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Lei Maria da Penha completa 20 anos entre avanços e desafios

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Especialistas apontam obstáculos para efetivar proteção às mulheres

São Paulo (SP), 07/12/2015 - Ato nacional pelo fim da violência contra as mulheres, com o tema Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas!, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Há exatos 20 anos, era sancionada a Lei Maria da Penha, um dos principais marcos no combate à violência contra as mulheres no Brasil. Ao definir a violência doméstica, a lei nº 11.340/2006 enfrentou à naturalização das agressões que aconteciam, em geral, entre quatro paredes. Embora o país tenha alcançado avanços importantes a partir dessa lei, ainda há desafios como a subnotificação, a dificuldade no acesso à Justiça e os altos índices de feminicídio. Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a tipificação desse crime, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres já foram assassinadas por sua condição de ser mulher. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Para a advogada Luciane Mezarobba, que atende exclusivamente mulheres, a Lei Maria da Penha é uma ferramenta avançada de enfrentamento à violência. “Ela elevou o combate à violência contra a mulher, nos âmbitos familiares, doméstico e amoroso, a um problema público, superando aquela velha e obtusa máxima de que ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’.” 

A lei reconheceu ainda que essa violência não é apenas física, ela pode ser psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária. “Com isso, condutas até então normalizadas e mesmo socialmente aceitas, como constranger, humilhar, manipular, ridicularizar, insultar e explorar, inclusive financeiramente a mulher, nos contextos doméstico, amoroso e familiar, constituem violência e serão punidas”, disse Luciane, em entrevista à Agência Brasil.

Ela mencionou que a lei seguiu sendo aprimorada ao longo dos anos. A violência vicária, por exemplo, foi incluída na lei em 2026. Ela acontece quando o agressor utiliza terceiros — como filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio — a fim de atingir a vítima. “São avanços consistentes e que seguramente já salvaram muitas vidas, apesar dos terríveis números de feminicídio e violência contra a mulher que nos assombram diariamente.”

Para a socióloga e cientista política Bruna Camilo, uma das principais contribuições de uma lei é dar nome àquilo que está acontecendo. “Antes da lei, era uma agressão como qualquer outra. As mulheres não tinham a quem recorrer nem ao que recorrer. Elas achavam que era o destino delas, era uma naturalização absurda da violência contra as mulheres”, disse.

Ela ressaltou que não basta a existência da lei, é preciso que ela seja aplicada em todo o sistema de justiça. “Se [as disposições] fossem todas seguidas, certamente seria uma lei extremamente forte no nosso país. Ela é muito importante, é inegável, traz um norte para o nosso país, só que infelizmente ela não é cumprida em todo o seu teor.”

Descumprimento de medida protetiva

O sistema de proteção à mulher falhou no caso de Júlia*, que denunciou uma agressão do ex-companheiro e pai de seu filho. Acompanhada pela Defensoria Pública no processo de pensão e guarda, a vítima solicitou também a medida protetiva de urgência contra o agressor, o que foi concedido pela Justiça paulista. No entanto, a aplicação desse dispositivo da lei nunca aconteceu.

“A medida de manter o ex-companheiro longe acaba não sendo monitorada de forma alguma. Não é só comigo. Várias mulheres pedem a medida protetiva, ela é registrada, só que ela não é praticada”, relatou Júlia.

O limite mínimo de distância fixado pelo juiz, em que o agressor fica proibido de ultrapassar em relação à vítima, não foi cumprido. Isso porque o agressor morava há menos de 1 quilômetro de Júlia e fazia trajetos pelo bairro em que passava em frente à casa da vítima com frequência, mesmo sabendo que ele precisava manter distância.

“Ninguém fiscaliza, ninguém faz nada, é como se não tivesse [a medida protetiva]. Tanto que eu até larguei de mão, por mais que ele tenha me ameaçado e tudo mais, eu larguei de mão porque não adianta. E aí eu estou correndo só com a [ação de] pensão mesmo”, acrescentou Júlia.

No primeiro semestre desse ano, houve descumprimento de 13.301 medidas protetivas de urgência no estado de São Paulo. O resultado representa um aumento de 18,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 11.209 medidas foram descumpridas. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Um desses casos levou ao feminicídio de Carla Carolina Miranda da Silva, esfaqueada pelo agressor em via pública, na capital paulista, em janeiro deste ano. A vítima já havia denunciado o agressor por violência doméstica e tinha medida protetiva determinando que ele não se aproximasse.

Desafios para aplicação da lei

Bruna Camilo avalia que as medidas para o combate à violência doméstica vão além da sanção da lei. Segundo ela, as delegacias precisam acolher as mulheres de forma que se sintam seguras para denunciar. Além disso, juízes e promotores devem considerar que a punição da violência doméstica é importante e não pode ser minimizada.

