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Espanha se consolida no topo do ranking da Fifa; Brasil cai para 6º

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A seleção da Espanha está à frente da Argentina, enquanto a França ocupa a terceira posição; o Brasil perdeu uma posição para Portugal e foi para sexto

Rodri, da Espanha  /Odd ANDERSEN / AFP

A Espanha, atual campeã mundial, reforçou sua liderança no ranking da Fifa após quatro vitórias em quatro jogos da Liga das Nações da Uefa durante a recente pausa para as seleções, conforme informou a entidade máxima do futebol nesta quarta-feira (7).

A seleção espanhola está à frente da Argentina (2ª), a quem derrotou na final da Copa do Mundo de 2026 (1 a 0 na prorrogação) enquanto a França ocupa a terceira posição.

A Inglaterra, que no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá terminou em terceiro, vem em seguida, em quarto lugar.

O Brasil de Carlo Ancelotti foi ultrapassado por Portugal (5º) e agora está em sexto.

A entidade que rege o futebol mundial publicará sua próxima atualização no dia 18 de novembro.

Os 10 primeiros colocados do ranking da Fifa:

1. Espanha

2. Argentina

3. França

4. Inglaterra

5. Portugal

6. Brasil

7. Marrocos

8. Bélgica

9. Países Baixos

10. México

Série B: rodada segue nesta segunda (14) com duelos de times ameaçados pelo rebaixamento

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A 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro apresenta, nesta segunda (14), 3 jogos entre times que estão no Z-4 ou próximo a ele; a exceção é o Vila Nova, integrante do G-6

Partida entre América-MG x Náutico/Mourão Panda / América

A 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro segue ativa nesta segunda-feira (14), com a bola rolando para três jogos. O Vila Nova é o único time do G-6 a entrar em campo, em duelo contra o desesperado Avaí, às 21h30, na Ressacada, em Florianópolis (SC).

Embalado pela vitória no clássico goiano sobre o maior rival Goiás, por 2 a 0, o Vila Nova se reabilitou na última rodada, chegando a 47 pontos, e não se desgarrou na briga pelo acesso direto. Dependendo dos tropeços dos concorrentes diretos, pode até voltar a figurar no G-2.

Do outro lado, o Avaí não vence há três jogos, sendo o último a derrota por 1 a 0 para o Fortaleza, fora de casa. Com 29 pontos, abre a zona vermelha, mas pode sair dela em caso de triunfo e tropeço do Botafogo-SP na rodada. O time paulista também atua nesta segunda-feira, quando recebe o Goiás, às 19h30, no estádio Arena Nicnet/Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP).

O Botafogo vive um jejum de cinco jogos, sendo os quatro últimos derrotas para Atlético-GO (3 a 0), Cuiabá (2 a 1), Náutico (1 a 0 ) e Novorizontino (3 a 1), estacionando com 31 pontos, sendo o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O Goiás figura no meio de tabela, com 36 pontos, e chega para o confronto em princípio de crise, após perder o clássico goiano para o rival Vila Nova, por 2 a 0.

Por fim, às 19h30, o vice-lanterna América-MG, com 17 pontos, recebe o São Bernardo na Arena Independência, em Belo Horizonte (MG). Os mineiros vão para o segundo jogo seguido em casa, onde venceu na última rodada o Náutico, por 1 a 0, ganhando um respiro. Já os paulistas somam 35 pontos, e vem de derrota para outro time da zona de rebaixamento, o Londrina, por 2 a 1, em casa, se aproximando da briga pela permanência.

Informações do Estadão Conteúdo

Sucesso! Fenearte 2026 tem desfiles de moda, oficinas, transporte gratuito e shows de Marcelo Jeneci e Flaira Ferro; veja programação e serviços

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Investimento do Governo de Pernambuco para a edição deste ano foi de R$ 15 milhões. 

“São iniciativas como a Fenearte que nós precisamos continuar consolidando. Artesanato, arquitetura, mobiliário: tudo anda junto. É assim que movimentamos a nossa economia, valorizando o que Pernambuco tem de maisautêntico”.

