A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será a primeira mulher a compor o quadro de generais. A promoção será publicada no Diário Oficial da União em 31 de março, com nomeação do presidente Lula
Pela primeira vez em sua história, o Exército Brasileiro indicou uma mulher ao posto de general de Brigada. “Tenho consciência da responsabilidade, um reconhecimento pelo trabalho que foi realizado ao longo de todos esses anos desde o meu ingresso nas Forças Armadas”, comenta a Coronel-médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, 57 anos, em entrevista exclusiva ao Correio. Ao longo de três décadas de carreira, a militar construiu uma trajetória de destaque na área de saúde da Força e aguarda a nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ocorrer em 31 de março.
Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), Cláudia começou o curso ainda aos 16 anos. Especializou-se em pediatria e iniciou a vida militar em 1996, período em que a presença feminina nas Forças Armadas ainda engatinhava. À época, entrou como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Dois anos depois, em 1998, ingressou na Escola de Saúde do Exército (EsSex) como oficial de carreira, após aprovação no Curso de Formação de Oficiais Médicos, dando início à sua trajetória vitoriosa na corporação.
A coronel comentou o episódio histórico e falou sobre o início da carreira no Exército e na medicina. “Isso traz uma visibilidade maior para nós mulheres do Exército. Então, está sendo uma boa experiência, bem interessante.”
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O pioneiristmo não é apenas do generalato. Com a nova função, ela assume como a primeira diretora do Hospital Militar de Área de Brasília (Hmab), unidade onde ocupava o cargo de subdiretora. “Assim como em Natal (RN), e em Campo Grande (MS), acabei sendo a primeira diretora dessas duas organizações”, responde com naturalidade e esperança de quem tem visto mais mulheres em cargos de chefia nos últimos anos.
“As Forças Armadas vêm se adaptando e aumentando essa força feminina, e a tendência é aumentar”, pontua. “As mulheres vêm entrando e desenvolvendo as atividades com competência, temos mulheres paraquedistas, guerreiras de céu, pilotos de helicóptero, mulheres em cargos de direção, tudo isso é gradual e está acontecendo naturalmente”.
Trajetória
No cargo de diretora do Hospital de Guarnição de Natal (RN)(foto: Arquivo Pessoal)
Casada com o general de Divisão Jorge Augusto Ribeiro Cacho, a coronel é mãe de duas filhas: Maria Gabriela, 32, e Ana Beatriz, 20, que seguiu os passos da mãe e está no 2º semestre de medicina. O apreço pela carreira militar surgiu de forma espontânea, após abraçar a oportunidade de servir como oficial temporário, em 1996. Ela também menciona sua personalidade disciplinada e organizada como características que influenciaram sua escolha. “Quando entrei no Exército, uma das especialidades que precisavam era a pediatria. Eu também já era casada com um militar e me considerava uma pessoa disciplinada. Então, foi fácil me adaptar”, conta.
O gosto pela medicina começou ainda na infância, enquanto acompanhava os pais no comércio da família. “Meus pais eram donos de uma farmácia e eu gostava de ler as receitas das medicações. Foi isso que me levou à medicina”,explica.
Ingressou na Faculdade de Medicina ainda adolescente, aos 16 anos, mas com a certeza de que essa seria a sua vocação. A pediatria foi a tão sonhada residência e a porta de entrada para o Exército que, na época, apresentava demanda por pediatras na instituição. A necessidade desses cargos ocorre porque os hospitais militares atendem não só aos servidores, mas também aos dependentes, incluindo crianças.
Além de plantões e consultórios, ela exerceu atividades administrativas de destaque no campo da saúde. Em quase 30 anos de carreira, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, além de ocupar o posto de subdiretora do Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro. Chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste e atuou como adjunta da Inspetoria de Saúde do Comando da 9ª Região Militar.
Na sua jornada, ela não deixou de lado a formação intelectual. Concluiu o Curso de Aperfeiçoamento na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), em 2007, e o Curso de Comando e Estado-Maior de Serviços na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), em 2013. Possui pós-graduação em Administração Hospitalar e MBA em Gestão Estratégica de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Tamanho esforço e dedicação renderam-lhe condecorações relevantes, como a Medalha Militar de Prata, a Medalha do Pacificador, a Medalha Marechal Hermes de Bronze com uma Coroa, a Medalha Marechal Osório — O Legendário, a Ordem do Mérito Militar no grau de oficial e o Distintivo de Comando Dourado.
Papel essencial
Na manga da farda da coronel, bordado com o nome “selva” chama a atenção e traz marcas de uma experiência que moldou a atuação da médica. O distintivo denota a formação e atuação de Cacho junto a comunidades na Amazônia brasileira.
Treinamento durante curso na Escola de Saúde do Exército(foto: Arquivo Pessoal)
A atuação das equipes de saúde das Forças Armadas é estratégica para regiões amazônicas de difícil acesso, entre elas municípios que dependem integralmente dos serviços de saúde fornecidos pelos militares. “Essa é uma ação muito importante que o Exército faz, de levar esse apoio de saúde a essas populações mais distantes que têm menos acesso às grandes cidades”, conta. “Então, vai médico, dentista, farmacêutico”.
