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Boletim com novos números.Brasil registra 1.546 casos e 25 mortes por covid-19, diz ministério

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Balanço oficial do governo apontava, ontem, 1.128 pessoas infectadas e 18 mortos em decorrência da doença causada pelo novo coronavírus

Brasileiros devem ficar em casa na quarentena

O Ministério da Saúde informou, neste domingo (22), que o número de casos confirmados de covid-19 — a doença provocada pelo novo coronavírus — chegou a 1.546. No sábado, os doentes eram 1.128 pessoas.

A quantidade de mortos em decorrência da doença cresceu e atingiu a marca de 25 pessoas, segundo a pasta. Ontem, havia 18 óbitos confirmados por causa da doença.

Av. Paulista, em São Paulo, teve pouco movimento. População deve ficar em casa

As mortes foram registradas em São Paulo (22) e no Rio de Janeiro (3) — ainda não está contabilizada aqui uma morte registrada na capital fluminense. Com isso, a taxa de letalidade (número de mortos x número de casos) está em 1,6% no Brasil.

Reforço no combate

Mais cedo, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a liberação de R$ 55 bilhões para combater a pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A primeira medida será o envio de R$ 20 bilhões do PIS/Pasep ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A definição de quem poderá sacar esse valor cabe ao Ministério da Economia, que ainda não anunciou as regras.

Outros R$ 19 bilhões representam o refinanciamento de operações diretas com o BNDES e R$ 11 bilhões para as operações indiretas.

O banco também está ampliando o limite de crédito das microempresas do país em um volume total de R$ 5 bilhões.

O STF (Supremo Tribunal Federal) também liberou recursos para o combate à covid-19. Serão R$ 1,6 bilhão, obtidos pela Lava Jato de uma multa aplicada à Petrobras, destinados a ações contra a pandemia.

O dinheiro estava separado para o Ministério da Educação, mas não tinha sido colocado em uso até o momento. (O Globo)

Contra coronavírus, Petrolina começa a medir temperatura de quem chega pelo aeroporto e rodoviária

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Dando mais um passo no combate ao novo coronavírus (Covid-19), a Prefeitura de Petrolina começou a utilizar termômetros digitais infravermelhos capazes de escanear a temperatura corporal das pessoas que chegarem ao município por meio do Aeroporto Internacional Senador Nilo Coelho. A mesma ação será realizada na rodoviária da cidade a partir da próxima semana.

De acordo com a secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque, a intenção é estabelecer um monitoramento mais rígido para aferir a temperatura corporal das pessoas que chegam a Petrolina, montando uma barreira sanitária, já que o aeroporto local não conta com profissionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer esse monitoramento. Quatro equipamentos foram adquiridos pela prefeitura.

Esses equipamentos digitais são responsáveis por medir a temperatura dos corpos para detectar alteração de temperatura dos passageiros. Um dos sintomas de pessoas infectadas pelo novo coronavírus é a febre. Caso não tenha êxito, mas ainda assim haja a suspeita da presença do vírus na pessoa, os profissionais da Secretaria de Saúde registram as informações do passageiro e vão manter contato com ele para fazer o monitoramento, além de fazer recomendações como evitar contato com outras pessoas e se manter em isolamento domiciliar por pelo menos 7 dias, explicou a gestora.

Além de medir a temperatura, os profissionais ainda realizam a higienização das mãos dos passageiros com álcool em gel e distribuem panfletos com informações e orientações sobre a Covid-19. Mesmo com a informação da suspensão dos voos para Petrolina já nos próximos dias, essa ação será mantida. Ações como essa de combate e prevenção ao coronavírus têm sido adotadas não só no Brasil, mas no mundo todo, tendo em vista a gravidade do problema. Muitos dos passageiros que chegam a Petrolina poderão, ainda, seguir viagem para outros municípios do Vale do São Francisco, conclui a secretária.(Ascom)

Conheça os telefones para denunciar descumprimento das medidas de prevenção ao coronavírus em Petrolina

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Os decretos publicados no decorrer da última semana pela gestão municipal de Petrolina e, também, pelo Governo do Estado, anunciaram diversas medidas importantes para prevenção ao coronavírus.

Para facilitar nas ações de fiscalização, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação disponibilizou novos canais de denúncia para a população que identificar o descumprimento dessas medidas. Elas podem ser feitas pela Central de Atendimento da Secretaria Executiva de Segurança Pública, 153 ou (87) 98106-7310, e pela Ouvidoria Municipal, no 156 ou (87) 99190-7475. O contato pelos números de celular disponibilizados devem ser feitos por WhatsApp.

Entre as principais medidas decretadas, destacam-se a proibição da aglomeração de pessoas em espaços públicos, fechamento de cinemas, shopping, comércio, ilhas, salões de beleza, parques, feiras livres bares e restaurantes – que estão autorizados a funcionar com o serviço de entrega em domicílio.(Ascom)

Hospital Neurocardio. Nota de Esclarecimento!

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Informamos a comunidade, que o Hospital Neurocárdio, cumprindo sua missão de ajudar a SALVAR vidas e amenizar sofrimentos, especialmente neste momento da Covid 19 em ascensão, encontra-se totalmente preparado para a assistência destes pacientes! Outrossim, informa que está seguindo todas as orientações da Vigilância Sanitária de Petrolina e das Secretarias de Saúde Municipal e Estadual, assim como do Ministério da Saúde.

