Dia marca a assinatura da Lei Áurea, celebra Nossa Senhora de Fátima e homenageia a falange dos Pretos Velhos na Umbanda, mas não é feriado nacional

Poucas datas no calendário brasileiro carregam tantos significados ao mesmo tempo quanto o 13 de maio. Além de ser um dia ligado à memória e às controvérsias da abolição da escravidão, é uma celebração católica dedicada a Nossa Senhora de Fátima e, nas religiões de matriz africana, a data também é marcada pelas homenagens aos Pretos Velhos, entidades associadas à sabedoria, ao acolhimento e à ancestralidade negra.
Mesmo com todo esse peso simbólico, o 13 de maio não é feriado nacional. Em algumas cidades, porém, a data pode virar feriado municipal por motivos religiosos, históricos ou até por coincidir com aniversários locais. É o caso de municípios como Arraial do Cabo (RJ), Angico (TO), Cianorte (PR), Ribeirão Claro (PR) e Sorriso (MT).
A lembrança mais conhecida ligada ao dia costuma ser a assinatura da Lei Áurea, em 1888, pela princesa Isabel. O documento, em teoria, extinguiu a escravidão no Brasil e encerrou, ao menos oficialmente, um dos capítulos mais violentos da história do país. Mas, ao longo das últimas décadas, a forma de olhar para esse momento mudou bastante.
Hoje, historiadores e movimentos negros costumam lembrar que a liberdade não chegou como presente da monarquia. A abolição veio depois de séculos de resistência da população negra escravizada por meio de fugas, revoltas, organização política, luta por alforria e mobilização social.