Foi com essas palavras que a governadora Raquel Lyra abriu oficialmente a 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, a gestora visitou estandes e cumprimentou artesãos, comerciantes e visitantes. Recepcionada ao som vibrante do xaxado do grupo Cabras de Lampião, de Serra Talhada, a governadora percorreu espaços como a Alameda dos Mestres e o tradicional Salão de Arte Popular Ana Holanda.

“Todo mundo está convidado para vir à Fenearte. Tenho certeza de que neste ano teremos recorde de público. Desta vez estamos abrindo um pouquinho mais cedo, para que tudo aconteça com tranquilidade. Nos próximos dias, Pernambuco se transforma na maior vitrine de artesanato da América Latina”, completou a chefe do Executivo estadual.

Com o tema “A Feira das Feiras”, a edição histórica da Fenearte presta homenagem às feiras livres do Estado, reconhecidas como ponto de partida de muitos mestres artesãos. O evento vai até o dia 20 de julho e reúne mais de 5 mil artistas, expositores e empreendedores, ocupando cerca de 700 espaços de comercialização, sendo mais de 300 voltados exclusivamente para artesãos pernambucanos. 
 
A presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Ana Luiza Ferreira, destacou que a expectativa é superar os R$ 108 milhões de impacto econômico da edição passada. “Tivemos ano passado 320 mil pessoas circulando por aqui, e esperamos este ano bater esse número. Estamos falando de 5 mil artesãos, 700 espaços de comercialização. Enfim, é um evento que, de fato, enche os olhos e o coração da gente”, disse a presidente. 
 
Responsável pela curadoria da feira, Camila Bandeira reforçou a conexão do tema de 2025 com a origem de muitos artistas. “Escolhemos o tema ‘A Feira das Feiras’ para fazer homenagem a essa trajetória, essa memória da Fenearte. E também fazemos uma referência a todas as feiras livres que estão espalhadas por todo o nosso território”, disse. Lúcio Omena, diretor de conteúdo da feira, reforçou o papel afetivo e transformador do evento. “Esta é uma edição que comemora 25 anos de uma política de Estado. É algo para se celebrar muito no Brasil”, disse.
 Realizada desde o ano 2000, a Fenearte se tornou mais do que uma reunião e encontro plural de atores da nossa cultura popular, hoje ela é um símbolo de política pública que já faz parte da formação e imaginário popular de todos os pernambucanos. 
 
Quem se faz presente desde o início de tudo pode contar o que viu, viveu e ouviu. É o caso de Geralda Farias, artesã e ex-coordenadora do evento. Ela participa da Fenearte desde a primeira edição. “Eu guardo a Fenearte como um marco de luz na minha vida. Foram 25 anos de êxito, é um prazer enorme participar”, afirmou a artista. 
 
PERNAMBUCO MEU PAÍS – A programação cultural é um dos destaques da feira. Pela primeira vez, o evento conta com o Palco Pernambuco Meu País, com 70 apresentações de grupos e artistas ligados à cultura popular. “A cultura popular é o grande destaque desta Fenearte. Temos diversas linguagens reunidas: música, dança, economia criativa e artesanato, além de oficinas para crianças e espaços para toda a família”, destacou a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.
 
O presidente da Empetur, Eduardo Loyo, também ressaltou a importância da feira na mensuração de resultados turísticos. “A Fenearte lota os hotéis da Região Metropolitana do Recife. Nosso setor de pesquisa avalia o perfil dos visitantes e o impacto na economia. Ano passado já tivemos recorde de movimentação e esperamos bater novamente esses números”, explicou Loyo.
 
A feira também oferece serviços como o Espaço Cidadania, voltado para acolhimento de crianças de 4 a 13 anos enquanto pais e mães trabalham ou visitam o evento. Também há exposições imersivas e o espaço do Programa Pernambuco Artesão, uma parceria com o Sebrae que estimula a produção e capacitação dos artistas.
 
Além disso, também foi feito um investimento na segurança para o evento. Durante os dias de feira, 1342 profissionais de segurança pública estarão a postos para atender os visitantes por meio da Delegacia Móvel, ações do Alerta Celular. Haverá também vigilância por meio de drones e pela Plataforma de Observação Elevada, instalada na área externa do evento. 
 