Ainda não existem casos confirmados em Petrolina e todas as ações tomadas no Hospital estão em acordo com as normas técnicas científicas em vigor! Divulgações irresponsáveis e mentirosas, que só prejudicam a comunidade, terão as respostas jurídicas cabíveis!

Diretoria do Hospital Neurocárdio

Aproveite: serviços online que estão de graça durante a quarentena do coronavírus

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Provocada pela pandemia de coronavírus, a quarentena fez com que vários serviços online liberassem seus conteúdos, que normalmente são pagos, de forma gratuita. A iniciativa tem o intuito de incentivar as pessoas a ficarem reclusas em casa, para evitar a propagação do Covid-19. É possível ter acesso a conteúdos do Globoplay, livros na Amazon e até mesmo serviço com psicólogo online de graça.

>> YouTube promove conteúdo “autorizado” sobre coronavírus

Confira uma lista com serviços que são gratuitos no período de isolamento. É importante lembrar que as ações têm duração limitada e depois voltarão aos seus preços regulares.

>> Em tempo de isolamento social, WhatsApp dobra capacidade de servidores para chamadas de voz

Livros de graça na Amazon

Para quem gosta de ler, a Amazon liberou centenas de livros digitais para download grátis. Os e-books são de temas variados: além de ficção científica e livros sobre história e filosofia, a empresa também disponibiliza exemplares de literatura clássica e até teses de mestrado e doutorado. As obras podem ser adquiridas na Loja Kindle da Amazon ou no próprio site da companhia, ao selecionar a opção “Livros” e, em seguida, o formato “e-book Kindle”. Depois de baixados, os livros poderão ser lidos nos dispositivos Kindle ou, também, no aplicativo gratuito para computadores, tablets e smartphones Android e iPhone (iOS).

>> Hackers utilizam a pandemia de coronavírus para aplicar golpes online; veja como se proteger

Mais opções de leitura no Scribd

Além de e-books, o Scribd disponibilizou todo o seu acervo de forma gratuita. A iniciativa libera, por 30 dias, milhões de audiobooks, artigos de revistas e muito mais, sem necessidade de cadastro de cartão de crédito. De acordo com o CEO da empresa, Trip Adler, o objetivo da ação é que qualquer pessoa possa ter acesso aos seus livros preferidos, seja para entretenimento ou busca de conhecimento em qualquer área. Para aproveitar a promoção, basta acessar o site oficial do Scribd e resgatar os 30 dias gratuitos que estarão disponíveis.

>> Saiba como limpar o celular para se proteger do coronavírus

Programas do Adobe

Como muitas escolas e faculdades estão suspendendo aulas, a Adobe liberou acesso a alguns de seus aplicativos para facilitar os estudos à distância. A empresa disponibilizou programas como o Adobe Creative Cloud e o Adobe Connect de graça para estudantes e professores continuarem os progressos de sala de aula em casa. O primeiro, disponível até 31 de maio, é um conjunto de aplicativos que engloba ferramentas como Photoshop, Illustrator e Acrobat. Já o segundo, liberado gratuitamente por 90 dias, é um software para apresentações e conferências online.

>> Coronavírus: entenda a diferença entre quarentena e isolamento

Filmes e séries no Globoplay

O Globoplay, serviço de streaming da TV Globo, disponibilizou alguns conteúdos com acesso livre para não assinantes da plataforma, voltados para crianças e adolescentes. É possível assistir a séries infantis, como Sítio do Pica-pau Amarelo e Detetives do Prédio Azul, além de todas as temporadas de Malhação e do seriado Sandy e Júnior.

Os conteúdos gratuitos estarão disponíveis por 30 dias e é possível acessar o Globoplay de várias formas: pelo computador, celular ou tablet Android e iOS, smart TVs, Chromecast, Android TV e Apple TV, com aplicativos independentes de cada dispositivo. Para entrar na plataforma, o usuário precisa usar sua Conta Globo.

>> O que podemos fazer até o coronavírus passar

Aulas de Yoga no Down Dog

 Para quem busca relaxar e se exercitar ao mesmo tempo, o Down Dog (www.downdogapp.com) está oferecendo aulas de Yoga gratuitamente até o dia 1 de abril. O aplicativo, disponível para celulares Android e iPhone, também tem versão para web e já oferecia algumas aulas de demonstração após o cadastro. Entretanto, devido à quarentena e à recomendação de evitar aglomerações, a empresa liberou seu conteúdo de maneira gratuita para os usuários.

A ferramenta cria uma experiência próxima a de um estúdio de Yoga, com opções de música de fundo e imagens para instruir e guiar o praticante. Para acessar, basta criar uma conta no serviço.

Passaporte Tinder gratuito

A reclusão social também afeta a paquera. Ainda assim, o Tinder encontrou uma maneira de fazer com que seus usuários não fiquem solitários, mesmo que estejam isolados em casa. O recurso Passaporte permite a conexão com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo e estará disponível até 30 de abril para todos os membros do Tinder. Normalmente, a ferramenta só é liberada para assinantes dos planos Plus e Gold.

