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Envelhecer com autonomia: Terapia Ocupacional estimula independência de idosos

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Profissão atua para preservar a independência, estimular a participação social e ampliar possibilidades no cotidiano

O Brasil vive um processo de envelhecimento da população, tornando cada vez mais importante discutir autonomia, participação e qualidade de vida na velhice. Em 2024, o país tinha cerca de 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, a Terapia Ocupacional contribui para que a pessoa idosa mantenha sua independência funcional e continue participando de atividades que fazem parte de sua rotina e de seus interesses.

De acordo com a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Petrolina, Sayonara Queiroz, a profissão tem um papel importante na promoção de um envelhecimento mais ativo, estimulando a autonomia e a participação da pessoa idosa. “Esse processo envolve também a independência funcional, a realização de atividades diárias e a gestão da própria saúde”, explica.

A atuação do terapeuta ocupacional pode envolver diferentes estratégias, desde o estímulo à cognição funcional e ao lazer até o aprendizado de novas tarefas e o resgate de atividades e projetos que ficaram de lado ao longo da vida. “É também uma forma de desengavetar sonhos, criando possibilidades de participação e realização durante o envelhecimento”, comenta a coordenadora.

Para Sayonara, estimular a pessoa idosa a continuar desempenhando atividades de seu interesse também contribui para a manutenção de diferentes habilidades. “Essa prática favorece as funções sensoriais, motoras, perceptivas e cognitivas, aprimorando sua capacidade de aprender novas habilidades”, destaca.

Mesmo quando a pessoa já apresenta alguma perda funcional, o profissional pode trabalhar a partir das habilidades que permanecem, buscando ampliar a autonomia dentro das possibilidades de cada indivíduo. “O terapeuta ocupacional atua nas habilidades remanescentes, potencializando a autonomia dentro das possibilidades de cada indivíduo”, ressalta.

A família e as pessoas que convivem com o idoso também desempenham um papel importante nesse processo. Mais do que assumir as tarefas, é importante oferecer suporte para que a pessoa continue participando da própria rotina e tomando decisões sobre sua vida. “Apoiar o idoso não significa fazer por ele”, conclui a coordenadora.