Em Gravatá, no Agreste, governadora Raquel Lyra inaugura a 196ª cozinha comunitária do Estado
Município agora conta com dois equipamentos deste tipo, que fazem parte do Programa Bom Prato









A aprovação da Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), que amplia o financiamento para famílias com renda de até R$ 12 mil e fixa os juros em 10% ao ano, deve injetar novo fôlego no mercado imobiliário a partir de 2025. A avaliação é do presidente da ACLF Empreendimentos, Avelar Loureiro Filho, que também destaca o reforço ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) com recursos do Fundo Social do Pré-Sal.
Ele acredita que a nova faixa de financiamento e os juros menores vão atrair mais clientes. “Antes, imóveis entre R$ 350 mil e R$ 500 mil apresentavam taxas de até 12% em bancos privados. Com o novo anúncio, os juros foram fixados em 10% ao ano, o que deve atrair mais famílias para o programa”, analisa Avelar Loureiro Filho. “O financiamento mais acessível deve aquecer o MCMV”, prevê o líder da ACLF. A construtora foi a grande vencedora do mais recente Troféu ADEMI, concorrendo com outras empresas do setor imobiliário em Pernambuco.
A avaliação de Avelar Loureiro Filho também identifica soluções estruturais para o MCMV, nos anúncios feitos pelo Governo Federal. Avelar afirma que o SBPE receberá reforço do Fundo Social do Pré-Sal e de novas captações no mercado. “Antes, o SBPE enfrentava restrições. A entrada de recursos do pré-sal vai liberar novas linhas de crédito”, explicou.
A Faixa 4 deve entrar em vigor no próximo mês, permitindo o financiamento de imóveis de até R$ 500 mil em até 420 meses (35 anos). Ela será voltada para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, com taxa de juros fixa de 10% ao ano.
O Conselho Curador do FGTS também aprovou o reajuste dos limites de renda para as demais faixas do MCMV. A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 2.850; a Faixa 2, até R$ 4.700; e a Faixa 3, até R$ 8.600 mensais.
Sobre a ACLF Empreendimentos
Com 25 anos de atuação no mercado imobiliário, a ACLF Empreendimentos, terceira maior do estado, possui um portfólio que inclui 18 empreendimentos e cerca de 8.000 unidades habitacionais, além do Paulista North Way Shopping, na Região Metropolitana do Recife. A empresa conquistou, em 2023, a mais alta Certificação NDT 1 (Nível de Desempenho Técnico) da Caixa Econômica Federal, que reconhece a qualidade e a eficiência construtiva de seus projetos.


O australiano Oscar Piastri, da McLaren, conquistou o título do Grande Prêmio da Arábia Saudita neste domingo (20). Com o resultado, ele se torna o novo líder da temporada 2025, ultrapassando seu companheiro de equipe, Lando Norris.
A segunda posição ficou com o tetracampeão Max Verstappen, da Red Bull, que havia largado na pole position. Charles Leclerc, da Ferrari, fecha o pódio, terminando na terceira posição.
Esta é a terceira vitória de Piastri na temporada. Ele já havia conquistado os GPs da China, no final de março, e do Bahrein, no início de abril. Com a vitória, ele se torna o primeiro piloto australiano a liderar o campeonato desde Mark Webber em 2010.
O brasileiro Gabriel Bortoleto chegou na 18ª posição. Ele chegou a ser advertido quando estava em 15º após um toque em Fernando Alonso.
O próximo GP acontece no dia 4 de maio em Miami, na Flórida. Esta será a primeira de três corridas que os Estados Unidos recebem em 2025. (CNN-Brasil)

Separamos para você 40 Sugestões de Penitência para a Quaresma. As dicas foram enviadas através das nossas Redes Sociais onde os seguidores deram avarias sugestões de penitências.
Durante os 40 dias você tem a oportunidade de viver bem esse tempo Quaresmal. E as Igrejas Católicas estão sempre de portas abertas, para te ajudar nesta caminhada. Dê o passo de fé meu irmão e minha irmã, é tempo de conversão, jejum e oração.
O que voce entende do tempo da quaresma? Será que a verdade dos ensinamentos de Cristo para nós tem refletido na maneira em que você vive? O que vocês esperam desse tempo? O seu coraçao está diretamente alinhado com os desejos de Deus pra sua vida?
Venha viver um tempo quaresmal, onde o centro de tudo está a verdadeira Paixao de Cristo.
Sagrada Família, a extensão da sua casa!


