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Liquidação internacional do agronegócio passa a ser feita em segundos, diz TCR Finance

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Infraestrutura que integra bancos, Pix e ativos digitais permite pagamentos internacionais quase instantâneos e altera gestão de caixa em cadeias globais, incluindo o agronegócio

Operações internacionais do agronegócio brasileiro, que antes levavam de dois a cinco dias úteis, passam a ser liquidadas em segundos em modelos específicos viabilizados por um novo tipo de infraestrutura financeira, segundo a TCR Finance, fintech brasileira especializada em liquidações internacionais que utiliza stablecoins integradas ao sistema financeiro tradicional.

Segundo a TCR, companhias já utilizam fluxos híbridos que combinam sistema bancário tradicional, redes de pagamento instantâneo como o Pix e liquidez baseada em ativos digitais para acelerar transações internacionais e reduzir fricções operacionais, incluindo cadeias como o agronegócio.

“Quando uma empresa consegue liquidar uma operação internacional em menos de um minuto, ela não está apenas pagando mais rápido. Está reduzindo exposição cambial, otimizando fluxo de caixa e operando com uma margem de manobra que o sistema tradicional simplesmente não oferece”, afirma Ricardo Farhat, CEO da TCR Finance.

Na prática, operações de importação e exportação, como compra de insumos dolarizados ou recebimento por commodities, podem ser liquidadas em menos de um minuto em determinados fluxos, com rastreabilidade e conciliação automatizada entre sistemas financeiros.

A infraestrutura da empresa conecta a conversão entre o real e moedas estrangeiras, incluindo dólar digital (USDT e USDC), a sistemas bancários internacionais via SWIFT/RTP/WIRE e ao Pix, permitindo a liquidação integrada entre BRL, USD, EUR e moedas latino-americanas em um único fluxo.

De acordo com a fintech, o modelo permite que empresas recebam recursos, realizem conversões cambiais e executem pagamentos internacionais praticamente em tempo real, reduzindo a dependência exclusiva das janelas de liquidação bancária tradicionais.

Esse avanço impacta especialmente setores expostos a cadeias globais, como o agronegócio. Insumos como fertilizantes, defensivos e maquinário têm preços fortemente influenciados pelo dólar, enquanto exportações de commodities são negociadas na moeda americana, o que exige previsibilidade cambial para a gestão de hedge e fluxo de caixa.

Com a redução do tempo de liquidação, as empresas passam a ter maior controle sobre o momento da conversão cambial, podendo ajustar estratégias financeiras com base em condições de mercado em vez de prazos operacionais.

“O principal gargalo do câmbio internacional sempre foi o tempo”, afirma Gabriel Boni, COO da TCR Finance. “Eliminar essa fricção acelera operações e também muda o funcionamento das cadeias globais.”

Do ponto de vista técnico, o modelo depende da interoperabilidade entre diferentes sistemas financeiros. Em vez de substituir bancos, a arquitetura integra trilhos bancários tradicionais, redes de pagamento instantâneo e camadas de liquidez digital.

“Não existe um novo sistema financeiro isolado. Existe a orquestração entre infraestruturas que já existem. Os bancos continuam sendo fundamentais para liquidação regulada, enquanto ativos digitais funcionam como ponte de liquidez entre moedas e jurisdições”, reforça Márcio Souza, CTO da TCR Finance.

A plataforma também permite que contrapartes internacionais possam receber pagamentos iniciados via Pix e realizar liquidação em dólar ou dólar digital dentro da mesma infraestrutura, ampliando a interoperabilidade entre sistemas domésticos e redes globais.

Segundo dados internos, a TCR Finance movimentou mais de R$ 2 bilhões em transações internacionais entre 2024 e 2025, atendendo empresas que operam em cadeias globais, incluindo setores como eletroeletrônicos e agronegócio.

A empresa afirma operar em conformidade com a regulamentação aplicável a prestadores de serviços de ativos virtuais, com estrutura de compliance que inclui identificação de clientes, monitoramento transacional e trilhas completas de auditoria.

Além da operação direta, a TCR também oferece sua infraestrutura no modelo de Banking as a Service (BaaS), permitindo que fintechs e plataformas integrem câmbio, liquidação internacional e pagamentos multilaterais via APIs e soluções white-label.

Para Farhat, a tendência é que a liquidação internacional deixe de ser um limitador operacional. “Velocidade e previsibilidade tendem a caminhar juntas, e setores que dependem de cadeias globais, como o agronegócio, devem sentir esse impacto de forma mais direta.

Sobre a TCR Finance

A TCR Finance é uma fintech brasileira especializada em liquidações internacionais com uso de stablecoins integradas ao sistema financeiro tradicional. Sua infraestrutura híbrida combina Pix, trilhos digitais (USDT/USDC) e bancos conectados ao SWIFT, permitindo pagamentos globais em segundos com alta rastreabilidade e spreads reduzidos. Entre 2024 e 2025, a empresa movimentou cerca de R$ 2 bilhões. Atende empresas de todos os portes em BRL, USD, EUR, MXN, COP e ARS, oferecendo câmbio instantâneo, pagamentos multilaterais e soluções corporativas de compliance, KYC/KYB e auditoria. A TCR avança ainda no modelo de Banking as a Service (BaaS), viabilizando contas internacionais empresariais integradas à sua tecnologia de liquidação.