Sem acesso por vias terrestres, essas ações utilizam-se de embarcações para montar hospitais de campanha e, até, de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Para a coronel-médica, a experiência é um dos maiores exemplos da importância do papel do Exército para o país.
“Quando você está fazendo uma ação daquela, você está servindo ao teu país, àquela população necessitada, e isso é muito gratificante para a gente. Sempre me considerei feliz por poder participar e ajudar de alguma forma”,comenta. (Informações do ´CORREIO BRASILIENSE)
Extrema-direita pediu quebra do sigilo bancário do filho do presidente, mas nenhum valor sem origem ou ganhos ilegais foram encontrado nos registros financeiros de Fábio Luís, conhecido como Lulinha
Após grande histeria alimentada por fake news de opositores do presidente Lula, dados reais vazados sobre os ganhos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mostram que a narrativa de uma suposta corrupção envolvendo o líder do PT não existe.
De acordo com os dados vazados pelo jornal ‘Metrópoles’, ‘O Globo’ e a ‘Folha de S. Paulo, dados bancários enviados à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) apontam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Foram R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas em quatro contas bancárias de Lulinha no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal de 3 de janeiro de 2022 até 30 de janeiro deste ano. Ou seja, não há nada atípico relacionado com movimentações de contas de uma empresa.
Além disso, há também, entre os valores recebidos listados no documento, R$ 721 mil enviados pelo presidente Lula (PT). Desse total, R$ 384 mil foram pagos em 22 de julho de 2022. Outras duas transferências aconteceram em 27 de dezembro de 2023.
Ganhos reais de Lulinha
Ao longo de 2022, os pagamentos das empresas de Lulinha para suas contas bancárias pessoais somaram uma média de R$ 43 mil mensais. Em 2023, já com Lula no poder, os repasses foram de, em média, R$ 64,3 mil por mês. Em 2024, chegaram a uma média de R$ 100,8 mil mensais, e em 2025 caíram para R$ 54,5 mil ao mês.
Advogados do filho do presidente afirmam que, “ao publicizar os dados sigilosos, a imprensa cita apenas fontes de renda legais e legítimas: a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, empresas legítimas com atuação legal e declarada; e rendimentos de aplicações”.
Sobre as transferências de Lula para o filho, a defesa de Fábio Luís afirmou que são adiantamento de legítima herança aos filhos do presidente, devolução de custos arcados da época emergencial em que Lula esteve ilegalmente preso, ou de empréstimo à L.I.L.S. Palestras, da qual Lulinha possui cotas recebidas por herança.
Os registros apontam que a maior parte do fluxo financeiro advém de rendimentos de investimentos e operações entre as próprias empresas de Fábio Luís, que atuam em setores de tecnologia e consultoria.
PT rebate acusações
Coordenador do governo na CPMI, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o vazamento ilegal do sigilo bancário de Lulinha “desmontou a narrativa construída por parlamentares da oposição” sobre o pagamento de uma “mesada” ao filho do presidente pelo Careca do INSS.
STF X CPMI
Nesta quarta (4), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino decidiu suspender a quebra do sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, supostamente ligada ao ‘Careca do INSS’. A empresária foi citada como próxima ao filho do presidente apenas por conhecer outra pessoa com contato com a esposa de Lulinha.
Flávio Dino suspendeu nesta quinta-feira (5) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os listados pela CPI mista do INSS, incluindo de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Valorizando um dos maiores símbolos do Estado, a governadora Raquel Lyra lançou, nesta quinta-feira (5), o projeto “Várias Vozes, um só Hino”. A iniciativa propõe uma releitura contemporânea do Hino de Pernambuco em diferentes ritmos, preservando integralmente a letra e o caráter oficial da composição. Lançado na véspera da celebração da Data Magna, o projeto reforça sua conexão com o calendário cívico do Estado.
“Nosso Hino fala muito sobre quem somos, nosso sentimento de pernambucanidade, territorialidade e a força da nossa cultura. Com o lançamento do “Várias Vozes, um só Hino”,vamos trabalhar a autoestima do povo pernambucano e garantir que a nossa gente fale sobre a nossa cultura e história, nos novos ritmos e nos antigos. Isso é extraordinário. Tudo isso, às vésperas da Data Magna que celebra a Revolução Pernambucana de 1817”, destacou a governadora Raquel Lyra.
A ação reedita a campanha realizada durante a gestão do governador Jarbas Vasconcelos, em 2002. O projeto busca valorizar o Hino do Estado, ampliando o alcance de um dos principais símbolos cívicos de Pernambuco através de uma linguagem conectada à diversidade cultural estadual.
A vice-governadora Priscila Krause comandou a apresentação do projeto e destacou a importância da iniciativa”. “O projeto fortalece nossa pernambucanidade, levando ao nosso povo o sentimento de pertencimento e aproximando os símbolos da nossa cultura a todos os pernambucanos”, disse a gestora.
O projeto reunirá releituras em diversos ritmos, com artistas de forte representatividade territorial e reconhecimento artístico, como Nena Queiroga (frevo), Maestro Duda (orquestra de frevo), Gerlane Lops (samba), Lia de Itamaracá (ciranda), Mago de Tarso (trap), Priscila Sena (brega), Joyce Alane (pop), Mundo Livre S/A (manguebeat), Maciel Salu (maracatu), Petrúcio Amorim (forró) e a Orquestra Sinfônica do Recife (versão sinfônica).