Com o Passaporte, o usuário poderá escolher uma cidade e, então, dar likes e matches com pessoas daquela região. Só é possível visitar uma cidade diferente por dia, mas você pode alterar a sua localização (permitindo, assim, que outras pessoas o encontrem quando buscarem por aquela região) quantas vezes quiser. Depois, é só começar a conversar com os matches.

Consulta com psicólogo grátis e online

O portal Psicologia Viva (www.psicologiaviva.com.br) está disponibilizando atendimento psicológico online gratuitamente para residentes do estado de São Paulo durante a quarentena. A plataforma permite que o usuário converse com psicólogos autorizados com sigilo, comodidade, facilidade e segurança.

Filmes gratuitos no Spcine Play

O streaming Spcine Play está disponibilizando gratuitamente todo o seu conteúdo por 30 dias, fruto de uma ação da prefeitura de São Paulo. A plataforma busca incentivar as produções de cinema locais e nacionais, com filmes de festivais de cinema da cidade. Além das películas, o site também conta com shows e demais atrações culturais de São Paulo.(Via: Jc Online)

Justiça de Pernambuco proíbe greve de enfermeiros, que se queixam de falta de EPIs contra coronavírus

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Se a ordem for descumprida, o sindicato da categoria vai ter que pagar multa diária de R$ 100 mil

PIXABAY

Jornal do Comercio

O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) emitiu neste sábado (21) uma ordem que proíbe a greve dos enfermeiros que estava programada para começar na próxima segunda-feira (23). A decisão foi expedida pelo desembargador Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, com fundamento no art. 300 do CPC/2015. Caso a decisão seja descumprida, o Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (SEEPE) terá que arcar com uma multa fixa de R$ 100 mil, por dia.

Em um trecho da ação, o desembargador aponta que a paralisação da categoria trará prejuízos à população pernambucana, no combate ao surto do novo coronavírus no Brasil. O Estado possui 33 casos confirmados da covid-19.

Ainda de acordo com a ordem expedida pelo TJPE, o Governo de Pernambuco está tomando decisões consideradas “enérgicas” para suprir as necessidades dos equipamentos de proteção individual (máscara, avental, gorro e óculos de proteção), que vinham sendo requisitados pelos enfermeiros.

O que diz o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Pernambuco?

Em entrevista ao Jornal do Commercio, a presidente do SEEPE, Ludmila Outtes, informou que ainda não foi notificada da decisão, mas pretende recorrer. Outtes apontou que, ao invés de a Justiça notificar o sindicato por conta de uma greve, deveria ordenar ao Governo do Estado a suprir as necessidades dos profissionais de saúde.

A Justiça deveria fazer o contrário e obrigar o Estado a garantir os EPIs para os profissionais, porque a gente não quer se expôr ao risco. O que a gente está fazendo é protegendo a nossa vida e é obrigação da Justiça também proteger

Ludmila Outtes

Ludmilla assegurou ainda que a greve agendada para a próxima segunda (23) está de pé.

Confira a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

Governador Paulo Câmara: ‘Serviços bancários devem ser preservados’

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Governador cita casos dos mais carentes e necessidade de pagamento do Bolsa Família, por exemplo

Governador Paulo Câmara

No momento em que medidas restritivas são ampliadas pela administração estadual a cada dia, em Pernambuco, como forma de conter os impactos da pandemia do novo coronavírus, o governador Paulo Câmara,  assegura que não cogita determinar fechamento de bancos.

Indagado se há chances de os serviços bancários serem interrompidos, o governador responde de forma incisiva: “Não!”. Ele argumenta o seguinte: “Alimentos, medicamentos e serviços bancários, com algumas restrições e cuidados, devem ser preservados!”. Suspensão de aulas, fechamento de bares, restaurantes, shoppings, entre outros, foram alvos de decretos nos últimos dias. As restrições foram sendo ampliadas à medida que os números de casos confirmados também foram crescendo.

Ontem, o número de casos confirmados chegou a 31, quando a primeira cura clínica também foi anunciada. Em meio a esse processo, o Sindicato dos Bancários chegou a protocolar ofício, na última quinta, ao Governo do Estado, solicitando o fechamento imediato dos bancos públicos e privados como medida de prevenção.
O documento alerta que a categoria “está exposta a alto risco de contaminação e disseminação do coronavírus em razão da natureza do trabalho bancário e características dos locais”. Nesse cenário de emergência, o governador cita as necessidades, na iminência de serem aprofundadas pela crise instalada, da população mais carente e explica: “Na questão dos bancos, tem o seguinte: “‘Pessoas pobres, que dependem do Bolsa Família, por exemplo, elas precisam sacar o dinheiro para poder comprar alimentos'”. Nesses cálculos que visam a minimizar os impactos, a despeito de toda adversidade, e acabam deixando os bancos de fora do rol de decretos, entram ainda as medidas adotadas pelo Governo Federal, também no combate aos efeitos da pandemia sobre a economia. Entre elas, estão: a antecipação de abono salarial e do 13º para aposentados e pensionistas do INSS e mais saques do FGTS em estudo. Essa conta em busca de algum alívio não fecha sem os bancos. É o que sinaliza o governador Paulo Câmara.(Folhape)

NOTA CONJUNTA SINDILOJAS/ SINTCOPE DE PETROLINA-PE

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ASSUNTO: Fechamento do comércio em virtude do decreto estadual 48.834/2020