Do interior de São Paulo, a artesã Isabel Ferrari participa pela primeira vez da feira e exibe bancos esculpidos em marchetaria. “É um reconhecimento enorme estar aqui. É muito bom conhecer os artistas que sempre admirei de longe e poder compartilhar meu trabalho com um público tão interessado”, relatou.

No Dia Nacional do Rádio, celebramos a força de um meio que atravessa gerações e segue fazendo parte da vida dos brasileiros.

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O rádio muda de frequência, mas nunca perde a voz

Foto horizontal: coleção de rádios antigos em diferentes modelos, tamanhos e tons de madeira, laranja e cinza.

Há notícias que chegam primeiro pelo rádio. Há músicas que nos devolvem a uma época inteira em poucos segundos. E há vozes que, de tão presentes na rotina, parecem falar de dentro de casa. É essa ligação que celebramos em 25 de setembro, Dia Nacional do Rádio, data escolhida em homenagem ao nascimento de Edgard Roquette-Pinto, um dos pioneiros da radiodifusão brasileira.

A história começou no Rio de Janeiro. Em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência, aconteceu a primeira transmissão oficial de rádio no Brasil. No ano seguinte, Roquette-Pinto e Henrique Morize criaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o desejo de levar educação, ciência e cultura a mais pessoas. A ideia era simples e poderosa: fazer a informação viajar mais longe.

De lá para cá, o rádio aprendeu a contar o tempo do país. Narrou gols que pararam cidades, acompanhou momentos decisivos da nossa história, abriu espaço para artistas e fez companhia em madrugadas silenciosas. Com o transistor, saiu da sala de estar para acompanhar as pessoas na rua. Depois vieram o FM, a transmissão pela internet, os aplicativos e o vídeo. Mudaram os aparelhos e as formas de ouvir. O encontro entre quem fala e quem escuta permaneceu.

A Rádio Manchete Rio também faz parte dessa trajetória. Sua história passa pela antiga Rádio Federal, de Niterói, adquirida pelo grupo de Adolpho Bloch nos anos 1970 e mais tarde transformada em Rádio Manchete. No AM 760, a emissora conquistou um lugar na memória dos ouvintes com comunicadores, jornalismo, esporte, música e a conversa direta que só o rádio sabe criar.

Essa história ganhou novos capítulos. A Manchete ampliou sua presença no FM e nas plataformas digitais e, em 2026, estreou no dial 96,1 FM. Hoje, a emissora leva sua programação a quem sintoniza pelo rádio e a quem acompanha pelo celular ou pela tela. É uma maneira de estar mais perto de um público que também mudou seus hábitos, sem perder a essência construída ao longo de décadas.

Para nós, celebrar o Dia Nacional do Rádio é celebrar quem torna tudo isso possível: os profissionais diante e atrás dos microfones e, sobretudo, os ouvintes. São eles que ligam para participar, confiam uma história à reportagem, acompanham uma notícia no trânsito, comemoram um gol junto com a transmissão ou simplesmente deixam a rádio ligada para ter companhia.

O rádio tem essa capacidade rara de fazer alguém se sentir próximo, mesmo a quilômetros de distância. Na Manchete, queremos honrar esse vínculo a cada dia: com informação, serviço, emoção e espaço para as vozes do Rio.

Vozes eternas

Essa história tem vozes que o Brasil aprendeu a reconhecer pelo rádio. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, começou no microfone antes de conquistar a televisão. No esporte, nomes como Ary Barroso e Fiori Gigliotti que transformaram a narração em espetáculo.

No Rio, a Rádio Nacional levou o Repórter Esso de Heron Domingues a milhões de ouvintes e fez dos programas de César de Alencar e Paulo Gracindo parte da vida das famílias. Haroldo de Andrade transformou a conversa com o público em marca registrada, enquanto José Carlos Araújo, o Garotinho, deu emoção própria às transmissões de futebol. Luiz de França levou alto astral para dentro das casas das famílias brasileiras e tantos outros locutores e comunicadores importantes.  O rádio brasileiro tem muitas vozes, mas algumas parecem fazer parte da própria paisagem sonora do Rio. Estilos diferentes, unidos pelo talento de criar uma ligação duradoura com o público.

Feliz Dia Nacional do Rádio. E obrigado por fazer parte da nossa história.