“Nossa sociedade é patriarcal, ela é construída [com base] na misoginia e no machismo. A sociedade precisa se reeducar em relação à violência contra as mulheres. Então, muita coisa tem que melhorar”, disse Bruna, em relação aos desafios para o combate à violência doméstica.

Um caso de grande repercussão, exemplo do machismo e da misoginia, foi o atropelamento de Tainara Souza Santos, arrastada – presa embaixo do veículo – por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em novembro do ano passado. Na ocasião, a vítima teve as pernas severamente mutiladas. Ela chegou a ser socorrida, passou por cirurgias, mas morreu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

De acordo com a investigação, a vítima teve um relacionamento breve com o autor da agressão, que não aceitou o término. Segundo o delegado do caso, na ocasião, havia “sensação de posse, em um total desprezo à condição de gênero e de mulher, autêntica tentativa de feminicídio”. https://istoedinheiro.com.br/mulher-arrastada-foi-vitima-de-tentativa-de-feminicidio-diz-delegado [não encontrei o link da minha matéria na abr, apenas as republicações]

A advogada Luciane avalia que a lei está bem assimilada e absorvida na rotina forense. No entanto, um desafio para a aplicação da lei é a grande demanda diante de um sistema sobrecarregado. “Vejo os atores jurídicos ocupados, em regra, em viabilizar sua efetivação, com o acolhimento às vítimas e a punição aos agressores”, relatou.

“Todavia, não é raro encontrar equipamentos públicos desatualizados, desequipados, com poucos funcionários, e alguns deles sem a sensibilidade e o preparo necessários. Há um volume grande de trabalho e um contingente insuficiente para atendê-lo”, ponderou Luciane.

A advogada relatou que uma cliente recentemente passou pelo constrangimento de aguardar por cinco horas para ser ouvida sobre uma denúncia. “[Esse tempo todo] vendo outras mulheres em situação de extremo sofrimento e desespero chegando, o que a fez, inclusive, minimizar a própria dor e violência que sofreu.”

Quem é Maria da Penha?

Ativista pelos direitos da mulher, Maria da Penha Maia Fernandes deu nome à lei que criou mecanismos para combater a violência doméstica e familiar, da qual ela foi vítima. Em 1983, Maria da Penha sofreu dupla tentativa de feminicídio por parte do marido, Marco Antonio Heredia Viveros.

Primeiro, ele deu um tiro pelas costas enquanto ela dormia, o que a deixou paraplégica. O agressor declarou à polícia, na época, que teria sido uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando ela voltou para casa após cirurgias e tratamento, o agressor a manteve em cárcere privado por 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.

Apesar de dois julgamentos, em 1991 e 1996, e duas sentenças, o criminoso seguiu em liberdade. Em 1998, o caso ganhou uma dimensão internacional com uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA).

Em 2001, após receber quatro ofícios da comissão, o Estado brasileiro foi responsabilizado por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres. Uma das recomendações era completar, rápida e efetivamente, o processamento penal do responsável pela agressão.

Viveros foi preso em 29 de outubro de 2002 em Natal. Em março de 2004, ele conseguiu ir para o regime semiaberto e, em fevereiro de 2007, conseguiu a liberdade condicional, segundo informações do Ministério Público do Ceará.

Violência digital

A violência digital, que tem ganhado maior alcance com a tecnologia, pode ser entendida como uma extensão da violência contra as mulheres. As agressões que estavam concentradas “entre quatro paredes” tomaram também as redes sociais e podem acontecer por meio de mensagens por aplicativo. O objetivo, no entanto, é o mesmo: intimidar, humilhar, ameaçar ou controlar as mulheres.

“A violência digital pode sim ser enquadrada na Lei Maria da Penha, porque existe ali a violência moral, que fere a dignidade da mulher, embora já tenha alguns projetos de lei e algumas leis que falem sobre segurança digital e punição de pessoas que cometem violência digital contra mulheres”, afirmou a cientista política Bruna Camilo .

Ela citou a Lei Lola, a Lei Carolina Dieckmann e o ECA digital. Este último não trata de mulheres especificamente, mas de crianças, e isso envolve meninas. “Já existem iniciativas importantes, mas a gente precisa da aplicabilidade dessas leis, para que a gente consiga iniciar a mudança cultural da nossa sociedade.” (Ascom)

Prefeitura de Juazeiro realiza ´Passeio Ciclístico` em comemoração ao Dia dos Pais neste domingo (9)

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), em parceria com a Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, realiza neste domingo (9) o Passeio Ciclístico do Dia dos Pais. A concentração será às 7h, na Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, de onde os participantes sairão para percorrer ruas e avenidas da cidade.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas presencialmente até o dia 8 de agosto na Associação de Moradores do bairro Tabuleiro. Ao todo, estão disponíveis 200 vagas. No ato da inscrição, os interessados deverão entregar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao projeto Juazeiro Sem Fome.

