Dor no peito, palpitação e falta de ar podem indicar diferentes urgências do coração. Especialista explica como identificá-las e quando procurar ajuda

Infarto do miocárdio, angina instável, arritmias, insuficiência cardíaca descompensada e edema pulmonar: São muitas, e relativamente comuns, as emergências cardíacas. No Brasil, um atendimento médico é realizado devido a urgência cardiológica a cada minuto.
Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) em um alerta realizado durante o Dia Mundial do Coração, em 2023. Além da alta frequência de emergências, as doenças cardiovasculares também respondem por boa parte da mortalidade no país, com cerca de 400 mil mortes anuais, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Apesar do que os números indicam, nem todos os infartos, uma das principais urgências vasculares, são fatais. O médico cardiologista do Hospital Jayme da Fonte, Edmar Freire, explica: “O que determina a gravidade de um infarto é a quantidade de músculo cardíaco envolvida no evento e se o quadro se associa ou não a arritmia maligna (compromete a capacidade do coração de bombear sangue).”
Dor torácica, palpitações, alterações do nível de consciência e falta de ar são todos sintomas que acendem um alerta, mas cada um predomina em um tipo de condição. A dor torácica é o sintoma principal das síndromes coronárias e aórticas agudas (infarto, angina instável e dissecção de aorta). Palpitações e alterações do nível de consciência predominam nas arritmias.
Já a dispneia é o sintoma central da insuficiência cardíaca descompensada ou edema pulmonar. No entanto, o cardiologista alerta: “A divisão é apenas didática: os sintomas se sobrepõem. Um infarto, por exemplo, pode ocorrer com dor torácica e dispneia juntas e assim sucessivamente.”
Ainda segundo o especialista, em caso de suspeita cardiológica, a automedicação é desaconselhada e todo o esforço deve ser concentrado na chegada mais rápida possível a um serviço de saúde. Sintomas muito intensos, fora habitual ou recorrentes e que não respondem a tratamento com analgésicos merecem atenção especial.
Fora do contexto emergencial, o médico recomenda a realização de check-ups cardíacos. De forma rotineira, ele indica começar entre os 20 e 30 anos, caso haja precedentes de doenças cardiovasculares na família, e aos 40 anos se completamente assintomático, sem fatores de risco e histórico familiar.
O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana e conta com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas, inclusive urgência cardiológica. O complexo hospitalar possui equipamentos de última geração para diagnóstico e tratamento de várias doenças, como o serviço de hemodinâmica, além de três unidades para consultas ambulatoriais.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO


