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Histórias do Brasil! 50 anos da morte de JK: Brasília, como poderei viver sem a tua companhia (parte 1)

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A primeira parte da reportagem especial sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek relembra a perseguição da ditadura contra o fundador de Brasília e eventos históricos que precederam a tragédia de 22 de agosto de 1976

Mais de 300 mil pessoas foram dar o último adeus a JK em agosto de 1976  -  (crédito:  Gervasio Baptista/Divulgação)

Mais de 300 mil pessoas foram dar o último adeus a JK em agosto de 1976 – (crédito: Gervasio Baptista/Divulgação)

Por Jorge Henrique Cartaxo*, especial para o Correio — “O presidente JK que trouxe meu pai para construir esta cidade. Eu vim junto com meu pai. JK será eterno porque mudou a minha família, mudou o Brasil, e eu tenho que agradecer aqui ao meu amado presidente. Custe o que custar!”

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O jornalista Silvestre Gorgulho, à época assessor do então ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, estava na Catedral de Brasília naquela tarde melancólica, quando o esquife com o corpo de JK deixou o nosso primeiro templo e seria acondicionado sobre um carro do Corpo de Bombeiros. Num átimo, os candangos em multidão — cerca de 300 mil — apoderaram-se do corpo de Juscelino e o levaram de mão em mão, de braço em braço, de ombro em ombro, até o cemitério. Nos longos oito quilômetros que separam a Catedral do Campo da Esperança, parte percorrida pela Esplanada e parte pela W3 Sul, os candangos cantaram Peixe Vivo — a música preferida de JK — e o Hino Nacional, clamaram por Juscelino, silenciaram em preces e espargiram lágrimas de saudades e dor.

“Não houve honras oficiais, nem salões ou palácios da cidade que ele fez construir. Apenas a casa de Deus, as ruas e as orações candangas”, lembra Silvestre Gorgulho, que acompanhou o cortejo da Catedral até o Campo da Esperança e presenciou toda a cerimônia. Essas cenas estão contadas, com vantagens, no livro De Casaca e Chuteiras — A Era dos Grandes Dribles na Política, Cultura e História / 1956 — 1977/ Brasília-JK-Pelé, um brinde de Gorgulho a Brasília.

Primeiro recado

No dia 17 de fevereiro de 1976, o jornalista Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, fez uma visita ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, no Rio de Janeiro. “Juscelino, trago um recado do Armando. Militares pretendem coisas dramáticas contra a sua vida”, teria dito Roberto Marinho a um apreensivo, mas sempre sereno JK. Armando Falcão, então ministro da Justiça do governo Geisel, havia sido também ministro da Justiça entre 1956 e a inauguração de Brasília, em 1960. Na foto clássica de JK com Jango e Israel Pinheiro entrando no Palácio do Planalto no final da tarde daquele histórico 21 de abril de 1960, igualmente de casaca, ao lado de Jango, estava lá ele, Armando Falcão.

 Crédito: Gervasio Baptista/Divulgação. Juscelino Kubitschek acena com chapéu.
Fundador de Brasília foi perseguido pela ditadura(foto: GervasioBaptista/Divulga??o)

No sábado, 7 de agosto daquele mesmo ano, uma ‘notícia’ se espalharia pelo país: Juscelino teria morrido num acidente automobilístico na estrada Rio-São Paulo. A imprensa se mobilizou. Dona Sarah foi procurada no Rio. Recluso na sua Fazendinha, em Luziânia, Juscelino foi surpreendido pela visita de uma dezena de fotógrafos e jornalistas movidos pela pauta tenebrosa e, de certo modo, premonitória. Apreensiva, Vera Brant se deslocou de Brasília até Luziânia para conversar com JK. ‘Juscelino, acho que jogaram esse alarme falso para avaliar que tipo de emoção causaria no país a sua morte. Cuidado, que vão te matar’, vaticinou Vera ao abraçar o amigo ainda perplexo com o vasto ruído.

O desmentido viria na noite do dia seguinte, no programa Fantástico, da TV Globo. A vontade de tirar a vida de JK não era nova na ditadura militar. Em junho de 1968, um grande atentado foi abortado no país. O caso Para-Sar (tropa especial de elite da Aeronáutica especializada em busca, salvamento e operações especiais) foi um plano arquitetado pelo então brigadeiro João Paulo Burnier. As vítimas finais seriam os principais líderes civis do país perseguidos pelo golpe de 1964: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Dom Hélder Câmara e mais 40 militantes da oposição. Jango estava no exílio.

A primeira fase da operação terrorista consistia em realizar uma série de atentados a bomba tendo como alvo empresas norte-americanas, como o Citibank e a Sears, além da explosão de um gasômetro na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Os crimes seriam atribuídos aos movimentos de esquerda. Estabelecido o caos, os líderes civis seriam sequestrados e mortos. O capitão Sérgio Miranda de Carvalho (um cavalheiro conhecido pela tropa como Sérgio Macaco), convocado para coordenar a operação terrorista, recusou-se a praticar os atos ilegais e denunciou o horror aos seus superiores. A violência pública proposta por Burnier mergulharia nos porões — tortura, sequestros e mortes — com o AI-5, em dezembro de 1968.

Em janeiro de 1971, o assassinato do ex-deputado federal Rubens Paiva no DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, sinalizou a fase do terror da ditadura militar. Somente em 1974, com a vitória do MDB nas eleições gerais de novembro, os limites do autoritarismo assumiriam contornos mais visíveis. É bem verdade que, em agosto de 1974 — cinco meses após a sua posse como presidente da República, em março —, o general Ernesto Geisel, num encontro com os dirigentes da Arena — partido político que dava sustentação simbólica e congressual à ditadura —, anunciou a famosa proposta de distensão política, por ele chamada de “lenta, gradual e segura”.

Como a história republicana assinala, os quartéis nunca foram exatamente harmônicos, disciplinados, amigos das leis e da legitimidade. No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog foi torturado e morto nas dependências do II Exército de São Paulo, que abrigava o temido DOI-CODI. Herzog havia se apresentado voluntariamente ao general Ednardo D’Ávila Mello no dia 24 daquele mesmo outubro. Em janeiro de 1976, três meses após a morte de Vladimir Herzog, no mesmo II Exército, ainda sob o comando do general D’Ávila, seria morto o operário e sindicalista Manoel Fiel Filho.