O percurso terá início na Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, seguindo pela rotatória em direção ao Marco Zero, Avenida Paulo Rios Campelo, Avenida Flaviano Guimarães, Orla da cidade, , Avenida Carmela Dutra, Estádio Adauto Moraes, Travessa da Maravilha, Rua 1 do bairro Alto da Maravilha, Ginásio de Esportes, Avenida Luiz Viana, retornando pela Avenida Paulo Rios Campelo até a Associação de Moradores do bairro Tabuleiro.

As inscrições podem ser realizadas em dois locais: na Seculte, das 9h às 13h, e na Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, das 19h às 21h.

O Passeio Ciclístico do Dia dos Pais integra a programação comemorativa da data e promove um momento de lazer, convivência e incentivo à prática esportiva, reunindo famílias e ciclistas em um percurso pelas principais vias de Juazeiro.

Ascom PMJ

Organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios é alvo de operação em Petrolina

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Operação Compressão cumpriu oito mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (26); grupo é apontado pela Polícia Civil como integrante do Bonde do Maluco

Organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios é alvo de operação em Petrolina (Ascom/PCPE)

Uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas e homicídios em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi alvo da Operação 

Compressão, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta quarta-feira (26). Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Petrolina.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em março deste ano e busca desarticular o grupo, apontado pela corporação como integrantes do BDM (Bonde do Maluco), organização criminosa com atuação estruturada no município e com atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à prática de crimes violentos, especialmente homicídios.

As investigações tiveram o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL/PCPE). A ação também conta com a participação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), do Grupamento Tático Aéreo (GTA/SDS-PE) e da Polícia Civil da Bahia (PCBA).

El Niño em PE exige repensar gado no semiárido e pode atrasar plantio, diz especialista

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El Niño deve aumentar pressão sobre o Rio São Francisco, afetando produção de alimentos em Pernambuco

Eduardo Assad, professor da FGV/Marília Parente/DP

SÃO PAULO – A chegada do El Niño no segundo semestre deste ano deve prolongar a estiagem no Semiárido pernambucano, aumentar a pressão sobre o Rio São Francisco e exigir mudanças na forma como o Estado produz alimentos e administra seus recursos hídricos. O alerta é do cientista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Eduardo Assad, um dos principais especialistas brasileiros em mudanças climáticas e agricultura, que defende que Pernambuco acelere medidas de adaptação para reduzir os impactos sobre a economia e a população.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, durante o evento Impactos Sociais e Econômicos do Clima no Brasil, promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), em São Paulo, Assad afirmou que o principal efeito esperado para o Nordeste é o prolongamento da seca. “Pode ter estiagem, ao longo de todo o São Francisco, porque ele corta o semiárido. Isso pode comprometer a produção da uva em novembro”, explica.

Evento climático cíclico e irregular, o El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, que altera os padrões de vento e chuva em escalas globais. Em consequência das mudanças climáticas e do aquecimento global, sua versão em 2026 é aguardada com preocupação pelos especialistas, com exacerbação das secas no semiárido e aumento das chuvas no litoral.

De acordo com Assad, em 2026, o El Niño deve atingir seu pico no mês de outubro. Para o pesquisador, o atraso da produção agrícola na região pode mitigar os efeitos do fenômeno. “Se o produtor tiver irrigação, pode mudar o calendário da produção, segurar um pouco para novembro ou dezembro, até que o rio possa se recompor. Se não tiver, vai acabar perdendo”, lamenta Assad.

Ele defende, contudo, que é necessário investir na recuperação das matas de galeria (ou ciliares) no entorno do curso do rio, desde sua nascente em Minas Gerais até a foz, reduzindo processos de degradação e ajudando a preservar a disponibilidade hídrica. “Não adianta fazer isso só em Petrolina. Se isso não acontecer, vamos perder o rio”, alerta.

A ampliação de políticas de economia hídrica também é essencial para o estado. “É preciso investir em cisternas e tecnologias voltadas para o armazenamento de água para os pequenos produtores”, completa.

Pecuária em xeque

De acordo com Assad, a redução da disponibilidade de água também preocupa a bovinocultura, já que a dessedentação (saciar a sede) animal é responsável por um dos maiores consumos de água do país. “Um boi bebe 10 litros de água por dia. Será que esse animal é realmente adaptado ao semiárido?”, questiona.

Em 2013, diante de uma das piores secas dos últimos 40 anos, o prolongamento da estiagem em Pernambuco, fez com que produtores do estado perdessem mais de 960 mil cabeças de gado, somando animais mortos, precocemente abatidos, retirados do estado e vendidos. “Por outro lado, caprinos e ovinos são naturalmente mais adaptados às condições da caatinga e podem representar uma alternativa mais resiliente diante da escassez hídrica”, destaca.

