Produção industrial pernambucana cresceu 13,9% de janeiro a agosto, enquanto o avanço nacional foi de 0,8%

Pernambuco mantém a liderança da indústria no Nordeste e registra o segundo maior crescimento industrial do Brasil em 2026. A produção industrial do Estado avançou 13,9% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a média nacional foi de 0,8%.
O resultado coloca Pernambuco atrás apenas do Espírito Santo, que registrou crescimento de 17,7% entre janeiro e agosto. O desempenho pernambucano também se destaca no cenário regional: o Estado foi o único do Nordeste a apresentar alta no acumulado do ano, enquanto Ceará, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte registraram retração.
Na indústria de transformação, que reúne as atividades fabris, o desempenho é ainda mais expressivo. Pernambuco apresentou 13,9% de crescimento no acumulado do ano, o maior resultado do país. O Estado lidera esse indicador nacional em todos os meses de 2026. No acumulado de 12 meses, a produção industrial pernambucana registra alta de 10%, segundo maior resultado do Brasil e o único positivo entre os estados nordestinos pesquisados.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, os números reforçam a força da atividade industrial no Estado.”Pernambuco vem mostrando a força e a capacidade de sua indústria, mesmo diante de um cenário nacional desafiador. Liderar o crescimento da indústria de transformação e manter o melhor desempenho do Nordeste demonstra que estamos criando um ambiente cada vez mais favorável à produção, aos investimentos e à geração de oportunidades”, disse.
Na comparação entre agosto e julho, a produção industrial pernambucana recuou 2,5%, acompanhando um movimento de perda de ritmo registrado em parte do país. Dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram queda nessa comparação. Ainda assim, Pernambuco mantém um dos melhores desempenhos do país no acumulado de 2026.
REFINARIA – Entre os segmentos que contribuíram para o resultado está a fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, que cresceu 5,6% em agosto na comparação com julho. A atividade acumula alta de 74% no ano. No mês, a Refinaria Abreu e Lima registrou recordes de processamento e de produção de gás de cozinha, coque e nafta.
A indústria também teve participação importante na geração de empregos. Segundo o Novo Caged, o setor criou 3.296 empregos formais em Pernambuco em agosto, o equivalente a 24,5% do saldo de empregos do Estado no mês.

