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Encerrando o ´Setembro Amarelo`: quando o trabalho adoece

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Psicóloga com mais de 30 anos de experiência chama atenção para os riscos psicossociais e para a importância de identificar sinais de sofrimento antes que eles se transformem em adoecimento.

Falar sobre saúde mental não deveria se limitar ao mês de setembro. Para a psicóloga Eliane Diniz, o encerramento do Setembro Amarelo pode ser justamente um convite para ampliar a conversa sobre escuta, prevenção e os ambientes em que as pessoas passam grande parte de suas vidas.

Psicóloga organizacional e clínica há mais de 30 anos, especialista em Saúde Mental, Riscos Psicossociais e NR-1, Eliane atua junto a empresas no mapeamento de fatores que podem contribuir para o adoecimento dos profissionais. Sobrecarga de trabalho, assédio, autoritarismo, falta de reconhecimento e comunicação inadequada estão entre as situações que identifica em suas avaliações.

“O ambiente de trabalho também precisa ser escutado”, afirma a profissional. A partir do mapeamento dos riscos psicossociais, Eliane desenvolve planos de ação voltados à conscientização e prevenção junto a líderes e equipes.

A experiência corporativa também se conecta à sua atuação clínica. Além da Terapia Cognitivo-Comportamental e da Psicologia Intercultural, Eliane é especialista em Psicogenealogia e, desde 2025, faz parte do grupo de Psicobioterapeutas formados pelo Instituto Cintia Chiarelli (ICC), responsável pela formação em Biodécodage no Brasil. Atualmente, também é monitora das turmas em formação.

Na prática terapêutica, a proposta é ampliar a escuta para compreender a relação entre sintomas, emoções e experiências vividas pelo paciente, sempre a partir de diagnóstico e acompanhamento médico quando há uma condição de saúde envolvida.

Um dos casos acompanhados por Eliane foi o de uma gestora de uma empresa do setor financeiro diagnosticada com gastrite e inflamação do esôfago. Durante o processo terapêutico, a profissional identificou, segundo seu relato, uma relação entre o sofrimento emocional da paciente e situações vivenciadas no ambiente de trabalho, envolvendo sobrecarga e uma relação percebida como autoritária.

Para Eliane, olhar para a saúde de maneira integrada não significa substituir a medicina tradicional, mas somar diferentes conhecimentos. “A medicina tradicional segue tendo sua relevância e a abordagem integral contribui para um olhar complementar e, portanto, mais completo”, afirma.

No encerramento do Setembro Amarelo, a discussão proposta pela psicóloga é que a escuta não termine junto com a campanha: ela precisa fazer parte das relações, das empresas e dos espaços onde o sofrimento emocional muitas vezes começa a aparecer.

Sobre o Instituto Cintia Chiarelli

O Instituto Cintia Chiarelli (ICC) atua na formação e desenvolvimento de profissionais interessados em abordagens integrativas, entre elas a Biodécodage. A formação reúne profissionais de diferentes áreas da saúde e regiões do país.

Saiba mais:
@edite.se_ @interacaosocial | (11) 9 9242 6168
@institutocintiachiarelli | (43) 99611-5476

Informações para a imprensa
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