Para Assad, essa adaptação pode ser seguida pelo setor agrícola do estado, com espécies adaptadas à caatinga, como umbu, seriguela, cajá e cajá-manga, que continuam sendo exploradas principalmente por meio do extrativismo, quando poderiam dar origem a cadeias produtivas mais estruturadas. “São produções que precisam ser expandidas porque geram renda para o pequeno produtor e são naturalmente resistentes ao clima local”, conclui. (Diário de Pernambuco)

Negócios iFood e Caixa fecham parceria para facilitar crédito para motos e bikes elétricas à entregadores

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Trabalhadores poderão compartilhar histórico de ganhos na plataforma para auxiliar análise de crédito na compra de veículos

Segundo o iFood, a medida busca reduzir uma das principais barreiras enfrentadas por esses profissionais para contratação de financiamentos de longo prazo

O iFood e a Caixa Econômica Federal anunciaram hoje uma parceria para ampliar o acesso de entregadores a crédito para compra de motocicletas e bicicletas elétricas.

A iniciativa cria um novo mecanismo de comprovação de ganhos para esse grupo, além de condições de financiamento com juros reduzidos.[

Por meio desse mecanismo, trabalhadores elegíveis poderão autorizar o compartilhamento do histórico de ganhos e o engajamento registrado na plataforma para ajudar na análise de crédito realizada pela Caixa.

Segundo o iFood, a medida busca reduzir uma das principais barreiras enfrentadas por esses profissionais para contratação de financiamentos de longo prazo: comprovar sua capacidade financeira pelos modelos tradicionais.

— Ao transformar a experiência e os dados desses profissionais em uma ponte para o crédito, em parceria com a Caixa, ajudamos a superar uma barreira histórica e facilitamos o caminho para quem deseja investir em um veículo próprio, ampliar sua autonomia e fortalecer sua atividade profissional — diz Luana Ozemela, CSO e vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood.

A iniciativa foi lançada durante a operação do programa Move Brasil, que oferece condições específicas para o financiamento de veículos novos para esse público. Segundo o iFood, a parceria utiliza o programa como uma das ações para ampliar o acesso ao crédito, mas vai além dele:

“Trata-se de uma parceria de longo prazo, com potencial para desenvolver novas soluções financeiras para os entregadores. Dessa forma, mesmo que o Move Brasil tenha vigência limitada, a parceria entre iFood e Caixa seguirá ativa, sempre respeitando os critérios de concessão, análise de crédito e políticas da Caixa Econômica Federal”, declarou o iFood, em nota.

Como solicitar
Os entregadores já podem solicitar o financiamento pelos canais da Caixa, inclusive por meio de análise digital. Ao autorizar o compartilhamento de informações — esse passo é feito com o banco — , o iFood enviará à instituição financeira o histórico de ganhos registrado na plataforma para subsidiar a análise de crédito. Para dar início ao processo, basta acessar um link exclusivo.

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O iFood destaca que caberá exclusivamente à Caixa definir os critérios de elegibilidade, realizar a análise de crédito, aprovar as propostas e formalizar os contratos de financiamento, de acordo com suas políticas internas.

As empresas também informaram que fornecerão materiais educativos com orientações sobre o uso consciente do crédito e informações sobre o processo de contratação do financiamento.

Por Agência O Globo

Programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil 2.0 é prorrogado até 31 de agosto

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Consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito

Mão com cédulas de dinheiro/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.

As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.(Diário de Pernambuco)

A convite da Governadora Raquel Lyra, Dr. Julio Lossio confirma sua candidatura a Deputado Federal

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         Veja entrevista ao blogviniciusdesantana.com

 

Vinicius: animado com mais esta missão Dr.Julio? 

Julio Lossio: Muito animado, Vinicius! Muito animado em poder agora discutir os aspectos legislativos para o nosso estado e debater pautas regionais. Eu sempre me concentrei muito nas questões locais do município — habitação, educação, saúde, AMIs, programa ´Nova Semente`. Agora, queremos avançar em pautas que levem desenvolvimento para toda a região. Trago comigo ensinamentos e a luta pelo Canal do Sertão, que  será uma bandeira fundamental, gerando progresso não só para Petrolina, mas para todo o Vale do São Francisco. Que o Vale seja forte, não apenas em Petrolina! Outra prioridade é a nova ligação entre Petrolina e Juazeiro, com uma segunda ponte. Já conversei com lideranças, como o senador Fernando Dueire, sobre essa obra que precisa de articulação federal e estadual e o mandato nos dará força para lutar por isso.

Vinicius: A governadora Raquel tem percorrido todo o estado com um trabalho forte e demonstrações de apego com  grandes compromissos  para com o Sertão. Ela reconheceu em você essa capacidade — como médico, ex-prefeito, tantas outras qualidades  e lhe fez o convite. Você não teve como recuar. E ai? ?

