Estudo com adultos mostra que combinação supera IMC ao apontar risco de mortalidade ao longo de quase sete anos

O índice de massa corporal (IMC) é um dos principais indicadores usados na prática clínica para avaliar o peso corporal, mas pode não ser o parâmetro mais preciso para estimar o risco de morte. É o que sugere um novo estudo, segundo o qual a combinação entre o acúmulo de gordura abdominal e a força muscular pode ser um indicador mais eficaz desse risco.
Como as medidas foram analisadas
A gordura abdominal foi estimada pelo diâmetro do abdômen. Isoladamente, essa medida não apresentou relação significativa com a mortalidade.
Já a força de preensão foi avaliada de forma proporcional ao tamanho do corpo. Em vez de considerar apenas a força total, os pesquisadores analisaram o quanto ela é adequada para o porte físio de cada pessoa.
Indivíduos com menor força relativa tiveram risco de morte cerca de 60% maior. Quando essa condição apareceu junto com o excesso de gordura abdominal, o risco foi ainda maior.
Participantes com as duas características apresentaram risco de mortalidade 97% maior em comparação com aqueles sem essas alterações. A associação foi observada mesmo após considerar fatores como idade, renda, hábitos de vida e presença de doenças.
Segundo os autores, o diâmetro abdominal pode indicar melhor a gordura visceral, que se acumula ao redor dos órgãos. Já a força de preensão relativa ajuda a identificar fraqueza, inclusive em pessoas com maior massa corporal.
Limites e o papel do IMC
Apesar dos resultados, os pesquisadores afirmam que ainda são necessárias mais evidências antes que essas medições sejam adotadas de forma rotineira.
Eles também destacam que nenhum indicador isolado é suficiente para prever a saúde futura. O IMC continua útil, mas deve ser interpretado em conjunto com outros fatores, como força muscular, mobilidade e composição corporal.

