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Mercado jurídico busca profissionais prontos para a prática, não só o diploma

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Mesmo com o ensino superior em expansão, empresas apontam dificuldade para encontrar quem consiga atuar desde o primeiro dia; especialista defende maior aproximação entre universidade e mercado 

A inteligência artificial transformou a rotina dos escritórios e departamentos jurídicos, automatizando pesquisas, análise documental e elaboração de minutas. Mas, paralelamente ao avanço tecnológico, uma deficiência estrutural continua sem solução: a formação de profissionais preparados para executar as atividades que mantêm empresas em funcionamento. Esse contexto ocorre em um momento em que o ensino superior brasileiro registra expansão. Segundo o último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Inep, o país ultrapassou 9 milhões de estudantes matriculados na graduação, mas empregadores de diferentes setores seguem apontando dificuldades para encontrar profissionais com experiência prática para atuar desde o primeiro dia de trabalho.

Para Anderson Silva, advogado, mestre em Direito Empresarial, professor e empreendedor, fundador da A2 Paralegal, especializada em operações jurídicas empresariais, essa distância entre universidade e mercado tornou-se um dos maiores desafios para a produtividade das organizações.”A inteligência artificial tende a reduzir o tempo gasto em tarefas operacionais repetitivas, mas ela não substitui profissionais que compreendem processos, sabem interpretar situações concretas e conseguem executar procedimentos com segurança. Em um mercado em que o acesso à informação foi praticamente democratizado, saber mais já não é suficiente. O diferencial está em transformar conhecimento em decisão, execução e resultado”, afirma.

A avaliação acompanha uma mudança no próprio perfil das empresas. Cada vez mais, departamentos jurídicos internos e escritórios especializados buscam profissionais capazes de atuar em operações societárias, abertura e regularização de empresas, registros em juntas comerciais, due diligence, compliance documental e organização de processos corporativos. São atividades que exigem domínio técnico, conhecimento regulatório e capacidade de execução, competências que nem sempre são desenvolvidas ao longo da graduação.

Segundo Anderson, a universidade continua sendo essencial para a formação jurídica e desempenha um papel fundamental na construção do pensamento crítico e da base teórica, embora enfrente desafios para acompanhar, no mesmo ritmo, a evolução das demandas operacionais no ambiente empresarial. “O ensino superior forma excelentes profissionais do ponto de vista teórico. O problema é que muitas vezes o aluno conclui a graduação sem vivenciar como uma operação jurídica funciona na prática. Quando chega ao mercado, encontra processos, sistemas, órgãos públicos, clientes e responsabilidades que exigem competências desenvolvidas apenas com prática orientada. Depois de mais de uma década formando equipes e estruturando operações jurídicas, percebo que existe uma diferença enorme entre conhecer o Direito e saber fazer uma operação funcionar. E é justamente nessa distância que muitos profissionais perdem oportunidades e muitas empresas perdem produtividade”, explica.

O desafio deixou de ser informação e passou a ser aplicação

O avanço das tecnologias de automação também modificou as habilidades mais valorizadas pelas empresas. Se antes memorizar legislação ou dominar procedimentos burocráticos era suficiente para diferenciar um profissional, hoje cresce a demanda por pessoas capazes de resolver problemas, interpretar cenários, tomar decisões e integrar tecnologia à execução das atividades.

Relatórios internacionais sobre o futuro do trabalho, como o Future of Jobs Report do Fórum Econômico Mundial, apontam que competências como pensamento analítico, aprendizagem contínua, resolução de problemas complexos e adaptabilidade estarão entre as mais demandadas até o fim da década, reforçando a necessidade de uma formação mais conectada à prática profissional.

Na visão do advogado, essa transformação também amplia o espaço para modelos de educação aplicada dentro das próprias empresas. “As organizações deixaram de contratar apenas pelo diploma e passaram a valorizar quem consegue entregar resultado. Tecnologia pode acelerar uma tarefa, mas não substitui repertório, julgamento, responsabilidade e capacidade de execução. O profissional que entender isso não precisa competir com a inteligência artificial; precisa aprender a utilizá-la para ampliar a própria capacidade de entrega”, diz.

Mais do que esperar mudanças na formação universitária, Anderson defende que a solução passa por uma responsabilidade compartilhada entre instituições de ensino, empresas e os próprios profissionais. Na avaliação dele, organizações que investem em programas internos de aprendizagem, mentorias, acompanhamento de processos e vivências práticas conseguem reduzir o tempo de adaptação de novos colaboradores e formar equipes mais preparadas para responder às demandas do mercado.