Julio Lossio: Tenho uma relação de confiança com Raquel desde antes da política. Sou amigo de seu cunhado e quando ela foi candidata a prefeita, já demonstrava seriedade e dedicação. Ela conheceu de perto o ´Nova Semente` aqui em Petrolina e até ganhou carinho por educação infantil — a chamavam de “Racreche” — porque acredita, como eu, que é a base para transformar vidas. Hoje ela faz um governo de braços abertos. Resgatou a saúde pública, enfrentou a rede sucateada — reformar é mais difícil que construir! — e vem conseguindo avanços importantes. Exemplo disso é o credenciamento do aparelho de radioterapia e, na próxima semana, a secretária Zilda anuncia aqui a regionalização do SAMU, atendendo todo o Vale. Raquel tem vontade de fazer mais e isso é o que nos motiva.

Vinicius: Voce  construiu uma trajetória imensa em Petrolina,  como profissional da medicina, prefeito e muitas tantas outras contribuições. As pessoas perguntam: por que aceitar agora, depois de tudo, ser candidato? O que lhe move a continuar servindo a Petrolina e a Pernambuco?

Julio Lossio: São os caminhos da vida. Sempre tive um perfil de quem faz, de quem executa. Mas a governadora me convenceu: precisamos também debater e propor leis de qualidade. O Parlamento precisa de renovação! Defendo inclusive que mandatos sejam limitados — até dois períodos, no máximo — para evitar vícios e abrir espaço para novas ideias e novas pessoas.

Vinicius: E ai,  animado? Voce sabe que a  política é muto exigente. Preparado para mais esta missão? 

Julio Lossio: Saindo agora de uma grande luta, que foi contra o câncer e isso me traz ainda mais uma bandeira: cuidar da saúde, com diagnóstico precoce e tratamento digno para todos. Vejo Petrolina avançando com o Hospital Dom Tomás e fico feliz que Araripina também tenha seu centro de tratamento — para que o sertanejo não precise viajar até Recife, Salvador ou Aracaju. Deixo agora um olhar apenas local,  para ter um olhar regional, por todo o Sertão. E sim, estou muito animado!

Vinicius: E a avaliação que voce  faz do governo Raquel em Pernambuco? Aqui do Sertão,  percebemos uma administração próxima, cativante.  Isso facilita a governança?

Julio Lossio: Raquel tem um carisma enorme. E é talvez desde Nilo Coelho, a primeira governadora nascida no interior! Ela conhece a realidade do povo. Sugiro a ela que amplie a presença da Secretaria de Desenvolvimento Econômico também no interior — o Estado não pode ficar só em Suape. O Agreste precisa de atenção ao polo de confecções; o Vale, à fruticultura; e o Sertão Central, ao comércio. Temos vocações fortes e elas precisam ser vistas de perto.

Vinicius: Hoje já está consolidado: Julio Lossio aceitou o convite. A governadora confia muito no seu trabalho. E agora?

Julio Lossio: Peço a Deus saúde e força para conduzir esse caminho. Se ele quiser e formos eleitos, em janeiro quero sentar com cada prefeito da região: Simão(Petrolina), Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande, Cabrobó. Quero ser o deputado do Vale, aquele que cuida do seu povo, como dizia o Dr. Osvaldo. Um deputado regional!

Vinicius: E a sua saúde, está tudo sob controle?

Julio Lossio: Tudo sob controle. Tratamento em dia e equilibrado. Agora é tocar a vida e buscar a confiança do povo!

Vinicius: Muito bem Dr. Julio! Sucesso na nova empreitada  e obrigado pela entrevista e à atenção de sempre.

Cirurgia inédita corrige malformação em bebê ainda no útero da mãe

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Procedimento fetal foi realizado durante a 26ª semana de gestação e permitiu reposicionar os intestinos do bebê antes do nascimento. Hoje, Theo tem cinco meses e se desenvolve normalmente

Cirurgia inédita corrige malformação em bebê ainda no útero da mãe

Um bebê diagnosticado ainda na gestação com uma forma grave de gastrosquise passou por uma cirurgia inédita antes do nascimento e hoje, aos cinco meses de vida, apresenta boa evolução. O procedimento foi realizado quando a mãe, Maisie Savage, estava com 26 semanas de gravidez e integrou um ensaio clínico conduzido por especialistas nos Estados Unidos.

A gastrosquise é uma malformação congênita em que a parede abdominal não se fecha completamente durante o desenvolvimento do feto, fazendo com que parte dos intestinos cresça para fora do abdômen.