Em virtude do decreto 48.834/2020, publicado no Diário Oficial de Pernambuco nesta última sexta (20), determinando o fechamento de estabelecimentos comerciais em todo o estado a partir deste domingo, dia 22, enquanto durar o estado de calamidade pública; o Sindilojas Petrolina e o Sindicato dos Comerciários (Sintcope) acordam que:

Cláusula Primeira – As empresas do Comércio Varejista e Atacadista de Petrolina/PE, durante o período de vigência do Decreto nº 48.834, de 20 de março de 2020, conforme legislação trabalhista disponível, a partir do dia 22/03/2020, poderão conceder férias coletivas a todos os seus funcionários, com a antecipação do período de gozo, dispensando, excepcionalmente, a necessidade de cumprimento do aviso prévio de férias.

Cláusula Segunda – Com relação ao pagamento das férias e do terço constitucional, durante o período de vigência do Decreto nº 48.834, de 20 de março de 2020, excepcionalmente, as empresas poderão obedecer à programação já definida das férias que estavam previstas para cada funcionário, inclusive dos que ainda não possuem período aquisitivo.

Cláusula Terceira – Excepcionalmente, o funcionário que for demitido, antes da programação das férias previstas na Cláusula Segunda do presente instrumento coletivo, fará o seu ajuste financeiro no momento da sua rescisão.

Cláusula Quarta – As empresas do Comércio Varejista e Atacadista de Petrolina/PE garantirão o pagamento dos salários de seus funcionários referente ao mês de março/2020 na sua totalidade, ficando com o crédito das horas não trabalhadas, que serão compensadas posteriormente.

Cláusula Quinta – As omissões que surgirem durante o período de vigência do Decreto nº 48.834, de 20 de março de 2020, serão debatidas e ajustadas pelas partes, em reunião previamente aprazada.

Morre Lorenzo Sanz, ex-presidente do Real Madrid, vítima do coronavírus

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Empresário estava internado em estado grave na UTI de um hospital de Madrid

Lorenzo Sanz, ex-presidente do Real Madrid

O ex-presidente do Real Madrid, Lorenzo Sanz, morreu aos 76 anos, no último sábado (21), vítima do novo coronavírus. Ele estava internado em estado grave na UTI de um hospital de Madrid.

De acordo com informações do jornal EL Mundo, Lorenzo tinha problemas renais e respiratórios, além de ser diabético. Um dos filhos do ex-presidente confirmou o falecimento do pai por meio do Twitter.

“Acaba de falecer meu pai. Não merecia um final desta maneira. Se vai uma das pessoas mais boas, valentes e trabalhadoras que já vi na minha vida. Sua família e o Real Madrid eram suas paixões. Eu, minha mãe e meus irmãos desfrutamos de todos os momentos com orgulho”, escreveu.

Lorenzo assumiu o clube espanhol em 1995 e ficou até 2000. Pela equipe Merengue, conquistou sete títulos, onde as conquistas da Liga dos Campeões de 1998 e de 2000 são as mais importantes.

Antes de ser presidente, Lorenzo já ajudava o Real Madrid desde 1985, quando começou a ser diretor.(FolhaPress)

No ´Dia Mundial da Água`: bilhões de pessoas não têm acesso à água e sabão

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Informação é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)

Alunos aprendem a prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) na Escola Municipal Pedro Ernesto, através de cartazes, trabalhos escolares, e medidas de higiene e convívio pessoal.

Neste domingo (22), quando se comemora o Dia Mundia Mundial da Água, todas as atenções estão voltadas para a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e um cuidado de higiene é fundamental para evitar pegar a doença e propagar o vírus da Sars-cov-2: lavar corretamente as mãos. Mas, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas em cada cinco pessoas em todo o mundo não têm instalações básicas para se lavar as mãos, de acordo com os dados mais recentes.

Conforme o Unicef, 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa e quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.

O Unicef afirma ainda que 47% das escolas, que abrigam 900 milhões de crianças em idade escolar, não têm um lavatório adequado.

Nos estabelecimentos de saúde de todo o mundo, 16% não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.

“Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance”, disse Sanjay Wijesekera, diretor de Programas do Unicef.

O fundo apresentou ainda outros dados que mostram a precariedade dos serviços de saneamento básico em todo o mundo. Na África ao sul do Saara, 63% da população nas áreas urbanas, ou 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Na Ásia Central e Meridional, 22% da população nas áreas urbanas, ou 153 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos; quase 50% dos bengaleses urbanos, 29 milhões de pessoas, 20% dos indianos urbanos, ou 91 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa.

No Brasil

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), na média brasileira, 83,5% da população é servida por rede de água e apenas 52,4% tem o esgoto coletado, do qual somente 46% é tratado, conforme os dados mais recentes divulgados em fevereiro. Esses percentuais pouco subiram nos últimos anos, ligando o alerta para a impossibilidade de se cumprir as metas de universalização do saneamento até 2033, conforme o Plano Nacional de Abastecimento (PlanSab), de 2013.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo que prevê que quatro em cada 10 litros de água são perdidos no Brasil antes de chegar à população. Conforme a confederação, 34 milhões de brasileiros não têm água encanada e quase 40% dos recursos hídricos se perdem por desvios e infraestrutura deteriorada.

