

“Esse crescimento expressivo da área plantada no Vale do São Francisco mostra a força e a organização da cadeia produtiva da manga na região. Sair de cerca de 15 mil para aproximadamente 50 mil hectares em uma década não é apenas um aumento de área, mas um reflexo direto de investimentos em tecnologia, manejo e abertura de mercados. Hoje, o Vale se consolida como o principal polo produtor de manga do Brasil, com capacidade de atender tanto o mercado interno quanto as exportações com qualidade e competitividade”, afirma.
No mercado interno, a demanda também acompanha esse ritmo de crescimento. A manga já figura entre as frutas mais consumidas pela população local, ao lado de melancia e banana, reforçando a versatilidade da produção regional, que atende tanto o consumidor brasileiro quanto o mercado internacional.
Com perspectivas positivas e uma cadeia produtiva cada vez mais estruturada, o Vale do São Francisco avança no cenário global e consolida a manga como um dos principais símbolos da força do agronegócio brasileiro.
Nos bastidores desse crescimento, o avanço técnico tem papel decisivo. A produção moderna exige mais do que experiência empírica: demanda conhecimento aprofundado sobre fisiologia da planta, manejo nutricional e estratégias hormonais, fatores diretamente ligados ao aumento da produtividade e à padronização da fruta.
Esse movimento de profissionalização ganha força com iniciativas como a imersão “DNA da Manga”, que será realizada nos dias 23, 24 e 25 de abril, em Petrolina. O evento reúne produtores e profissionais do setor em uma experiência prática e técnica voltada ao manejo eficiente da cultura.
A formação será conduzida por Eduardo Ferraz, profissional com mais de 34 anos de atuação em áreas de alta produtividade, reforçando a importância da capacitação contínua para sustentar o crescimento do setor.
Ao abordar a relevância econômica da atividade, João Ricardo ressalta o peso da mangicultura para a região. “A importância é muito grande, pois a manga é uma das frutas mais exportada pelo Brasil, e a cada ano o Vale amplia sua participação nesse volume. Em 2025, por exemplo, cerca de 92% de toda a manga exportada pelo país teve origem no Vale do São Francisco”, conclui.
Jornalista Daniela Duarte