Moradora de Londres, Maisie, de 29 anos, viajou para o Texas após exames indicarem que o caso do filho era mais complexo do que o habitual. Ela e o marido, Josh French, de 36 anos, ambos professores, receberam o encaminhamento para o Texas Children’s Hospital, em Houston, onde uma equipe liderada pelo cirurgião fetal Michael Belfort desenvolvia uma técnica inédita para corrigir a anomalia ainda durante a gestação.

Antes da cirurgia, a gestante precisou passar pelo Hospital de Leuven, na Bélgica. Lá, os médicos aplicaram uma injeção de Botox na parede abdominal do feto, por meio do útero, para relaxar a musculatura e facilitar o procedimento.

A operação foi realizada em novembro do ano passado. Os médicos expuseram parcialmente o útero da gestante, retiraram temporariamente o líquido amniótico e utilizaram dióxido de carbono para ampliar o espaço cirúrgico. Com técnicas minimamente invasivas, conseguiram reposicionar cuidadosamente os órgãos do bebê dentro do abdômen e fechar a abertura.

Theo foi apenas o terceiro bebê no mundo a participar desse tipo de estudo clínico.

Após a cirurgia, Maisie permaneceu nos Estados Unidos até o fim da gravidez. Segundo ela, a recuperação foi difícil e deixou uma cicatriz maior que a de uma cesariana, mas o resultado compensou.

“Foi uma recuperação difícil. Mas valeu a pena”, afirmou.

Theo nasceu de parto normal em fevereiro, já no Texas, após a gestação chegar ao fim sem novas complicações. Desde então, o bebê apresenta desenvolvimento considerado satisfatório.

O casal contou que recebeu o diagnóstico durante o ultrassom morfológico de 20 semanas, quando esperava apenas descobrir mais detalhes sobre a gravidez.

“Naquele momento, não sabíamos nem que era um menino”, lembrou Josh. Segundo ele, descobrir a gravidade da condição foi um dos momentos mais difíceis vividos pela família..

A gastrosquise afeta cerca de um em cada 3 mil bebês no Reino Unido. Mesmo nos casos com melhor prognóstico, os recém-nascidos costumam precisar de cirurgia corretiva, internação prolongada em unidade neonatal e suporte nutricional por sonda ou via intravenosa.

Nas formas mais graves, o tratamento pode incluir meses de terapia intensiva, múltiplas cirurgias, alimentação intravenosa por até dois anos e até transplante intestinal. Mesmo com tratamento especializado, aproximadamente um em cada dez bebês não sobrevive.

Para Michael Belfort, responsável pela equipe médica, o resultado alcançado foi excepcional.

“A mãe, o bebê, a cirurgia, o momento da cirurgia, o fato de não termos tido nenhuma complicação durante a cirurgia fetal e após a cirurgia fetal, é simplesmente notável”, afirmou.

Informações do www.noticiasaominuto.com.br

Entenda quando uma infecção respiratória pode evoluir para pneumonia

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Febre, tosse, coriza, dor no corpo e aquele mal-estar que derruba. Diante desses sintomas, é comum ouvir: “é só uma virose”. Na maioria das vezes, de fato, as infecções virais melhoram sozinhas. Mas nem sempre. A evolução do quadro e o surgimento de alguns sinais de alerta podem indicar que é hora de procurar atendimento médico.

Entenda quando uma infecção respiratória pode evoluir para pneumonia

O termo “virose”, explca o pneumologista Fabrício Smiderle, da São Bernardo Samp, é usado para se referir a qualquer doença causada por um vírus. “Existem centenas de vírus diferentes que podem provocar sintomas semelhantes, como febre, dor no corpo, coriza, dor de garganta, tosse, diarreia e vômitos”, esclarece.

Entre os vírus respiratórios mais frequentes estão os causadores da gripe, da Covid-19, o vírus sincicial respiratório (VSR) e os rinovírus, responsáveis pela maior parte dos resfriados. Como os sintomas são parecidos, nem sempre é possível identificar o vírus apenas pela observação do quadro.

“Se houver piora da febre, falta de ar, dor no peito ou uma melhora inicial seguida de nova piora, é fundamental procurar avaliação médica, pois esses podem ser sinais de uma pneumonia”, alerta Smiderle.

Como identificar a pneumonia

A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pelas trocas de oxigênio. Quando eles acumulam secreções e células de defesa, a respiração pode ficar comprometida. Febre, tosse, catarro, dor no peito e falta de ar estão entre os sintomas mais comuns. O diagnóstico começa pela avaliação médica e pode incluir exames como o raio X de tórax. Em situações específicas, também podem ser solicitados tomografia e exames de sangue.

“A história dos sintomas e o exame físico costumam levantar uma forte suspeita de pneumonia, principalmente quando o paciente apresenta febre, tosse, catarro e alterações na ausculta dos pulmões. Mas é importante esclarecer que não existe ‘princípio de pneumonia’: a pessoa tem pneumonia ou não tem. Quando ainda há dúvidas sobre o diagnóstico, o caminho é acompanhar a evolução do quadro, reavaliar o paciente e, se necessário, solicitar exames complementares para confirmar ou descartar a doença”, explica o pneumologista da São Bernardo Samp.

