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Agrovale sedia primeira edição do Grand Prix Senai de Inovação

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Uma disputada competição movimentou a Agrovale, nessa sexta-feira (4), durante o julgamento e premiação da primeira edição, no norte baiano, do Grand Prix Senai de Inovação. A iniciativa, um estímulo ao desenvolvimento de soluções para desafios reais da indústria, criado pelo Senai Nacional, movimentou 25 jovens aprendizes da empresa sucroenergética, divididos em 5 escuderias (equipes).

O ponta pé inicial do desafio foi dado há 15 dias, quando os jovens aprendizes receberam a missão: encontrar uma solução para um problema de produção industrial. Cada escuderia contou com dois padrinhos de áreas diversas da Agrovale e os aprendizes tiveram também o acompanhamento dos professores do Senai na busca de uma solução viável e inovadora para o problema.

Depois da apresentação dos trabalhos, uma comissão julgadora, formada pela gerente Administrativa e Financeiro, gerente Industrial, engenheiro químico, gerente de Gente e Gestão e o superintendente da empresa, premiou os três primeiros colocados com medalhas, kits com presentes e troféus. Segundo a jovem aprendiz, Raquel Mendes, representante da escuderia que conquistou o primeiro lugar, o trabalho foi árduo mas valeu demais a pena. “A gente colocou como proposta um sistema de lubrificação de emergência para que quando houver a queda de energia o sistema automaticamente lubrifique as máquinas para que ela não venha a sofrer desgaste e assim aumentar a sua vida útil”, comemorou.

Para o superintendente da Agrovale, Paulo Ricardo, o Grand Prix Senai de Inovação, além de ter representado um excelente mecanismo para a criação de soluções inovadoras, foi também um vetor para a valorização da responsabilidade social na empresa. ”Esses jovens aprendizes, seguramente serão o futuro da Agrovale, o futuro da Bahia, o futuro de Juazeiro, o futuro do Brasil. E a gente espera contribuir, para que eles venham se transformar em engenheiros mecânicos, engenheiros elétricos, engenheiros químicos, técnicos e engenheiros agrônomos”, ressaltou.

No encerramento do evento, a gerente do Senai no Norte da Bahia, Aline Dias, destacou que foi acertada a escolha da Agrovale para começar o projeto na região. “Eu estou muito feliz com a escolha. A Agrovale é uma grande parceira e virão muitas outras turmas do Grand Prix, em breve “, concluiu.(Ascom)

Governo Raquel Lyra nomeia 1.179 novos profissionais de saúde para reforçar assistência aos pernambucanos

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Entre os profissionais convocados, estão 351 médicos; nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (5)

O Governo de Pernambuco divulgou, no Diário Oficial do Estado deste sábado (5), a nomeação de 1.179 novos profissionais de saúde, de diversas especialidades, para atuar nas unidades da rede estadual nas 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres). Do total de nomeados, são 351 médicos, 377 analistas em saúde, 430 assistentes em saúde e 21 fiscais em Vigilância Sanitária. Desde 2023, a gestão Raquel Lyra já convocou mais de 2,9 mil profissionais de saúde, reforçando, assim, a assistência prestada à população pernambucana do litoral ao Sertão. A nomeação foi registrada no Diário Oficial do Estado por meio do Ato n° 2616, assinado pela governadora.

“A nomeação desses 1.179 novos profissionais de saúde é mais um passo que damos para fortalecer a rede estadual de saúde e proteger a vida das pernambucanas e pernambucanos. Além de investir no capital humano, com a contratação e valorização de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros profissionais, também estamos realizando melhorias na infraestrutura hospitalar de Pernambuco e agilizando cirurgias por meio do Cuida PE. Dou as boas-vindas aos profissionais que chegam para nos ajudar a oferecer um cuidado mais humano, eficiente e respeitoso à nossa população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

As 12 Geres foram contempladas, de acordo com a necessidade de cada território, em mais uma ação da interiorização da saúde em Pernambuco. “É com grande alegria que a gente chama mais de 1.170 novos servidores para o Estado para que a gente possa fortalecer ainda mais essa equipe e seguir empregando a assistência com eficiência e compromisso à população de Pernambuco”, disse a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Os profissionais nomeados pelo Governo do Estado foram aprovados no concurso público regido pela Portaria Conjunta SAD/SES nº 120, de 20 de agosto de 2018. “Com essa convocação, contemplaremos profissionais de diversas áreas, como clínico geral, oncologista, enfermeiro, psicólogo, assistente social, entre outras. Esse time chega para fortalecer a rede de saúde e ofertar mais e melhores serviços à população do nosso Estado”, pontuou a secretária de Administração, Ana Maraíza.

EFETIVO – O grupo de assistentes em saúde destaca-se como o de maior quantitativo, com um reforço 430 profissionais, entre assistentes técnicos de administração e técnicos de enfermagem, farmácia, laboratório, necrópsia e saúde bucal. O grupo de analistas em saúde tem 377 servidores nomeados nas áreas de assistência social, biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição e psicologia. Os 351 médicos nomeados vão reforçar as equipes de cinco Geres (I, IV, VII, XI e XII), nas seguintes especialidades: anestesista, cardiologista, cirurgião de cabeça e pescoço, clínico geral, endoscopista, otorrinolaringologista, radiologista, oncologista, tocoginecologista e ortopedista. Já os 21 fiscais convocados, entre farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros, vão fortalecer a Vigilância Sanitária estadual.(Ascom)

Juntos pela Segurança: Estado autoriza convocação dos aprovados no concurso da Polícia Civil para Curso de Formação Profissional

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Matrícula deverá ser feita nos dias 15 e 16 de abril; Pernambuco terá 7 mil novos profissionais atuando nas forças de segurança do Estado até 2026

O Governo do Estado autorizou a convocação dos aprovados no concurso da Polícia Civil nos cargos de delegado, agente e escrivão para o Curso de Formação Profissional da corporação. A lista com o nome dos 445 candidatos aprovados está disponível no site da Cebraspe (www.cebraspe.org.br), banca realizadora do certame. A matrícula deverá ser feita nos dias 15 e 16 de abril (da 0h do primeiro dia às 23h59 do último dia, no horário local). Das vagas previstas no edital, 45 são para delegados, 250 para agentes e 150 para escrivães que, após a realização do curso de formação, vão reforçar o efetivo da segurança pública do Estado.
 