Os dois assassinatos atingiram em cheio o governo militar e desafiaram frontalmente o presidente Geisel. O general D’Ávila foi demitido três dias após a morte de Fiel Filho. Na madrugada do dia 14 de abril de 1976, a famosa estilista Zuzu Angel foi esmagada, dentro do próprio carro, na saída do Túnel Dois Irmãos, em São Conrado, no Rio. Zuzu lutava desesperadamente pelo paradeiro do seu filho, Stuart Angel, preso, torturado e morto pela ditadura em 1971.

No dia 19 de agosto de 1976, uma bomba explodiu na sede da ABI e outro artefato foi desativado na sede da OAB, ambas no Rio. Ainda em 1976, JK seria morto no dia 22 de agosto; o ex-presidente João Goulart morreria em dezembro, também num rastro de suspeitas de atentado. Em maio de 1977 seria a vez de Carlos Lacerda, também em um cenário igualmente suspeito. No dia 12 de outubro de 1977, o presidente Geisel demitiu o então ministro do Exército, general Silvio Frota, um inimigo militante da abertura política e candidato, já em campanha, à sucessão de Geisel. Tornava-se pública a grave crise militar que abalava a ditadura, além da expressiva derrota nas eleições de 1974.

A partir daí, o terror se acentuaria. Dois atentados marcam a época e se espalham pelo mundo. Em 27 de agosto de 1980, uma carta-bomba explodiu nas mãos da secretária da presidência da OAB, Lyda Monteiro, no Rio, ceifando-lhe a vida. Na noite do dia 30 de abril de 1981, no estacionamento do Centro de Convenções Riocentro, uma bomba explodiu no colo do sargento do Exército Guilherme do Rosário, matando-o, e deixou gravemente ferido o então capitão do Exército Wilson Dias Machado. Naquela noite, Chico Buarque, Gal Costa, Clara Nunes, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Alceu Valença, Beth Carvalho, Moraes Moreira e João Bosco estavam se apresentando para 20 mil pessoas que lotavam o Riocentro. Um “acidente de trabalho” impediu que a tragédia se consumasse. Entre 1978 e 1983, de acordo com relatórios oficiais, a extrema-direita praticou mais de 187 ataques terroristas. Os alvos mais evidentes eram as redações de jornais, as bancas de revistas que vendiam publicações da oposição e as instituições — OAB, ABI… — que se mobilizavam pela redemocratização do país.

Retomando a cena política

Na manhã do dia 20 de agosto de 1976, uma sexta-feira, o ex-presidente Juscelino Kubitschek embarcou num avião da Vasp em Brasília com destino a São Paulo. Estavam no aeroporto e no mesmo voo o então senador José Sarney e sua esposa Marly, o ex-senador Franco Montoro e o ex-deputado federal Ulysses Guimarães. O mau tempo em Congonhas obrigou o desvio da aeronave para Viracopos, em Campinas. Durante toda a viagem, Ulysses, Montoro e JK conversaram sobre a conjuntura política do país, que se redesenhava velozmente depois da vitória do MDB nas eleições de 1974. “Hoje está cada vez mais clara a necessidade de normalização da ordem pública. Isso é um desejo de todo o povo brasileiro, à exceção de uns poucos radicais de direita e de esquerda”, disse JK a Ulysses Guimarães em um certo momento daquele último encontro.

Os atentados a bomba que haviam ocorrido na véspera também foram objeto da conversa entre eles. “Tenho sentido uma inquietação crescente nos meios econômicos e bancários com os quais tenho conversado nos últimos tempos”, revelou ainda JK aos dois notáveis interlocutores. O voo inicia o seu procedimento de pouso em Viracopos, naquele final de uma manhã diluviana em São Paulo. Apesar dos temas delicados do diálogo com Ulysses e Montoro, JK não escondia o seu contentamento com a recente retomada da cena pública. No aeroporto havia dado autógrafos. Na decolagem em Brasília, tão logo o avião alcançou a estabilidade dos 10 mil pés, a voz do comandante Sérgio informou: “Tenho o prazer de anunciar que está a bordo o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Os passageiros entoaram aplausos, sinalizando empatia e acolhimento.

*Jornalista, mestre em história pela Universidade Paris-Sorbonne

´Banco Vermelho` chega à Justiça Federal de Petrolina para reforçar combate à violência contra a mulher. Evento é hoje(18)

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Sucesso na Solenidade!

Banco Vermelho chega à Justiça Federal de Petrolina para reforçar combate à violência contra a mulher

Ação é realizada por meio de uma parceria entre UNINASSAU e Instituto Banco Vermelho ocorre durante o Agosto Lilás

Nessa terça-feira (18), às 11h, foi realizada a cerimônia de doação de um Banco Vermelho pequeno na Subseção Judiciária da Justiça Federal, em Petrolina. A iniciativa é uma parceria da UNINASSAU, primeira Instituição de Ensino Superior a apoiar o movimento, e do Instituto Banco Vermelho (IBV).

O intuito é conscientizar a sociedade sobre a violência contra a mulher. O equipamento conta com um QR Code que direciona para uma plataforma com informações sobre os serviços de atendimento às mulheres em Pernambuco. A iniciativa reforça o compromisso da UNINASSAU, do IBV e da Subseção Judiciária da Justiça Federal no município com a promoção dos direitos das mulheres e a prevenção da violência de gênero, mostrando a importância da união entre instituições públicas, sociedade civil e educação na construção de uma cultura de respeito, proteção e valorização da vida.

A ação também integrou a programação do Agosto Lilás, campanha dedicada ao enfrentamento das violências doméstica e familiar contra a mulher.

Para o diretor da UNINASSAU Petrolina, Sérgio Murilo Jr., iniciativas como essa ajudam a manter o tema presente no cotidiano da população. “O Banco Vermelho é um símbolo que provoca reflexão e nos lembra que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser uma responsabilidade de toda a sociedade. A Faculdade acredita que a educação também tem um papel fundamental nesse processo, contribuindo para conscientizar, prevenir e estimular uma cultura de respeito e proteção à vida”, destaca Sérgio.

