas as brasileiras e brasileiros que contribuem todos os dias com o desenvolvimento do nosso país!

Deputado Lucas Ramos

Deputado Lucas Ramos


Via de acesso ao residencial Monsenhor Bernardino ganha iluminação pública

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A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfram), iniciou o serviço de implantação da rede de iluminação pública da via de acesso ao residencial Monsenhor Bernardino, localizado na margem direita da BR-428.

Segundo a secretária de Infraestrutura, Tatyanne Lima,  a obra é resultado dos esforços empreendidos com objetivo de atender  ao pedido dos moradores do Monsenhor Bernardino.

“Esse é o maior investimento em iluminação pública na história de Petrolina, desde o começo da gestão do prefeito Julio Lossio, inclusive beneficiando milhares de moradores dos bairros e povoados de Petrolina”, disse ela, ao enfatizar o permanente trabalho de manutenção de iluminação pública realizado pelo secretário executivo, Francisco das Chagas .

O prefeito Julio Lossio, assinala que a medida visa colaborar com o policiamento ostensivo e proporcionar maior sensação de segurança à população que reside no conjunto habitacional. “Esse projeto é de suma importância para essa região, que concentra centenas de moradores no Monsenhor Bernardino”, disse.

O prefeito reforça ainda que os moradores do residencial comemoram a implantação da rede de iluminação pública que deverá melhorar, consideravelmente, com a segurança pública da população do local.(Ascom)



Emocionante! Estudante carrega enxada para homenagear os pais na festa de formatura

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A bela homenagem feita pela estudante Kauany Sousa aos pais durante sua formatura no curso de Serviço Social na Universidade Potiguar (UnP), emocionou não só os convidados presentes na cerimônia, mas também milhares de internautas.
Na festa, que aconteceu no dia 9 de abril na cidade de Mossoró, Kaunany começou sua apresentação segurando um pequeno cartaz, escrito “Pai e mãe, meus heróis”. Em seguida, levantou uma enxada para representar o trabalho de seus pais que garantiu o sustento da família durante sua infância difícil no campo.
“Eu lembro do meu pai saindo todos os dias para trabalhar, como ele faz até hoje. Trabalhar na roça, para dar sustento para mim e mais três irmãos. Desde o início, foi sempre assim. A lembrança que eu tenho é de ver ele sair de casa para trabalhar”, contou a jovem de 24 anos em entrevista ao canal UERN TV, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

 Por conta das dificuldades financeiras, a família tinha problemas até mesmo para conseguir comer todos os dias. “[Lembro] de ver minha mãe preocupada todos os dias para dar um prato de comida para a gente. Muitas vezes não tinha e ela agradecia a Deus quando um vizinho chegava e dava uma alimentação. Eu lembro que na época meu pai ganhava R$ 20 por semana, para trabalhar no sol quente, todos os dias”, relata.
No sítio Caraúba Torta, no município potiguar de Almino Afonso, Kauany começou a aprender a ler e escrever debaixo de uma árvore, no espaço cedido por uma vizinha. Além disso, assim como seus outros três irmãos, ela também ajudava no trabalho de agricultura.
“Nós, não só eu, mas todos os meus irmãos e minha mãe, plantávamos junto. A gente plantava milho, feijão, algodão, arroz. Minha mãe muitas vezes dizia ‘não vá não, quem vai é o seu irmão’. Mas eu sempre acompanhava meu pai para trabalhar. Eu gostava, me sentia feliz de estar ao lado dele trabalhando”, conta a estudante.
Agora, Kauany está cursando sua segunda graduação, no curso de Jornalismo da UERN. Em entrevista ao jornal local O Mossoroense, ela contou que pretende fazer mestrado e doutorado na área da Comunicação e revelou o sonho de conhecer o apresentador Silvio Santos.