“A empresa não pode esperar que o profissional chegue completamente pronto, assim como a universidade não consegue reproduzir toda a dinâmica do ambiente corporativo. O caminho está em aproximar esses dois mundos. Formar pessoas não é apenas uma responsabilidade educacional; para as empresas, é uma decisão estratégica. Quanto maior o negócio, maior a necessidade de criar pessoas capazes de assumir responsabilidades, tomar decisões e sustentar a operação sem depender o tempo todo do fundador ou de poucas lideranças”, afirma.

Formação prática amplia empregabilidade e capacidade de execução

Ao longo dos últimos 12 anos, atuando na estruturação de operações jurídicas empresariais, Anderson acompanhou a evolução do chamado mercado paralegal, área que reúne profissionais que atuam em atividades jurídicas de apoio, como análise de documentos, gestão de processos e suporte a advogados e empresas, e identificou que a principal dificuldade de muitos profissionais não está na falta de conhecimento jurídico, mas na ausência de experiências que aproximem teoria e execução, percepção que o levou a criar o Desenvolvimento Para Todos (DPT), um ecossistema educacional voltado à formação de profissionais e empreendedores com foco em metodologias baseadas em situações reais de mercado.

“O mercado não procura apenas pessoas que conheçam a legislação. Procura profissionais capazes de organizar operações, estruturar processos, atender clientes, utilizar ferramentas e compreender como uma empresa funciona. Conhecimento abre portas, mas é a capacidade de executar que constrói uma carreira. E isso vale também para quem empreende: uma empresa não cresce de forma sustentável apenas porque seu fundador domina tecnicamente o que faz. Ela cresce quando conhecimento vira processo, pessoas, gestão e resultado”, conclui.

Sobre Anderson Silva

Anderson Silva é advogado, mestre em Direito Empresarial, professor, empresário e empreendedor. Fundador da A2 Paralegal há mais de 12 anos, construiu sua trajetória na estruturação de operações jurídicas empresariais, formação de equipes e desenvolvimento de negócios. Mais recentemente, idealizou o ecossistema educacional Desenvolvimento Para Todos (DPT), voltado à formação de profissionais e empreendedores.

Atua na estruturação de rotinas operacionais do setor jurídico e no desenvolvimento de pessoas, conectando prática de mercado, gestão e educação aplicada. Sua trajetória é marcada pela profissionalização das atividades que sustentam a operação de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, aliada à formação de novos profissionais e ao desenvolvimento de empreendedores.

Ao longo da jornada, Anderson passou a defender o desenvolvimento como ferramenta de transformação profissional e empresarial, ampliando essa atuação também para o empreendedorismo, com a visão de que empreender é uma carreira e, como tal, deve ser desenvolvida com método e consistência.

Por meio do DPT, estrutura iniciativas voltadas tanto à formação de profissionais que buscam inserção no mercado jurídico, independentemente de aprovação na OAB, quanto ao desenvolvimento de empreendedores em diferentes estágios, aproximando o ensino da realidade das operações e da gestão dos negócios

Para mais informações, acesse linkedin ou instagram.

Sobre a A2 Paralegal e o ecossistema educacional Desenvolvimento Para Todos

A A2 Paralegal, fundada há 12 anos, é especializada em operações para o mercado jurídico, com atuação em registros empresariais, organização societária, due diligence e suporte a escritórios e empresas.

Seu fundador, Anderson Silva, também lidera o Desenvolvimento Para Todos (DPT), ecossistema educacional voltado à formação de profissionais e empreendedores. A iniciativa reúne programas de desenvolvimento profissional e empresarial, atendendo profissionais do mercado jurídico, paralegal e empresários em diferentes estágios de crescimento.

O Empreend4All atende empresários em diferentes estágios de desenvolvimento, com foco na construção de negócios mais estruturados e preparados para crescer. O trabalho conecta cultura, talentos, processos e gestão por dados ao desenvolvimento da liderança e à evolução do empresário. Para negócios em fases mais avançadas, o ecossistema também promove networking qualificado, trocas estratégicas e conexões empresariais capazes de gerar novas oportunidades e acelerar a expansão.

A proposta nasce da experiência de Anderson à frente da A2 Paralegal, da criação e venda de outros negócios e da convicção de que empreender também é uma carreira: exige formação, método, capacidade de execução e evolução contínua.

Para mais informações, acesse o siteinstagramlinkedin e linkedin.com/in/desenvolvimentoparatodos/

Fonte de pesquisa

https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2023/apresentacao_censo_da_educacao_superior_2023.pdf