A UNINASSAU vem contribuindo para ampliar seu alcance com a instalação de bancos vermelhos em unidades e espaços públicos e institucionais. A Instituição também desenvolve ações de sensibilização e mobilização social voltadas ao enfrentamento do feminicídio, como os projetos Cadeira Vazia e Espaço Seguro. A parceria com o Instituto Banco Vermelho reforça a importância da união entre instituições de ensino, poder público e sociedade civil na construção de uma cultura de prevenção à violência de gênero e valorização dos direitos das mulheres.

*Serviço* Evento: Cerimônia de doação do Banco Vermelho Data: realizado nessa terça-feira, 18 de agosto Horário: 11h Local: Justiça Federal de Petrolina – Praça Santos Dumont, 101, Centro.

Morre a atriz Laura Cardoso, pioneira da teledramaturgia brasileira, aos 98 anos

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Com mais de sete décadas dedicadas à arte, veterana marcou a história do rádio, do cinema, do teatro e da televisão no país

Morre a atriz Laura Cardoso, pioneira da teledramaturgia brasileira, aos 98 anos/Reprodução/Instagram

Morre a atriz Laura Cardoso, pioneira da teledramaturgia brasileira, aos 98 anos (Reprodução/Instagram)

A atriz Laura Cardoso morreu na madrugada desta terça-feira (18/8), aos 98 anos. O falecimento da veterana foi confirmado por meio de um comunicado oficial publicado em seus perfis nas redes sociais:

“Nossa grande estrela se despediu de nós Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso.”

Trajetória e pioneirismo

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni, em São Paulo, no ano de 1927, Laura Cardoso foi um dos pilares fundamentais da história das artes cênicas brasileiras. Sua carreira teve início ainda na década de 1940, trabalhando no rádio como atriz de radionovelas e dubladora.

Com o surgimento da televisão no Brasil, na década de 1950, integrou o elenco pioneiro da TV Tupi, participando do lendário TV de Vanguarda e consolidando-se rapidamente como uma das intérpretes mais expressivas do país.

O velório da atriz Laura Cardoso está marcado para ocorrer hoje, 18 de agosto. A cerimônia terá início às 8h e término às 14h, no “Funeral Home”, localizado na Rua São Carlos do Pinhal, número 376, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.

Acompanhe a entrevista com Elismar Gonçalves candidato a Deputado Estadual. Siga!

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Elismar Gonçalves (@elismar.goncalves) • Instagram photos and videos
Elismar Gonçalves

Vinicius: Elismar, preparado para a caminhada? Qual é a sua expectativa hoje? A gente sabe que a eleição em Petrolina é uma eleição extensa  e  acima de tudo, muito conrorrida. Voce conhece e já tem muita experiencia e bastante conhecido na sede e no interior. Qual é a sua avaliação  e por que você é candidato a deputado Estadual?

Elismar Gonçalves: Vinicius, primeiro agradecer pelo espaço e a oportunidade de poder falar com você e com os seus leitores. A gente teve o desafio na cidade de Petrolina de ter três mandatos de vereador — fui eleito em 2012, 2016 e 2020. Em 2024, surgiu um desafio: o desafio de compor chapa sendo candidato a vice. A gente sabia que era um grande desafio aquela eleição. Ora em eleição você ganha, em eleição você perde, mas eu tive a oportunidade de conhecer ainda mais o município de Petrolina.

Nós temos uma cidade com uma extensão territorial de aproximadamente 5.000 km2. Para você ter noção, só de área de sequeiro são 3.000 km. Nós temos cidades dentro da cidade em Petrolina. Temos perímetros irrigados como Maria Tereza, Nilo Coelho, Bebedouro e fora os povoados e comunidades da área ribeirinha. Então, a gente teve ali a oportunidade de discutir temas como educação, infraestrutura, segurança, agricultura irrigada e agricultura de sequeiro.
Hoje, Petrolina — que chegou a ter quatro ou cinco deputados — tem apenas um representante na Assembleia. Então, a gente coloca o nosso nome à disposição depois de um chamado, de uma convocação. A população tem nos cibrado para esse desafio. Eu, que tive a oportunidade de servir a Petrolina por outras gestões de prefeitos nas quais pude ocupar um espaço, vejo uma cidade cheia de prosperidade, mas também de muitos desafios a serem vencidos.

Quando você olha a importância de um deputado estadual ou de um deputado federal em uma cidade como Petrolina… Historicamente, os deputados que aqui tiveram deram a sua contribuição. O nosso nome está posto para essa candidatura entendendo que é possível, sim, a gente fazer um trabalho não só voltado para Petrolina, mas para o Sertão Pernambucano. Claro que, como você falava, é um processo que não é de agora. Mas, agora é que começa a campanha, o movimento de rua, adesivo, santinho e o pedido de voto oficialmente falando. Mas sempre foi uma trajetória que fiz de conversar com as pessoas, principalmente com o interior. Hoje a gente tem chegado um pouco mais na cidade, de conversar com os bairros periféricos. O grande desafio, na verdade, é entender que Petrolina tem condições de aumentar o número de representantes na Assembleia.

Vinicius:Essa trajetória que você aborda aí é importante porque a cidade vai crescendo, você vai crescendo com a cidade e as coisas vão acontecendo. É claro que para vocês que têm essa responsabilidade de ser vereador, deputado ou senador, têm um compromisso muito grande com a comunidade. O que é que você está preparando para essa nova perspectiva sendo eleito para  deputado estadual?

Elismar Gonçalves: Vinicius, quando você chega por exemplo, no interior — e isso é só um dos exemplos —, nós temos comunidades que estão às margens, praticamente, do Rio São Francisco. São comunidades que estão, às vezes, a 10, 8 ou 15 km e ainda continuam sendo abastecidas por carro-pipa. Nós perdemos a capacidade de cobrança.Hoje nós perdemos, infelizmente, essa capacidade de defesa de pautas importantes para o município de Petrolina e para o Sertão. Estava lhe falando de comunidades à margem do São Francisco que hoje não têm, por exemplo, uma adutora. Quando a gente viu no passado outros nomes que fizeram defesas para chegar água, de você ter defesa da agricultura de sequeiro, de dar condição ao homem que está lá no campo para que possa estar produzindo — já que temos uma quantidade significativa de produção caprina e ovina no município. Nós temos áreas irrigadas que poderiam ter uma assistência melhor por parte do Governo do Estado, do acesso, da recuperação de rodovias e da segurança.