A cidade de Juazeiro deu início, na manhã desta segunda-feira (12), à 15a edição da Semana do Bebê, com uma cerimônia simbólica emocionante na Maternidade Municipal, onde a pequena Ana Liz, nascida por volta das 3h da manhã, foi homenageada como a “Bebê-Prefeita 2025”.
A entrega da chave simbólica da cidade marcou não apenas o início das atividades da semana, mas também reafirmou o compromisso da gestão com o cuidado e a proteção das crianças desde o nascimento.
O vice-prefeito Tiano Félix, representou o prefeito Andrei Gonçalves e esteve acompanhado do Secretário Municipal de Saúde, Hélder Coutinho e toda a equipe da gestão. Para Tiano, o momento tem um significado especial, já que a ´Semana do Bebê` foi uma iniciativa criada por ele durante seu mandato como vereador e que hoje, como vice-prefeito, ele vê se consolidar como política pública permanente.
“É uma alegria imensa ver um projeto que nasceu ainda no meu mandato como vereador se fortalecer a cada ano. Como vice-prefeito, reafirmo nosso compromisso com uma cidade que acolhe, protege e cuida desde o berço. Esse também é o compromisso do nosso Prefeito Andrei”, destacou Tiano.
A mãe da bebê-prefeita, Evelyn Horrany Conceição Xavier, se emocionou com a homenagem. “Hoje é realmente um dia muito especial. Minha filha já nasceu Prefeita. Estou muito feliz com a surpresa”, disse.
Durante a cerimônia, o secretário Hélder Coutinho também destacou os avanços estruturais da maternidade e o compromisso da gestão: “É com imensa alegria e emoção que entregamos o diploma para a pequena Liz que já nasceu na maternidade requalificada e equipada, reforçando o compromisso da nossa gestão com todas as crianças que são o futuro da nossa cidade”.
A Semana do Bebê é uma ação intersetorial que envolve as áreas da saúde, educação e assistência social, promovendo atividades voltadas ao desenvolvimento infantil e à garantia dos direitos da criança.
A programação segue ao longo da semana com palestras, atendimentos e atividades em escolas, unidades de saúde e demais espaços públicos da
cidade.(Ascom)

Na abertura da solenidade, o gerente do Sistema de Gestão Integrada (SGI), Ednei Robiatti e o supervisor de Qualidade e Melhoria Contínua, Stefano Eduardo, deram as boas-vindas, detalhando o programa Kaizen, uma filosofia japonesa de aperfeiçoamento contínuo baseada na metodologia que é sempre possível fazer melhor.
Depois da apresentação de um breve resumo dos 62 projetos implementadas nos setores agrícola, administrativo e industrial, foram premiados os destaques: Segurança (suporte para transporte de cones); Qualidade (aplicativo AgroTarget); Eficiência (escarificação, adubação mecanizada com aplicação de herbicida); Meio Ambiente (reaproveitamento de óleo de lubrificação da moenda); Economia (otimização na limpeza de arraste); Funcionário destaque (Jonas Cosmo) e o Setor destaque (Projetos e Plantio).

Durante a entrega dos certificados, o superintendente da Agrovale, Paulo Ricardo, ressaltou o engajamento da equipe e a melhoria contínua nos processos da empresa, desde que foi implementado a metodologia Kaizen, em 2023. “Melhoramos em segurança, qualidade, economia e eficiência, desde que passamos a reconhecer e premiar essas valiosas contribuições, sejam individuais ou em grupo, com troféus, prêmios em dinheiro e brindes”.
No encerramento do evento, o diretor Financeiro e de TI da Agrovale, Guilherme Colaço Filho, ressaltou o comprometimento da equipe na identificação das oportunidades; o mapeamento dos processos melhorados e o desenvolvimento das soluções simples e criativas. “A preocupação e o esmero mobilizados na implementação de cada uma das ideias, somados ao cuidado com a análise dos resultados obtidos são imprescindíveis no auxílio para a elaboração do planejamento futuro da nossa empresa“, enfatizou.