Quando o agressor mora em casa: o desafio de proteger a infância no Brasil

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O Brasil enfrenta uma crise humanitária silenciosa que ocorre dentro de quatro paredes. Dados recentes do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania revelam um cenário devastador: as denúncias de violência infantojuvenil cresceram assustadores 120% em apenas cinco anos.

O salto de 73.635 registros em 2020 para 165.413 em 2025, monitorado pelo serviço do Disque 100, não é apenas um ajuste estatístico ou reflexo de uma maior propensão a denunciar; é o sintoma de uma sociedade que falha sistematicamente em proteger sua parcela mais vulnerável.

O ritmo de 2026 é ainda mais preocupante, com 115.814 denúncias registradas apenas no primeiro quadrimestre, indicando, conforme alertas da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que o teto histórico será novamente superado. A anatomia dessa violência é cruel. Das violações reportadas este ano, 32 mil referem-se a crimes sexuais, dado que encontra eco nas notificações do Ministério da Saúde/Sinan, que em estados como São Paulo chegam a representar 90% dos casos de violência física notificada, de acordo com análises do UNICEF Brasil.

O perfil das vítimas desenha uma tragédia de gênero e idade: a maioria é do sexo feminino, concentrada na faixa etária de 4 a 8 anos, segundo os registros epidemiológicos do Sinan. O dado mais perturbador, contudo, reside na origem da agressão. Longe de ser um perigo externo, o autor da violência é, em regra, uma pessoa de confiança: pais, padrastos e familiares próximos.

A casa, que deveria ser o santuário da infância, consolidou-se como o principal cenário de abusos, negligências e torturas físicas e psicológicas. Essa crise de violência apresenta múltiplas dimensões. Além do abuso sexual, a negligência e a exploração seguem destruindo o desenvolvimento cognitivo e emocional de milhões de jovens.

A reiteração desses crimes sob o teto familiar evidencia a fragilidade das nossas redes de monitoramento. Se o agressor é quem detém a guarda e o afeto da criança, o Estado e a sociedade civil precisam ser muito mais do que receptores de denúncias via disque 100; precisam ser agentes de busca ativa e prevenção primária, conforme preconizam as diretrizes do UNICEF Brasil para a proteção integral.

Para reverter este quadro, é imprescindível que o Brasil avance em duas frentes. Primeiro, na educação protetiva nas escolas: crianças precisam ser ensinadas, de forma lúdica e adequada à idade, a identificar toques inadequados e a diferenciar segredos saudáveis de ameaças.

Segundo, é urgente o fortalecimento orçamentário dos Conselhos Tutelares e das delegacias especializadas, pauta defendida pelo Senado Federal, garantindo que a denúncia resulte em punição efetiva e acolhimento psicossocial imediato.

Não podemos aceitar que o crescimento das estatísticas seja normalizado. Proteger a infância não é uma escolha política, é o requisito básico para a existência de um futuro minimamente civilizado.

  • Artigo de Joice Martins Diaz*. Joice Martins Diaz é Pedagoga e Mestre em Educação. Além disso, é professora e coordenadora dos cursos de Pós-graduação em Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

Supremo Tribunal Federal Dino manda PF investigar denúncia de financiamento estrangeiro à campanha de Flávio

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Apuração também deve verificar se houve veiculação remunerada, por perfis sediados no exterior, de conteúdos sobre as eleições brasileiras com mensagens favoráveis ao senador, “sem identificação do pagador, nem dos valores pagos”

 /Foto: Rosinei Coutinho/STF

(Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar denúncias de suposto financiamento estrangeiro à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de manipulação de algoritmos de redes sociais nas eleições. O parlamentar nega qualquer irregularidade.

A investigação vai se debruçar sobre o suposto aporte de recursos estrangeiros em benefício de campanha eleitoral, envolvendo a Rockbridge Network. A suspeita é a de que a empresa “teria participado de tratativas voltadas à obtenção de apoio financeiro” para a campanha de Flávio Bolsonaro, intermediada por Tallis Gomes e Pedro Sang. A Constituição proíbe partidos políticos de receberem “recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros”.

O inquérito também vai investigar se houve veiculação remunerada, por perfis sediados no exterior, de conteúdos sobre as eleições brasileiras com mensagens favoráveis a Flávio, “sem identificação do pagador, nem dos valores pagos”, a partir de previsões de plataforma do mercado de previsões.