Outra situação que tem que ser muito discutida é a questão da saúde, Vinicius. Hoje temos a baixa complexidade sendo feita pelo município, a média pelo Governo do Estado e a alta pelo Governo Federal. Mas veja: a partir do instante em que você assume o compromisso como deputado estadual, você pode, além de emendas, ajudar a gestão. Hoje, na saúde, há pacientes há 8 meses ou 1 ano esperando a marcação de um procedimento.

Vinicius – O que se pode fazer quanto a isso? Qual é o caminho?

Descentralizar o atendimento. Como eu falava antes, temos uma extensão territorial muito grande. Imagine sair da sede para o interior em povoados a 115 km. Acredito que isso é um grande desafio, não só na saúde, mas na infraestrutura. E temos outras pautas e situações em que se pode contribuir. Vai conseguir resolver tudo? Não, até porque cabe à gestão, ao prefeito ou ao Governo do Estado. Mas você pode ser um agente. Nós já testemunhamos outros deputados que deixaram suas marcas com adutoras, educação, infraestrutura e rodovias construídas porque colocaram o projeto debaixo do braço e foram cobrar do Governo do Estado. O que precisamos é não ficar órfãos de representante. Por exemplo, em 2015 foi criada a Reserva Integral Tatu-Bola, que atinge três municípios (110 mil hectares): Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria. As pessoas tiveram suas terras desapropriadas. Houve uma provocação e audiência pública da Assembleia, mas foi preciso vir um deputado de fora para ouvir essas comunidades. Veja a importância da Assembleia numa discussão dessa. Como foi criado pelo Governo do Estado, um processo de revogação teria que ser enviado por ele para a Assembleia.

Vinicius – Como está a situação hoje? A governadora Raquel Lyra, por meio do CPRH, fez um estudo comprovando que o estudo anterior estava completamente errado e feito de forma equivocada. O mais grave: as pessoas tiveram suas terras afetadas na prática, pois não chega energia elétrica, perderam o direito ao crédito bancário e vivem na insegurança sobre o amanhã. Não dizemos que a pauta ambiental não seja importante — ela é. Mas sustentabilidade envolve três pilares: econômico, social e ambiental. Não se pode pensar só no ambiental e esquecer as famílias que estão lá há gerações. Vão para onde? Haverá um êxodo rural? Foi feito um projeto de recategorização (passando de Reserva Integral para APA – Área de Proteção Ambiental) que aguarda votação na Assembleia. Então, sentimos falta de defesa em pautas importantes. E, ao falar de Petrolina, temos que reconhecer as cidades do entorno: Afrânio, Dormentes, Santa Maria, Lagoa Grande, Santa Cruz. Quando a gente tem representantes para disputar vagas, a região ganha — no sentido de praticar a boa política e servir às pessoas.

Vinicius – Dentro dessa ótica, você acha que chegou o momento de ir buscar as oportunidades para Petrolina e tantas outras comunidades do interior através de uma candidatura a deputado estadual? Chegou a hora?

Elismar Gonçalves: Vinicius, essa candidatura nasceu de uma convocação, de uma reunião que tivemos com representantes da agricultura irrigada e da agricultura de sequeiro. Veja que é um paralelo: normalmente um tem mais acesso à água e o outro está no sequeiro. Essa oportunidade permitiu uma convocação no sentido de: *”precisamos de alguém que defenda as nossas dores”*. A dificuldade do homem do sequeiro não está tão diferente da do pequeno e médio produtor irrigado, que sofre com insegurança, falta de educação, assistência técnica e acesso a crédito. Entendemos o momento e a oportunidade de colocar nosso nome à disposição para servir a essa região e ao Estado.

Vinicius –Chegou o momento até da sua própria caminhada, após esse tempo todo como vereador por três mandatos. Você é alguém que se doa ao que faz e conseguiu estar muito próximo das pessoas. Essa guinada para deputado estadual vai lhe dar a oportunidade de ocupar mais espaço e estender a sua caminhada?  É isso?

Elismar Gonçalves:Isso. Quando você avalia um mandato e o poder dado pelas pessoas de bater à porta de um secretário ou do governador, além das emendas, você possibilita transformar vidas através da política como sacerdócio. Teremos a oportunidade de dar a nossa parcela de contribuição.

Vinicius :Qual a sua avaliação sobre o crescimento de Petrolina, Lagoa Grande e das cidades vizinhas? É uma região de prosperidade, com muitas oportunidades e empregos e você sempre representou as comunidades junto ao município, Estado e União. Se eleito deputado estadual, sua responsabilidade aumenta ainda mais. E aí está pronto e animado com a  missão? 

Elismar Gonçalves: Vem carregado dessa responsabilidade. Petrolina hoje chega a 420 mil habitantes. A cidade cresce com muita prosperidade. Dormentes vem se destacando na caprinovinocultura; Afrânio, na criação de bovinos; Lagoa Grande também encontra suas vocações. As cidades estão prosperando porque as pessoas buscam autonomia de vida através do trabalho. Mas, ao mesmo tempo em que há prosperidade, há muitos desafios: falta de calçamento, saneamento, acesso à saúde no interior, segurança… À medida que a cidade cresce e recebe 20 a 30 mil novas pessoas por ano, crescem também os desafios em educação, saúde e infraestrutura.

Vinicius: Você falou em desafio, então o desafio está colocado e você já se colocou à disposição como candidato a deputado estadual?

Elismar Gonçalves: Sim, Vinicius. Já está homologado pela Justiça, nosso nome está posto. Sabemos do desafio, da responsabilidade e do compromisso, mas a vida é feita de desafios e superações. Assim foi minha caminhada política: três mandatos de vereador com êxito e a candidatura a vice-prefeito em 2024.

Vinicius :Qual é a sua expectativa para essa eleição que vem aí? Todo mundo já lhe conhece e sabe da sua postura responsável. Da sua competencia e simplicidade e doação. Agora, em uma posição de maior reconhecimento, você está animado e preparado para tudo isso?

Elismar Gonçalves: Sim, Vinicius, muito animado! Quando a gente vai à rua e conversa com as pessoas nessa cidade gigante de 420 mil habitantes, ficamos animados pela recepção. Toda eleição é um desafio e só se resolve quando se apura o último voto. Então,  estamos com o nome posto e vamos caminhar, com a missão de continuar servindo a minha gente e a minha querida Petrolina.

