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Lula rebate Trump e cobra respeito dos Estados Unidos ao Brasil

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Presidente afirmou que não pediu reunião bilateral durante o G7, defendeu as negociações em curso e disse que o líder americano conhece pouco a realidade brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu o presidente americano, Donald Trump, e cobrou respeito dos Estados Unidos ao Brasil. A fala ocorreu nesta quarta-feira (17/6), durante coletiva de imprensa após a Cúpula do G7, na França.

Lula afirmou, ainda, que não solicitou uma reunião bilateral com Trump, e que as tratativas entre os dois países continuam sendo conduzidas pelos canais diplomáticos.

O petista reagiu a uma fala do republicano, que chamou o Brasil de um país “politicamente complicado”. Sobre a declaração, Lula respondeu que Trump tem uma visão limitada sobre o Brasil. “Se ele conhece o Brasil pela relação com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil”, enfatizou.
O chefe do Executivo destacou que o Brasil tem o sistema eletrônico mais moderno do mundo, e que pode servir de modelo para os demais países. “Não tem país no mundo que tenha o sistema eletrônico como nós, que, duas horas depois, já sabemos o resultado em 27 estados. Se tem alguém que precisa aprender com eleições civilizadas, é meu amigo Trump. Da próxima vez, vou levar uma urna para ele”, comentou.
Lula também cobrou respeito à soberania brasileira e afirmou que divergências políticas não podem interferir na relação entre os países.
“Ele (Trump) tem direito de ter as preferências eleitorais e ideológicas, mas espero que ele não fira o convívio de ética entre as nações. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho e do neto. Gosto não se discute, mas eu quero respeito pelo Brasil, que é o que tenho pelos Estados Unidos”, declarou.

Lula negou ter pedido reunião

O presidente afirmou que o Brasil apresentou informações aos EUA sobre o combate ao crime organizado e sobre outros temas de interesse bilateral. A segurança pública virou um assunto especialmente espinhoso após a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo americano.
Lula ressaltou que prefere aguardar o resultado das negociações antes de buscar uma conversa direta com Trump. No Planalto, havia uma expectativa de que o presidente poderia se reunir de maneira informal com o americano durante a agenda no G7, o que não ocorreu. O petista, porém, negou.
“Eu não pedi reunião bilateral, porque o que ele fez com o Brasil foi algo desaforável. Nós estamos negociando, eu entreguei um documento do crime organizado e que nossa polícia está preparada contra o crime. Mostrei as armas apreendidas. Mostrei por escrito, porque quem fala muito ouve pouco”, disse.
Lula continuou e disse: “Se não der em nada, aí não tenho problema em ligar para ele e negociar de novo. Eu não tenho problema em ligar para ele. Eu aprendi a negociar. A gente cumpre o rito de uma negociação e não fica pegando de surpresa”.
Informação do Correio Brasiliense
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