Segundo o ministro, os fatos sob suspeita “apontam para a intensificação dos indícios de ingerência estrangeira no processo eleitoral”. Ao abrir a apuração, Dino afirmou que é “intolerável” que um Estado seja “constrangido, ameaçado ou submetido a mecanismos externos de coerção destinados a condicionar o exercício regular das competências atribuídas às suas instituições”.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu o ministro.

(Informações do Correio Brasiliense)

“Pix pensão”: o que muda com o projeto aprovado pelo Congresso?

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Por Marcelo Santoro Almeida, professor de Direito de Família da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

Senado aprova criação do “Pix Pensão” para pagamento automático de pensão alimentícia

A aprovação do Projeto de Lei nº 4.978/2023 pelo Congresso Nacional representa um importante avanço na busca por maior efetividade no pagamento da pensão alimentícia. Embora tenha ficado conhecido popularmente como “Pix pensão”, a proposta vai muito além da utilização do sistema de pagamentos instantâneos. Seu verdadeiro objetivo é criar um mecanismo que torne mais eficiente o cumprimento de uma das obrigações mais relevantes do Direito de Família: garantir os recursos necessários para a subsistência de quem depende dos alimentos.

Atualmente, quando a pensão não é paga espontaneamente, o credor precisa recorrer ao Poder Judiciário para promover a execução da dívida. Em muitos casos, o atraso se prolonga por meses, comprometendo despesas essenciais como alimentação, moradia, educação, saúde e vestuário. Trata-se de uma situação que atinge justamente quem mais necessita de proteção: crianças, adolescentes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade.

O projeto aprovado busca enfrentar esse problema ao permitir que o juiz determine o desconto automático da pensão diretamente das contas bancárias do devedor, independentemente de ele possuir vínculo empregatício formal. Hoje, o desconto em folha funciona relativamente bem para empregados celetistas e servidores públicos, mas grande parte dos devedores exerce atividade como profissional liberal, empresário, autônomo ou trabalhador informal, dificultando a efetividade da cobrança.

Com a nova sistemática, o cumprimento da obrigação alimentar poderá se tornar mais célere, reduzindo a necessidade de sucessivas execuções judiciais e proporcionando maior segurança para quem depende da verba alimentar para sobreviver. É importante destacar, contudo, que a medida ainda não está em vigor. Apesar de aprovada pelo Congresso Nacional, a proposta ainda depende da sanção do Presidente da República para se transformar em lei. Após a sanção, haverá a publicação oficial e, conforme o texto legal, sua entrada em vigor ocorrerá na forma prevista na própria lei.

Além disso, será necessária a implementação prática do novo sistema pelos órgãos responsáveis e pelas instituições financeiras, de modo que o mecanismo de desconto automático possa funcionar de maneira segura, eficiente e em conformidade com as determinações judiciais.

A iniciativa merece destaque por fortalecer a proteção dos vulneráveis, princípio que orienta todo o sistema jurídico brasileiro. Não se trata apenas de facilitar a cobrança de uma dívida, mas de assegurar o direito fundamental à alimentação, à dignidade e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Também merece atenção o impacto positivo para milhares de mulheres brasileiras. Embora a obrigação alimentar recaia igualmente sobre pais e mães, a realidade demonstra que são elas, na imensa maioria dos casos, as responsáveis pela guarda cotidiana dos filhos e, consequentemente, quem enfrenta as dificuldades decorrentes do inadimplemento da pensão. Tornar o pagamento mais eficiente significa reduzir inseguranças financeiras e proporcionar maior estabilidade às famílias monoparentais chefiadas por mulheres.

Caso a sanção presidencial ocorra, as pessoas que já possuem pensão alimentícia fixada judicialmente poderão procurar um advogado de sua confiança ou, se não tiverem condições financeiras, a Defensoria Pública, para avaliar a possibilidade de requerer ao juízo competente a adoção do novo mecanismo de desconto automático, nos casos em que ele for cabível.

Mais do que uma inovação tecnológica, o chamado “Pix pensão” representa um passo importante para tornar efetivas decisões judiciais que, muitas vezes, permanecem apenas no papel. Afinal, uma sentença que fixa alimentos somente cumpre sua finalidade quando o valor devido chega, de forma regular e pontual, às mãos de quem dele necessita para viver com dignidade.