Comemorando a premiação como Funcionário Destaque, por ter apresentado mais projetos Kaizen em 2024, Jonas Cosmo, agradeceu emocionado a conquista. “Fico muito feliz pelo reconhecimento, estímulo e valorização do trabalho realizado por mim e por toda equipe da Agrovale“, concluiu.
Débora do batom serve de biombo para o objetivo de anistiar os oito acusados de liderarem a tentativa de golpe de estado, entre os quais Bolsonaro, três generais e um almirante

O líder do PL, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou na Câmara dos Deputados o pedido de urgência para o projeto de lei que anistia os presos pelo 8 de Janeiro de 2023. O documento, com 264 assinaturas, foi enviado à Mesa na tarde dessa segunda-feira(14). A decisão de protocolar a proposta foi antecipada para pôr uma saia-justa no presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e constranger parlamentares que haviam assinado o texto e pretendiam retirar seus nomes, após analisar o teor constitucional da proposta.
A eventual aprovação deste projeto deixaria o país à beira de uma crise institucional. O Congresso não é uma instância revisora das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). É disso que se trata, pois as sentenças que estão sendo adotadas contra os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação penal. A discussão sobre os rigores da dosimetria das punições está se dando no âmbito da própria Corte. É o caso, por exemplo, do julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues Santos, que ficou conhecida por pichar com um batom a estátua da Justiça, em frente ao STF.
Ela se tornou uma espécie de símbolo da proposta de anistia, principalmente, após o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedir sua condenação a 14 anos de prisão. A pena está dentro dos limites previstos na lei, porém, Débora não passaria todo esse tempo encarcerada. Mesmo que venha a ser condenada, por ter permanecido em prisão preventiva por mais de dois anos, terá direito à progressão da pena e ficará em prisão semiaberta ou domiciliar no prazo de um a dois anos.
Além disso, o julgamento foi suspenso pelo ministro Luiz Fux, que pediu vista (mais tempo de análise) do processo e anunciou que pretende examinar cuidadosamente a dosimetria da pena que está sendo proposta. O mesmo tipo de questionamento o magistrado reiterou durante o julgamento de admissibilidade da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, em contraponto à posição de Moraes.
Na verdade, o caso de Débora serve de biombo para a proposta de anistia para os oito acusados de liderarem a tentativa de golpe, entre os quais Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante de esquadra. Nesta segunda-feira, o ministro aposentado do STF Celso de Mello, emérito constitucionalista, foi às redes sociais para tratar do caso, por meio de mensagem intitulada “O caso do batom da golpista”, na qual afirma que é “totalmente falaciosa a afirmação de que a punição se deveu unicamente ao fato da ré haver passado batom em uma estátua”.
Mello enfatiza o rol de crimes cometidos por Débora, entre eles, o de golpe de Estado. “Não, a pichação, no caso, foi apenas um dos inúmeros elementos das múltiplas imputações penais formuladas contra referida condenada”, descreve o ministro sobre a soma das penas. “É sempre importante relembrar que não há perdão para quem atenta contra o regime democrático”, completou.
Maioria é contra
Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest no fim de semana revelou que 56% dos entrevistados são a favor dos presos seguirem detidos por mais tempo e que devem cumprir suas penas. Por outro lado, 34% são favoráveis à soltura. Dentro do percentual dos que defendem a liberdade, 18% acreditam que os presos devem ser soltos porque nem deveriam ter sido detidos, enquanto outros 16% acham que as prisões já duraram tempo demais. Outros 10% não sabem ou não quiseram responder ao tema.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse que deu entrada no requerimento devido às notícias recebidas de que o governo estava pressionando os deputados para retirar assinaturas: “Mudei a estratégia e agora está protocolado o documento é público todos que assinaram”, disse em nota. O êxito do deputado tem muito a ver com o engajamento pessoal de Bolsonaro, antes de ser hospitalizado.
O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, onde foi operado de emergência, após sentir-se mal em Natal (RN). A cirurgia abdominal foi bem-sucedida, mas durou 12 horas devido à complexidade do caso. Jair Bolsonaro passa bem, porém não tem previsão de alta. Foi a sétima operação que sofreu em consequência da facada que levou na barriga, durante a campanha eleitoral de 2018.
Os governadores de oposição ao governo, que pressionaram suas respectivas bancadas, entre os quais Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, foram decisivos para alcançar as assinaturas, além do lobby concentrado dos parlamentares bolsonaristas e dos ligados ao agronegócio, aos evangélicos e à chamada “bancada da bala”. Esse poder de pressão focado nos deputados, isoladamente, é muito mais forte do que o sentimento difuso da opinião pública contra a anistia.
Mesmo com o pedido de urgência apresentado, no entanto, a votação dependerá do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem se mostrado resistente à ideia de colocar o tema em pauta. O protocolo, na avaliação de Sóstenes, dificulta desistências dos signatários. O PL, que tem 92 deputados, foi a sigla com mais adesões: 90. Em seguida, estão o União Brasil (40); o PP (35); o Republicanos (28); o PSD (23) e o MDB (20). Assinaram, ainda, deputados do Avante, Cidadania, Novo, Podemos, PRD e PSDB. Desses, União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB têm ministros no governo Lula. (Correio Brasiliense)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa segunda-feira (14/4), o pedido para registro definitivo da vacina contra a chikungunya no Brasil, encaminhado pelo Instituto Butantan, em parceria com a Valneva, empresa farmacêutica franco-austríaca. O imunizante, de dose única, será indicado para a prevenção da doença em pessoas com 18 anos ou mais.
O imunizante demonstrou induzir produção robusta de anticorpos neutralizantes contra o vírus chikungunya em estudos clínicos que avaliaram adultos e adolescentes que receberam uma dose do imunizante. Segundo a Anvisa, a vacina é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.
“Para a publicação do registro, a Anvisa definiu, em conjunto com o Instituto Butantan, um Termo de Compromisso que prevê a realização de estudos de efetividade e segurança da vacina, e de atividades de farmacovigilância ativa para ampliar o conhecimento sobre o perfil de eficácia e segurança da vacina. O imunizante já havia sido aprovado por outras autoridades internacionais, como a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA), para a prevenção da Chikungunya”, destacou a Anvisa.
Segundo o governo de São Paulo, para que a vacina chegue, de fato, aos braços da população, alguns passos regulatórios ainda devem ser cumpridos. O Instituto Butantan está trabalhando em uma versão com parte do processo realizado no Brasil. As modificações usam componentes nacionais e será melhor adequado à incorporação pelo Sistema Único de Saúde, pendente análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) e demais autoridades de saúde.
“A partir da aprovação pelo Conitec, a vacina poderá ser fornecida estrategicamente. No caso da chikungunya é possível que o plano do Ministério seja vacinar primeiro os residentes de regiões endêmicas, ou seja, que concentram mais casos”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.
A Chikungunya é uma doença transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. O vírus Chikungunya foi chegou ao continente americano em 2013 e ocasionou uma epidemia em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão desse arbovírus. (G1)


Rio de Janeiro – O modelo de fatura para os consumidores de energia elétrica deve passar por uma verdadeira revolução nos próximos anos. Habituados a receber e pagar mensalmente as contas de luz conforme o consumo registrado nos medidores instalados nas residências, os clientes terão a oportunidade de escolher o seu modelo de cobrança, com opções entre tarifas fixas, por demanda e horário, e até mesmo pré-pagas.
As distribuidoras de energia iniciaram, em novembro do ano passado, testes de novos planos de tarifas, com o objetivo de trazer mais flexibilidade e economia a diferentes perfis de consumidores. O sandbox tarifário será repassado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a expectativa é de que em 2027 os consumidores já possam escolher o modelo de cobrança da sua tarifa de energia.
“Ao todo, são nove projetos, bem distintos entre si. Você tem desde modalidades mais simples, como, tarifa fixa, que está sendo testada, que será testada em algumas concessões do grupo Energisa”, explicou o gerente, que afirmou que os consumidores passarão a experimentar um modelo parecido com os da telecomunicações, que teve abertura de mercado em 1997. “Eu acredito muito que teremos um menu de opções tarifárias”, disse.
O projeto da Energisa prevê, por exemplo, uma tarifa apurada em períodos de três, seis e nove meses. “Se o consumidor pagar a mais, ele terá crédito. Se pagar a menos, terá que efetuar o pagamento e calibrar o consumo. Esse é um tipo de experimento”, destacou.
O grupo controla 11 distribuidoras, localizadas nos estados de Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná, São Paulo, Rondônia e Acre. Esses projetos piloto estão sendo tocados em três concessões, na Sul-Sudeste, no Tocantins e na Paraíba.
Multipartes
A distribuidora paranaense Copel deve ativar seu primeiro sandbox tarifário em maio, focado em tarifas multipartes — fixa, por demanda e horário. Os testes consideram a variação de custo ao longo do dia, com o consumidor podendo economizar nos horários de baixa demanda, quando os custos são menores.
O segundo teste da distribuidora paranaense deve começar em julho e tem como objetivo estimular o abastecimento de carros elétricos no período da madrugada. Nesse experimento, a empresa deve avaliar ainda a adoção da fatura digital.
Outro tipo de experimento, que já é muito conhecido na telecom, é o pré-pagamento. “Não existe pré-pagamento hoje de energia no Brasil. Mas isso vai possibilitar, por exemplo, que usuários de menor poder aquisitivo, principalmente, possam colocar créditos de acordo com seu poder aquisitivo”, contou Reis.
Segundo o gerente da Abradee, ainda em junho devem entrar em campo a tarifa tarifa flex, da Enel, que prevê que a conta de energia resulte de uma combinação entre consumo (75% do valor), demanda (20%) e um indicador fixo (5%). No mesmo mês, também terá início os testes de três tipos de tarifas pela EDP, em uma amostra de consumidores de São Paulo.
A tarifa binômia é um modelo de cobrança de energia elétrica que separa o custo em duas partes: um fixo e outro variável, proporcional ao consumo de energia. Atualmente, ela é aplicada a consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes comércios. Já a tarifa trinômia é um modelo tarifário de energia elétrica que cobra uma terceira componente fixa, além das outras duas da tarifa binômia. A parcela fixa é cobrada de todos os consumidores, independentemente da classe ou faixa de consumo.
Consumidor quer previsibilidade
Um levantamento inédito, realizado pela Innovare Pesquisa, com apoio do Instituto Abradee, mostrou que o consumidor de energia preza por tarifas mais previsíveis. A apuração foi feita com base no projeto de PD&I Governança de Sandboxes Tarifários, que estuda a aplicação dos novos modelos para a conta de luz.
A pesquisa abordou alguns modelos tarifários: tarifa horária; dinâmica; pré-pagamento; tarifa com dois componentes; tarifa em três partes (com postos tarifários); e tarifa fixa. Os resultados mostram que o consumidor de energia reage melhor a modalidades tarifárias em que haja maior previsibilidade de gastos e até retorno financeiro.
Nesse sentido, a tarifa fixa, em que se tem um valor mensal pago independentemente do consumo, foi bem-avaliada nos três segmentos da pesquisa, uma vez que garante segurança em relação ao custo mensal.
A tarifa de pré-pagamento também teve boa aceitação entre consumidores que buscam controle de gastos, mas há ressalvas entre os usuários que enfrentam instabilidade financeira. Outros tipos de experimentos em curso, como as tarifas dinâmicas e de três partes, esbarram em problemas relacionados à clareza do funcionamento e aos hábitos de consumo da população.
Componentes
A pesquisa mostrou que o consumidor tem dificuldade de compreender os componentes da tarifa de energia elétrica. “O usuário não entende muito a tarifa de energia elétrica. Ele não sabe, por exemplo, que a tarifa de energia elétrica tem o componente para pagar geração, para pagar transmissão, para pagar distribuição, para pagar encargo, para pagar imposto. Imposto ele sabe, mas que há toda uma cadeia, sabe não”, avaliou o gerente de Planejamento da Abradee.
Por outro lado, o levantamento mostrou que as pessoas têm predisposição a compreender a conta de energia, desde que as informações sejam mais didáticas, claras e de fácil acesso. Além disso, os grupos de discussão evidenciaram que há otimismo quanto à possibilidade de ter maior controle sobre os gastos e tarifas personalizadas.
“É uma iniciativa muito nobre. Quando a gente está falando de modernizar o setor elétrico, que é um setor tão tradicional para os usuários. Para o usuário, o setor elétrico é ter energia em casa, que chega por postes, fios e transformadores. Mas penso que já temos hoje condições de dizer que a sociedade precisa conhecer mais sobre a forma de tarifar e faturar a energia elétrica”, afirmou Lindemberg Reis.
A expectativa é de que os resultados dos sandboxes tarifários promovam uma modernização na maneira como se cobra pelo consumo de energia no país. A ideia é auxiliar a Aneel e as distribuidoras de energia a compreender as escolhas do consumidor de baixa tensão, nas categorias residencial, rural e Pessoa Jurídica (PJ). “Essa é uma das nossas missões também quando se fala em custo da energia. É uma frente que é super importante, porque à medida que o consumidor pode ter a previsibilidade de quanto ele vai gastar e de calibrar o seu consumo, esse custo pode ser mais justo”, acrescentou.
Correio Brasiliense
*A repórter viajou a convite do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia Elétrica