“Parabenizo, com enorme alegria, os aprovados no concurso da Polícia Civil. Tenho certeza de que esses homens e mulheres que decidiram abraçar a carreira policial, assim que concluírem o Curso de Formação Profissional, estarão mais do que preparados para proteger a população pernambucana e contribuir para colocar Pernambuco no patamar de segurança que tanto almejamos. Até 2026, teremos mais de 7 mil novos profissionais atuando nas forças de segurança do Estado, incluindo a Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Os aprovados no concurso da Polícia Civil devem acessar o tutorial de matrícula disponívelnoendereçoeletrônico
https://ead.acadepol.pc.pe.gov.br/mod/page/view.php?id=3363

O Curso de Formação Profissional terá carga horária de 900 horas-aula presenciais e duração de seis meses, em tempo integral. Em caso de dúvidas ou necessidade de outros esclarecimentos, os candidatos podem entrar em contato com a Secretaria de Defesa Social pelo e-mail cursodeformacaopcpe2025@cere.sds.pe.gov.br ou pelo telefone (81) 3183.5341

O Governo do Estado autorizou a convocação dos aprovados no concurso da Polícia Civil nos cargos de delegado, agente e escrivão para o Curso de Formação Profissional da corporação. A lista com o nome dos 445 candidatos aprovados está disponível no site da Cebraspe (www.cebraspe.org.br), banca realizadora do certame. A matrícula deverá ser feita nos dias 15 e 16 de abril (da 0h do primeiro dia às 23h59 do último dia, no horário local). Das vagas previstas no edital, 45 são para delegados, 250 para agentes e 150 para escrivães que, após a realização do curso de formação, vão reforçar o efetivo da segurança pública do Estado.
 
“Parabenizo, com enorme alegria, os aprovados no concurso da Polícia Civil. Tenho certeza de que esses homens e mulheres que decidiram abraçar a carreira policial, assim que concluírem o Curso de Formação Profissional, estarão mais do que preparados para proteger a população pernambucana e contribuir para colocar Pernambuco no patamar de segurança que tanto almejamos. Até 2026, teremos mais de 7 mil novos profissionais atuando nas forças de segurança do Estado, incluindo a Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
 
Os aprovados no concurso da Polícia Civil devem acessar o tutorial de matrícula disponível no endereço eletrônico https://ead.acadepol.pc.pe.gov.br/mod/page/view.php?id=3363. O Curso de Formação Profissional terá carga horária de 900 horas-aula presenciais e duração de seis meses, em tempo integral. Em caso de dúvidas ou necessidade de outros esclarecimentos, os candidatos podem entrar em contato com a Secretaria de Defesa Social pelo e-mail cursodeformacaopcpe2025@cere.sds.pe.gov.br ou pelo telefone (81) 3183.5341.
 
“Esta é mais uma etapa do tão esperado concurso para a Polícia Civil. Chegou a hora de preparar os aprovados para estarem nas ruas o mais breve possível. Aproveito para reforçar que o aumento do efetivo é mais um importante passo para a reestruturação das forças de segurança do Estado fortalecendo, ainda mais, o trabalho do Juntos pela Segurança”, declarou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
 
No fim de 2024, o Governo do Estado já havia iniciado a primeira turma do Curso de Formação e Habilitação de Praças da Polícia Militar, com 2.400 alunos, que logo estarão prontos para atuar em todo o território pernambucano. O Curso de Formação do Corpo de Bombeiros também começou no ano passado com 335 alunos.
 
JUNTOS PELA SEGURANÇA – O reforço no efetivo policial de Pernambuco é uma das ações do Juntos pela Segurança, política pública executada pelo Governo do Estado que conta um investimento garantido de mais de R$ 1 bilhão para ações na área de segurança pública e defesa social. Este ano, por meio do programa, por exemplo, a gestão estadual irá instalar cerca de 2 mil câmaras de videomonitoramento no Estado. O Juntos pela Segurança também abrange a renovação da frota policial e investimentos em infraestrutura e material de trabalho, além da qualificação e valorização dos profissionais de segurança de Pernambuco..(Ascom)

CORRIDA ELEITORAL! Eleições 2026: 21 chefes de Executivo renunciam aos cargos para o pleito

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Com o fim do prazo de desincompatibilização, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais deixam mandatos focando no Senado, governos estaduais e presidência; vacâncias geram impasses jurídicos no Rio e em Roraima

Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador este ano. O formato será definido pelo STF no dia 8 de abril. -  (crédito: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O cenário político brasileiro passou por uma reconfiguração com o encerramento do prazo legal, neste sábado (4/4), para a desincompatibilização. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos seus mandatos para viabilizar candidaturas nas eleições de outubro, cumprindo a exigência de afastamento seis meses antes do pleito para garantir o equilíbrio da disputa e evitar o uso da máquina pública.

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Entre os governadores que deixaram o cargo, o foco se divide entre o Legislativo e a sucessão presidencial. Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) oficializaram suas saídas para focar na corrida pelo Palácio do Planalto, registrando atualmente 3% e 4% das intenções de voto, respectivamente, segundo a pesquisa Quaest.

Já o Senado Federal é o destino de oito ex-gestores, incluindo nomes como Helder Barbalho (MDB-PA), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e João Azevêdo (PSB-PB), que miram as 54 cadeiras que serão renovadas este ano.