A secretária de Cultura, Cacau de Paula, ressaltou a importância da iniciativa para aproximar a população da identidade cultural do estado. “Dessa forma, nosso Hino chegará em diversas pessoas e, através do projeto, faremos com que nosso povo se sinta parte da nossa história, cantando nosso Hino e tendo orgulho do que é nosso”, ressaltou.
O lançamento do projeto teve início com o Cortejo dos Brincantes do Marco Zero ao Cais do Sertão, com apresentações de passistas de frevo, bandas marciais, grupos de cavalo-marinho, bacamarteiros e quadrilhas juninas. A cerimônia contou ainda com as participações dos cantores Nena Queiroga e Petrúcio Amorim.
A cantora Nena Queiroga, que passará a interpretar o Hino no ritmo do frevo, destacou a emoção de participar do projeto. “Sou apaixonada por esse Hino. Ele é muito bonito e a gente se sente mais pertencente ao nosso Estado quando o cantamos”, afirmou. Já o cantor Petrúcio Amorim, que interpreta o Hino no ritmo do forró, disse: “Estou profundamente emocionado, pois o Hino de Pernambuco, além de sua beleza inegável, possui letra e melodia marcantes. Sinto grande honra ao ver os pernambucanos interpretando o hino do nosso Estado. É um orgulho imenso”, destacou.
A iniciativa do Governo de Pernambuco é realizada por meio da secretária de Cultura, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), em parceria com a secretaria de Educação que trabalhará uma ativação pedagógica com interpretação livre do Hino de Pernambuco pelos alunos da Rede Estadual através da produção de vídeos. As melhores gravações serão selecionadas pelas 16 Gerências Regionais de Ensino (GRE) do Estado.
O presidente da Empetur, Eduardo Loyo, destacou a oportunidade de demonstrar a cultura do Estado. “Através dele, vamos mostrar ao Brasil nossa cultura, levando nosso sentimento de pernambucanidade para cada vez mais manifestar as potencialidades de Pernambuco” pontuou. A presidente da Fundarpe, Renata Borba, complementou. “Ao reunir artistas de diferentes linguagens em torno de um símbolo cívico tão significativo, promovemos um encontro entre tradição e contemporaneidade”, concluiu.
Durante o mês de março, os artistas estarão no estúdio do Conservatório Pernambucano de Música para gravar as versões, que devem ser disponibilizadas nas plataformas de músicas em abril. Além do lançamento digital, o projeto prevê distribuição e circulação em escolas da rede estadual, bibliotecas, rádios comunitárias, Pontos de Cultura e plataformas digitais, com materiais de apoio e recursos de acesso facilitado, como QR Codes.
Presente no evento, o senador Fernando Dueire destacou a força do Hino. “Essa canção tem tudo a ver com a nossa autoestima, com a coragem pernambucana e com a nossa vontade de fazer acontecer. O Governo do Estado tem resgatado esse sentimento de pertencimento”, afirmou. O deputado estadual Jarbas Filho também esteve presente. “Este é um dia de muita emoção. Com essa iniciativa, o Governo do Estado reforça nossa identidade e nossos valores culturais”, pontuou.
Estiveram presentes no evento os secretários estaduais Simone Nunes (Desenvolvimento Urbano e Habitação), Rodrigo Ribeiro (Projetos Estratégicos), Fabricio Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional) e Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico); o prefeito de Macaparana, Paulo Barbosa; o deputado estadual Antônio Moraes; o ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos; além da ex-deputada estadual Terezinha Nunes.
Personagens do levante republicano de 1817 seguem presentes no cotidiano da capital pernambucana
Nesta sexta-feira (6), Pernambuco celebra a Data Magna, marco da Revolução de 1817. No Recife, porém, a história está espalhada pelas placas azuis das esquinas, nos trajetos diários de ônibus, nos endereços comerciais e residenciais.
Quem passa pela Avenida Cruz Cabugá, caminha pela Rua Domingos José Martins ou atravessa a Rua Gervásio Pires raramente associa o nome da via a um projeto republicano que, por pouco mais de dois meses, rompeu com Portugal e instaurou um governo próprio na então capitania de Pernambuco. Mas todos esses nomes pertencem a personagens do levante que eclodiu em 6 de março de 1817.
Foi no Recife colonial que militares, padres, comerciantes e proprietários rurais se uniram contra a Coroa portuguesa. O movimento tinha raízes econômicas e políticas, como altos impostos, crise financeira agravada pela seca de 1816, insatisfação com a centralização do poder e influência das ideias iluministas que já circulavam entre setores letrados e maçons. A revolução tomou a cidade, destituiu o governador e implantou um governo provisório republicano, o que era algo inédito no Brasil até então.
A experiência durou cerca de 75 dias. Terminou em maio, com a retomada do controle pelas tropas portuguesas e uma repressão dura, que incluiu execuções e prisões. Mesmo derrotado, o movimento deixou marcas na identidade pernambucana. E é essa memória que reaparece na geografia da capital.
