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Bolsomaster: Veja a lista atualizada dos influencers bolsonaristas que pularam do barco

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Bolsomaster: Veja a lista atualizada dos influencers bolsonaristas que pularam do barco

O escândalo apelidado de BolsoMaster não está apenas municiando a oposição, mas gerando um racha inédito dentro da própria direita. Após o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando recursos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, uma debandada de influenciadores e políticos conservadores tomou conta das redes sociais.

As gravações revelaram o senador articulando financiamento para Dark Horse, a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. O agravante que implodiu a ponte com a militância foi a descoberta de que Flávio manteve contato com o banqueiro mesmo após a prisão de Vorcaro na primeira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Uma publicação que viralizou no X (antigo Twitter) compilou os principais nomes da extrema-direita e da mídia conservadora que, até então, atuavam como escudo do clã Bolsonaro, mas que agora cobram explicações públicas do senador.

Quem são os influenciadores que abandonaram Flávio Bolsonaro

O impacto do caso nas redes é medido pela mudança de postura de comunicadores que falam diretamente com a base mais radical do bolsonarismo. A lista de nomes que “pularam do barco” inclui figuras carimbadas da guerra cultural:

    • Alexandre Garcia: O veterano pontuou que o episódio “pega mal” para a direita e afirmou que, ao misturar dinheiro de um banqueiro investigado com projetos pessoais, o senador se tornou devedor de Vorcaro.
    • Caio Coppolla: Em tom de ruptura, o comentarista publicou um vídeo acusando Flávio de “insistir na mentira” ao tentar esconder, num primeiro momento, sua ligação com o dono do Banco Master.
    • Rodrigo Constantino: Como já repercutido pela Fórum, Constantino demonstrou irritação severa com o fato de o senador ter visitado o banqueiro após a operação policial.
    • Ana Paula Henkel: A “Ana Paula do Vôlei” exigiu transparência total sobre os recursos de Dark Horse, arrastando também o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Mário Frias para o centro das cobranças.
    • Roger Moreira (Ultraje a Rigor) e Luís Ernesto Lacombe: Ambos endossaram o coro nas redes pedindo que a imprensa investigue o caso “sem poupar ninguém” da família.
    • Jeffrey Chiquini: Em tom de desespero, o advogado de Filipi Martins e influenciador demonstrou angústia com o impacto eleitoral do escândalo. Afirmando estar “sem chão”, declarou nas redes que a base conservadora não deve ser responsabilizada pelas “atitudes do Flávio” ou pelas “falas imprudentes do Zema”, alertando que os erros do senador vão pavimentar o caminho para uma nova vitória do PT nas urnas.

O racha avança para a política: Zema, Caiado e Salles

A crise de imagem vazou da bolha da internet para os palanques, mirando as eleições de 2026. Caciques da direita, percebendo a toxicidade do escândalo BolsoMaster, começaram a se afastar da figura de Flávio Bolsonaro.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), chegou a gravar uma entrevista classificando o áudio vazado como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. Embora Zema tenha tentado colocar panos quentes posteriormente chamando o caso de “página virada”, o estrago retórico já estava feito.

O movimento foi seguido por Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), que exigiu explicações públicas claras do senador sobre as fontes de financiamento da cinebiografia. Até mesmo Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, classificou a relação com Vorcaro como imoral.

O escândalo do Banco Master e o cerco jurídico

O derretimento do apoio a Flávio Bolsonaro ocorre em paralelo ao avanço das investigações. Daniel Vorcaro viu o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da Master S/A Corretora em novembro de 2025 devido a um rombo bilionário.

A defesa do senador do PL insiste que os valores discutidos eram referentes a patrocínios privados para o filme, negando qualquer oferta de vantagem indevida ou corrupção. No entanto, o entorno do projeto derreteu: a própria produtora de Dark Horse desmentiu Flávio, negando ter recebido qualquer aporte do banqueiro.

Agora, o caso ganha tração institucional. O PT já acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar o fluxo financeiro do filme, enquanto o silêncio de Jair Bolsonaro evidencia a dificuldade do núcleo duro em conter uma crise que nasceu, cresceu e está destruindo pontes dentro do próprio ecossistema conservador.

Informações do www.msn.com