No âmbito municipal, a maioria dos 10 prefeitos de capitais que renunciaram planeja disputar governos estaduais. Casos de destaque envolvem Eduardo Paes (PSD-RJ), que recuou da promessa de cumprir o mandato integral, João Campos (PSB-PE) e David Almeida (Avante-AM).

Outro movimento relevante veio de Maceió, onde João Henrique Caldas renunciou após uma votação histórica de 83% em 2024, aproveitando a janela para trocar o PL pelo PSDB. Em Roraima, Antonio Denarium também movimentou o tabuleiro ao migrar do PP para o Republicanos no limite do prazo.

A sucessão, no entanto, é marcada por instabilidades jurídicas em estados-chave. No Rio de Janeiro, a saída de Cláudio Castro ocorreu um dia antes de sua condenação por abuso de poder pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, sem um vice em exercício, o Supremo Tribunal Federal deverá definir se o estado passará por eleições diretas ou indiretas para um mandato-tampão.

No Amazonas, a renúncia de Wilson Lima (União) foi dramática, entregue apenas uma hora antes do fim do prazo, enquanto em Roraima, tanto Denarium quanto seu sucessor enfrentam processos de cassação.

Por outro lado, o mapa político mantém estabilidade em regiões onde gestores optaram pela continuidade. Governadores que buscam a reeleição, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Raquel Lyra (PSD-PE), além do presidente Lula, permanecem nos cargos.

Outros sete governadores decidiram concluir o mandato, incluindo Eduardo Leite (PSD-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN) — esta última desistiu da renúncia após o vice-governador se recusar a assumir o posto para manter sua própria elegibilidade. As candidaturas definitivas agora aguardam as convenções partidárias e o registro oficial no TSE, previsto para agosto.(Correio Brasiliense)

QUALIDADE DE VIDA! Realizar exercícios físicos na água acelera perda de peso

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Praticados pelo menos duas vezes por semana, no mínimo por 60 minutos, os exercícios físicos aquáticos, sejam aeróbica, zumba, yoga ou corrida, podem levar à redução de 3kg na balança e centímetros na circunferência após 10 a 12 semanas

atividades fisicas na agua - (crédito: Ed Alves CB DA Press )

Chancelados pela ciência, os benefícios das atividades físicas são incontestáveis, a novidade é que os pesquisadores verificaram que exercícios físicos na água favorecem aspectos específicos da malhação. A hidroginástica, quando praticada por pelo menos 10 semanas, pode ser eficaz na redução da circunferência da cintura e no auxílio à perda de peso, conforme aponta uma análise de dados, publicada ontem na revista BMJ Open. A pesquisa revelou, ainda, que os efeitos são especialmente maiores para mulheres com sobrepeso ou obesidade e para indivíduos com mais de 45 anos.

De acordo com estimativas globais de 2022, mais de 43% da população adulta mundial estava acima do peso, com 504 milhões de mulheres e 374 milhões de homens obesos. A obesidade ainda é responsável por aproximadamente 2,8 milhões de mortes todos os anos, conforme observam os autores do estudo. Os pesquisadores destacaram que a flutuabilidade da água desempenha um papel importante ao reduzir as lesões articulares comumente associadas aos exercícios realizados em solo, sendo mais vantajosa ainda para pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Apesar de a hidroginástica e a aqua aeróbica serem frequentemente recomendadas para auxiliar na perda de peso, ainda não se sabia exatamente qual impacto desse tipo de exercício tem na composição corporal, especialmente no que diz respeito à obesidade abdominal. Para investigar essa questão, os pesquisadores realizaram uma revisão de estudos relevantes sobre o tema publicados até o final de 2021, focando em comparações entre a hidroginástica e outros tipos de exercício ou grupos de controle em adultos com sobrepeso ou obesidade — definidos como indivíduos com índice de massa corporal (IMC) de pelo menos 30.

Brasil e outros
A análise abrangeu 10 ensaios clínicos com 286 participantes, com idades entre 20 e 70 anos. Esses ensaios foram aplicados no Brasil, na Índia, nos Estados Unidos, na Holanda e na Malásia. Foram considerados quatro exercícios na água: aeróbica, zumba, yoga e corrida, sendo que a duração dos programas variava entre seis e 12 semanas. A frequência das atividades era, em sua maioria, de duas a três vezes por semana, com as sessões tendo uma duração de aproximadamente 60 minutos.

Os resultados indicaram que a hidroginástica proporcionou uma redução média de quase três quilos no peso corporal e uma diminuição de cerca de 3cm na circunferência da cintura dos participantes com sobrepeso ou obesidade. Uma análise mais detalhada dos dados mostrou que períodos de exercícios superiores a 10 semanas, especialmente com 12 semanas de duração, resultaram em reduções mais consistentes no peso corporal e na circunferência da cintura, sobretudo para mulheres e indivíduos com mais de 45 anos.

Porém, os pesquisadores reiteram que, embora a hidroginástica tenha mostrado impacto na redução da circunferência da cintura, mais estudos são necessários para determinar se esses resultados podem levar a uma redução nos valores normais da circunferência da cintura para homens e mulheres adultos. Os cientistas também observaram que a evidência disponível não apresentou grande impacto na composição corporal masculina, possivelmente devido ao número reduzido de homens incluídos nos estudos, e que os participantes com menos de 45 anos também não tiveram alterações significativas.

