O professor do Colegiado de Medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Aristóteles Cardona Júnior assumiu a Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES), da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC). Ele tomou posse no cargo no mês de março e desde então vem atuando em diversas ações que envolvem as relações entre as universidades brasileiras, a formação superior na área da saúde no país e o Ministério da Saúde.
Professor Aristóteles Cardona com o secretário de Educação Superior Marcus David
Cardona, que nos três últimos anos foi gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário (HU-Univasf) vinculado à HU Brasil, foi convidado para o novo cargo pelo secretário de Educação Superior, Marcus David. A DDES é composta por pelas Coordenações Gerais de Residências em Saúde e de Expansão e Gestão da Educação em Saúde. A diretoria é responsável por acompanhar e avaliar os programas de educação em saúde no ensino superior, coordenar o Projeto Mais Médicos para o Brasil, supervisionar as residências médicas e em área profissional de saúde em todo o território nacional e monitorar a expansão dos cursos da área da saúde em consonância com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras atribuições
Cardona durante oficina regional do Projeto Rever – Formação Médica para o Brasil.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com Residência em Medicina de Família e Comunidade pela Univasf, Cardona é mestre em Saúde da Família pela Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é professor do curso de Medicina da Univasf e médico da Atenção Primária em Petrolina (PE).
Para o professor da Univasf, atuar na DDES representa uma grande oportunidade de contribuir para o fortalecimento da educação superior, mais especificamente na área de saúde. “É uma oportunidade de trabalhar em nível nacional e poder contribuir com pautas com as quais eu já tenho trabalhado nos últimos anos na Univasf, em Petrolina. É uma chance de atuar nacionalmente com outras universidades, contribuindo com outros cursos e o próprio Ministério da Educação nesse aspecto”, afirma.
Vagas para concurso da UPE são destinadas a candidatos de níveis médio e superior; a portaria e o edital foram publicados no Diário Oficial do Estado
Reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE) (UPE)
A Universidade de Pernambuco (UPE) divulgou, neste sábado (25), a abertura de um novo concurso público, com vagas destinadas a candidatos de níveis médio e superior. A portaria e o edital foram publicados no Diário Oficial do Estado.
Ao todo, estão sendo oferecidas 19 vagas, sendo duas destinadas ao cargo de nível superior (Analista Técnico em Gestão Universitária) e 17 para nível médio (Assistente Técnico em Gestão Universitária). As vagas estão distribuídas em quatro campi da instituição:
Ouricuri: 4 vagas para Assistente Administrativo, 2 para Técnico em Laboratório, 1 para Técnico em Informática e 1 para Bibliotecário (nível superior);
Surubim: 4 vagas para Assistente Administrativo, 3 para Técnico em Laboratório e 1 para Bibliotecário (nível superior);
Mata Norte: 2 vagas para Técnico em Laboratório;
Garanhuns: 1 vaga para Técnico em Laboratório.
A jornada de trabalho será de 30 horas semanais. A remuneração é de R$3.868,48 para os cargos de nível superior e R$1.986,78 para os de nível médio.
As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 27 de maio, sendo realizadas pelo site Upenet. O boleto da taxa será disponibilizado a partir de 5 de maio, com prazo de pagamento até o dia 28 do mesmo mês. Os valores são de R$ 160 para nível superior e R$ 120 para nível médio, com possibilidade de solicitação de isenção.
Antes das provas, os candidatos passarão por avaliação de títulos, organizada pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE), responsável pelo concurso. O processo seletivo contará com três etapas: prova objetiva com 70 questões, sendo 30 de conhecimentos gerais e 40 de conhecimentos específicos.
O edital prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD), além de candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 26 de junho, conforme estabelecido no cronograma oficial.(Secom)
Governo de Pernambuco é um dos apoiadores do evento, e também marca presença com a iniciativa do MAPE
“É um evento extraordinário que coloca Pernambuco no mapa da moda do Brasil e do mundo, gerando emprego e renda para a região”. Foi assim que a governadora Raquel Lyra destacou a relevância do Festival do Jeans de Toritama (FJT), durante a abertura da 24ª edição do evento, na noite da quinta-feira (23), no município do Agreste.
O festival, que tem como tema deste ano “urban culture”, recebe aporte do Governo de Pernambuco através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, a governadora cumprimentou o público presente e acompanhou os desfiles de moda.
“Estamos aqui mais uma vez no Festival do Jeans de Toritama, em sua vigésima quarta edição, que está sempre se reinventando. Essa estrutura aqui está pronta para receber a população e toda a cadeia têxtil. O Governo do Estado entra com incentivos e ações das nossas secretarias para garantir o maior festival da história. Somos um grande produtor de jeans do Brasil, e é muito importante colocarmos em evidência essa região, com obras estruturadoras e a mão firme do Governo de Pernambuco para que o polo possa crescer ainda mais”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O evento ocorre até ests sábado, e além dos desfiles de moda, o FJT é consolidado como um grande polo atrativo para negócios, servindo como ponte entre expositores, fabricantes, lojistas, estilistas, entre outros. O prefeito de Toritama, Sérgio Colin, falou sobre as expectativas para o evento. “Nos próximos dias, mais de 150 mil pessoas devem passar por aqui. Ano após ano, o Governo de Pernambuco tem superado os investimentos para o festival, reconhecendo a importância de Toritama como o maior produtor de jeans do Brasil”,destacou.