Programa Ilumina PE chega a Salgueiro com a instalação de lâmpadas LED em mais de 1.000 pontos

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Salgueiro-PE

Salgueiro está recebendo uma renovação na rede de iluminação pública, com a instalação de lâmpadas LED em 1.090 pontos da cidade. Trata-se de uma ação do Programa Ilumina Pernambuco, que chega ao município através de uma parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura.

A substituição de lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio por LED começou nesse sábado, 15, pela Avenida Rui Barbosa, no bairro Planalto. Nas próximas semanas, deve chegar às outras comunidades do município

O objetivo do programa é deixar a cidade mais iluminada, melhorando a sensação de segurança da população. Além disso, a modernização da iluminação pública melhora a eficiência energética, com a redução dos custos de manutenção e menor impacto ambiental.

O prefeito Fabinho Lisandro agradeceu à governadora por mais esse investimento no município. “Mais uma vez [quero] agradecer ao trabalho incansável da nossa governadora, Raquel Lyra, que além de iluminar Pernambuco com tanta obra, agora também ilumina Salgueiro com mais de 1.000 pontos de LED”, disse.

Raquel diz que “o melhor ainda está por vir” ao encerrar primeiro dia de campanha em Petrolina

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No seu primeiro dia de campanha, que começou nesse domingo (16), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), abraçou milhares de pernambucanas e pernambucanos em grandes atos espalhados do Litoral ao Sertão.

Recebida com muito carinho ao longo de toda a agenda, Raquel destacou o resgate do protagonismo do Estado no Nordeste e no Brasil, a partir do desempenho histórico em indicadores nacionais em diversas áreas. “O melhor ainda está por vir. Os próximos quatro anos serão os melhores anos da nossa história. Pernambuco voltou! Líder de geração de emprego, de redução da pobreza, de redução da violência. Líder de fazer o governo chegar junto daqueles que nunca foram enxergados. Hoje a gente fez um abraço em Pernambuco, começamos no Recife, fomos para Caruaru e finalizamos aqui em Petrolina. É 55 no coração até o dia 4 de outubro”, disse a governadora e postulante à reeleição.

Raquel também ressaltou que a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e os candidatos ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), irão se dividir durante a caminhada para multiplicar a mensagem. Os três integrantes da chapa liderada pela governadora acompanharam este pontapé da campanha, que teve largada nos comitês das zonas Norte e Sul do Recife, passou por Caruaru, no Agreste, e terminou em Petrolina, no Sertão do São Francisco.

“A gente está transformando Pernambuco, fazendo com que várias coisas melhores cheguem na vida das pessoas: água, oportunidade de trabalho, um prato de comida para quem precisa através das Cozinhas Comunitárias. E agora é hora de conversar com todo mundo, com os indecisos, porque campanha se ganha na rua. Eleição se faz cada dia conversando com as pessoas e conquistando voto com trabalho, mas, sobretudo, com amor no coração”, afirmou a vice-governadora e candidata à reeleição.

Nesta segunda-feira (17), às 17h, Raquel voltará a reunir milhares de pernambucanas e pernambucanos em um porta a porta no bairro de Jardim Saulo, na Zona Oeste do Recife. A concentração será na Rua Maranguape, em frente à Quadra dos Bancários.

CLIMA DE VIRADA: Em grande ato no comitê 4011, Vereador Gabriel Menezes e Nilton Mota consolidam força de Lucas Ramos e Elismar Gonçalves

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A manhã desse domingo(16) foi marcada por um forte ato político que sacudiu os bastidores da política petrolinense e energizou a militância durante a inauguração do comitê 4011.

Em clima de mobilização total e casa cheia, o vereador Gabriel Menezes fez um pronunciamento contundente, reafirmando sua aliança incondicional com o deputado federal Lucas Ramos e sacramentando o apoio ao projeto de Elismar Gonçalves rumo à Assembleia Legislativa. Com um discurso firme e carregado de emoção, Gabriel Menezes levantou o público presente e cravou seu posicionamento:  “Nos últimos meses eu vinha cabisbaixo, mas hoje tô aqui pra dizer que a minha dignidade, meu deputado federal Lucas Ramos, ergue a minha cabeça e por isso tô aqui pra dizer que o meu deputado estadual agora é Elismar Gonçalves!”, declarou o vereador.

Aliado de primeira hora de Lucas Ramos, Gabriel consolidou publicamente o alinhamento total de seu grupo político em tom enfático:

“O meu governador é João Campos, o meu federal é Lucas Ramos e agora o meu estadual é Elismar Gonçalves!” O evento também contou com a presença de peso do ex-deputado Nilton Mota, representando a chapa majoritária de João Campos.

Em sua fala, Nilton reforçou a liderança do grupo e destacou a força da caminhada: “Lucas, dá orgulho da gente levantar a sua bandeira! Lucas Ramos será um dos deputados federais mais votados de Pernambuco e, junto de João governador e Elismar Gonçalves, poderá fazer mais e melhor pelo nosso povo”, destacou Nilton Mota.

Emocionado com as manifestações de apoio e a sintonia do grupo, o deputado federal Lucas Ramos destacou a lealdade histórica e a irmandade construída com Elismar ao longo dos anos: “Em Petrolina, eu tenho um irmão e esse irmão se chama Elismar Gonçalves, e esse recado Gabriel Menezes entendeu. Em 2014 você me ajudou, em 2016 eu retribuí, em 2018 novamente você me ajudou, em 2020 eu retribuí, em 2022 você mais uma vez caminhou comigo. Em 2024 eu queria você prefeito, mas naquela ocasião o povo de Petrolina não quis porque queria você deputado estadual de Pernambuco”, ressaltou Lucas Ramos.

Lucas completou celebrando a adesão do parlamentar municipal:  “Ter o vereador de Petrolina Gabriel Menezes como apoiador do nosso projeto nos deixa ainda mais animados, com a certeza de que estamos no caminho certo.”

A consolidação dessa dobradinha, somada ao respaldo direto da frente de João Campos, demonstra a força política da base em Petrolina, desenhando um dos palanques mais competitivos e mobilizados da disputa. (Ascom)

O Blog entrevista o comunicador e publicitário Carlos Britto, candidato a Deputado Federal por Petrolina-PE

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Por que você está se candidatando a Deputado Federal, Carlos Britto?