Quando procurar atendimento

A maioria das infecções respiratórias melhora com o passar dos dias, mas alguns sinais indicam que a avaliação médica não deve ser adiada. Falta de ar, dor no peito ao respirar, febre alta persistente ou que retorna após um período de melhora, confusão mental, sonolência excessiva, lábios ou pontas dos dedos arroxeados e dificuldade para se alimentar ou se hidratar são sinais de alerta.

“Também merece atenção aquela tosse que não melhora ou que vem acompanhada de piora do estado geral. Em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, esses sinais podem aparecer de forma mais discreta. Nesses grupos, é sempre melhor procurar atendimento mais cedo do que esperar o quadro se agravar”, afirma Smiderle.

A prevenção também ajuda a reduzir o risco de complicações. Manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumococo, lavar as mãos com frequência, não fumar e controlar adequadamente doenças crônicas são medidas importantes.

A recomendação é observar a evolução dos sintomas e não esperar que o quadro se agrave para procurar ajuda. Afinal, quando o assunto é pneumonia, identificar os sinais e iniciar a avaliação precocemente pode fazer toda a diferença.

“A pneumonia pode, sim, ser uma doença grave, principalmente em idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou com a imunidade comprometida. Mas isso não significa que toda pneumonia seja grave. Quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada, a maioria dos pacientes evolui muito bem”, conclui o médico.

Sem alianças, Flávio Bolsonaro (PL) corre contra o tempo por vice para a chapa

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Neutralidade de partidos do Centrão reduz opções do pré-candidato pelo PL, que pode ser levado a disputar a Presidência com uma chapa “puro-sangue”. Senadora Tereza Cristina diz que “chance diminuiu” de ocupar o posto, após veto do PP

Flávio chegou a anunciar, na semana passada, que a senadora aceitou o convite, mas o PP desautorizou a composição horas depois - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Perto do encerramento do prazo para as convenções partidárias, a composição das chapas para a disputa ao Palácio do Planalto entra na reta final com algumas indefinições. Pré-candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem sem anunciar quem ocupará a vaga de vice. O prazo para a definição termina amanhã, enquanto o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ser feito até 15 de agosto.

 

Na sexta-feira, porém, o PP encerrou as especulações  ao confirmar que permanecerá neutro na disputa presidencial. A decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e inviabilizou qualquer composição nacional envolvendo a legenda. Em nota, a sigla informou que “a decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”.

Após o anúncio, Flávio afirmou respeitar a decisão, mas sinalizou que continuará buscando alternativas. “Fiquei muito honrado quando ela aceitou o convite para caminhar conosco na qualidade de candidata a vice-presidente e, por questões internas do Progressistas, vimos essa nota dizendo sobre a neutralidade do partido.”

Outro nome que circulou nas conversas foi o da deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Ao Correio, a parlamentar confirmou que permanece à disposição para integrar uma chapa presidencial, mas ressaltou que a decisão não depende dos possíveis indicados. “Agora a gente está mais na mão do Ciro Nogueira. O Flávio pode chamar, mas, se o Ciro não quiser, não adianta”, frisou, numa menção ao presidente nacional do PP.

De acordo com Simone, qualquer composição depende do aval da executiva nacional. “Tem muitas pessoas, inclusive do movimento da Igreja Católica, que defendem uma representante desse segmento na chapa. Eu estaria à disposição, mas não depende da gente. Depende muito mais da decisão do presidente nacional.”

A deputada também confirmou que não disputará novo mandato na Câmara em 2026. “Já tomei essa decisão no ano passado. Meu perfil é mais de Executivo. Agora vou concluir o mandato e depois decidir os próximos passos.”

Segundo uma fonte com trânsito entre dirigentes partidários, Tereza Cristina não teria criado obstáculos para integrar a chapa. “Pelo que entendi, ela já aceitou. O problema é o partido. Quem manda no PP é o Ciro Nogueira.”

Ainda de acordo com esse interlocutor, a relação entre Flávio Bolsonaro e Ciro teria se desgastado durante a crise envolvendo o Banco Master. “O que ouvi nos bastidores é que o Ciro se sentiu meio abandonado pelo Flávio quando começou toda aquela situação do Banco Master.” O presidente do PP foi alvo de operação da PF que investiga fraudes no banco de Daniel Vorcaro.

O isolamento do PL pode se aprofundar nas próximas horas. Depois da decisão da federação União Brasil-Progressistas, Republicanos e Podemos também passaram a discutir internamente a adoção de uma postura de neutralidade na eleição presidencial. Integrantes dessas legendas argumentam que a estratégia permite preservar as alianças regionais e dá liberdade para que cada diretório estadual apoie candidatos diferentes, de acordo com seus interesses locais.