Novo marco do saneamento

Está na pauta do Senado a proposta do Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de dezembro, pretende unificar as regras do setor sob o guarda-chuva da Agência Nacional de Águas (ANA).

O principal objetivo do projeto é abrir o mercado para a iniciativa privada, de modo a garantir recursos para a universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento do esgoto.(Com informações do Unicef )

Governo apresentará dados sobre leitos e pacientes

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Por Estadão Conteúdo

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse ontem que o governo passará a informar nos próximos dias números consolidados sobre o aumento de números de leitos e a quantidade de pacientes internados por causa do novo coronavírus, incluindo dados sobre as UTIs. “Vamos passar a apresentar esses dados relativos a assistência”, prometeu.

Gabbardo disse ainda que as Forças Armadas apoiarão a instalação de hospitais de campanha. “Esse é um compromisso das Forças Armadas e do presidente Jair Bolsonaro”, completou.

O Ministério da Saúde atualizou há pouco o número de casos de covid-19 no Brasil. Com dados até as 17h de sábado, o número de infectados chegou a 1.128, distribuídos em todos os Estados, com exceção de Roraima. Já há 18 mortes causadas pelo novo coronavírus no País, um índice de letalidade de 1,6%. Com a transmissão comunitária em todo o território nacional, o ministério deixou de divulgar o número de casos suspeitos.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, muitas empresas estão doando equipamentos e insumos para a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no combate ao avanço do novo coronavírus. A Vale, mencionou ele, pretende doar kits para testes da doença. Diversas empresas doaram álcool líquido e em gel, além de leitos de UTI, acrescentou.

Segundo Gabbardo, o governo vai criar uma plataforma online para que todas as doações sejam públicas e para que haja prestação de contas. “Tudo isso vai ficar no sistema e já agradecemos”, afirmou.

Conforme o secretário-executivo, o Ministério da Saúde não é o responsável por fiscalizar cada unidade de saúde, ficando a cargo das secretarias estaduais e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Questionado sobre a subnotificações de casos no hospital Sancta Maggiore, ele respondeu que cabe à secretaria estadual de São Paulo tratar da questão.

Apelo

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, fez um apelo para que as pessoas sigam as recomendações das autoridades para reduzirem o contato social no enfrentamento ao novo coronavírus.

“As pessoas não podem esperar apenas o poder público. As pessoas terão que fazer a sua parte, com calma e tranquilidade. Não adianta ter pânico. Todos sabem que quanto mais tempo estivermos em casa, mais vamos diminuir a velocidade de transmissão da doença”, pediu.

Ele voltou a citar os esforços do governo para compra de novos testes, insumos e aumento de leitos de UTIs. “Poderá faltar máscara e equipamentos de ventilação mecânica, mas estamos fazendo um esforço muito grande. Vamos enfrentar essa doença com calma e tranquilidade. Todos os países vão ter problemas, nenhum país consegue passar pela pandemia sem dificuldades, e com o Brasil não será diferente”, reconheceu.

Ainda assim, segundo ele, o número de óbitos e internações podem se reduzir com a ajuda da população. “Está em nossas mãos. A população precisa entender que, com essas medidas, as pessoas não protegem só a si mesmas, mas também os seus familiares de maior idade. Esperamos que seja por pouco tempo”, concluiu.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse, ainda, que a pasta não tem como informar ainda a possibilidade de antecipação de recursos de emendas parlamentares para o combate ao novo coronavírus, mas que o assunto está sendo discutido. Segundo ele, isso precisa ser ainda debatido com a Câmara dos Deputados e o Senado.

Gabbardo ressaltou que a quarentena aplicada no Estado de São Paulo foi comunicada à pasta. Segundo ele, a aplicação de medidas semelhantes de outros Estados dependerá do avanço da epidemia e das decisões dos governantes locais.

Em relação à liberação de verbas para Estados, ele disse que, em dinheiro, estados receberam 2 reais per capita cada um.

Leitos

O secretário-executivo destacou que o Brasil está fazendo um grande esforço para aumentar a quantidade de leitos de UTIs, mas ainda está longe de países com sucesso no tratamento da Covid-19, como a Alemanha.

“A Alemanha tem quatro vezes mais leitos de UTI que a Inglaterra, e isso explica muito sobre a situação da Alemanha. A Alemanha provavelmente não terá dificuldades com respiradores devido à grande capacidade instalada. O Brasil se aproxima mais dos Estados Unidos, que já enfrenta escassez de máscaras e testes”, respondeu.

Gabbardo lembrou que a quarentena tem vigilância e policiamento para garantir a aplicação da medida, enquanto o distanciamento social é uma recomendação.

Presidente Bolsonaro determina quais serviços não podem parar durante pandemia no coronavírus; veja a lista

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Serviços essenciais à população não podem ser interrompidos

CAROLINA ANTUNES/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), assinou a medida provisória (MP) 926 e o decreto Nº 10.282, que têm o objetivo de garantir a aquisição de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Entre outras determinações, regulamenta os serviços essenciais à população que não devem ser interrompidos durante o período de combate à covid-19. Uma das ações vai na direção contrária ao que os governadores estaduais preconizam, que é o fechamento dos transportes interestaduais e intermunicipais de passageiros.