Vinícius, eu cuidei das pessoas há quase 30 anos ouvindo os problemas, os dramas, as dores, escrevendo sobre isso, mostrando vídeos agora quando ficou mais moderno. E eu cansei de simplesmente ouvir e contar a história, e agora eu resolvi tentar fazer alguma coisa. Porque a política precisa de renovação. Eu acho que a política precisa todo dia se renovar, e acredito que a política não não é uma capitania hereditária e nem herança de família. Política é para quem quer servir. Quem tem o compromisso de servir. Eu não acredito em poder permanente para ninguém, inclusive para mim, se eu chegar lá. O poder tem que ser transitório. Eu não acredito em capitanias hereditárias, que só pode o filho do rico, o filho de de família abastada. Eu acho que pode todo mundo, quem tem o compromisso de cuidar das pessoas. Então, por isso que eu me me candidatei, porque eu achei que era a hora de mudar um pouco esse cenário.

Tá preparado para a missão?

Carlos Britto: Muito preparado. Eu acordo motivado todo dia, sabendo que eu tenho um desafio grande para cumprir. O caminho não é fácil, eu sei das adversidades, mas eu tô pronto para enfrentar. Eu fui criado e talhado para aguentar todas as dificuldades. Mais difícil, Vinícius, foi de onde eu vim. E Deus me deu o merecimento de chegar. E eu acho que mais gente pode chegar como eu cheguei até aqui.

Na sua ótica de cidadão petrolinense, quais as bandeiras que você pretende levantar e defender nessa sua empreitada?

Carlos Britto: Vou lhe dar um dado: o Deputado Federal, ele tem, é obrigatório,  que destinar 50% de suas emendas para a saúde. E você sabia que mesmo do resto ele pode destinar para onde ele quiser e acompanhar? Você pode colocar emenda nos postos de saúde, que é onde o drama mora. O posto de saúde não consegue atender porque falta médico, falta insumos, falta vacina, falta infraestrutura. Se a gente cuidar lá do início, a unidade  Dom Malan não vai lotar. Então, meu compromisso, minha bandeira é cuidar dessa atenção básica. Cuidar da saúde dessas pessoas que estão abandonadas lá na ponta, no início, que as prefeituras não cuidam. Os prefeitos compram ambulância, o prefeito não cuida do posto sucateado. Então, a bandeira da saúde é uma coisa que eu vou levar muito a sério. E tem mais uma que eu acho muito sério. Por mim, é o fim do IPVA, Vinícius. Fim do IPVA! Eu acho um absurdo que você compra um carro e parece que tá pagando aluguel. Você não vê esse dinheiro retornar para lugar nenhum.

Petrolina é uma das admiradas cidades deste país. O que é que você poderá fazer como deputado para manter essa marca de desenvolvimento e prosperidade dessa cidade e dessa região sertanejo?

Carlos Britto: Vou lhe dar outro dado. Você sabia que aqui a gente só cuida de manga e uva? Você sabia que tem mais de 3 mil hectares de  melão aí que não tem incentivo? As frutas cítricas estão chegando aqui no Vale do São Francisco. Só se tem incentivo para manga e uva. Não tem incentivo para quem planta caju, para quem planta melão, para quem planta. O pessoal que tá querendo plantar o cítrico aqui, não tem incentivo federal. Então,  é essa explosão demográfica que tem aqui na cidade, ela tem que se justificar com a agricultura mais forte. E a agricultura mais forte não é só na terra do seu doutor não, do rico, que tem grandes exportações de manga e de uva. É preciso incentivar essas outras culturas para a cidade ganhar um *plus* diferente.

Está pronto para o desafio?  Qual é o seu partido e o que é que ele pode representar no impulso de uma possível vitória sua?

Carlos Britto:Eu estou no PL. O PL me recebeu de braços abertos, me prometeu uma estrutura de campanha com tempo eleitoral forte, me trouxe para a presidência do partido, me prestigiou. Eu sou uma pessoa que nasci de uma família muito humilde, mas uma família de valores, conservadora. Conservadora! Eu acredito nos valores conservadores, que é o que o PL defende. E eu acho que esse partido está pronto para trazer as diretrizes do presidente Jair Bolsonaro e de todos os patriotas para a gente fazer um país melhor, mais justo, com mais participação da comunidade, enfim. Você veja que o PT tá no poder há vários anos. Lula continua prometendo as mesmas coisas!  E dizendo que o país não tá bem. Como, se tá administrando há mais de 20 anos? Então, a culpa é dele! A gente precisa virar essa chave. E eu tô pronto pra ajudar.

Vamos falar de  saúde, emprego, oportunidade. Petrolina sempre foi bem servida, o que contribui para que aqui possam estar atraindo pessoas de outras cidades e regiões. Um número cada vez maior de gente que chega nessa cidade e se instala aqui. Onde nós vamos parar?

Carlos Britto: Nós vamos chegar longe, mas eu discordo de você. Nós temos emprego. Acho que os programas sociais  estão atrapalhando aí o emprego porque o cara não quer trabalhar, por exemplo, e perder o benefício social dele. Mas eu discordo de você na saúde. Nós não temos saúde. Você quer um dado? Se qualquer um de nós aqui enfartar, se não tiver um plano de saúde, ou a gente vai para Serra Talhada ou vai para Irecê, a mais de 300 km, porque aqui não tem uma uma saúde de referência. Aqui a gente não tá conseguindo fazer cateterismo. Nós temos que transformar isso aqui num polo de saúde adequado. Um um um polo cardiovascular, um polo cardíaco. Que Petrolina tá sentindo a falta disso.

Na sua visão, o que é que Petrolina ainda necessita e você como Deputado Federal eleito, pode fazer? Qual é exatamente essa visão que você tem para  contribuir e melhorar mais ainda essa cidade que recebe tanta gente todo dia, toda hora, de tanto lugar?

Carlos Britto: Oportunidade para todos, Vinícius. A gente vive numa bolha, onde só alguns estão muito bem e a grande maioria está muito mal. Petrolina é a cidade da 7 de Setembro para cá e outra cidade da 7 de Setembro para lá. Lá, Vinícius, é a cidade que não aparece na televisão. Aquelas pessoas estão lá sofrendo,  pisando na lama. Eu eu fui numa vila ontem que o cara quer pagar a energia elétrica, quer pagar a água e não ligam  porque não se consegue registrar o imóvel dele direito. A cidade está vivendo numa bolha: muitos com muitos e a grande maioria com quase nada. E essa distância precisa terminar. Outra: tenta abrir qualquer negócio em Petrolina para tu ver a dificuldade. Dos novos empreendimentos, dos novos investimentos. É preciso quebrar essas barreiras e abrir oportunidade para todos.