A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), é um dos nomes cogitados para ocupar a vice de Flávio. Caso o partido confirme a neutralidade, porém, a possibilidade de uma composição nacional será praticamente descartada, repetindo o cenário do PP.

Sem conseguir atrair partidos do Centrão, cresce dentro do PL a avaliação de que Flávio poderá disputar a Presidência com uma vice da própria legenda.

Eleitorado feminino

A campanha mantém a estratégia de escolher uma mulher para a vaga, na tentativa de reduzir a resistência ao senador entre o eleitorado feminino. Dos nomes citados por dirigentes da sigla há as deputadas Julia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF), ambas identificadas com a ala mais conservadora da legenda.

A eventual opção por uma chapa “puro-sangue”, no entanto, representaria uma mudança de estratégia em relação ao plano inicial da campanha, que buscava ampliar o tempo de televisão, fortalecer a divisão dos recursos eleitorais e construir uma frente mais ampla com partidos do Centrão.

A indefinição não é exclusividade do PL. O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, também chegou à reta final das convenções sem anunciar oficialmente seu vice. A tendência, segundo integrantes da campanha, também é a formação de uma chapa puro-sangue.

Entre os nomes lembrados nos bastidores estão o senador Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato ao governo do Ceará, e o ex-presidenciável Felipe d’Avila, que disputou o Palácio do Planalto em 2022.

O pré-candidato Augusto Cury (Avante) também não definiu quem ocupará a vaga de vice em sua chapa. A candidatura dele ao Planalto foi oficializada nessa segunda-feira, em convenção do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Informações do Correio Brasiliense

“A escolha de uma chapa nunca é construção de um só”, afirmou Raquel Lyra sobre indicação ao Senado

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Declaração foi para explicar a escolha do segundo nome para o Senado. Miguel Coelho ficou fora da chapa

Raquel Lyra, ao lado de Priscila Krause, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e prefeitos aliados, após a convenção do PSD

Raquel Lyra, ao lado de Priscila Krause, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e prefeitos aliados, após a convenção do PSD – Foto: Vinicius Lins/Folha de Pernambuco

Logo após a convenção partidária que chancelou sua pré-candidatura à reeleição para o governo de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) destacou que a formação do grupo político é fruto de um processo coletivo e de diálogo amplo com as forças aliadas.

No ato, também foram oficializados os nomes de Priscila Krause (PSD) na vice-governadoria e do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) para uma das vagas ao Senado. O nome de Eduardo da Fonte deverá ser homologado na quarta-feira (5), na convenção da Federação União Progressista.
“A escolha de uma chapa nunca é uma construção de um só”, afirmou a governadora, ao agradecer a militância e os parceiros do grupo político pelo apoio ao desenho majoritário.

Durante entrevista coletiva, ao lado de Priscila Krause, Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte (PP) e prefeitos aliados, Raquel Lyra ressaltou a importância da união partidária para dar sustentação ao projeto político do estado.

Senado
A confirmação do segundo nome ao Senado caberá à Federação integrada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil, após embate entre Eduardo da Fonte e o presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.

Raquel Lyra fez um agradecimento público aos líderes das siglas, mencionando Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho.

No sábado, quando o nome de Eduardo da Fonte foi anunciado para ocupar a segunda vaga ao Senado, a executiva nacional do União Brasil divulgou nota assinada pelo presidente e deputado federal Antônio de Rueda.

Na publicação informava que não iria coligar para o governo, nem para o Senado.

“A FEDERAÇÃO VAI FAZER SUA CONVENÇÃO NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA E A GENTE VAI PODER, SIM, JUNTO A EDUARDO DA FONTE, FINALMENTE FECHAR O CICLO E APRESENTAR A NOSSA CHAPA COMPLETA E HOMOLOGADA PARA PERNAMBUCO”, DECLAROU RAQUEL LYRA, ENCERRANDO A ENTREVISTA. (Folha de Pernambuco)

Deputado Lucas Ramos oficializa candidatura à reeleição pelo PSB

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O deputado federal Lucas Ramos teve a candidatura à reeleição homologada durante a convenção do PSB de Pernambuco, realizada no último sábado (1º), no Recife. O encontro também confirmou a chapa majoritária liderada por João Campos ao Governo do Estado, com Carlos Costa como vice, além das candidaturas de Marília Arraes e Humberto Costa ao Senado.

Durante o evento, Lucas Ramos declarou apoio à chapa formada pelo partido e defendeu a continuidade de sua atuação na Câmara dos Deputados. “Ao lado do senador Humberto Costa e de Marília Arraes, seguimos firmes num propósito maior: eleger João Campos governador de Pernambuco e Lula presidente da República novamente”, afirmou.