Além do aporte ao FJT, a gestão estadual também marca presença com uma ação da Adepe, promovida através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec).
O MAPE (Moda Autoral Pernambucana), iniciativa do Governo do Estado, reuniu 16 das suas 85 marcas na construção de peças para uma apresentação especial no desfile. Durante os dias de evento, produtores, indústrias e estilistas poderam conferir as peças de maneira mais detalhada no estande do Governo em parceria com o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE).
A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Danielle Jar Souto, celebrou a iniciativa. “O governo estadual participa como apoiador institucional e agente de fomento à cadeia têxtil e de economia criativa, sempre incentivando o setor”,destacou. Luan Leitão, que preside a Associação Comercial Industrial de Toritama (ACIT), realizadora do evento, ressalta que o FJT já se consolidou como grande evento para o setor. “Todo mundo se prepara para estar aqui, e é muito gratificante ver o resultado”, pontuou.
Já Thiago Alexandre, que dirige o festival, chamou atenção para o papel fundamental dos trabalhadores que tornaram o evento possível. “São mais de 250 trabalhadores que se empenharam em trazer o melhor para o público”, enfatizou.
Para o senador Fernando Dueire, a gestão estadual tem somado um histórico de ações positivas para o polo têxtil e para a região como um todo. “O Governo está realizando entregas para fazer com que essa região voltasse a se desenvolver”, frisou.
Estiveram presentes no evento os secretários Túlio Vilaça (Casa Civil) e Cacau de Paula (Cultura), o deputado fededal Túlio Gadêlha, o deputado estadual Edson Vieira, além dos prefeitos Rael Ferreira (Vertentes); Drª Cátia (Jataúba), e Éder Waltter (Vicência). Também participaram o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o ex-prefeito de Toritama, Edilson Tavares. Fotos: Hesíodo Góes/Secom
Durante abertura da JuazeirOpen, Banco do Nordeste escolheu cidade como destaque para sediar lançamento do Bahia Franchising
Juazeiro vive um novo tempo. Sob a liderança do prefeito Andrei Gonçalves, a cidade se consolida como um dos principais polos de negócios do Vale do São Francisco, com grandes obras em andamento, novos empreendimentos chegando, empregos sendo gerados e um ambiente cada vez mais favorável para quem quer investir, trabalhar e crescer aqui. Esse cenário não é fruto do acaso: resulta de planejamento, responsabilidade com os recursos públicos e de uma decisão política clara da atual gestão de posicionar Juazeiro como referência em desenvolvimento econômico regional.
É neste contexto que surge a JuazeirOpen, 1ª Feira de Negócios do Vale do São Francisco. Idealizada e apoiada pela gestão municipal, a feira vai além de um evento pontual na agenda da cidade e se afirma como símbolo concreto desse novo momento. Ao reunir empresários, investidores, empreendedores, instituições financeiras, entidades de classe e o poder público, a JuazeirOpen materializa a visão de uma cidade aberta ao diálogo, à inovação e às melhores oportunidades de negócios.
Mais do que estandes, palestras ou exposição de marcas, o que está em construção é um ambiente estruturado para geração de negócios, fortalecimento de empresas e consolidação de parcerias duradouras. Cada contrato firmado, cada contato estabelecido e cada nova ideia que nasce dentro da feira representam um passo a mais na diversificação da economia local e na ampliação do protagonismo de Juazeiro no cenário regional.
A credibilidade dessa nova fase do município se traduz, também, no reconhecimento de instituições nacionais. Não por acaso, o Banco do Nordeste escolheu Juazeiro para sediar o lançamento do Circuito Bahia Franchising, projeto que percorrerá algumas das principais cidades do estado, incentivando o modelo de franquias como alternativa estruturada e segura para quem deseja empreender. A decisão de iniciar o circuito em Juazeiro carrega forte significado político e estratégico: é o reconhecimento da força do ambiente de negócios local, da organização promovida pela gestão municipal e da energia empreendedora do povo juazeirense.
O modelo de franquias, destacado durante o lançamento do Circuito, é hoje uma das ferramentas mais modernas para empreendedores que buscam planejamento, suporte e estrutura. Ao atrair esse debate, essas oportunidades e essas linhas de crédito para o município, a gestão do prefeito Andrei coloca os empreendedores locais em posição privilegiada, com acesso a modelos de negócio mais sólidos e com maior chance de sucesso.