Como petrolinense, comunicador, pai, esposo, o que aguardar do amanhã de  Petrolina? Prosperidade para todos os lados ou ainda falta corrigir muita coisa para ela seguir em frente com a frase: É daqui pra melhor?

Carlos Britto: Fica parecendo que eu tô dizendo que Petrolina é terra arrasada e não é não. Petrolina é a cidade que eu nasci aqui e eu tenho muito orgulho de tudo que a cidade se transformou, e acho que o que foi feito até aqui nos orgulha. Porque senão, olha para as cidades do lado, não tem. Mas é preciso que mais pessoas ajudem. Não é possível que  a inteligência emocional esteja apenas num lugar. Tem que ter mais gente! Tem que que que oxigenar! Eu tinha um amigo que foi candidato a vereador lá atrás que disse que precisava varrer as coisas ruins, as coisas velhas. E é preciso mesmo, Vinícius! É preciso que a gente varra o que tá errado, o que tá atravancando a cidade, o que tá travando um monte coisa.

Passar o espanador?
Carlos Britto: Espanador! Porque a gente precisa mudar e reoxigenar. O poder precisa ser descentralizado.

A eleição vai começar, mas os pré-candidatos já estão nas ruas se apresentando, preparando a caminhada. E a sua plataforma de governo? O que é que você imagina, o que é que você pensa, dentro dessa ótica? Cidade grande e você de manhã tem um mundo de gente, de tarde tem mais gente ainda e por aí vai. Qual é  o seu sentimento de grandeza  e a sua ótica dentro  dessa concepção?

Carlos Britto: Vou falar de de dois momentos. Você tá falando de gente na rua. Eu tô achando que a campanha política, eu vou pra rua, Vinícius. Eu vou acabar esses vídeos aqui, depois eu vou acabar o outro, eu vou bater nas portas das pessoas e vou dizer para elas que alguém que nasceu no Hospital Dom Malan, que estudou na escola pública a vida toda, que não teve berço de ouro, que lá em casa não tinha nem televisão, que vivia da merenda da escola, que batia na porta entregando currículo igual a ele, também pode chegar lá. E se eu  vencer, ele vai ganhar também, Vinícius. Se eu vencer, ele vai ganhar. Quando eu for deputado, eu vou acabar com a diferença, vou acabar com a distância. Vou tentar acabar com essa distância do posto de saúde para o atendimento humanizado que não chega. Eu vou lutar, Vinícius, para aquele cara que anda de motozinha e que é preso porque ele não pagou o IPVA. Quando ele não pagou o IPVA,  já já tomam a motinha dele que tá atrasada e aí ele vai virar um peso para o Governo Federal. Não era mais fácil ter resolvido? Deixar o cara ali sem pagar aquele imposto, que não serve de nada esse IPVA. Deixar esse cara sem pagar esse imposto para que ele pudesse estar gerando divisas, riquezas para a sua família, trabalhando com mais dignidade?

Os partidos com os seus  candidatos já estão aí nas ruas, nos bairros, nas comunidades trabalhando em buscar e firmar o compromisso de trabalho, que cada um terá com a Petrolina de todos. Portanto, deixe sua mensagem e faça a sua convocação? 

Carlos Britto:Todo ano a gente fica reclamando de que os políticos são todos iguais, fazem as coisas erradas, não mudam nada a vida das pessoas e a gente fica reclamando e votando nos mesmos. Eu ofereço o meu coração puro, minha história honesta de alguém que nasceu muito simples, mas que lutou muito para chegar até aqui. Batalhou. E que não há uma, uma, uma mácula na minha história toda de que eu tenha sido desonesto, que tenha passado alguém para trás, que tenha agido de má-fé com ninguém. Eu peço a confiança do petrolinense em mim. A confiança para a gente escrever uma outra história. Eu não tô aqui contra ninguém, não. Eu não tô aqui contra ninguém e e eu também não espero que a cidade perca representação, não. Eu tô aqui para que a cidade aumente a representatividade. Aqui nós já tivemos uma representação muito mais forte. Hoje a gente tá apequenado. E é preciso que mais gente chegue, mas que chegue gente bem-intencionada, com vontade de fazer direito. Esse cara sou eu.

É hoje(16)! Raquel Lyra dá pontapé na campanha eleitoral percorrendo Recife, Caruaru e Petrolina

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Governadora, que busca a reeeleição, começou a cumprir  agendas desde das 8h55 deste domingo(16) até a noite quando encerra em Petrolina. Acompanhe!

Governadora Raquel Lyra inicia campanha pela reeleição percorrendo Recife, Caruaru e Petrolina

A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição pela Coligação Pernambuco de Coração, iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16) cumprindo uma série de agendas no Recife, em Caruaru e Petrolina.

O primeiro compromisso, no Recife, foram  os adesivaços nos comitês da Zona Sul e da Zona Norte da capital pernambucana, desde as 8h55.

Já à tarde, a governadora fez a mesma ação de campanha em Caruaru, no Agreste, e de lá segue para Petrolina encerrando a programação do primeiro dia.

A vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e os candidatos a senadores Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) acompanham Raquel Lyra durante toda a programação, do compromisso mais cedo em Recife até o encerramento em Petrolina.

Nesse sábado (15), último dia antes do início oficial da campanha, Raquel dedicou a manhã para a gravação de materiais para o guia eleitoral. À tarde, a candidata comandou reunião com a equipe de campanha.

Confira a agenda detalhada da gestora neste fim de semana:

DOMINGO

8h55 – Adesivaço no comitê do Pina, no Recife
Endereço: Av. Herculano Bandeira, nº 825, bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Logo após a ponte do Pina.

10h55 – Adesivaço no comitê da Avenida João de Barros, no Recife
Endereço: Avenida João de Barros, nº 288, bairro da Soledade, área central do Recife.

13h55 – Adesivaço no comitê na Agamenon Magalhães, em Caruaru
Endereço: Avenida Agamenon Magalhães, nº 1435, bairro de Maurício de Nassau, Caruaru, ao lado do posto Ipiranga.