Os cientistas ressaltam que a equipe “apoia a hidroginástica que é uma intervenção eficaz para reduzir o peso corporal geral e a obesidade central que são fatores críticos no gerenciamento dos riscos de saúde relacionados à obesidade”. Porém, defendem mais estudos. “Pesquisas futuras devem buscar superar essas limitações por meio de ensaios clínicos randomizados mais amplos e bem desenhados, com metodologias padronizadas e populações diversas. Além disso, investigar os efeitos de longo prazo da hidroginástica e comparar sua eficácia com outras modalidades de exercício poderá fornecer insights valiosos.” (Correio Brasiliense)

Homem que matou auditor fiscal baiano José Aras em Petrolina é preso após 28 anos foragido

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Auditor combatia a ‘Máfia do Açúcar’, esquema de sonegação de impostos em Petrolina, na divisa de Pernambuco e Bahia

Auditor fiscal baiano foi morto em 1996

Auditor fiscal baiano foi morto em 1996 Crédito: Reprodução

Após passar 28 anos foragido, foi preso o homem apontado como executor do homicídio do auditor fiscal José Raimundo Aras, ocorrido em outubro de 1996, em Petrolina (PE). Carlos Robério Vieira Pereira, 60, foi preso em Manaus (AM), na quarta-feira (2). O auditor fiscal foi morto porque combatia a ‘Máfia do Açúcar’, esquema de sonegação de impostos que acontecia na divisa de Pernambuco e Bahia.

O mandado contra Carlos Robério foi cumprido no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. O homem foi condenado a 18 anos de prisão, mas estava foragido desde 1996.

“Recebemos as informações das forças de segurança da Bahia sobre um foragido por homicídio que estaria residindo em Manaus, e de imediato, iniciamos as diligências para capturá-lo”, explicou o delegado Ricardo Cunha, durante coletiva de imprensa. Outras pessoas envolvidas no assassinato já haviam sido presas em Pernambuco.

De acordo com a delegada Déborah Barreiros, o crime ocorreu devido ao trabalho do auditor José Raimundo Aras no combate à ‘Máfia do Açúcar‘, esquema de sonegação de impostos em Petrolina, município localizado na divisa do estado de Pernambuco com a Bahia.

José Raimundo Aras é pai do procurador federal Vladmir Aras e do empresário feirense Tiago Aras, que foi candidato a vereador pelo PSB em 2024.

“Um grupo de empresários teria contratado o autor Carlos Robério para executar José, por não ter se curvado e combater o esquema de propinas. Na época, a vítima foi morta por disparos de arma de fogo”, informou a delegada Déborah Barreiros. Os mandantes do homicídio já haviam sido condenados, mas o executor, que mora em Manaus há 20 anos, ainda não havia sido localizado. Carlos Roberto teria recebido R$ 11 mil pela execução do auditor fiscal. (Correio da Bahia)

PE na Estrada: governadora Raquel Lyra entrega nova PE-220 em Arcoverde, que impulsiona o desenvolvimento econômico no Sertão do Moxotó

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Rodovia beneficia diretamente cerca de 78 mil habitantes de Arcoverde e é um importante corredor para o escoamento da produção agrícola e industrial

A governadora Raquel Lyra entregou, nessa quinta-feira (3), a requalificação da rodovia PE-220, em Arcoverde, localizada no Sertão do Moxotó. Com uma extensão total de 18,5 km, a estrada se inicia na rodovia Eraldo Gueiros Leite, em Arcoverde, passa pelo povoado de Ipojuca e finaliza no entroncamento com a PE-219. A obra, que contou com um investimento total de aproximadamente R$ 26 milhões, vai melhorar as condições de trafegabilidade e impulsionar o desenvolvimento regional. A vice-governadora Priscila Krause também participou da inauguração.
 
“A requalificação da PE-220 é sonhada há muito tempo pela população, uma obra que vai trazer prosperidade para essa região do Sertão do Moxotó, permitindo mais dignidade e cidadania. A população que vive no distrito de Ipojuca, por exemplo, estava sem condições de trafegar e só saía para fazer atividades que eram essenciais, mas agora a realidade vai mudar. O programa PE na Estrada está em ritmo acelerado, entregando mais de 1.100 quilômetros de requalificação. Não tenho dúvida nenhuma de que vamos dar muito mais boas notícias, não só para Arcoverde, mas para todo o Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.
 
Executada pela Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a requalificação da PE-220 representa um marco importante para a mobilidade e o desenvolvimento econômico da região. O presidente do DER, Rivaldo Melo, destacou a qualidade do serviço executado. “Os serviços contratados abrangeram drenagem, pavimentação, sinalização viária e proteção ambiental. O DER trabalhou em conjunto com a Semobi para garantir que a obra fosse realizada com a máxima qualidade, proporcionando mais segurança e conforto aos usuários da rodovia”, afirmou.
A PE-220 beneficia diretamente cerca de 78 mil habitantes de Arcoverde e é um importante corredor para o escoamento da produção agrícola e industrial. “Hoje, como moradora, tenho um imenso prazer de agradecer por essa nova estrada. Tinha um trecho de 18 quilômetros que fazíamos em cerca de 45 a 50 minutos. Isso para socorrer uma pessoa doente prejudicava muito. Só sabe o valor dessa nova via quem é morador da comunidade de Ipojuca, quem passou por isso”, celebrou a moradora de Arcoverde, Gilmara Brito.
 
Segundo o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, a obra foi feita com drenagem, asfalto de qualidade e sinalização horizontal e vertical. “Uma estrada que dá segurança à nossa população que mora não só no distrito de Ipojuca, mas mora em tantas outras comunidades. A rodovia vai melhorar o comércio e aquecer a economia de Arcoverde através da sensibilidade de gestão e política do Governo de Pernambuco”, ressaltou.
 
Presentes na solenidade de entrega da via, os deputados estaduais Wanderson Florêncio e Gustavo Gouveia parabenizaram o Governo do Estado pela restauração da PE-220. “Estamos vendo o comprometimento do Governo de Pernambuco com muitas ações que vem entregando em todo o Estado para fazer o Pernambuco diferente”, disse Wanderson Florêncio. “Em todas as oportunidades, nós falamos e vemos o quanto Pernambuco está crescendo. Mas não são apenas por estradas, é na saúde, é na água para o povo, e tantas outras áreas”, contou Gustavo Gouveia.
 
