A versatilidade artística do poeta, cantador, escritor, compositor e violonista petrolinense, Aldy Carvalho, vai além do sertão ao litoral, do interior às metrópoles, com todas as linguagens presentes em sua veia
artística.

No campo literário ele trafega do cordel a literatura infanto-juvenil, entre outros gêneros. O Aldy escritor acaba de tirar do forno seu mais novo livro “O Sapinho Ronaldo”, com ilustração de Anna B. Gonzales. Ele estará fazendo momento de autógrafo agendado na Biel do Livro São Paulo/ 2026 que acontecerá no começo de setembro.
Com linguagem acessível, o livro convida leitores a refletirem sobre inclusão, diversidade, respeito, identidade e pertencimento. Sensibilidade e leveza estão no contexto da fábula diante da força do personagem Ronaldo, desafiando padrões impostos ao enfrentar o peso dos preconceitos enquanto busca encontrar seu espaço no mundo. “Em meio a descobertas, rejeições e encontros transformadores, a história revela que aquilo que nos torna diferentes também pode ser nossa maior força”, aponta o autor.
Por meio de uma linguagem acessível e simbólica, a fábula convida crianças e jovens a refletirem sobre respeito, empatia e convivência com as diferenças, despertando importantes diálogos sobre identidade, aceitação e construção coletiva.
A trajetória do pequeno sapinho favorece rodas de conversa e práticas de leitura que estimulam a escuta, a consciência emocional e o olhar sensível para o outro. Ao mesmo tempo, a narrativa mostra como o medo do desconhecido pode ser transformado em aprendizado quando existe abertura para acolher novas perspectivas. Mais do que uma história encantadora, O sapinho Ronaldo é uma experiência literária que inspira educadores, mediadores de leitura e famílias a promoverem ambientes mais humanos, inclusivos e afetivos.
Com potencial pedagógico e interdisciplinar, a obra se torna uma poderosa ferramenta para trabalhar valores essenciais dentro e fora da sala de aula. A fábula infantojuvenil parte de uma pergunta simples e poderosa: o que acontece quando alguém decide não aceitar o lugar limitado que o mundo tenta lhe impor?
“Ronaldo é um sapinho curioso, sensível e cheio de vontade de aprender. Ele sonha em sair da lagoa, conhecer o mundo, cantar, desenvolver seus talentos e mostrar que sua espécie pode ser vista para além dos preconceitos e estereótipos. Mas sua jornada encontra medo, rejeição e vozes que tentam convencê-lo de que alguns sonhos não são para ele”, explica Aldy.
Ainda ao longo da narrativa, Ronaldo descobre que a coragem não nasce da ausência de obstáculos, mas da decisão de seguir em frente mesmo diante deles. Com o apoio da mãe e o encontro com outros animais também subestimados, ele compreende que cada ser possui habilidades próprias — e que a união entre diferentes pode transformar a maneira como todos se veem.
Poeta, cantador, escritor, compositor e violonista, nascido em Petrolina, no sertão de Pernambuco, Aldy constrói sua arte a partir de uma forte ligação com o universo nordestino, a tradição oral, a música e a literatura popular. Desde cedo, inventava e contava histórias, causos, anedotas e adivinhas em encontros na calçada, no terreiro e no alpendre. Essa vivência aparece em sua escrita, marcada pela musicalidade, pela memória afetiva e pelo olhar atento aos personagens, às culturas e às vozes do sertão. []