A presença conjunta do Banco do Nordeste, da Associação Brasileira de Franchising, da ACIAJ, da ADEER e de outros parceiros institucionais reforça o caráter político da estratégia adotada em Juazeiro. A Prefeitura atua como articuladora, aproximando o poder público da iniciativa privada, criando condições favoráveis ao investimento, desburocratizando processos e se posicionando como indutora direta do crescimento econômico e da geração de emprego e renda.
Para o prefeito Andrei Gonçalves, esse novo ambiente é resultado de uma escolha de gestão: “Temos hoje uma cidade que volta a acreditar no futuro. Isso não se faz apenas com discurso; se faz com obras, com políticas públicas consistentes, com apoio ao pequeno, ao médio e ao grande empreendedor. Se faz investindo em infraestrutura, em qualificação, em crédito e em inovação, garantindo que o desenvolvimento econômico esteja a serviço das pessoas, gerando oportunidades reais para a nossa população”, destaca.
A JuazeirOpen e o lançamento do Circuito Bahia Franchising em Juazeiro são marcos importantes desse novo capítulo. Mais do que sediar grandes eventos, a cidade assume de forma definitiva o seu lugar como referência regional em negócios, franquias, inovação e ambiente de investimentos. Juazeiro deixa de ser apenas coadjuvante para se firmar como protagonista no mapa econômico do Nordeste.
A gestão municipal reforça que continuará trabalhando para ampliar esse ambiente de confiança, atraindo novas empresas, apoiando as que já estão instaladas e fortalecendo micro e pequenos empreendedores com acesso a crédito, capacitação e orientação técnica. O compromisso é transformar cada oportunidade em resultado concreto para a população, com mais empregos, mais renda e mais dignidade.
Juazeiro vive um tempo de oportunidades. E, sob a condução do prefeito Andrei Gonçalves, este é apenas o começo de um ciclo de desenvolvimento sustentado, em que planejamento, apoio institucional e visão de futuro caminham juntos para construir uma cidade cada vez mais forte, justa e próspera, consolidada como polo de negócios do Vale do São Francisco.
Há datas que celebram profissões. Outras celebram vocações. O Dia do Escritor, comemorado em 25 de julho, pertence à segunda categoria. É uma ocasião para reconhecer aqueles que dedicam parte de suas vidas à nobre missão de registrar ideias,
preservar memórias, despertar emoções e construir pontes entre o passado, o presente e o futuro por meio da palavra escrita.
Neste dia especial, a UEVASF – União dos Escritores do Vale do São Francisco presta sua mais sincera homenagem a todos os escritores e escritoras do Vale do São Francisco, que, com talento, dedicação e perseverança, enriquecem a cultura de nossa região e fortalecem a identidade do nosso povo.
Ser escritor é muito mais do que publicar livros. É observar o mundo com sensibilidade,
transformar experiências em conhecimento, dar voz a personagens, contar a história de
comunidades, registrar tradições, incentivar a reflexão e inspirar novas gerações de leitores. Cada obra publicada representa anos de estudo, pesquisa, criatividade e coragem para compartilhar uma visão de mundo.
Nossa região possui uma riqueza cultural extraordinária. Das margens do Velho Chico brotam histórias de coragem, fé, trabalho, amor e esperança que merecem ser preservadas. Felizmente, muitos escritores têm assumido essa missão, produzindo romances, poesias, contos, biografias, pesquisas históricas, obras acadêmicas e literatura infantojuvenil que valorizam nossa terra e ajudam a construir um patrimônio literário cada vez mais sólido.
A UEVASF nasceu justamente com esse propósito: unir escritores, incentivar a produção literária, promover a leitura e fortalecer a presença da literatura regional. Acreditamos que a cultura se desenvolve quando seus autores são valorizados e quando seus livros encontram leitores dispostos a conhecer as histórias que nascem em nossa
própria região.
Neste 25 de julho, celebramos não apenas aqueles que já possuem uma longa trajetória
literária, mas também os novos autores que dão seus primeiros passos, descobrindo na
escrita uma forma de expressão e de contribuição para a sociedade. Cada novo escritor
representa a continuidade da nossa literatura e a certeza de que as histórias do Vale
continuarão sendo contadas pelas futuras gerações.
Também rendemos homenagem aos escritores que já partiram, mas que permanecem
vivos por meio de suas obras. Seus livros continuam inspirando leitores, formando
cidadãos e preservando a memória cultural do Vale do São Francisco.
Escrever é um ato de coragem. Em um mundo marcado pela rapidez das informações, o
escritor escolhe o caminho da reflexão, da pesquisa e da construção cuidadosa das palavras. Seu trabalho atravessa o tempo, ultrapassa fronteiras e permanece como
testemunho de uma época e de um povo.
Neste Dia do Escritor, a UEVASF agradece a cada autor que dedica seu talento à
literatura e reafirma seu compromisso de continuar incentivando iniciativas que
fortaleçam a produção literária regional, aproximem escritores e leitores e ampliem o
espaço da cultura em nossa sociedade.
