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Mulher que sobreviveu a injeção letal nos EUA faz primeira aparição pública

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Christa Pike foi a primeira mulher a ser condenada à pena no estado do Tennessee; na declaração ela relata dores em todo o corpo, na mente e na alma

Christa está no corredor da morte há mais de duas décadas, pelo assassinato de Colleen Slemmer, uma colega de classe de 19 anos, em março de 1996.  -  (crédito: Tennessee Department of Correction/AFP)

Um mês após receber duas doses de injeção letal e sobreviver, Christa Pike fez a primeira declaração pública nesta sexta-feira (30/10), onde relatou ter acordado confusa e com dores. Ela foi a primeira mulher do estado do Tennessee a ser condenada a essa pena

Christa está no corredor da morte há mais de duas décadas, pelo assassinato de Colleen Slemmer, uma colega de classe de 19 anos, em março de 1996.

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Segundo a equipe de advogados, os braços de Pike ficaram inchados e com hematomas depois que a equipe de execução tentou inserir as duas doses da droga letal, na noite de 30 de setembro de 2026. Os especialistas sugeriram que os ferimentos de Pike podem ter sido resultado da inserção incorreta da agulha ou do vazamento da substância química para os tecidos. Mas o estado ainda investiga o que aconteceu para o fracasso da execução da sentença.

Na declaração, a condenada disse que sente dores em todo o corpo e na “alma”, desde a noite da tentativa de execução. “Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar. E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma”, disse Pike.

“Eu não tinha pensado na vida além daquela noite e estou profundamente magoada com a incompetência que colocou tantas pessoas nessa situação terrível”, acrescentou Pike.

O governador do estado, Bill Lee, não se pronunciou após a declaração da prisioneira e dos advogados. Porém, em uma fala aos repórteres, na quarta-feira (28/10), Lee não descartou a possibilidade de uma segunda tentativa de execução. “Suspeito que a sentença dela será a mesma de antes, a menos que os tribunais determinem o contrário”, disse ele aos repórteres.