Em nota conjunta, entidades criticaram decisões judiciais do STF e TSE, e se solidarizaram com a emissora

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se manifestaram sobre o cancelamento do debate entre candidatos à Presidência na Globo no primeiro turno, nesta quinta-feira (1º/10).
As entidades afirmam se solidarizar com a TV Globo e ver com indignação as decisões judiciais que antecederam o cancelamento. Após Lula (PT) afirmar que não compareceria ao debate, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que o candidato do Missão, Renan Santos, participasse do debate. Já a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu que a emissora mostrasse o púlpito do candidato petista vazio durante a exibição.
“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”, diz a nota conjunta. “É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”.