A todos os escritores do Vale do São Francisco, nosso respeito, nossa admiração e
nossos sinceros parabéns.
Feliz Dia do Escritor! UEVASF – União dos Escritores do Vale do São Francisco Unindo talentos, preservando memórias e fortalecendo a literatura do Vale.
Comportamentos automáticos, equipes retraídas e uma geração que já não quer o cargo. O problema da liderança vai muito além da eficiência técnica
Por Vanda Lohn*
Empresas estão investindo cada vez mais em estratégia, tecnologia e eficiência. Ainda assim, continuam enfrentando os mesmos problemas: equipes desmotivadas, decisões inconsistentes e lideranças sobrecarregadas. O que está falhando não é o planejamento, é quem lidera.
Não falo de incompetência técnica. Falo de líderes que nunca pararam para se perguntar o que os move e o que os trava. Que operam no piloto automático, respondendo ao presente com padrões formados no passado. E que, muitas vezes, sequer percebem o impacto que isso tem sobre as pessoas ao redor.
Segundo um estudo global conduzido pela divisão de pesquisa da Harvard (Harvard Business Impact / Harvard Business Publishing), publicado em 2025, com mais de 600 líderes, 96% dos líderes relatam altos níveis de estresse e 33% já operam em estado crônico de esgotamento. E vale ressaltar que a liderança é um modelo de liderança que ainda exige respostas prontas de pessoas que, muitas vezes, não desenvolveram clareza interna para sustentar a complexidade do papel.
O que não aparece no balanço
Existe um custo que as empresas raramente conseguem nomear, mas que sentem o tempo todo. Ele aparece na reunião que termina sem conclusão. Na pessoa que pede demissão após meses de silêncio. Na equipe que executa sem questionar, não por disciplina, mas por medo. Ou seja, liderança não preparada emocionalmente custa mais do que qualquer erro estratégico.
Esses sintomas têm origem e ela quase sempre passa pela liderança. O que chamo de sabotadores internos são padrões automáticos de comportamento que distorcem a forma como um líder lê a realidade e reage a ela. Perfeccionismo que paralisa equipes. Necessidade de controle que sufoca autonomia. Dificuldade de delegar que cria gargalos. Evitação de conflitos que transforma reuniões em teatro.
O problema não é a existência desses padrões, todos temos os nossos. O problema é quando eles operam sem consciência. Quando o líder acredita genuinamente que está protegendo o resultado, enquanto, na prática, está limitando o potencial de quem trabalha com ele. A desconexão entre intenção e impacto é, talvez, o aspecto mais difícil de trabalhar. E também o mais caro. Liderança despreparada custa caro e empresas ainda ignoram o problema
Esse descompasso ajuda a explicar por que 70% das iniciativas de transformação falham, segundo análises recorrentes da McKinsey, que vêm acontecendo ao longo dos últimos anos. A raiz do problema não está na estratégia, mas na incapacidade da liderança de sustentar mudanças em nível comportamental.
Top view portrait of a woman grabbing her head in despair at the desk near the laptop. Education, business concept photo. Lifestyle
O “estado interno” do líder contamina o ambiente
Uma das dinâmicas que mais observo, e que mais subestimamos, é o efeito cascata. O estado interno do líder não fica dentro dele. Ele vaza. Quando um gestor opera sob tensão crônica, a equipe absorve essa pressão sem que ninguém precise dizer uma palavra. Quando há crítica excessiva, as pessoas param de arriscar. Quando as decisões são evitadas, instala-se uma ambiguidade que corrói a confiança coletiva.
Esse efeito não é apenas cultural, é financeiro. E os números são mais reveladores do que a maioria das empresas gostaria de admitir. Uma sondagem conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com mais de 53 mil profissionais entre o fim de 2023 e o início de 2024, mostra que 16,2% dos pedidos de demissão estão diretamente ligados à relação com a chefia imediata. Esse cenário não é recente. Estudos da EY, já em 2019, indicavam um desalinhamento estrutural entre o que se espera das lideranças e sua capacidade de execução, especialmente em contextos de transformação. Não se trata de falta de esforço. Trata-se de preparo insuficiente e, principalmente, de ausência de autoconhecimento.
Uma geração que olha para o cargo e decide não querer
Há algo novo acontecendo que merece atenção. Uma parcela crescente da Geração Z, ao observar de perto o que significa liderar dentro das organizações atuais, tem chegado a uma conclusão bastante simples: não vale a pena.
Não é preguiça. É uma leitura racional de um modelo que entrega pressão crônica, pouca margem para errar e uma conta emocional que raramente é reconhecida como parte do trabalho. E isso tem consequências diretas.
Quando liderar deixa de ser algo desejado, as organizações passam a preencher posições de gestão com pessoas que aceitaram o cargo sem necessariamente querer o papel, ou sem estarem preparadas para o que ele exige. O resultado é uma liderança sem motivação intrínseca, que compromete tanto o clima quanto a performance. Porque líderes estão esgotados e equipes desmotivadas ao mesmo tempo.