“De certa forma, a experiência de autonomia em 1817 deu a Pernambuco uma posição mais radical no debate sobre a independência. O movimento reforçou a defesa de um modelo constitucional de governo, que poderia até manter a monarquia, mas necessariamente submetida a uma constituição”, explica o doutor em História pela Universidade de Salamanca e presidente do Instituto Arqueológico,
Ele ainda pontua que “há um legado material que permanece até hoje: a bandeira de Pernambuco. Criada durante a revolução e desenhada pelo padre João Ribeiro, ela reúne símbolos associados ao pensamento iluminista e à maçonaria. Em 1917, durante as comemorações do centenário do movimento, essa bandeira foi oficializada como símbolo do estado.”
Cruz Cabugá: a aposta internacional
A Avenida Cruz Cabugá, uma das principais ligações entre Recife e Olinda, homenageia Antônio Gonçalves da Cruz, conhecido como Cruz Cabugá. Comerciante ligado às articulações do movimento, ele foi escolhido para a missão estratégica de viajar aos Estados Unidos em busca de reconhecimento diplomático e apoio material para a nova república.
A iniciativa mostrava que havia um projeto político que buscava legitimidade internacional. A revolução caiu antes que qualquer apoio externo se concretizasse. Cabugá não voltou ao Brasil para enfrentar a repressão que atingiu seus companheiros.
“Ele acabou realmente contratando oficiais franceses que haviam sido exilados depois da derrota de Napoleão, lá na Europa. E também tentou conseguir o reconhecimento dos Estados Unidos para a nossa independência. Nessa terceira parte da missão ele não teve sucesso”, complementa George Cabral.
Domingos José Martins: liderança civil e execução pública
Domingos José Martins (crédito: Crédito: Pintura de Oscar Pereira da Silva)
No Bairro do Recife, a pequena Rua Domingos José Martins lembra um dos principais articuladores civis da revolução. Comerciante e figura influente entre os liberais pernambucanos, ele integrou o núcleo dirigente do governo provisório.
Após a derrota, foi preso e executado no Recife. Sua morte o transformou em um marco do movimento. O nome permanece na malha urbana como referência direta a um dos rostos mais ativos da experiência republicana de 1817.
Foi nesta rua onde funcionou a primeira senzala urbana do Brasil. Antes de receber o nome atual, a via era conhecida como Rua da Senzala Velha, uma referência ao passado escravocrata da área.
Gervásio Pires: o homem do governo
Gervásio Pires (crédito: Crédito: Pintura feita por Manuel de Araújo Porto-Alegre)
A Rua Gervásio Pires, na Boa Vista, remete a um dos integrantes do governo provisório instalado após a tomada do poder. Comerciante respeitado, ele teve papel administrativo na organização da nova ordem política.
Durante a evolução houve tentativa de estruturar um estado por meio da elaboração de normas, organização de forças militares, definição de cargos e responsabilidades. Gervásio Pires esteve nesse esforço. Depois da repressão, foi preso e só anos mais tarde voltou à vida pública.
Padre João Ribeiro: fé e ruptura
Entre os religiosos que aderiram ao movimento estava Padre João Ribeiro, também lembrado em logradouro da capital. Sua participação mostra que o levante teve forte presença do clero, a ponto de ser chamado, por alguns historiadores, de “Revolução dos Padres”.
Com a derrota, cercado pelas tropas que retomaram o controle da capitania, João Ribeiro tirou a própria vida. O gesto foi interpretado como ato extremo de resistência diante da prisão e da provável execução.
“Sobre a participação dos religiosos, é importante destacar que uma das instituições com grande relevância na formação das elites intelectuais em Pernambuco e nas províncias vizinhas foi o Seminário de Olinda. A instituição foi fundada em 1800 pelo bispo Azeredo Coutinho, que defendia a ideia de que os sacerdotes deveriam atuar também como agentes de desenvolvimento e de melhoria para a sociedade”, explica Cabral.
Manuel Correia de Araújo: representação agrária
Manuel Correia de Araújo era um senhor de engenho e proprietário rural que fazia parte da elite agrária pernambucana que, em 1817, decidiu romper com a Coroa portuguesa.
Correia de Araújo integrou o governo provisório instalado após a tomada do poder no Recife, representando os interesses do setor agrícola numa capitania cuja economia girava em torno do açúcar.
A insatisfação desse grupo tinha base econômica, como impostos elevados, crise de produção agravada pela seca de 1816 e a percepção de que Pernambuco sustentava a Corte sem receber contrapartidas proporcionais.
Com a derrota da revolução, os integrantes do governo provisório foram perseguidos. Muitos acabaram presos ou executados. A memória de Correia de Araújo permanece associada à experiência republicana de 1817 e à participação ativa da elite rural no projeto de ruptura com Portugal.
Padre Roma
Revolução dos Mártires (crédito: Antônio Parreiras (1860–1937))
O padre José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, conhecido como Padre Roma, também esteve envolvido na articulação política da Revolução Pernambucana de 1817. Natural da então capitania de Pernambuco, ele aderiu ao movimento republicano que buscava romper com o domínio da Coroa portuguesa e implantar um governo autônomo na região.
