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Live e foco nos eleitores mais idosos: a estratégia de Lula na reta final do 2º turno

2019
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Iniciativa será apresentada por um integrante da força-tarefa digital e tem como objetivo ampliar o diálogo direto com jovens e mulheres

A coordenação política da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva deve receber, nos próximos dias, a sugestão de realizar uma transmissão ao vivo na última semana do segundo turno. A proposta prevê que a live ocorra na quarta ou na quinta-feira que vem, mas ainda depende de aprovação da campanha.

A iniciativa será apresentada por um integrante da força-tarefa digital e tem como objetivo ampliar o diálogo direto com os eleitores, especialmente jovens e mulheres. A transmissão também deverá abordar temas sociais em debate na reta final da disputa. A realização da live, no entanto, ainda não está confirmada e depende do aval do comando político da campanha.

A proposta considera o aumento do alcance de vídeos em formato de selfie publicados por Lula sobre assuntos do cotidiano, como o fim da escala de trabalho 6×1. A mudança na comunicação ocorre após o presidente reconhecer, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, dificuldades do governo para divulgar suas ações e ocupar o debate público durante o primeiro turno.

Campanha também prepara estratégia para o eleitorado idoso

Outra frente de atuação na última semana será a mobilização dos eleitores idosos e a redução da abstenção. Integrantes do planejamento da campanha acompanham a situação do transporte público gratuito no dia da eleição, considerado um fator importante para facilitar o deslocamento desse público até os locais de votação.

A campanha também prepara mudanças no horário eleitoral de televisão, com foco nos eleitores mais velhos. A estratégia prevê reforçar o chamado ao voto e direcionar críticas ao adversário Flávio Bolsonaro.

Entre os temas previstos estão possíveis mudanças nas regras da aposentadoria, como o aumento da idade mínima e a desvinculação dos reajustes dos benefícios em relação ao salário mínimo. A propaganda também deverá apresentar respostas às críticas da oposição sobre os preços dos alimentos.(Correio Brasiliense)