É um ciclo que se retroalimenta. Líderes esgotados formam ambientes hostis, que por sua vez afastam as pessoas mais promissoras das posições de gestão. Romper esse ciclo exige mais do que treinamentos técnicos ou pacotes de benefícios.
Felicidade não é benefício, é consequência e necessidade
Nos últimos anos, a discussão sobre bem-estar corporativo ganhou força. Mas ainda vejo muitas empresas tratando o tema como um conjunto de iniciativas desconectadas, uma pesquisa de clima aqui, um programa de saúde mental ali, sem tocar na raiz do problema.
Colaboradores engajados e ambientes produtivos não surgem de políticas. Surgem da qualidade do ambiente emocional construído pela liderança. E esse ambiente é, em grande medida, um reflexo direto do estado interno de quem lidera.
Sem segurança psicológica, não existe colaboração consistente. Sem colaboração, não existe inovação relevante. A cadeia é direta, mesmo quando invisível.
Existe uma mudança discreta, mas importante, em curso. As organizações mais maduras estão começando a tratar o desenvolvimento de liderança como questão estratégica. Não basta ensinar gestão de pessoas se o gestor ainda não entende seus próprios mecanismos de resposta ao estresse, ao conflito ou à incerteza. Desenvolver habilidades sem trabalhar padrões internos é como reformar a fachada de uma construção com problemas estruturais.
O maior risco das empresas hoje não é a falta de estratégia, é a incapacidade da liderança de sustentar comportamento, por falta de autoconhecimento e propósito.
Líderes que se conhecem tomam decisões mais consistentes. Delegam com mais clareza. Constroem ambientes onde as pessoas querem e conseguem trabalhar bem. O modelo de liderança que apenas executa e cobra resultados está cedendo espaço para algo mais exigente, uma liderança capaz de sustentar a complexidade emocional, tomar decisões conscientes e criar ambientes onde o desempenho seja consequência natural.
Empresas que entenderem essa mudança terão mais vantagens. As que continuarem tratando sintomas, sem tocar na causa, vão seguir pagando uma conta que não sabem nomear, mas que aparece todos os dias nos resultados, no clima e nas pessoas que escolhem ir embora. E a nova geração não está rejeitando o crescimento profissional, está rejeitando um modelo de liderança que cobra mais do que desenvolve.
Sobre Vanda Lohn:
Vanda Lohn é doutora em Engenharia de Produção (Ética e Sustentabilidade) e especialista em felicidade corporativa, liderança sistêmica e desenvolvimento humano. Com mais de 36 anos de experiência, atua na interseção entre saúde emocional, cultura organizacional e performance sustentável, com certificação internacional em metodologias de felicidade no trabalho. É fundadora do Instituto Vanda Lohn e criadora do Mapa do Comportamento Sistêmico, metodologia aplicada ao desenvolvimento de lideranças e transformação de padrões nas organizações. Ao longo da carreira, liderou projetos em parceria com instituições como o Ministério do Meio Ambiente e o PNUD, além de atuar por 17 anos como professora universitária na UNIVALI. É autora do livro “A felicidade não procura por vítima” e referência na integração entre bem-estar e estratégia nas empresas.
Ação reúne mais de 50 serviços e amplia acesso a direitos com participação ativa de diversas secretarias estaduais
A governadora Raquel Lyra abriu, nessa sexta-feira (24), ao lado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a 14ª edição do programa Governo do Brasil na Rua, no Recife.
O evento reúne atendimentos gratuitos nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, empregabilidade e direitos humanos. A chefe do Executivo estadual reforçou a articulação entre o Governo de Pernambuco e o governo federal para ampliar o acesso da população a serviços essenciais.
“Estamos unindo esforços com o governo federal para que possamos servir a população com uma cesta de serviços, para aproximar o governo da nossa gente. Temos aqui várias ações sendo realizadas. Ontem inauguramos duas obras importantes para o Estado em parceria com a Presidência, a conclusão finalmente da duplicação da BR-104 e 123 casas através do Programa Morar Bem junto com o Minha Casa Minha Vida. Todo dia fazemos obras e entregas juntos. É um sentimento muito profundo de trabalho que deve ser feito de maneira efetiva para a população que mais precisa”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
A Feira da Cidadania integra o programa nacional Governo do Brasil na Rua e reúne mais de 50 serviços ofertados por órgãos federais, estaduais e municipais, com foco na desburocratização e na garantia de direitos para a população. A ação acontece até este sábado (25), na Escola Técnica Estadual (ETE) Miguel Batista, no bairro da Macaxeira, na Zona Norte do Recife, e deve atender moradores de toda a Região Metropolitana.