Com a pavimentação e a nova sinalização, a via oferecerá mais segurança aos motoristas, reduzindo riscos de acidentes, especialmente em curvas perigosas. Além disso, a melhoria no pavimento contribuirá para a economia de combustível e menor desgaste dos veículos. “A gestão estadual tem realizado diversas ações para melhorar a vida do povo de Pernambuco, desde as cozinhas comunitárias, passando pelo programa Morar Bem, pelo programa das creches, o PE na Estrada, e tantas outras”, destacou o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia.
 
A solenidade da entrega da PE-220 contou com as presenças dos secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil) e ⁠Coronel Hercílio Mamede (Casa Militar). Também participaram os prefeitos Manoel Messias (Custódia), ⁠Pedro Pilota (Itaíba), ⁠Túlio Monteiro (Buíque), Simãozinho (Alagoinha) e Pollyanna Abreu (Sertânia).

Liderança histórica em Petrolina, Guilherme Coelho pede desfiliação do PSDB

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Na tarde desta quinta-feira (03), o ex-prefeito de Petrolina por dois mandatos e ex-deputado federal, Guilherme Coelho, anunciou que está deixando o PSDB.

Liderança de longa data no município e no Sertão do São Francisco, o ex-gestor presidia o partido municipalmente.

“Agradeço ao PSDB, partido que me concedeu todas as credenciais para uma eleição exitosa como vice-prefeito de Petrolina, e legenda pela qual exerci o mandato na Câmara Federal. Ao longo dos últimos anos, militei pelo partido fielmente, mas chegou a hora de concluir esse ciclo, sobretudo por motivo de discordância das decisões praticadas pelo Diretório Nacional do Partido em relação aos caminhos da legenda em Pernambuco. Seguiremos para novos desafios!”,  afirmou Coelho.

Menor do que um grão de arroz, novo marcapasso tem vantagens ao tradicional

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O dispositivo é ativado pela luz se dissolve no organismo. É a aposta para tratar bebês com problemas cardíacos e pode ser aplicado com uma seringa, adultos também têm condições de implantá-lo

 Quando o dispositivo vestível (esquerda) detecta um batimento cardíaco irregular, ele emite luz para ativar o marcapasso - (crédito: John A. Rogers/Universidade Northwestern)

Quando o dispositivo vestível (esquerda) detecta um batimento cardíaco irregular, ele emite luz para ativar o marcapasso – (crédito: John A. Rogers/Universidade Northwestern)

Nem sempre são necessários grandes equipamentos para cuidar da saúde de um paciente. Engenheiros da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram um marcapasso tão pequeno, menor do que um grão de arroz, que pode ser injetado no corpo de forma não invasiva, por meio de uma seringa. O dispositivo, o menor já inventado, pode ser usado em corações de todos os tamanhos, no entanto, é particularmente adequado para recém-nascidos com problemas cardíacos congênitos.

Impacto humano na natureza pode ser maior do que se pensava, diz estudoSem voz, mulher testa implante e tem pensamentos “traduzidos” em frases.O marcapasso é pareado com um dispositivo vestível, macio e flexível, colocado no peito do paciente. Ele monitora o ritmo cardíaco e, quando detecta um batimento irregular, emite automaticamente um pulso de luz para ativar o marcapasso. A luz penetra na pele, esterno e músculos, controlando o ritmo cardíaco. Além disso, o marcapasso se dissolve naturalmente no corpo após ser usado, eliminando a necessidade de extração cirúrgica, pois todos os componentes são biocompatíveis.

Projetada para ser temporária, especialmente para uso após cirurgias cardíacas em crianças, a invenção tem recebido elogios. Segundo o cientista da Northwestern e coautor do trabalho, Igor Efimov, “cerca de 1% das crianças nascem com defeitos cardíacos congênitos, independentemente do contexto socioeconômico”. O marcapasso pode ser usado por cerca de sete dias, tempo suficiente para o coração da maioria dos pacientes se autorreparar.

A criação do aparelho foi liderada pelo professor John A. Rogers, pioneiro em bioeletrônica. “Desenvolvemos o que é, até onde sabemos, o menor marcapasso do mundo”. Ele acrescentou que a miniaturização é fundamental, principalmente no contexto de cirurgias cardíacas pediátricas. “Em termos de carga do dispositivo no corpo, quanto menor, melhor.” O marcapasso foi testado com sucesso em modelos animais e em corações humanos de doadores de órgãos falecidos, conforme o estudo publicado na revista Nature.

Menos invasivo

Segundo José Mario Baggio Junior, cirurgião cardiovascular e especialista em marcapasso do hospital Sírio-Libanês, em Brasília, as crianças com problemas cardíacos congênitos que necessitam de estimulação cardíaca artificial temporária, costumam ter anatomias complexas e limitação no calibre venoso, o que limita a aplicação da técnica clássica de implante de marcapasso temporário transvenoso. “Desse modo, caso a tecnologia do marcapasso dissolúvel esteja disponível, o maior benefício, seria a correção de alterações elétricas cardíacas transitórias frequentemente encontradas no tratamento dos defeitos cardíacos congênitos complexos, sem a necessidade de mini toracotomias — abertura cirúrgica do tórax.”

Os marcapassos temporários eram grandes e precisavam de fios que saíam do peito do paciente, conectados a uma caixa externa. No entanto, a fiação podia causar complicações, como infecção ou dano ao músculo cardíaco. Efimov detalhou que o sistema “pode causar danos ao músculo cardíaco quando os fios são removidos”, o que aconteceu com o primeiro astronauta a pisar na lua, Neil Armstrong, após uma cirurgia de revascularização do miocárdio.

A principal inovação é a capacidade do pequeno dispositivo de se dissolver após ser utilizado, eliminando as complicações associadas à remoção tradicional. Em vez de usar baterias volumosas, ele é alimentado por uma célula galvânica, uma bateria simples formada por dois metais diferentes que, ao entrar em contato com os fluidos corporais, geram eletricidade suficiente para estimular o coração. “Quando o marcapasso é implantado, os biofluidos agem como o eletrólito condutor, unindo eletricamente os dois metais e formando a bateria”, explicou Rogers.

