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O peso e a potência de liderar sendo mãe: conheça histórias reais de líderes que transformaram desafios em estratégia

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Executivas e empreendedoras compartilham como organizam a rotina, definem prioridades e transformam a maternidade em aliada na tomada de decisões

Poema “Mãe é quem fica”, de Bruna Estrela – Site do frei Gilvander Moreira

Liderar e empreender sendo mãe é um exercício diário de escolhas, renúncias e reinvenção. No Brasil, essa realidade faz parte da rotina de muitas mulheres. Segundo o Sebrae, 67% das empreendedoras têm filhos, o que revela um cenário em que carreira e maternidade caminham lado a lado, ainda que nem sempre de forma simples.

Conciliar uma agenda executiva com as demandas da maternidade segue como um dos principais desafios para mulheres em posições de liderança. Entre reuniões, metas e decisões estratégicas, há também a rotina dos filhos, os imprevistos e a necessidade constante de equilíbrio emocional. É um contexto que exige organização, flexibilidade e, sobretudo, consciência sobre prioridades.

Mais do que tentar dar conta de tudo, essas mulheres vêm transformando a forma de liderar. A maternidade passa a ser também uma fonte de aprendizado. Desenvolve empatia, fortalece a capacidade de tomar decisões sob pressão e amplia o olhar estratégico. Liderar, nesse contexto, deixa de ser apenas sobre resultados e passa a incluir pessoas, tempo e propósito.

A seguir, histórias de três mulheres que encontraram seus próprios caminhos para conciliar carreira e filhos. Trajetórias que mostram, na prática, como a maternidade pode não apenas coexistir com a liderança, mas também transformá-la.

“Antes de líder,  mãe”

Nereide dos Anjos, 54 anos, mãe de Lauren dos Anjos( in memorian 37 anos ), Leonardo dos Anjos, 33 anos, e Francisco dos Anjos,15 anos, co-fundadora da Anjos Colchões & Sofás, rede com mais de 35 anos de atuação

Matriarca da família Anjos, construiu sua carreira conciliando maternidade e trabalho, levando os filhos para a empresa quando necessário e organizando sua rotina com disciplina. Para ela, a experiência como mãe a tornou mais objetiva, ágil e assertiva na execução das tarefas. “A organização sempre foi essencial, com planejamento antecipado das demandas da casa e do trabalho. Acredito que tempo é uma questão de preferência, e que é possível equilibrar as áreas da vida com escolhas claras. Para mim, a saúde e o bem-estar dos filhos são inegociáveis, acima de qualquer compromisso profissional. Acredito que a maternidade desenvolve uma capacidade única de gestão do tempo e das preferências. Mais do que buscar equilíbrio, eu acredito que a maternidade sempre vem em primeiro lugar. E é justamente essa vivência que me torna uma líder mais humana, eficiente e consciente”, afirma a executiva.

“Empreender com o coração de mãe”

Juliana Frota, 42 anos, mãe do Pedro, Co-Fundadora e CEO da ED Seguros, que integra o Grupo Empreender Dinheiro, um ecossistema de consultoria financeira

O empreendedorismo surgiu na vida de Juliana, junto com a maternidade. A empresa foi criada semanas após o nascimento de seu filho, em 2023. Para conciliar as duas tarefas, a executiva define a rotina em blocos bem delimitados: pela manhã, prioriza o tempo integral com a criança, acompanhando atividades e garantindo tempo de qualidade. Ao longo do dia, concentra-se no trabalho no escritório e, à noite, retoma demandas profissionais após o filho dormir. A organização inclui ainda uma rede de apoio, como uma babá, que é peça fundamental para que ela tenha tranquilidade durante o expediente. Para conciliar as duas jornadas, Juliana aponta como essencial a definição clara de prioridades. Segundo ela, família, trabalho e saúde são inegociáveis, o que implica abrir mão de parte da vida social, estudos e hobbies. “O maior desafio é entender que não dá para manter a mesma rotina de antes. É preciso escolher o que realmente importa”, resume. A maternidade também impactou diretamente sua atuação nos negócios. A executiva afirma que passou a exercitar mais a seletividade e a gestão do tempo, focando em atividades alinhadas aos objetivos estratégicos. “Você se torna mais objetiva, produtiva e consciente de onde investir energia”, afirma. Para Juliana, essa mudança de perspectiva contribui para decisões mais assertivas e para a busca constante por soluções que otimizem processos e ampliem resultados.

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