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Docente da Univasf lança livro sobre a influência dos Estados Unidos no Nordeste brasileiro durante a Guerra Fria

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“O Arabella Moderno: a Aliança para o Progresso no Nordeste e a busca dos EUA pelo ‘século americano’ (1960-1964)” é o título do livro do professor Pedro Carvalho Oliveira, docente do Colegiado de História da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), lançado neste ano. A obra resulta de uma pesquisa desenvolvida ao longo de vários anos e investiga as relações entre Brasil e Estados Unidos nos primeiros anos da década de 1960, período marcado pelas tensões da Guerra Fria.

A pesquisa teve origem durante o doutorado do autor, quando ele teve acesso a uma extensa documentação diplomática produzida por agentes da política externa norte-americana que atuavam na região. Segundo Oliveira, os documentos revelam o acompanhamento realizado pelo governo dos Estados Unidos sobre a situação política e social do Nordeste em um período marcado por tensões internacionais.

“Os representantes do governo dos EUA monitoravam ações políticas nordestinas, pois estavam preocupados que a difícil situação econômica da região pudesse gerar levantes revolucionários. No contexto das tensões causadas pela Guerra Fria, isso era motivo de grande preocupação para a política externa dos EUA”, explica.

O livro discute como essa percepção levou à formulação de políticas de investimento voltadas para o Nordeste, especialmente por meio da Aliança para o Progresso, programa criado pelo governo norte-americano para promover o desenvolvimento econômico e social na América Latina. A obra investiga onde esses recursos foram aplicados e quais foram seus efeitos na região.

De acordo com o autor, um dos diferenciais do estudo é destacar a centralidade do Nordeste nas relações entre Brasil e Estados Unidos naquele período. “O Nordeste se tornou fundamental para o trato dos EUA com o nosso país. Berço das Ligas Camponesas, era visto como uma região propensa à sublevação popular, o que poderia comprometer os interesses dos EUA no Brasil”, afirma.

O acervo consultado pelo docente reúne mais de duas mil páginas de registros produzidos pelo governo norte-americano sobre o monitoramento da região. Segundo Oliveira, a obra contribui para os estudos sobre história política, relações internacionais e desenvolvimento regional, ao examinar as conexões entre os interesses geopolíticos dos Estados Unidos e as transformações econômicas e sociais ocorridas no Nordeste brasileiro durante os anos 1960.

O livro pode ser adquirido gratuitamente no site da editora da Universidade de Pernambuco.

Moto Chico 2026. Veja a programação para este domingo de encerramento(12)

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A cidade de Petrolina está sendo palco de mais uma edição do Moto Chico, um dos maiores encontros de motociclistas do Nordeste. Em sua 25ª edição, o evento estar  reunindo apaixonados pelo motociclismo de várias regiões do país.

Com apoio da Prefeitura de Petrolina, o Moto Chico vai além do entretenimento e contribui para o fortalecimento da economia do município. O encontro movimenta a rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio e diversos prestadores de serviços, atraindo milhares de visitantes durante os quatro dias de programação.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação participa do evento com um stand voltado à promoção do destino Petrolina. Durante a programação, estão sendo distribuídos guias turísticos da cidade e materiais informativos, além de orientações para turistas e moradores sobre os principais atrativos turísticos do município.

Confira a programação:

Domingo – 12/07

7:00h – Despedidas aos Motociclistas

14:00h – Som Mecânico

18:00h – Encerramento Oficial – Moto Chico 2026

*Programação sujeita a alteração.

Morre cantor e compositor Peppino di Capri, do sucesso ‘Champagne’, aos 86 anos

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Informação foi divulgada nas redes sociais do artista; apesar de estar afastado dos palcos por motivo de doença, a causa da morte não foi divulgada

Cantor veio algumas vezes ao Brasil/Reprodução/Rede Social

O artista deixa três filhos: Arrigo, conhecido como Igor, fruto de seu primeiro casamento com Roberta, além de Edoardo e Dario, ambos do casamento com Giuliana Gagliardia.