O ministro Guilherme Boulos destacou a importância da atuação conjunta entre os entes públicos. “Hoje nós estamos aqui na periferia do Recife e quero agradecer ao Governo de Pernambuco, que cedeu o espaço da ETE e fez parceria com os serviços do Estado. E ainda queremos levar para outras cidades de Pernambuco. É isso que junta todos os processos, os órgãos, as instituições, para que a gente possa levar os serviços para o povo”,disse o ministro.
Além dos serviços federais, o Governo do Estado participou com mais de 15 ações, coordenadas por cinco secretarias estaduais, garantindo atendimentos diretos à população em diversas áreas. A secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueiredo, destacou o protagonismo do Governo de Pernambuco, que mobilizou diferentes secretarias para ampliar a oferta de serviços durante a ação. “Estamos com o Balcão de Direitos, que é um programa que tem como foco emissões de certidões de nascimento, de casamento, óbito e averbação de divórcio, além dos serviços de proteção a pessoas, como o Centro Estadual de Combate à LGBTfobia, e com mediação de conflito”, explicou a titular da pasta.
Também foram disponíveis serviços como solicitação para emissão da Carteira de Identidade Nacional e a Unidade Móvel de Atendimento à Mulher, com atendimento multidisciplinar. Na área social, programas estruturadores do Estado também estão presentes, como o Mães de Pernambuco, o Bom Prato e o Projeto Jovens em Ação, ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo a rede de proteção social nos territórios mais vulneráveis. Após a solenidade, a governadora e o ministro Boulos ainda participaram do Fórum de Participação Social com movimentos sociais, onde representantes do Governo do Estado ficaram para dialogar com as lideranças e ouvir as demandas.
A deputada estadual Rosa Amorim destacou a importância de promover ações como esta. “Temos um projeto que cuida do povo brasileiro. Hoje, com o governo na rua, transformando solidariedade em política pública”,disse.
O deputado federal Túlio Gadelha falou das parceria entre os poderes: “Precisamos unir forças de todos que defendem a democracia. Se tem um governo que retirou em Pernambuco as pessoas da extrema pobreza e construiu mais de 250 cozinhas comunitárias, além de cozinhas solidárias que entregam milhares de refeições por dia, foi o Governo de Pernambuco. Que faz esse trabalho pensando em quem mais precisa”, afirmou o parlamentar.
Acompanharam a agenda os ministros André de Paula (Agricultura e Pecuária), Wolney Queiroz (Previdência Social), Frederico Siqueira (Comunicações) e Lázaro Medeiros (Pesca e Aquicultura); os secretários estaduais Gilson Monteiro (Educação), Almir Cirilo (Recursos Hídricos e Saneamento), Yane Telles (Criança e Juventude), Amanda Valença (Mulher), Andresa Pacheco (Assistência Social, combate à Fome e Políticas Sobre Drogas), Ivete Lacerda (Esportes), Renato Cirne (Controladoria-Geral do Estado) e Nathalie Ribeiro (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha). Também estiveram presentes os deputados estaduais Socorro Pimentel e João Paulo; os deputados federais Pedro Campos e Maria Arraes; o prefeito Diego Cabral (Camaragibe); entre outras autoridades. Fotos: Yacy Ribeiro/Secom
A Justiça Federal da Flórida autorizou a AGU (Advocacia-Geral da União) a representar o Estado brasileiro e intervir na ação movida pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN, essa é a primeira vitória de Moraes no processo nos EUA.
Na mesma decisão, a Corte negou o pedido das empresas para que Moraes fosse julgado à revelia, representando duas vitórias processuais iniciais para o magistrado.
A ação foi movida nos Estados Unidos pelo grupo de mídia de Donald Trump e pela plataforma Rumble contra Moraes, em razão de decisões judiciais proferidas por ele, como bloqueios de perfis. As duas empresas acusam o magistrado de violar direitos fundamentais.
Participação do Estado brasileiro é autorizada
A AGU solicitou autorização para representar Moraes na tramitação do processo perante a Justiça norte-americana, pedido que foi aceito pela Corte.
Logo em seguida, a AGU requereu o arquivamento da ação, argumentando não haver cabimento para uma apuração nos Estados Unidos contra um magistrado brasileiro por determinações dadas por ele no Brasil. O mérito do pedido de arquivamento, no entanto, ainda não foi analisado.
Pedido de julgamento à revelia é rejeitado
A Rumble e a Trump Media também haviam solicitado que Moraes fosse julgado à revelia, sob o argumento de que ele não havia se pronunciado dentro do prazo estabelecido. A Justiça americana rejeitou esse pedido, o que representa mais um ponto favorável ao magistrado no início do processo.
Conforme destacado, o processo ainda está em seu estágio inicial. A grande vitória para Moraes dependeria de a AGU conseguir convencer a Justiça norte-americana a arquivar definitivamente a ação.
Caso isso ocorra, representaria um ganho expressivo no embate que as duas empresas travam com a atuação dele. Por ora, os dois pontos conquistados — a participação do Estado brasileiro na defesa e a negativa do julgamento à revelia — já configuram avanços processuais relevantes.