As medidas assinadas por Bolsonaro dão segurança e autonomia aos serviços públicos e atividades essenciais que são considerados como ‘indispensáveis’ ao atendimento das necessidades da população que não pode esperar o fim da pandemia. Ainda considera que, caso os serviços não sejam efetuados, a sobrevivência, a saúde ou segurança da população brasileira podem ser colocadas em perigo.

Veja a lista completa dos serviços essenciais que não podem parar:

  • Assistência à saúde, incluídos os serviços médicos e hospitalares;
  • Assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
  • Atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos;
  • Atividades de defesa nacional e de defesa civil;
  • Transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e o transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;
  • Telecomunicações e internet;
  • Captação, tratamento e distribuição de água;
  • Captação e tratamento de esgoto e lixo;
  • Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e de gás;
  • Iluminação pública;
  • Produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas;
  • Serviços funerários;
  • Guarda, uso e controle de substâncias radioativas, de equipamentos e de materiais nucleares;
  • Vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;
  • Prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;
  • Vigilância agropecuária internacional;
  • Controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;
  • Compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras;
  • Serviços postais;
  • Transporte e entrega de cargas em geral;
  • Serviço relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) para suporte de outras atividades previstas neste Decreto;
  • Fiscalização tributária e aduaneira;
  • Transporte de numerário;
  • Fiscalização ambiental;
  • Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • Monitoramento de construções e barragens que possam acarretar risco à segurança;
  • Levantamento e análise de dados geológicos com vistas à garantia da segurança coletiva, notadamente por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações;
  • Mercado de capitais e seguros;
  • Cuidados com animais em cativeiro;
  • Atividade de assessoramento em resposta às demandas que continuem em andamento e às urgentes;
  • Atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e assistência social;
  • Atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência;
  • Outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

As medidas assinadas por Bolsonaro dão segurança e autonomia aos serviços públicos e atividades essenciais que são considerados como ‘indispensáveis’ ao atendimento das necessidades da população que não pode esperar o fim da pandemia. Ainda considera que, caso os serviços não sejam efetuados, a sobrevivência, a saúde ou segurança da população brasileira podem ser colocadas em perigo.(JC)

Brasil tem 1.128 casos confirmados de coronavírus com 18 mortes; País vai adquirir 5 milhões de testes rápidos

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Atualização foi divulgada em coletiva do Ministério da Saúde, neste sábado (21)

AFP

O Ministério da Saúde informou em um novo balanço, neste sábado (21), que o número de casos confirmados da covid-19 (novo coronavírus) é de 1.128 no Brasil. Ainda segundo o Ministério, são 18 mortos ao todo. Os óbitos foram em São Paulo (15) e no Rio de Janeiro (2). Em Pernambuco, são 33 casos novos da doença, sendo que o Estado anunciou mais dois casos da doença.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, informou ainda que o ministério está prestes a adquirir 5 milhões de testes rápidos para o diagnóstico do coronavírus. Ele disse que a distribuição para todo o País começará em oito dias e ressaltou que o número de casos leves deverá aumentar nos próximos dias por causa da simplificação dos testes.

“Os testes estarão disponíveis daqui a oito dias para distribuição em todo o Brasil. Isso vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o país”, declarou. Nas próximas semanas, o número poderá chegar a 10 milhões de testes rápidos, informou o secretário.

CASOS NO BRASIL

O Maranhão registrou neste sábado a primeira ocorrência da doença, detectada em um viajante que chegou de outro estado. No momento, apenas Roraima não registra nenhum caso.

De acordo com a contagem do ministério da Saúde, a região Sudeste registra o maior número de casos, com 642 confirmações. Em seguida, a região Nordeste, que soma 168 casos, a região Sul com 154 casos, o Centro-Oeste com 138 e a região Norte, com 26.

Pelo segundo dia seguido, o ministério da Saúde não divulgou o número de casos suspeitos. De acordo com o secretário executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, o reconhecimento de transmissão comunitária (quando não é mais possível traçar a origem da contaminação) em todo o país fez o conceito de casos suspeitos perder o sentido.

“Estamos numa situação em que já está caracterizada a transmissão comunitária. Agora, qualquer cidadão brasileiro com sintoma pode ser considerado caso suspeito, por isso não faz mais nenhum sentido divulgar esse número”, justificou Gabbardo(JC)

 

Coronavírus: “Pernambuco tem que parar; tem que fechar tudo mesmo”, alerta médica epidemiologista

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Pesquisadora Ana Maria de Brito, da Fiocruz Pernambuco, é entrevistada por Cinthya Leite sobre o novo coronavírus e traça um panorama profundo de uma pandemia sem precedentes na história da humanidade

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Médica epidemiologista, Ana Maria de Brito é pesquisadora da Fiocruz Pernambuco e tem pós-doutorado em Epidemiologia pela Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA) – FOTO: Divulgação

Médica epidemiologista, a pesquisadora Ana Maria de Brito, da Fiocruz Pernambuco, 66 anos, já trabalhou no enfrentamento de diversas epidemias ao longo de 42 anos de profissão. Sobre a pandemia do novo coronavírus, ela conversou com a jornalista Cinthya Leite, titular desta coluna, e explicou por que a população precisa respeitar as orientações de isolamento social. “Nós temos que parar de circular”, destaca Ana Brito, que também chama a atenção para a importância de se criar um sistema de proteção social. “O grupo que será mais afetado por esta doença é o mais pobre, que continua exposto”, frisa a médica, que tem pós-doutorado em Epidemiologia pela Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA). 