Na revolução, ele uniu-se com grupos que conspiravam no estado e que criticavam a opressão colonial, buscando libertação
Durante o levante, Padre Roma foi encarregado de levar a revolta para a Bahia, numa tentativa de ampliar o apoio ao novo regime proclamado em Recife. No entanto, acabou denunciado às autoridades portuguesas, preso ainda em 1817 e executado pouco depois. Hoje, uma rua no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife, leva seu nome.
O modelo “mais baratinho” da marca foi anunciado nessa segunda-feira (2)
Após seis meses do lançamento da linha do iPhone 17, a Apple anunciou a chegada de um novo aparelho, considerado “mais baratinho”, nessa segunda-feira (2). O iPhone 17e chega ao Brasil em 9 de março, com valores a partir de R$ 5.799. Abaixo, listamos quais são as diferenças do novo modelo.
A primeira linha econômica da Apple foi lançada em 2016, com a 1ª geração do iPhone SE. O aparelho focava em hardware atualizado em uma carcaça antiga. A 2ª geração foi lançada quatro anos depois, em 2020, mas a 3ª veio logo, em 2022. O mais recente da linha, até então, era o iPhone 16e, que está no mercado desde 2025 e substituiu a linha SE.
Além de ser mais econômico para o bolso dos usuários em comparação aos outros aparelhos, o grande destaque do iPhone 17e é o armazenamento, que é o dobro da geração anterior pelo mesmo preço de início e quatro vezes o do iPhone 12, com 256 GB. Agora, os usuários possuem espaço para fotos em alta resolução, vídeos 4K, apps, jogos e mais.
Com a chegada do 17e ao mercado, a Apple já deixou de comercializar o 16e no site oficial da Apple, uma prática comum da companhia.
Diferenças entre os aparelhos
Novo iPhone 17e | Foto: Apple/Divulgação
O iPhone 17e não conta com a “ilha dinâmica” na tela frontal do aparelho, recurso utilizado em toda a família 17 e iPhone air.
O aparelho, no entanto, conta com quase todos os recursos da linhas regular e premium, como Apple Intelligence, o sistema de IA da Apple, que integra o ChatGPT e conectividade via satélite.
Assim como o 16e, o 17e tem tela de 6,1 polegadas. O aparelho estará disponível nas cores preto, branco e rosa suave. O 16e tinha apenas as versões preta e branca.
A nova versão vem com o chip A19, evolução do A18 do iPhone 16e. O A19 tem CPU com seis núcleos, o que permite maior agilidade no uso de recursos de IA, e GPU de quatro núcleos, o que possibilita jogos com imagens mais fluidas. A tecnologia de aceleradores neurais, que não está presente na linha anterior, contribui para maior eficiência.
O 17e também é mais resistente que o 16e por trazer a chamada “ceramic shield 2”, que promete até três vezes maior resistência a arranhões em comparação ao 16e. Outra diferença é o carregamento rápido que agora, por meio do carregador sem fio MagSafe com adaptador de energia de 20W ou superior, é possível carregar até 50% da bateria em cerca de 30 minutos. O 16e não tem compatibilidade com o acessório.
O iPhone 17e é mais pesado, com 170 gramas. O 16e pesa 167 gramas.
Já o sistema de câmeras é uma novidade do novo aparelho. O “Fusion” permite fotos com resolução de 48 MP e 24 MP, otimizando o armazenamento interno. O zoom óptico de duas vezes é uma semelhança com 16e. A resolução máxima da tela, o nível de contraste e o pico de brilho são iguais nas duas versões, assim como o sistema de vídeo, que inclui estabilização óptica de imagem, gravação em áudio espacial e redução de ruído de vento.
Não houve mudanças na capacidade da bateria.
Quais são os valores?
O modelo com 256 GB custará R$ 5.799;
O modelo com 512 GB custa R$ 7.299.
O iPhone 17 custa a partir de R$ 7.999, e o iPhone Air, a partir de R$ 10.499.
Renda extra passou a integrar a estratégia financeira de muitos brasileiros, segundo pesquisa. Consumidores podem aproveitar dinheiro a mais para quitar dívidas o Feirão Limpa Nome
Uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra que 28% das pessoas que exercem alguma atividade adicional utilizam a renda extra para negociar dívidas e reduzir pendências financeiras.
O levantamento indica que os trabalhos extras atendem a diferentes demandas do dia a dia: 46% dos entrevistados usam a renda adicional para complementar o salário mensal, 26% destinam o valor ao pagamento de contas básicas e 23% veem nesse ganho uma forma de conquistar maior autonomia e estabilidade financeira.
No Nordeste, o comportamento acompanha a tendência nacional, com 25% utilizando o ganho extra para negociar dívidas e reduzir pendências financeiras. Já 26% a usam para complementar o salário mensal e 24% direcionam o valor ao pagamento de contas básicas.
Entre as principais atividades para gerar esse ganho adicional estão a venda de produtos, a prestação de serviços e os trabalhos manuais de artesanato – alternativas que oferecem flexibilidade e se adaptam à rotina de cada consumidor.
Para Rodrigo Costa, especialista em educação financeira da Serasa, utilizar o recurso para renegociar dívidas é uma ferramenta que ajuda não apenas a limpar o nome, mas também a construir uma relação melhor com o dinheiro: “A renda extra, principalmente em datas comemorativas, pode fazer diferença real quando direcionada de forma estratégica”, diz.