Outro avanço importante foi a substituição da tecnologia de comunicação sem fio que utiliza radiofrequência por uma baseada em luz. Em vez de usar uma antena, a criação recebe pulsos de luz infravermelha emitidos por um dispositivo vestível que detecta a frequência cardíaca irregular. Essa luz ativa o marcapasso e fornece os pulsos de estimulação necessários. “A luz infravermelha penetra muito bem pelo corpo. Se você colocar uma lanterna na palma da mão, verá a luz brilhar pelo outro lado”, frisou Efimov.

Embora o marcapasso tenha um tamanho reduzido — com 1,8mm de largura, 3,5mm de comprimento e 1mm de espessura — fornece a estimulação necessária para o controle do ritmo cardíaco. “O coração requer uma pequena quantidade de estimulação elétrica. Ao minimizar o tamanho, simplificamos drasticamente os procedimentos de implantação e reduzimos o risco para o paciente”, sublinhou Rogers.

Para Herbert Lima Mendes, cardiologista e docente do instituto de educação médica Idomed, os principais benefícios são justamente para os recém-nascidos portadores de cardiopatias congênitas para as quais são necessárias intervenções cirúrgicas. “Hoje, a maioria das patologias congênitas é passível de cirurgia, e nós conseguimos corrigir ou aliviar a maioria delas.”

Lima Mendes acrescentou ainda: “Lógico que, durante o processo de cirurgia ou logo após, pode acontecer algum processo de alteração do ritmo cardíaco, sendo necessário um marcapasso provisório. Então, o tratamento atual seria correção cirúrgica para a maioria das patologias e o uso eventual de um marcapasso se o paciente apresentar alguma descompensação do ritmo do coração.”

Pelo tamanho reduzido, o dispositivo pode ser distribuído em diferentes áreas do coração, oferecendo maior flexibilidade no controle do ritmo cardíaco. A possibilidade de controlar vários marcapassos de forma independente abre caminho para uma sincronização mais sofisticada, o que pode ser útil em casos de arritmias. “Podemos implantar vários desses pequenos marcapassos na parte externa do coração e controlar cada um deles de forma independente”, destacou Efimov.

Segundo os cientistas, a tecnologia também pode ser integrada a outros dispositivos, como na substituição de válvulas cardíacas. Além disso, pode ser adaptada para outras áreas da saúde, como no tratamento de nervos e ossos, na cura de feridas e no controle da dor.

Duas perguntas para Ruiter Arantes, cardiologista arritmologista do Hospital Anchieta, em Brasília

Quais são os principais benefícios de um marcapasso temporário dissolúvel para crianças com problemas cardíacos congênitos?

O uso do marcapasso temporário é especialmente importante em crianças que nascem com um bloqueio atrioventricular e que possivelmente precisam ser melhor avaliadas quanto à indicação cirúrgica nas primeiras horas ou dias de vida. Como exemplo, os bebês, por vezes, nascem longe de grandes centros e esses marcapassos poderiam ser muito úteis no transporte destes até os centros de referência. Essa tecnologia é fantástica e muito promissora. Ainda temos um longo caminho até a validação para uso clínico. Mas, sem dúvidas, nos enche de esperança para o futuro.

Atualmente, qual o tratamento para bebês que nascem com problemas cardíacos e quais marcapassos são mais utilizados de forma geral?

Marcapassos transvenosos ainda são os mais utilizados na prática clínica. No entanto, temos atualmente os marcapassos definitivos Sem Fio (Leadless) e Micra (Medtronic) que já são aprovados por órgãos regulatórios como o FDA e a Anvisa, implantados diretamente no ventrículo direito por via femoral, sem cabos (eletrodos), o que reduz complicações relacionadas a infecções e deslocamento de fios. Quanto aos bebês, eles ainda necessitam do implante de marcapasso transvenoso ou de pás coladas ao tórax que são muito desconfortáveis e que geram outras complicações. (Correio Brasiliense)

‘Adolescência’: promotor analisa leis para menores que cometem crimes

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O promotor de Justiça do DF, Antônio Suxberger, explica os procedimentos policiais e judiciais em casos envolvendo menores, como os mostrados na minissérie ‘Adolescência’

Adolescência  -  (crédito: Divulgação / Netflix )

Sucesso de audiência e tema de debate em rodas de conversas entre familiares, amigos, estudiosos e especialistas, a minissérie Adolescência, da Netflix, tem despertado reflexões sobre como o sistema de Justiça trata os adolescentes muito jovens envolvidos em crimes hediondos. Em debate, os motivos para essas condutas e quem são os responsáveis por tais violências: a internet sem controle, os pais, a escola, a sociedade ou a própria personalidade dos menores que acabam de sair da infância e caem num mundo de intolerância, bullying, autoafirmação e julgamentos de quem também não têm maturidade.

O promotor de Justiça Antonio Suxberger, titular da 14ª Promotoria de Justiça Criminal, convocado como perito para audiências da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, analisou, a pedido do caderno Direito&Justiça, os procedimentos policiais e judiciais adotados na minissérie que está despertando tanta comoção. Uma das principais diferenças: “O Brasil afastou a presença de ‘menores’, isto é, pessoas com menos de 18 anos da justiça criminal e fixou, na Constituição de 1988, o caráter fundamental da inimputabilidade. Entre nós, para que alguém responda criminalmente por um fato, é preciso ter no mínimo 18 anos, além de contar com higidez psíquica”, explica.

Na minissérie — cuidado com o spoiler — Jamie recebe em casa policiais armados com fuzis que o levam para a delegacia por suspeita de assassinar uma colega da escola com sete facadas e deixá-la sangrando em um parque até a morte. A história desperta curiosidade e polêmica, principalmente porque o garoto pertence a uma família sem grandes conflitos. Não há abusos, brigas entre familiares, exploração ou qualquer outra conduta que possa ser o suposto motivo para o bárbaro crime.