ANA BRITO – Vamos começar a discussão falando que, diante de uma situação como esta, imaginamos que o problema nunca nos alcançará. E sabe por quê? Porque é a primeira reação diante de certas situações que podem nos colocar em risco imediato. Vêm a negação e o pensamento de que se trata de algo distante a nós mesmos. Vivemos algo parecido com a infecção pelo HIV, com o enfrentamento da aids no nosso Estado, que começou em 1983 e só foi debatido nacionalmente a partir da explosão dos casos em São Paulo, a partir de 1986. Naquele momento, parecia ser uma condição associada a homossexuais e que nada teria relação com a população em geral. As pessoas achavam que HIV/aids ficaria restrito a pessoas com comportamentos considerados desviantes, como as pessoas que usavam drogas injetáveis e os homossexuais masculinos. Óbvio que uma doença mediada pelo comportamento humano, que tem uma taxa de infectividade muito mais baixa, como o HIV, e que precisa ter trocas íntimas (para se manifestar), realmente demora a atingir uma outra parcela da população, que não inclui só aqueles considerados desviantes. No caso de infecção de transmissão respiratória, a história é uma outra. Este (SARS-CoV-2, causador da covid-19) é o sétimo coronavírus que circula no mundo. Quatro deles anteriores não causaram impacto algum na população. Outros dois foram importantes: o Sars-CoV, de 2002, que também afetou a China, e o Mers-CoV, de 2012. De lá para cá, o SARS-CoV-2 é o terceiro coronavírus de expansão populacional e que, desta vez, a expansão veio em proporções gigantescas que atingem todas as grandes aglomerações.

JC – Foi um erro não ter cancelado o Carnaval no Brasil?

ANA BRITO – O que posso dizer é que, naquele momento (pré-Carnaval), a gente já tinha indícios que o cenário da Itália estava perdendo o controle. As autoridades italianas já apontavam para a necessidade de se fazer o que a China tinha feito. Como médica e epidemiologista com atuação na gestão em saúde e na pesquisa, eu sempre me preocupei com essas ocorrências de agravos inusitados. Então, isso me inquietou, e eu fiquei mais atenta ao fluxo daquela situação sanitária. Naquele momento, eu já dizia que o mundo precisava levantar as mãos e agradecer ao que transcendesse, considerando que esse vírus eclodiu num país de controle absoluto da população (China). Se esta epidemia do novo coronavírus tivesse eclodido em qualquer cidade dos Estados Unidos ou do Brasil, o mundo todo já estava infectado.

JC – O que mais chama a sua atenção neste vírus sem precedentes na história da humanidade?

ANA BRITO – Impressiona o fato de o novo coronavírus ser extremamente infectivo. Ele tem mais capacidade de infectar outras pessoas do que outros vírus com os quais estamos acostumados a lidar, como o influenza. A capacidade de propagação dele é, em média, de três a quatro pessoas. Veja só a escala de infecção: se cada pessoa infecta de três a quatro, na mais modesta das contas, entre três e quatro outros indivíduos infectarão outras e por aí vai. Acontece que as pessoas, que são os vetores de infecção (os infectados), nem sempre desenvolvem sintomas; estão assintomáticas ou oligossintomáticas (condição em que os sinais se confundem com os de outras doenças). A pessoa tem uma dor de cabeça, febrícula e fica em casa um dia; ou até vai trabalhar, mesmo corizando, pois acredita que não está colocando em risco a vida de alguém. Se um grupo se infecta pelo novo coronavírus e tem sintomas, de 15% a 20% das pessoas podem precisar de assistência especializada. Se isso acontecesse ao longo do ano, ao longo do mês ou ao longo de meses, até seria controlável; chegariam dois ou três casos, e os serviços iriam ter tempo de ser organizar. Mas a demanda não tem sido assim.

JC – Então, o impacto na Saúde Pública é maior do que se imagina?

ANA BRITO – O problema desta doença é a carga que ela impõe aos serviços de saúde. É uma doença aguda. Então, nesta evolução, ela vai demandar assistências médica e sanitária desproporcional à capacidade que esses serviços têm de atender. As medidas de Saúde Pública são para tentar garantir a proteção dos mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, contudo, a doença traduz um certo nível de despreocupação para a população que acha que, como está menos vulnerável, um caso ou dois não farão tanta diferença. Mas são os menos vulneráveis que se tornam os vetores de disseminação, pois eles têm mais força física, energia e vitalidade. Eles estão em todos os espaços, não ficam quietos em casa. E estamos falando de um vírus que tem uma capacidade enorme de infectar novas pessoas. Além disso, a maioria das pessoas doentes não sabe que está infectada nem nunca saberá. Mas elas estão igualmente infectando outras pessoas.

JC – Seria diferente do sarampo, cujos infectados quase sempre manifestam sintomas?