Seis décadas de carreira

Com mais de 500 músicas gravadas, Peppino ajudou a moldar a música romântica e o easy listening internacional misturando rock, twist e tradição napolitana. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, consagrou-se como um embaixador do romantismo italiano, e colecionou sucessos como “Champagne”, “Roberta”, “E mo e mo”, “Let’s Twist Again”, “St. Tropez Twist”, “Nessuno al Mondo”, “Voce”, “Amare di Meno” e “Il sognatore”.

O artista visitou o Brasil em diversas turnês, sempre com ingressos esgotados, como em 2015 e 2017. Sua popularidade por aqui se deve em grande parte graças ao hit “Champagne”, que foi regravado por Roberto Carlos e se tornou um dos maiores sucessos internacionais do Rei.

Giuseppe Faiella nasceu em Capri, no dia 27 de julho de 1939. Criado em uma família de músicos, desde cedo demonstrou talento para a arte. Começou a tocar piano ainda criança e, com quatro anos, já se apresentava para soldados americanos na ilha.

Após cinco anos de estudos clássicos, Peppino tentou a chance no rock, como quase todo jovem cantor da epoca. Em 1958, ao lado de sua banda The Rockers, estourou nas paradas com o álbum de estreia que trazia clássicos como “Nun è Peccato” e seu primeiro grande sucesso, “Malatia”.

Nos anos seguintes, ele se tornaria o rei do twist na Itália e emplacaria sucessos estrondosos como “Roberta” e “Luna Caprese”. Na década de 1960, o auge da sua carreira, chegou a dividir o palco com os Beatles durante a turnê italiana da banda britânica, em 1965.

Em 1973, Peppino lançou o sucesso internacional “Champagne”. A balada nostálgica, que conta a história de um homem que brinda a solidão e celebra o fim de um amor proibido, tornou-se praticamente o seu hino oficial do artista.

Peppino participou 15 vezes do Festival de Sanremo, o palco mais importante da música italiana. Foi campeão duas vezes, “Un Grande Amore e Niente Più” (1973) e “Non Lo Faccio Più” (1976).

Peppino fundou sua própria gravadora (Splash), compôs trilhas sonoras e lançou projetos orquestrais aclamados, como o álbum Magnifique with Orchestra, refinando clássicos napolitanos e internacionais.

Em 2018, celebrou 60 anos de trajetória na música e, em 2023, foi laureado com o Prêmio de Carreira durante o Festival de Sanremo. Um ano depois, porém, viria a perder a esposa Giuliana, às vésperas de seus 80º aniversário.

A arte de Peppino também foi eternizada nas telas. Em 2025, foi lançada a cinebiografia ‘Champagne”, dirigida por Cinzia TH Torrini e estrelada por Francesco Del Gaudio. Sua última aparição nos palcos aconteceu há cerca de um ano, durante uma noite em sua homenagem, quando cantou com a banda Capri Rockers, liderada por seu filho Edoardo.

Vereadora Liana Cirne denuncia mais 37 municípios ao MPPE, TCE e MPT por descumprimento do piso dos professores contratados

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Liana Cirne denuncia 37 municípios por suposto descumprimento do piso dos professores - Blog da Folha - Folha PE

A vereadora do Recife e professora de Direito da UFPE, Liana Cirne (PT), protocolou, na última quinta-feira (9), 37 novas representações contra municípios pernambucanos por descumprirem o Piso Salarial Nacional do Magistério em relação aos professores contratados temporariamente.

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ao Ministério Público do Trabalho da 6ª Região (MPT-6) e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), e apontam uma série de possíveis irregularidades na política de contratação e remuneração dos profissionais da educação.

Nas representações ao Ministério Público do Trabalho, Liana solicita a instauração de procedimentos investigatórios para apurar as condições de contratação dos professores temporários, o cumprimento do piso salarial nacional previsto na Lei Federal nº 11.738/2008 e o respeito ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.308 da Repercussão Geral, que assegura a aplicação do piso também aos profissionais contratados temporariamente.

“Além de não pagar o piso, em muitos municípios, os professores contratados convivem com vínculos precários, contratos sucessivos, ausência de férias, décimo terceiro e outras práticas que desvalorizam quem está diariamente em sala de aula. Estamos acionando todos os órgãos competentes para garantir que a lei seja cumprida e que esses profissionais tenham seus direitos respeitados”, afirma Liana Cirne.

