O Paço do Frevo realizou, nesse domingo (13), uma edição especial do Arrastão do Frevo, reunindo uma multidão de foliões
Dia Nacional do Frevo: Eu Acho É Pouco e Minhocão de Olinda se encontram no Recife Antigo – Foto: Felipe Ribeiro/Folha de PernambucoPara celebrar a data, o museu estará aberto excepcionalmente nesta segunda, das 10h às 18h, com aulas de frevo, nas modalidades dança e música, e visitas guiadas, além da apresentação da Orquestra Paranampuká e da Cia. Abre-Alas.
Neste domingo, a programação começou às 17h com um show da Orquestra Malassombro em um palco montado ao lado do Paço do Frevo. De forma simultânea, na Avenida Rio Branco, os blocos Eu Acho É Pouco e Minhocão de Olinda fizeram um esquenta para o Arrastão.
Em seguida, as agremiações realizaram uma caminhada em direção ao Paço do Frevo: o Eu Acho É Pouco pela Rua da Guia, acompanhado pela Orquestra Henrique Dias; e o Minhocão de Olinda pela Rua do Bom Jesus, acompanhado pela Orquestra Vermelha e Amarela, do maestro Risonaldo Verçosa. Os blocos se encontraram em frente ao Paço do Frevo, em um momento marcado por muito frevo, dança e a animação dos foliões.
União
Luciana Veras, uma das organizadoras do Eu Acho É Pouco, lembrou que, apesar de ser uma agremiação olindense, o bloco desfilou durante muito tempo no Recife.
“Para a gente estar aqui nessa programação promovida pelo Paço do Frevo, junto ao Minhocão, que é uma agremiação parceira, é um bálsamo, uma alegria, uma felicidade, um amor. Carnaval é encontro. Então, quando a gente vem para a rua e se encontra com a multidão, com o Minhocão, na frente do Paço, que é o templo do frevo, é a maior alegria do mundo.”
O presidente do Minhocão de Olinda, Sandro Valongueiro, definiu o momento como um encontro de emoções e amores.
“Há muitos anos o Eu Acho É Pouco é parceiro nosso e está nessa luta pelo frevo e pela cultura popular. E nada melhor do que fazer essa festa linda nesse templo do frevo, que é o Paço do Frevo.”
Valorização
A diretora do Paço do Frevo, Luciana Félix, explicou que o museu identificou a necessidade de ampliar os eventos do Dia Nacional do Frevo para além de uma única data e, por isso, criou o festival. Ela definiu o Arrastão do Frevo como um momento de celebração do frevo de rua com o frevo de bloco.
“Todos sabem que em setembro a gente celebra o Dia Nacional do Frevo. E no Paço do Frevo a gente queria um pouco mais, então a gente construiu um festival para essa data. Foram quatro dias dedicados a tudo que diz respeito ao frevo, como empreendedorismo, gastronomia, música, dança, formação e escola”
A secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, declarou que uma das missões da prefeitura é promover arte e cultura para a população durante todo o ano, incluindo a valorização e difusão do frevo.
“A gente fez essa programação mais intensa esse ano do que nos outros anos. A cada ano, a gente tenta crescer, mostrar um pouco mais, fazer com que as pessoas conheçam mais o seu patrimônio e façam disso um pouquinho da sua vida. Com isso, a gente cria plateias e ensina às crianças o que é o frevo, a diferença entre o frevo de bloco e o frevo de rua, as troças. E o nosso Carnaval é isso.”(Folha de Pernambuco)