ANA BRITO – Sim, é diferente. Quando se entra em contato com o vírus do sarampo, a maioria das pessoas adoece, é tirada dos ambientes (onde estão outras pessoas). A expressão do sarampo leva naturalmente o indivíduo a se isolar socialmente. Como a pessoa é sintomática, não está descendo ou subindo pelo elevador, não vai à farmácia, ao supermercado, ao restaurante, nem pegando equipamentos na academia. No caso do novo coronavírus, é toda essa cadeia de disseminação que precisa ser impedida com o isolamento.

JC – Se pensarmos num cenário de gravidade da doença do novo coronavírus, como ela se comporta?

ANA BRITO – De quatro a cinco dias, em média, de instalados os sintomas, especialmente os idosos a partir de 60 anos e que têm comorbidades (presença de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer) evoluem para insuficiência respiratória grave. Isso significa que é preciso intubar essas pessoas. Então, a ventilação mecânica, na mais promissora das situações, fica de 15 a 20 dias com cada pessoa, ou até por mais tempo. Ou seja, se tivermos um aporte imenso de pessoas infectadas, haverá carga imensa de doença num curto espaço de tempo, precisando de um equipamento que não está em todos os lugares, e sim na UTI (unidade de terapia intensiva). Dessa maneira, é uma assistência médico-hospitalar bastante especializada e que precisa de um aporte grande de profissionais da área de saúde e equipamentos médicos. Nós não temos a quantidade de leitos de UTI e de retaguarda para dar conta de uma epidemia desta dimensão. Além disso, é preciso que haja uma observação da necessidade de isolamento social. Nós temos que parar de circular. Nós temos que ficar dentro de casa.

JC – Será difícil o Sistema Único de Saúde (SUS) atender as demandas?

ANA BRITO – Primeiramente, é preciso ter uma rede forte de retaguarda de assistência ambulatorial e hospitalar articulada e sincronizada. A epidemia exige um sistema único de saúde que felizmente o Brasil tem, mas ele é insuficiente para dar conta dessa demanda por uma razão muito simples: a gente vem assistindo ao sucateamento do sistema, nos últimos anos, e o agravamento desse sucateamento com a PEC do Teto de Gastos Públicos (Proposta de Emenda à Constituição, do governo federal, que tem o objetivo de limitar o crescimento das despesas do governo). Essa PEC, com contingenciamento dos recursos da saúde por 25 anos, é um crime de lesa-pátria. Ou as autoridades políticas desse País descontingenciam esse recurso, de cerca de 20 bilhões de reais, ou nós não temos como enfrentar as consequências da covid-19. Nós já perdemos uma parte preciosa para o controle dessa epidemia, pois era para o governo ter, pelo menos, cancelado eventos importantes, por mais que isso trouxesse prejuízo econômico ao País. Não fizemos, no primeiro momento, também barreiras sanitárias nos aeroportos. A gente não fez sequer barreira das pessoas que estavam vindo da Itália e da China para o Brasil; deixamos essas pessoas entrarem livremente e circularem com vírus.

JC – A pandemia trará impactos socioeconômicos. Como enfrentar esse colapso?

ANA BRITO – É importante criar um sistema de proteção social para a população mais carente, trabalhadores autônomos e pequenos comerciantes, com criação de linhas de créditos a juro zero ou negativo. O grupo que vai será mais afetado é o mais pobre, o que continua sendo exposto, que continua no meio da rua. Tem que fechar tudo mesmo. A cidade tem que parar, nós temos que parar, Pernambuco tem que parar, o Brasil tem que parar para se diminuir o sofrimento humano. O detalhe é que, para as pessoas pararem, elas precisam ter o mínimo de proteção para a sobrevivência. Já estamos assistindo a uma escalada do empobrecimento do Brasil em anos mais recentes. Então, é necessário que se tenha suporte para as pessoas não terem outro tipo de agravo sério, que é o transtorno mental. Como os governantes devem alertar a população sem que isso traga pânico? Então, é necessário ter uma linha de suporte à saúde mental, pois as pessoas entram em desespero. Isso a gente vê, no Recife, pelo desabastecimento de itens, como álcool em gel, mascaras, luvas e até de medicamento antimalárico que só foi utilizado em pacientes graves, em ambiente hospitalar, associado ao uso de antibióticos. O detalhe é que as pessoas se abastecem de forma desnecessária e esquecem que, se levarem tudo o que é produto, elas deixarão outras sem condições de adquirir os mesmos itens, contribuindo para o aumento de circulação do vírus. A gente tem que exercitar a solidariedade como uma forma de prevenção. Além disso, é necessário que haja transparência do governo na divulgação das informações, principalmente diante do momento em que vivemos, com as redes sociais e as fake news, que têm prestado um desserviço à população.

JC – Há uma luz de esperança?

ANA BRITO – Desta epidemia, a gente pode sair mais forte do que entrou se tomarmos consciência de que os problemas coletivos não dizem respeito a só uma parcela da população. No caso da covid-19, toda a população, indiscriminadamente e independentemente da idade, é suscetível ao vírus. Isso nos obriga a fazer uma reflexão sobre o nosso comportamento diante da vida, que tem o mesmo valor para mim e para a pessoa mais pobre da periferia do Recife. Precisamos ter esperança: vamos sair dessa travessia mais fortalecido e com menos sofrimento se entendermos que temos que parar; temos que parar mesmo. E temos que proteger aqueles que não podem parar, como profissionais da área de saúde, os fornecedores de alimentos e de todos os serviços essenciais.(JC)