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Sábado 25: dores físicas, inquietações da alma e solidariedade na caminhada ´Justiça Por Beatriz`

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Desde domingo (5) Lúcia Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz iniciaram a Caminhada Justiça por Beatriz. Nesta sexta-feira 24, à noite, madrugada de Natal é na estrada. Lembranças. Silêncio e sons. Razão e emoção. Esperança e Fé. O dia do sábado 25, certamente será uma caminhada dolorosa e ganha a pisada firme, passos da força do bom combate para Lúcia Mota e o Grupo de Amigos Todos por Beatriz.

Imagens já mostram as bolhas nos pés de Lúcia e dos caminhantes. São as dores físicas. Na alma não existe palavras que possam expressar o sentimento. A solidariedade é a palavra das centenas de pessoas que se juntam a Lúcia e Sandro. São mães, pais, crianças e idosos que acenam, abraçam a causa da justiça. Todos os gêneros, raças e profissões: Justiça é o objetivo em cada passo, quilometro vencido, faça sol ou chuva.

O trajeto tem a meta de vencer 700 quilômetros (km) até Recife em busca de respostas para o crime, que já completou seis anos na no último dia (10).

Na última quarta-feira, 22, a REDE GN em conversa com o advogado Jaime Badeca. Ele falou da solidariedade que todos estão recebendo e deu detalhes dos bastidores que deve ter um novo capítulo a partir do dia 28 quando chegarem a Recife.

“ Quando se sonha só, é apenas um sonho, mas quando se sonha com muitos, já é realidade”…Sonha sem medo, sem limites, sem censura, e põe teus sonhos a serviço da vida”.  As frases de Dom Helder Câmara ganham mais sentido quando o Brasil, Pernambuco, Nordeste toma conhecimento da Caminhada Justiça por Beatriz.

Desde o dia 5 de dezembro quando iniciou a Caminhada Justiça por Beatriz, Lúcia Mota e Sandro Romilton, recebem apoio das pessoas que se juntam em busca de uma resposta: quem matou Beatriz e qual o motivo do Estado, Secretaria de Segurança Pública não dá uma solução para o caso?.

Nesta caminhada várias cenas já chamam atenção. Mas é a solidariedade a maior delas. O desejo de anunciar Lúcia e Sandro vocês não estão sozinhos. O sentimento de amor e justiça ganha espaço a cada dia.

Na caminhada um olhar discreto e inquieto é o de Jaime Badeca de Oliveira Filho. Nascido em Juazeiro, Bahia. dvogado e amigo da família de Lúcia e Sandro. Em 2017, através de uma carta aberta através da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Juazeiro e Comissão Especial para acompanhar Caso BEATRIZ MOTA, assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora em Petrolina, Jaime disse que “a sociedade adoeceu e sua dor é intensificada dia-a dia com o brutal assassinato da menina Beatriz”

Sem saber, Jaime Badeca estava profetizando, pois agora do sertão a capital, milhares de vozes ecoam a palavra, Justiça por Beatriz, a sociedade mostra as suas dores do corpo e da alma.

Jaime Badeca tem 53 anos. Participa da caminhada por Justiça tendo contribuído da sua concepção e do seu desenho junto com os pais de Beatriz. “Ano passado, decorridos 5 anos do trágico fato, ficou absolutamente evidente que o sistema de Justiça do Estado de Pernambuco estava travado para nossa causa, todas as portas cerradas, portanto sem respostas a oferecer,  apenas um jogo de empurra e protelações , mesmo, ouvindo da cúpula da segurança do estado que o caso Beatriz era o número 1 de Pernambuco”, diz Jaime em conversa exclsuiva com a REDEGN.

“Final de setembro ingressamos com um pedido na Procuradoria Geral da República em Brasília apontando os diversos erros e falhas da polícia na condução do inquérito,  falta de aplicação de protocolos básicos de investigação,  vistas grossas para uma série de manipulações nas cenas do crime por parte do colégio das Freiras (Nossa Senhora Auxiliadora),  denúncias de contratação de agente público atuando no caso e ao mesmo tempo prestando serviços particulares para a escola”, aponta o advogado.

Jaime também chama a atenção para fortes indícios de interferência política na medida em que voz influente da cidade, um ex-prefeito pediu publicamente pela radiofonia que se ” colocasse uma pedra sobre esse assunto que estaria cansando a beleza de Petrolina”, o que foi interpretado como recado aos órgãos de imprensa como aos de controle e investigação.

“Enfim, nossa equipe de advogados percebeu gravíssimas obstruções de justiça e tentativas de engavetamento definitivo do caso e verdadeira apologia à impunidade. Apesar de  todos os esforços jurídicos empreendidos a investigação andava em círculo,  não avançando em nada”. 

Daí surgiu a proposta de buscar no corpo a corpo.

“O apoio desse povo maravilhoso que é o Pernambucano,  dos sertões,  do Moxotó, do agreste , da zona da mata e região metropolitana da grande Recife. Estamos vivendo um momento especial de uma experiência de afetividade profunda, recebendo a caravana irrestrito apoio e carinho. O sentimento natural de justiça aflora com intensidade,  unindo mentes e corações. Estamos trabalhando a cultura de paz, de uma justiça sem esconde-esconde, sem subterfúgios que se apresente com efetividade na vida das pessoas,  sem seletividade. Vivemos um Estado Democrático de Direito e estamos defendendo os valores da Declaração Universal dos Direitos da Criança,  tratado internacional do qual o Brasil é signatário e que vem sendo violado no caso Beatriz”, revela Jaime.

Ele ressalta ainda que “Essa luta não é só por Beatriz , mas por todas as crianças em situação de constrangimento e vítimas de violência.  Temos também a pretensão de oferecer contribuição para o aprimoramento, requalificação e atualização do programa Pacto pela Vida do governo de Pernambuco, através de políticas públicas condizentes e adequadas”.

DETERMINAÇÃO: Além de Lúcia Mota e Sandro são 5 homens e três mulheres. Três homens fixos em dois carros de apoio. O cansaço é enorme mas a missão é cumprida rigorosamente. São protocolos médicos,  fisioterapicos e nutricionais. A cada 8 km eles para cuidados com os pés,  com aplicação de pomadas, curatvos e alongamentos.

A preparação foi multidisciinar e conta com o preparador físico Filipe Piquet. Em todos os lugares equipes de massoterapeutas e fisioterapeutas, médicos,  enfermeiros prestam atendimentos e realizam exames. Baldes de gelo são colocados para todo o grupo e instalada uma piscina portátil com bastante gelo, onde Lúcia, Sandro e demais caminhantes entram várias vezes para o choque térmico. ‘

Caminhamos na madrugada para diminuir a exposição ao sol, usamos coletes refletores. Enfim, são vários protocolos de segurança.  Por Temos diuturnamente a escolta da polícia militar. Carros, caminhões,  motociclistas, ônibus, até, param para passageiros a pedido fazerem fotos, gravar videos. Muito buzinaço nas rodovias, acenos”, finaliza Jaime Badeca.

Neste sábado (25) a caminhada teve início pela madrugada com destino a Gravatá.

Redação redeGN Foto Arquivo redes sociais

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