Trabalhos temporários em datas como Natal e Carnaval são aliados importantes para quem busca renda extra. Na situação, 41% das pessoas afirmam aproveitar sempre essas ocasiões para ampliar os ganhos, enquanto 31% recorrem a elas de forma eventual.
A pesquisa também aponta impacto direto no orçamento: 54% dizem aumentar a renda em até 20% com atividades adicionais. Em períodos de maior movimentação, como o Carnaval, o efeito é ainda mais forte: 31% fizeram renda extra na data e, destes, 69% elevaram os ganhos em até 50%.
No Nordeste, 51% relatam aumento de até 20% na renda com atividades extras. Durante o Carnaval, 34% aproveitaram o período para ganhar mais e, entre eles, 71% registraram crescimento de até 50%.
“A movimentação intensa impacta em uma injeção econômica importante de recursos em algumas regiões do país, especialmente em cidades turísticas. Esse aumento pontual de renda pode e deve ser aproveitado de forma consciente”, explica o especialista em educação financeira.
Oportunidade para limpar o nome
Com mais de 2 mil empresas parceiras, o Feirão Serasa Limpa Nome está disponibilizando mais de 620 milhões de ofertas, com descontos de até 99% e condições facilitadas, para quem deseja usar a renda extra para regularizar a vida financeira.
Em Pernambuco, são mais de 23 milhões de ofertas disponíveis com até 99% de desconto
“O Feirão oferece benefícios concretos para que o consumidor transforme esse ganho temporário em um benefício duradouro, reduzindo dívidas, recuperando o controle financeiro e começando o ano com mais tranquilidade”,finaliza Rodrigo Costa.(Diário de Pernambuco)
Quem não receber o valor correto deve procurar a Assistência Judiciária para receber orientação
A Prefeitura de Petrolina, através da Procuradoria-Geral do Município, orienta que, quando a pensão alimentícia é fixada como percentual sobre o salário do responsável pelo pagamento, o décimo terceiro salário também pode entrar no cálculo da pensão caso não tenha decisão judicial contrária. Isso acontece porque o décimo terceiro faz parte da remuneração do trabalhador. Assim, se a pensão foi definida como um percentual sobre os rendimentos, o valor deve ser aplicado também sobre o valor recebido por uma das partes.
A orientação busca garantir que crianças e adolescentes recebam corretamente o valor estabelecido pela Justiça, especialmente em períodos do ano em que as despesas costumam aumentar, como matrícula, material e fardamento escolar. É importante destacar que cada caso deve ser analisado individualmente, levando em consideração o período em que a pensão foi fixada (por exemplo, um valor fixo mensal), é necessário verificar o que está previsto na decisão judicial para saber se há incidência sobre o décimo terceiro.
Quem não receber o valor conforme determinado ou tiver dúvidas, pode procurar a Assistência Judiciária Municipal, lá serão passadas as orientações e, se necessário, serão dados os encaminhamentos legais. O atendimento é voltado para pessoas que não têm condições de arcar com honorários advocatícios e acontece no Núcleo Administrativo Municipal, na Avenida Clementino Coelho, nº 174, Atrás da Banca, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Informações pelo telefone (87) 3983-7105. (Secretaria de Comunicação)
Irmãos sumiram há dois meses em Bacabal e ainda não foram localizados; mais de 300 profissionais de segurança e centenas de voluntários participaram das buscas
Dois meses após o desaparecimento de três crianças em Bacabal, no interior do Maranhão, o caso continua sem respostas. Mesmo com mobilização de forças de segurança, uso de tecnologia e buscas em áreas de mata, o paradeiro dos irmãos segue desconhecido. A principal suspeita é de que as crianças tenham sido levadas por um adulto.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, sumiram em 4 de janeiro enquanto brincavam em uma área de mata próxima a casa deles, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, sumiram em 4 de janeiro enquanto brincavam em uma área de mata próxima a casa deles, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.
Um dos primos das crianças também estava com os irmãos no dia em que desapareceram e passou três dias sem ser localizado. Wanderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro.
Segundo relato do menino aos pais e à psicóloga que o acompanha no hospital, as crianças teriam passado por um lago durante o trajeto. Wanderson afirmou que deixou os dois primos nessa área antes de seguir sozinho em busca de ajuda.
O garoto foi localizado por produtores rurais em uma estrada a cerca de quatro quilômetros do ponto onde o grupo havia sido visto pela última vez. Ele estava debilitado, com sinais de desorientação e diversas picadas de insetos, o que indicava que havia permanecido por dias exposto na mata.
Nos primeiros dias após o desaparecimento, moradores se mobilizaram para ajudar nas buscas, percorrendo trilhas e áreas de mata próximas à cidade. Com o avanço das investigações, drones, cães farejadores e outras tecnologias passaram a ser utilizados na tentativa de localizar pistas sobre o paradeiro das crianças.
A mãe das crianças, Clarice, afirmou que segue sem respostas concretas das autoridades e diz viver dias de angústia desde o desaparecimento. Em entrevista a um criador de conteúdo local, ela relatou que recebe poucas informações sobre o andamento das investigações. “Eles me dizem que continuam procurando, que estão investigando, mas até agora a gente não tem uma notícia concreta para passar”, afirmou.