Em Adolescência, que se passa na Inglaterra, o primeiro episódio começa com uma operação de prisão e busca e apreensão na casa do adolescente Jamie Miller, de 13 anos, suspeito do homicídio de uma colega da escola. Os policiais arrombam a porta e entram violentamente na casa, armados com fuzis, inclusive, apontando a arma para o jovem. Como seria no Brasil?

Há uma diferença relevante em países como a Inglaterra em relação ao Brasil. A ação policial, muitas vezes, invasiva (como o ingresso domiciliar ou a prisão do investigado), dá-se por razões diferentes. Lá, se prende e se ingressa na casa do investigado a partir o que seja uma “causa provável”. Aqui, só se prende em flagrante ou em cumprimento de decisão judicial. O ingresso para deter o adolescente na residência ocorre na série sem ordem judicial — isso porque a polícia teria reunido elementos suficientes (a nominada causa provável) para que o adolescente seja responsabilizado pelo fato que se investiga. Aqui, a apreensão do adolescente necessariamente reclamaria uma decisão judicial prévia.

Ele é tratado como suspeito de homicídio, da mesma forma que os policiais tratam um adulto, inclusive, com a famosa frase: “Tudo o que você disser pode ser usado contra você nos tribunais”.

Qual é a diferença no tratamento de adolescentes em situações como essa no Brasil?

O Brasil afastou a presença de “menores”, isto é, pessoas com menos de 18 anos da Justiça criminal e fixou, na Constituição de 1988, o caráter fundamental da inimputabilidade. Entre nós, para que alguém responda criminalmente por um fato, é preciso ter no mínimo 18 anos, além de contar com higidez psíquica. No Reino Unido (a Inglaterra integra o Reino Unido), crianças com 10 anos de idade já respondem penalmente por seus fatos, embora só possam ser presas (privação de liberdade) depois dos 15 anos. A Escócia é exceção, pois fixa a idade mínima em 12 anos. No Reino Unido, entre 10 e 14 anos de idade, a pessoa é considerada “child”; entre 14 e 18 anos, “Young person” — nesse ponto, há plena capacidade para imposição de penas em quantidade diferenciada daquelas aplicadas a adultos. Dos 18 aos 21 anos, há igualmente atenuação. No Brasil, só admitimos responsabilidade por ato infracional (fato equiparado a crime) de adolescentes, isto é, pessoas entre 12 e 18 anos de idade. Nesse caso, a prática de ato infracional pode ensejar desde medidas de proteção até medidas sócioeducativas. Essas últimas são: advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; inserção em regime de semiliberdade; internação em estabelecimento educacional.

O adolescente foi levado para a delegacia numa viatura, acompanhado dos policiais e por um representante do Serviço Social. Temos essa previsão no direito brasileiro?

Sim. O adolescente pode ser conduzido à delegacia especializada. No DF, contamos com unidades especializadas: as Delegacias da Criança e do Adolescente (DCA). Vale anotar que, em maio de 2024, a 1ª Turma do STF teve importante julgamento sobre as situações que podem ensejar — excepcionalmente — até mesmo o uso de algemas em adolescentes. Essa excepcionalidade reclama justificativa concreta e limitação ao que seja a proteção da integridade do próprio adolescente e da segurança de sua condução.

Na delegacia, ele produziu provas contra si mesmo, com coleta de DNA e sangue. Como agiria no Brasil?

Os regimes de coleta de material genético para exame, no Brasil, são diferentes que os da Inglaterra. No Brasil, salvo a situação de fornecimento voluntário pelo investigado, somente um juiz pode autorizar a coleta compulsória de material genético e isso se faz no caso de imprescindibilidade dessa providência extremada para identificação do investigado. No Reino Unido, há padrões probatórios que autorizam a consideração em prejuízo do investigado que se recuse a fornecer material genético para coleta e cotejo com elementos probatórios que possam incriminá-lo. São sistemas diferentes.

Quanto tempo um adolescente de 13 anos pode ficar internado no Brasil quando se envolve em crime hediondo?

O prazo máximo de internação – que é a medida socioeducativa mais gravosa – é de três anos. De qualquer modo, essa medida não pode ultrapassar os 21 anos de idade desse jovem. A aplicação da medida leva em conta a capacidade do adolescente para cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração.

Na série, uma psicóloga faz uma avaliação independente do perfil de Jamie Miller. Como esse tipo de laudo sobre a compreensão do adolescente sobre o crime pode ser usado pela Justiça?

O laudo, na série, é utilizado para aferir a capacidade do adolescente para responder por seu ato. No Brasil, temos abordagens psicológicas, mas com finalidade diversa. O adolescente pode ser submetido a tratamento ou abordagem psicossocial, mas aqui isso ocorre para fins de proteção e tratamento do adolescente. Como um dos critérios de mensuração da medida socioeducativa é a capacidade do adolescente para cumpri-la, o laudo pode ser considerado. Mas o viés de compreensão desse estudo é muito diferente do que ocorre na Inglaterra (e na série ficcional).

Toda vez que um adolescente é responsabilizado por crime grave, há uma discussão sobre a redução da maioridade penal. Mas, com 13 anos, o jovem mal saiu da infância. Como tratar esses casos?

O sistema socioeducativo não pode ser compreendido como ausência de responsabilidade do adolescente por seus atos. Há responsabilização. A questão, contudo, passa da compreensão monolítica de que responsabilização só se faz por meio de pena privativa de liberdade. A premissa que antecede o debate sobre rigor sancionatório de adolescentes passa pela estruturação de serviços minimamente hábeis a cumprir o que determina o ECA. Antes de pensarmos em agravamento da penalização, é preciso assumir a prioridade dos serviços colocados à disposição de crianças e adolescentes em situação de risco. Essa abordagem antecede (e previne) ações mais graves como a noticiada na série.

E qual a sua opinião sobre a redução da maioridade penal?