Governo de Pernambuco é um dos apoiadores do evento, e também marca presença com a iniciativa do MAPE
“É um evento extraordinário que coloca Pernambuco no mapa da moda do Brasil e do mundo, gerando emprego e renda para a região”. Foi assim que a governadora Raquel Lyra destacou a relevância do Festival do Jeans de Toritama (FJT), durante a abertura da 24ª edição do evento, na noite dessa quinta-feira (23), no município do Agreste. O festival, que tem como tema deste ano “urban culture”, recebe aporte do Governo de Pernambuco através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).
Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, a governadora cumprimentou o público presente e acompanhou os desfiles de moda. “Estamos aqui mais uma vez no Festival do Jeans de Toritama, em sua vigésima quarta edição, que está sempre se reinventando. Essa estrutura aqui está pronta para receber a população e toda a cadeia têxtil. O Governo do Estado entra com incentivos e ações das nossas secretarias para garantir o maior festival da história. Somos um grande produtor de jeans do Brasil, e é muito importante colocarmos em evidência essa região, com obras estruturadoras e a mão firme do Governo de Pernambuco para que o polo possa crescer ainda mais”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O evento ocorreu até ests sábado, e além dos desfiles de moda, o FJT é consolidado como um grande polo atrativo para negócios, servindo como ponte entre expositores, fabricantes, lojistas, estilistas, entre outros.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin, falou sobre as expectativas para o evento. “Nos próximos dias, mais de 150 mil pessoas devem passar por aqui. Ano após ano, o Governo de Pernambuco tem superado os investimentos para o festival, reconhecendo a importância de Toritama como o maior produtor de jeans do Brasil”, destacou.
Além do aporte ao FJT, a gestão estadual também marcou presença com uma ação da Adepe, promovida através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec). O MAPE (Moda Autoral Pernambucana), iniciativa do Governo do Estado, reuniu 16 das suas 85 marcas na construção de peças para uma apresentação especial no desfile.
Durante os dias de evento, produtores, indústrias e estilistas poderão conferir as peças de maneira mais detalhada no estande do Governo em parceria com o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE). A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Danielle Jar Souto, celebrou a iniciativa. “O governo estadual participa como apoiador institucional e agente de fomento à cadeia têxtil e de economia criativa, sempre incentivando o setor”, destacou.
Luan Leitão, que preside a Associação Comercial Industrial de Toritama (ACIT), realizadora do evento, ressalta que o FJT já se consolidou como grande evento para o setor. “Todo mundo se prepara para estar aqui, e é muito gratificante ver o resultado”, pontuou. Já Thiago Alexandre, que dirige o festival, chamou atenção para o papel fundamental dos trabalhadores que tornaram o evento possível. “São mais de 250 trabalhadores que se empenharam em trazer o melhor para o público”, enfatizou.
Para o senador Fernando Dueire, a gestão estadual tem somado um histórico de ações positivas para o polo têxtil e para a região como um todo. “O Governo está realizando entregas para fazer com que essa região voltasse a se desenvolver”, frisou.
Estiveram presentes no evento os secretários Túlio Vilaça (Casa Civil) e Cacau de Paula (Cultura), o deputado fededal Túlio Gadêlha, o deputado estadual Edson Vieira, além dos prefeitos Rael Ferreira (Vertentes); Drª Cátia (Jataúba), e Éder Waltter (Vicência). Também participaram o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o ex-prefeito de Toritama, Edilson Tavares. Fotos: Hesíodo Góes/Secom
Figura central da política brasileira por décadas, Sarney ocupou a Presidência da República entre 1985 e 1990, tornando-se o primeiro civil a comandar o país após o regime militar
O ex-presidente da República José Sarney comemora, nessa sexta-feira (24/4), 96 anos em um momento reservado e familiar, em São Luís. Na celebração, aparece sorridente segurando um bolo decorado com o número da nova idade e com referências ao Flamengo, time do coração. No Maranhão, Sarney torce também para o Sampaio Corrêa.
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Vestindo camisa social azul clara e suspensórios, o ex-presidente demonstrou bom humor durante a celebração. O bolo traz, além das velas com o número 96, a inscrição “Sarney” e o escudo rubro-negro, em alusão à paixão pelo clube carioca.(Correio Brasiliense)
“Pernambuco comemora uma grande vitória que não tem bandeira, nem cor partidária. Ela pertence a todos os pernambucanos. Depois de 115 dias protocolados, a LOA, encaminhada pelo Governo de Pernambuco, foi totalmente aprovada na Alepe”, afirmou a governadora Raquel Lyra, nesta quinta-feira (23), após aprovação pela Assembleia Legislativa do Projeto de Lei do Executivo nº 4035/2026, que estabelece um patamar de 20% de remanejamento para os recursos definidos pela Lei Orçamentária Anual (LOA). A gestora também garantiu que sancionará o texto assim que ele for enviado ao Palácio do Campo das Princesas pela Alepe.