Segundo ela, um policial que acompanha o caso teria indicado que as crianças não permaneceram em uma casa abandonada que chegou a ser investigada durante as buscas. “Foi o que um investigador me repassou: que eles não estavam naquela casa caída. Que apenas passaram por lá com alguém e que depois teriam sido levados”, disse.
Clarice também descreveu como era a rotina com os filhos antes do desaparecimento. Segundo ela, o dia a dia da família era simples e girava em torno da escola e das brincadeiras. “A minha rotina sempre foi cuidar deles. Era de casa para a escola, da escola para casa, e brincar”, contou.
A mãe afirma que tenta se manter firme diante da ausência dos filhos e da repercussão do caso. “É difícil. Não é fácil. Mas Deus está me dando força todos os dias para passar por isso”, disse. Ela também fez um apelo para que possíveis informações sejam repassadas às autoridades de forma responsável.
“Eu sinto que eles estão vivos. É o que o meu coração diz. Peço que, se alguém ver meus filhos, ligue para a polícia ou tire uma foto, mas que sejam notícias verdadeiras, para não atrapalhar as investigações”.
Clarice relatou ainda que tem enfrentado ataques nas redes sociais desde que o caso ganhou repercussão nacional. “Já estou passando por esse sofrimento e ainda tem os ataques na internet. Isso também acaba me atingindo”, afirmou.
Apesar do esforço das equipes de busca, o caso permanece cercado de dúvidas. Até o momento, não há confirmação sobre o que aconteceu com as crianças, nem indícios conclusivos que permitam reconstruir os momentos após o desaparecimento.
Procurada pela reportagem do Correio, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que as investigações continuam em andamento. Em nota, a pasta afirmou que o inquérito ainda não foi concluído e que uma comissão especial foi formada para acompanhar o caso.
“A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informa que o inquérito, que apura o desaparecimento das crianças em Bacabal, ainda não foi concluído e que a Polícia Civil segue com os trabalhos investigativos, por meio de comissão especialmente constituída para esse fim. Até o momento, não é possível apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas”, informou a secretaria.
A SSP acrescentou que permanece empenhada na elucidação do caso e que todas as medidas necessárias continuam sendo adotadas para o completo esclarecimento dos fatos.
Dueire, que também é pré-candidato à reeleição ao Senado, reforçou o alinhamento com a governadora
O senador e pré-candidato à reeleição no Senado Fernando Dueire anunciou neste sábado (4) a sua filiação ao PSD, partido presidido em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra.
Dueire, que estava no MDB, destacou estar entusiasmado com a chegada ao novo partido. Ele também reforçou o alinhamento com a chefe do Executivo estadual.
Dueire ainda disse que, apesar da troca de legendas, continuará trabalhando em prol dos municípios pernambucanos e que segue motivado em busca da reeleição para o Senado.
“Permaneço no Senado Federal com o mesmo compromisso de sempre: trabalhar pelos municípios, ajudar as gestões locais e melhorar a vida de quem mais precisa. Sigo motivado para continuar esse trabalho e buscar a renovação do mandato, dentro desse projeto coletivo liderado pela governadora, com presença e resultados em todas as regiões de Pernambuco.
Dueire ainda disse que, apesar da troca de legendas, continuará trabalhando em prol dos municípios pernambucanos e que segue motivado em busca da reeleição para o Senado.
“Permaneço no Senado Federal com o mesmo compromisso de sempre: trabalhar pelos municípios, ajudar as gestões locais e melhorar a vida de quem mais precisa. Sigo motivado para continuar esse trabalho e buscar a renovação do mandato, dentro desse projeto coletivo liderado pela governadora, com presença e resultados em todas as regiões de Pernambuco¨.
Egresso da Educação de Jovens e Adultos (EJA) volta à universidade após interromper primeira graduação.
A primeira aprovação aconteceu anos antes, mas ele precisou interromper a graduação por causa da distância entre os municípios e de limitações físicas.“Na primeira aprovação, enfrentei problemas com a distância, porque moro em outro município, e também tive algumas limitações físicas que me obrigaram a me afastar da universidade. Agora, com essa segunda chance, voltei a sentir aquela emoção e estou ainda mais motivado”, contou.
Avô de cinco netos, seu Janjão afirma que quer concluir o curso e ser exemplo para a família.
“Para mim, o homem é o que a educação faz dele. Nunca é tarde para estudar. Conhecimento é algo que levamos para a vida inteira. É o que nos torna cidadãos livres”, declarou.
“Eu esperava. Falei para a turma que pedi a Deus para fazer uma prova boa, e que senão passasse faria de novo. Eu gosto muito de biologia. Nunca é tarde”, contou o idoso na época.
Para Jordel Ferreira, filho de João, o pai é inspiração para toda a família. Segundo o homem, o idoso fez o possível para priorizar a educação dos três filhos.
“A minha esposa é professora dele e foi uma das pessoas que mais incentivou ele a fazer o ensino médio e posteriormente o Enem. Ele é um incentivo, já que é um senhor que mesmo com todas as limitações da idade e de alguns probleminhas de saúde conseguiu”, iniciou o familiar.