16h55 – Adesivaço no comitê em Petrolina
Endereço: Avenida Guararapes, sem número, Petrolina, ao lado do antigo Vale da Sorte.

18h55 – Evento político do candidato a deputado federal Miguel Coelho
Endereço: Avenida 7 de Setembro, Petrolina, próximo ao pátio de eventos

É neste domingo(16) a inauguração do comitê do PL de Petrolina. Será o primeiro grande ato da direita no Sertão

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A direita de Pernambuco teve seu primeiro grande ato público em Petrolina neste domingo (16). A partir das 15h22, quando foi inaugurado na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio o comitê de campanha de Lara Cavalcanti, candidata a deputada estadual e Carlos Britto, candidato a federal (ambos do PL).

Na ocasião houve também um ‘adesivaço’. O ato teve a cor amarela como símbolo e  contou com a presença do candidato a senador Mendonça Filho (PL), que foi uma das principais presenças do evento.

A inauguração reuniu  lideranças políticas regionais e locais, apoiadores e representantes da direita pernambucana, reforçando a articulação do PL na região e a construção de um projeto político voltado para a região e para Pernambuco.

Para Lara Cavalcanti, o momento representa mais do que a abertura oficial de um espaço de campanha: é a oportunidade de reunir, no Sertão, aqueles que compartilham dos mesmos princípios e defendem um novo caminho para Pernambuco.

A presença de Mendonça Filho também reforça a unidade do PL em Pernambuco e a estratégia de fortalecimento da legenda no Interior pernambucano. Ex-governador, ex-vice-governador e ex-deputado federal, Mendonça vem ampliando sua agenda política pelo Estado.(Ascom)

Raquel Lyra registra plano de governo

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Entre os pontos principais destaca-se a previsão da construção de 250 novas creches, com um total de 60 mil novas vagas criadas, números que também constavam no plano de governo divulgado em 2022

Governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD)/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A governadora Raquel Lyra (PSD) anexou, no início da tarde desse sábado (15), o plano de governo da sua candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. O documento consta na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as principais informações dos participantes no pleito deste ano.

Com o nome oficializado desde o dia 5 de agosto, na convenção estadual do PSD Pernambuco, Raquel foi a última entre as oito chapas que disputam a vaga no Palácio do Campo das Princesas a apresentar formalmente as suas propostas. No calendário deste ano, o TSE determinou que o prazo limite para registro de candidaturas seria até às 19h do dia 15 de agosto.

A candidata chegou a ser intimada pela Justiça Eleitoral na última quarta-feira (12), com a cobrança para a inclusão do documento em até três dias. Segundo o processo, a chapa deveria suprir ainda outras irregularidades burocráticas e documentais, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

As propostas da coligação Pernambuco de Coração para reeleger Raquel Lyra e Priscila Krause (PSD) ao Executivo estadual estão divididas em seis eixos: Educação, Ciência e Tecnologia; Saúde e Qualidade de Vida; Segurança, Cidadania e Direitos Humanos; Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura; Meio Ambiente e Cidades; e Gestão, Transparência e Combate à Corrupção.

Entre os pontos principais destaca-se a previsão da construção de 250 novas creches, com um total de 60 mil novas vagas criadas, números que também constavam no plano de governo divulgado em 2022, quando a então candidata chegou a adotar o apelido de “Racreche”. Ao longo da gestão atual, a governadora conseguiu entregar 11 novas creches do total previsto, atendendo a cerca de 300 crianças.(Diário de Pernambuco)

Candidata à reeleição, Raquel Lyra apresenta plano de governo

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A governadora sintetiza o projeto como “Uma transformação que não pode parar”. 

A governadora Raquel Lyra (PSD) registrou, nesse sábado (15), o plano de governo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento, com mais de 100 páginas, reúne entregas realizadas, ações em andamento e compromissos firmados para um eventual segundo mandato.

Entre as prioridades da chefe do Executivo estadual, que tenta a reeleição, estão obras estruturantes, como o Arco Metropolitano, a Transnordestina e a conclusão da requalificação do Hospital da Restauração. A governadora sintetiza o projeto como “Uma transformação que não pode parar”.

“Os próximos quatro anos vão definir os nossos próximos 50 anos. Já fizemos muita coisa boa, e a gente reconhece, em cada recanto do nosso Estado, obras e ações da nossa gestão. Por isso, o trabalho precisa continuar e não vamos permitir que o retrocesso volte a assolar Pernambuco. Esse plano é fruto de uma construção ampla. Veio de um processo de escuta e de muitas mãos que trabalham e conhecem os desafios do nosso Estado. Vamos continuar avançando. Esse é só o começo de uma história linda que passará pelo nosso chão e pelas nossas ruas, mudando de verdade a vida das pessoas”, afirmou a governadora.

Ainda de acordo com Raquel, as diretrizes reforçam a continuidade do trabalho dela à frente do Poder Executivo estadual e a consolidação de projetos iniciados em 2023, mantendo como pilares a responsabilidade fiscal, a sensibilidade e o compromisso com Pernambuco.

“É pela liderança da governadora Raquel Lyra que Pernambuco está hoje numa outra rota de desenvolvimento e de melhoria de vida da população. Com a sua credibilidade, diálogo com o setor produtivo, com os municípios e com cada cidadão pernambucano, restauramos a confiança que tinha sido perdida. Esse plano de governo é fruto dessa liderança, de uma escuta ampla, de trabalho sério e de um mesmo ritmo acelerado que Raquel imprime em toda a nossa equipe desde 2023”, enfatizou a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause.

Outro destaque do documento é a conclusão das 250 creches prometidas por Raquel em 2022. As unidades, construídas em regime de colaboração com os municípios, vão garantir a criação de 60 mil vagas na educação infantil de Pernambuco.

Além disso, o plano de governo de Raquel Lyra prevê um aprofundamento da modernização tributária e o fortalecimento do ambiente de negócios em Pernambuco, consolidando o estado como o maior polo de economia e inovação do Nordeste.

A governadora também pretende focar no fortalecimento da colaboração com os municípios para garantir a alfabetização de crianças na idade certa.  Planeja, ainda, fortalecer a produção e geração de renda da agricultura familiar e promover a reestruturação da rede hospitalar de média e alta complexidade.

*Com informações da assessoria de imprensa