A governadora disse, ainda, que a aprovação dos recursos possibilitará que uma série de investimentos seja executada em todas as regiões. “Agora, o Estado vai iniciar obras estruturadoras, fortalecer a saúde, ampliar a educação, reforçar a segurança e fazer as ações chegarem onde precisam: na vida da população. Agradeço aos nossos deputados estaduais e prefeitos, em nome da Amupe, por essa conquista”,detalhou a chefe do Executivo Estadual.
Com a capacidade de remanejamento de 20%, prática que é praxe no Estado, a gestão conta com mais flexibilidade orçamentária para atender a demandas urgentes de acordo com as necessidades dos diferentes setores da sociedade, se antevendo a possíveis problemas e garantindo mais assertividade na aplicação dos recursos públicos. Além disso, o PL 4035/2026 permite que o Estado realize operações de crédito por antecipação da receita relativamente ao Orçamento Fiscal até o limite de 15% da receita corrente estimada
“É muito importante esse compromisso da Assembleia Legislativa, inclusive com a presença de deputados de oposição, pela aprovação plena do Orçamento. Pernambuco era a única Unidade Federativa do Brasil que ainda não tinha aprovado a lei, prejudicando também as prefeituras, que muitas vezes atendem à população na ponta. Agora, com a lei aprovada, seguiremos trabalhando do Litoral ao Sertão, com ainda mais vontade, porque quem tem pressa é o povo pernambucano”, completou a gestora.(Secom)
O pátio da indústria da Agrovale se transformou, na manhã desta quinta-feira (23), em um espaço de comunhão. Reunindo centenas de colaboradores, a tradicional Missa de Ação de Graças marcou o início da safra 2026 com um forte sentimento de união e renovação para mais um ciclo de trabalho.
Mais do que uma celebração religiosa, o momento foi vivido de forma coletiva. Colaboradores participaram ativamente da liturgia, conduzindo leituras, preces e ofertório, reforçando o espírito de pertencimento. A celebração, que chega à sua 46ª edição, simboliza o início da moagem e já integra o calendário de tradições da empresa.
A missa foi presidida pelo padre Isael Brito, pároco da Paróquia Santa Teresinha de Lisieux, que destacou o papel da empresa na vida das famílias da região e a importância de iniciar a safra com a bênção de Deus. “É um momento de pedir proteção para todos os trabalhadores e de refletir sobre o ambiente de trabalho. A fé nos chama à colaboração, à harmonia e ao cuidado com o outro. Aqui, mais do que competição, somos convidados a viver como irmãos”,afirmou.
Durante a homilia, o sacerdote também ressaltou a ligação entre a celebração e as tradições bíblicas da colheita, entendidas como um gesto de gratidão pelos frutos da terra e pelo sustento das famílias. Em uma região onde grande parte da população depende direta ou indiretamente da atividade agrícola, o simbolismo ganha ainda mais significado. “Desde os tempos antigos, ofertavam-se a Deus os frutos da terra como forma de agradecimento. A colheita é símbolo de provisão, de cuidado divino e de esperança. Essa celebração mantém viva essa tradição, especialmente em uma região tão produtiva co mo o Vale do São Francisco”, explicou.
Para o vice-presidente da empresa, Denisson Flores, a missa mantém viva uma tradição que acompanha a história da Agrovale desde a sua primeira safra. “Esse é um momento de união, de gratidão e de oração por uma safra segura. Trabalhamos com prevenção, mas também confiamos na proteção de Deus para que tudo ocorra da melhor forma possível”, destacou.
O superintendente geral, Paulo Ricardo, reforçou que a celebração representa o reconhecimento pelo trabalho realizado durante a entressafra e o início de um novo ciclo com responsabilidade e cuidado. “A principal mensagem é a segurança. Queremos que todos venham trabalhar e retornem para suas famílias com saúde. A partir disso, com dedicação e trabalho coletivo, buscamos uma safra produtiva e com bons resultados para todos”, pontuou.
Para Joaquim De’Carli, superintendente de Gente e Gestão, o caráter simbólico do momento celebra um recomeço para a organização. “Depois de um ano desafiador, iniciamos um novo ciclo com esperança de superação. A missa reforça valores como confiança, humildade e fraternidade, que são essenciais para o nosso ambiente de trabalho e para os resultados que queremos alcançar”,afirmou.
Empresa – A Agrovale, responsável por uma das maiores operações agroindustriais da Bahia, atua na produção de açúcar, etanol e bioeletricidade e se consolidou como referência no setor sucroalcooleiro brasileiro, especialmente em agricultura irrigada e produtividade. Esse protagonismo se reflete diretamente no desenvolvimento regional, com a geração de empregos diretos e o fortalecimento de uma ampla cadeia produtiva. Com o início de mais uma safra, a empresa renova não apenas suas metas produtivas, mas também o compromisso com as pessoas, a sustentabilidade e o desenvolvimento da região.