“Ele se aposentou como agricultor, mas não queria que a gente fosse pra roça, sempre entendeu que a gente estudar seria o melhor caminho”, completou Jordel, emocionado.
Em momento de reconhecimento nacional, a governadora Raquel Lyra recebeu, nesta terça-feira (3), em Brasília, o Prêmio Mulheres Exponenciais, concedido pela Esfera Brasil, tornando-se a primeira governadora a ser reconhecida pela iniciativa, em sua quinta edição, na categoria Gestão Pública. Ao receber a premiação, a gestora defendeu a ampliação da presença feminina nos espaços de poder como passo essencial para um país mais igualitário e a importância de construir políticas públicas que transformam a realidade das mulheres.
“A maioria da população pernambucana, 52%, são mulheres, e construir políticas públicas que de fato mudam a vida de muitas delas é transformador. No nosso governo, já entregamos 22 mil casas e mais de 60% delas foram nas mãos de mulheres. Esse prêmio é um reconhecimento para que tenhamos mais mulheres ocupando espaços de poder, mostrando seu talento, sua criatividade, seu compromisso, porque não é fácil ser mulher na política. Que a gente construa um país muito mais igual, que não possamos ter medo de sair nas ruas por questão de gênero”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Para a Esfera, o prêmio reconhece a trajetória da governadora Raquel Lyra em sua vida pública e sua capacidade de liderança administrativa como chefe do Executivo estadual, conduzindo políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional, à responsabilidade fiscal e ao fortalecimento das áreas sociais.
O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, entregou a premiação para a governadora e ressaltou a importância da gestora na política nacional brasileira. “Eu tenho um imenso orgulho de estar ao seu lado, lhe apoiando, compartilhando os seus resultados e os seus desafios. Que você continue sendo esse exemplo para cada um de nós que acompanha a vida pública brasileira”, afirmou.
Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, o Governo de Pernambuco tem fortalecido uma política pública voltada à promoção da autonomia e da proteção das mulheres pernambucanas. Algumas iniciativas são o programa Mães de Pernambuco, que garante apoio financeiro mensal de R$ 300 a mulheres em situação de vulnerabilidade social, e o programa Cuida PE Mulher, que utiliza carretas itinerantes para percorrer o Estado oferecendo exames e consultas gratuitas com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Além disso, as pernambucanas agora contam com a assistência especializada do novo Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, que amplia o acesso a serviços hospitalares de média e alta complexidade.
Esfera Brasil – A Esfera é uma organização independente e apartidária, criada para promover a cooperação entre as entidades públicas e privadas do Brasil, fomentando o diálogo entre a classe produtiva e os poderes constituídos.
A data de nascimento pode influenciar a inteligência do seu filho: entenda o que a psicologia descobriu sobre os meses mais favoráveis ao QI
O mês de nascimento do seu filho pode ter uma relação direta com o seu desenvolvimento. Pesquisas publicadas pelo National Bureau of Economic Research no campo da psicologia identificou que crianças nascidas em setembro tendem a apresentar melhores resultados acadêmicos e cognitivos ao longo da vida.
Além de setembro, os meses de outubro e novembro também se destacaram positivamente no levantamento. A principal explicação para esse fenômeno não está ligada à astrologia, mas a fatores ambientais e, principalmente, à estrutura do sistema educacional.
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Por que o mês de nascimento importa?
A principal teoria está relacionada à idade relativa da criança ao ingressar na escola. Na maioria dos países do Hemisfério Norte, onde muitos desses estudos são conduzidos, o ano letivo começa em setembro. Assim, os nascidos neste mês são geralmente os mais velhos de suas turmas.
Essa pequena diferença de idade, especialmente nos primeiros anos escolares, pode se traduzir em uma vantagem de maturidade. Crianças mais velhas tendem a ter um desenvolvimento motor e cognitivo ligeiramente mais avançado, o que facilita o aprendizado da leitura, da escrita e de conceitos complexos em comparação com os colegas mais novos.
Fatores ambientais também influenciam
Outro ponto levantado é a exposição a fatores sazonais durante a gestação e os primeiros meses de vida. Mães que passam o último trimestre da gravidez durante o verão podem ter maior exposição à luz solar, o que aumenta os níveis de vitamina D, essencial para o desenvolvimento cerebral do feto.
A alimentação da mãe e do bebê também pode variar conforme as estações, impactando a nutrição e, consequentemente, o desenvolvimento cognitivo inicial. Esses elementos, somados, criam um ambiente propício para que os bebês nascidos no início do outono larguem na frente.
Por outro lado, a pesquisa observou que crianças nascidas nos meses que antecedem a data de corte escolar, como junho e julho, podem enfrentar mais desafios. Elas costumam ser as mais novas da turma, o que pode gerar uma desvantagem temporária no ambiente competitivo da sala de aula.
É fundamental ressaltar que esses dados representam uma tendência estatística e não determinam o futuro de uma criança. Fatores como o estímulo familiar, a qualidade da educação e o acesso a oportunidades são muito mais decisivos para o desenvolvimento da inteligência.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.(Correioi Brasiliense)