Sou contra. É compromisso com a Constituição. Ela estabelece o caráter fundamental da inimputabilidade. E é tempo de reafirmar nosso compromisso com a Constituição, não é mesmo? O debate de redução da maioridade dissociado da urgente implementação de medidas estruturantes do sistema socioeducativo desloca o problema unicamente para um aspecto simbólico e discursivo. Não é uma boa política pública, especialmente para grupos vulneráveis como crianças e adolescentes.

Por que a série despertou tanta comoção e se tornou um dos maiores sucessos do Streaming?

A identidade e a convergência mostradas na série tiram o espectador do conforto. Pais de adolescentes descuidam ou se veem descuidados com a criação de uma relação aberta e dialogada com essas pessoas em formação. O adolescente experimenta um período de tantas mudanças… Ainda não inventaram cuidado para superar as inseguranças: deles e dos pais. Ver isso retratado na tela é certeza de identidade e drama.

A série mostra como as redes sociais podem influenciar uma conduta violenta de adolescentes. Conceitos como subcultura incel, 80×20, e o bullying são apresentados no enredo. Afinal, quem é o responsável quando um adolescente de 13 anos pratica um crime violento?

Na Criminologia, há consistente literatura que se ocupa das chamadas subculturas e dos processos de violentização ou brutalização. Isso se dá por meio de associações, identificações e reforços diferenciais. É difícil compreender que espaços virtuais possam escapar de um mínimo de responsividade, isto é, provedores e novos sujeitos desses espaços devem ser chamados minimamente à responsabilidade pelo que ocorre e se difunde nesses espaços. São ações que não se confundem com a resposta a ser dada para casos específicos, mas, seguramente, integram o debate de cuidado dirigido aos nossos adolescentes.

Teto para reajuste de medicamentos é publicado; entenda

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Novos índices estão no Diário Oficial da União dessa segunda(31)

Caso o consumidor encontre irregularidades, é possível acionar os órgãos de defesa do consumidor (Créditos: Arquivo / Agência Brasil)

Com a publicação, empresas detentoras de registro de medicamentos poderão ajustar os preços de seus remédios, sendo o ajuste máximo permitido da seguinte forma:

– nível 1: 5,06%;

– nível 2: 3,83%;

– nível 3: 2,60%.

A CMED é composta pelos ministérios da Saúde, a Casa Civil, da Justiça e Segurança Pública, Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exerce a função de secretaria executiva, fornecendo o suporte técnico às decisões.

Cálculo
Para a definição dos novos valores, o conselho de ministros da CMED leva em consideração fatores como a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos e os custos não captados pela inflação, como o câmbio, a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

Entenda
As farmácias e drogarias, assim como os laboratórios, distribuidores e importadores, não podem cobrar pelos medicamentos preço acima do permitido pela CMED. A Lei nº 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico, prevê o reajuste anual dos medicamentos.

Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático dos preços praticados, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Cabe aos fornecedores – farmacêuticas, distribuidores e lojistas – fixarem o preço de cada produto, respeitados o teto legal e estratégias diante da concorrência.

Em 2024, por exemplo, o reajuste anual do preço de medicamentos foi de 4,5%, equivalente ao índice de inflação do período anterior.

Lista de medicamentos
A lista com os preços máximos que podem ser cobrados por cada produto fica disponível no site da Anvisa e é atualizada mensalmente.

Segundo a agência, a legislação prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso a medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população.

Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos.

Irregularidades
De acordo com a CMED, além da lista da Anvisa, os consumidores podem consultar revistas especializadas na publicação de preços de medicamentos, que devem ser disponibilizadas obrigatoriamente pelas farmácias e drogarias.

“Essas revistas não devem ser confundidas com o material de publicidade do estabelecimento e os preços nelas contidos podem ser menores que aqueles da lista da CMED, pois refletem descontos concedidos pela indústria, mas jamais superiores.”

Caso o consumidor encontre irregularidades, a orientação é acionar os órgãos de defesa do consumidor, como os Procons e a plataforma consumidor.gov.br. Também é possível encaminhar denúncias diretamente à CMED, por meio de formulário disponível na página da Anvisa. (Agência Brasil)

Taxa da blusinha: 10 estados aumentam ICMS para 20%

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Antes, tarifa conhecida por “taxa das blusinhas” era de 17%

Economia Global. Aspectos da economia global - PrePara ENEM

Passa a valer a partir desta terça-feira (1º) o aumento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para compras internacionais em dez estados, que passam a ser taxadas com 20%.

Antes, a tarifa conhecida por “taxa das blusinhas” era de 17%.

A decisão foi tomada na 47ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e DF (Comsefaz), em dezembro do ano passado.

Na ocasião, dez estados decidiram aumentar a alíquota:

  • Acre;
  • Alagoas;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Minas Gerais;
  • Paraíba;
  • Piauí;
  • Rio Grande do Norte;
  • Roraima;
  • Sergipe.

Os demais estados irão manter a alíquota estadual em 17%. Além do ICMS, as compras internacionais também são taxadas com imposto de importação.

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Remessa Conforme
O programa Remessa Conforme reduz a alíquota do imposto de importação sobre as compras internacionais realizadas em empresas certificadas. Em todas as operações comerciais, o usuário paga imposto de importação (federal) e ICMS (estadual).

Veja como se dará a tributação com a mudança da alíquota do ICMS para compras de até US$ 50:

  • 20% de imposto de importação (imposto federal administrado pela Receita Federal);
  • 20% de ICMS (imposto estadual, repassado aos cofres do Estado do comprador).

Veja como se dará a tributação com a mudança da alíquota do ICMS para compras acima de US$ 50:

  • 60% de imposto de importação (imposto federal administrado pela Receita Federal);
  • 20% de ICMS (imposto estadual, repassado aos cofres do Estado do comprador).
  • Ainda está previsto um desconto de US$ 20 sobre o valor do imposto de importação.