Os documentos também requerem a investigação de eventuais atrasos salariais, a celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e, caso as irregularidades sejam confirmadas, o ajuizamento de Ações Civis Públicas para garantir os direitos coletivos dos profissionais da educação.

Já nas representações encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado, a parlamentar pede a realização de auditorias e inspeções para verificar não apenas o pagamento do piso, mas também possíveis violações de direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e recesso remunerado.

Outro ponto destacado é a prática de sucessivas contratações e rescisões de professores temporários, que, segundo as denúncias, pode caracterizar fracionamento artificial dos vínculos de trabalho, prejudicando o acesso dos profissionais a direitos trabalhistas. Por isso, Liana solicita a concessão de medida cautelar para determinar que os municípios interrompam essa prática enquanto as investigações estiverem em andamento.

As representações ao Ministério Público de Pernambuco também pedem a apuração da política de contratação dos profissionais da educação e dos impactos dessas práticas na continuidade do serviço público e na qualidade do ensino. Além disso, requerem a adoção de medidas extrajudiciais, como a celebração de TACs, e, se necessário, o ajuizamento de ações judiciais para assegurar a valorização dos profissionais da educação e a efetivação do direito fundamental à educação de qualidade.

Esta é a segunda grande leva de representações protocoladas pela parlamentar. Com as novas denúncias, chega a 52 o número de municípios pernambucanos denunciados por irregularidades relacionadas ao pagamento do piso nacional do magistério e às condições de trabalho dos professores contratados.

Confira a lista de cidades:

1. Cabo de Santo Agostinho

2. Paulista

3. Timbaúba

4. Camutanga

5. Carpina

6. Escada

7. Ribeirão

8. Catende

9. Gameleira

10. Vitória de Santo Antão

11. Glória do Goitá

12. Bezerros

13. Cumaru

14. Passira

15. Santa Cruz do Capibaribe

16. Taquaritinga do Norte

17. Santa Maria do Cambucá

18. Frei Miguelinho

19. Surubim

20. São Caetano

21. Buíque

22. Panelas

23. Bom Jardim

24. Garanhuns

25. Calçado

26. Sertânia

27. Custódia

28. Verdejante

29. Petrolândia

30. Angelim

31. Lagoa do Carro

32. Gravatá

33. Xexéu

34. Itacuruba

35. Água Preta

36. Iati

37. Jaqueira

Alunos da rede municipal de Petrolina são medalhistas da 20ª OBMEP

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Estudantes de sete escolas municipais foram reconhecidos pelo desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

A rede municipal de ensino de Petrolina tem sete estudantes entre os medalhistas da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Os alunos, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, foram reconhecidos pelo desempenho na competição, que reúne estudantes de escolas públicas de todo o país e busca estimular o interesse pela matemática e revelar novos talentos.
Entre os estudantes estão Elyel Deusdete Menezes dos Santos, da Escola Municipal Júlia Elisa Coelho, e David Daniel Libório Silva, da Escola Municipal Professora Eliete Araújo de Souza. Os dois conquistaram medalha de bronze nacional e prata regional.
Também foram medalhistas Rafaela dos Reis Castro Oliveira e Raquel dos Reis Castro Oliveira, da Escola Municipal Jacob Ferreira; Maria Kauany Nunes Brito, da Escola Municipal João Rodrigues de Macedo; Thayllon da Silva Gomes, da Escola Municipal Dom Antônio Malan; e Emanuel Santos Macedo, da Escola Municipal João Ferreira Gomes. Os cinco estudantes conquistaram medalha de bronze regional.
A premiação da 20ª OBMEP reuniu representantes da educação para celebrar os estudantes medalhistas. Em Petrolina, a cerimônia aconteceu esta semana (1º), no SENAI Petrolina. O resultado evidencia o potencial dos estudantes da rede municipal e o trabalho desenvolvido nas escolas para fortalecer a aprendizagem da matemática. A participação em olimpíadas científicas também amplia as oportunidades para que os alunos desenvolvam raciocínio lógico, criatividade e interesse pela área.
Prefeitura Municipal de Petrolina – Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte