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Pais estão escolhendo escolas como escolhem investimentos

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Cresce a procura por escolas que unem idioma, competências socioemocionais e preparação para um mundo sem fronteiras

Durante décadas, a escolha da escola esteve diretamente ligada a fatores como localização, tradição e desempenho acadêmico. Mas o perfil das famílias brasileiras vem mudando. Hoje, pais e responsáveis buscam instituições capazes de preparar crianças e adolescentes não apenas para provas e vestibulares, mas para um cenário global, onde habilidades como comunicação, competências socioemocionais, liderança, criatividade e adaptação cultural ganham cada vez mais relevância.

Essa transformação no comportamento das famílias impulsiona o avanço de modelos educacionais que combinam excelência acadêmica, ensino de idiomas e formação integral. Entre eles estão as escolas interculturais, que têm como proposta ampliar a visão de mundo dos estudantes desde os primeiros anos de formação.

No Brasil, o investimento público médio na educação básica é de cerca de R$ 12,5 mil por aluno ao ano, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024. Já no setor privado, os valores variam amplamente conforme o tipo de escola, podendo ultrapassar R$ 5 mil mensais em instituições bilíngues e de padrão internacional. Nesse contexto, a educação se consolida como uma das principais decisões de longo prazo no orçamento das famílias, mais associada a planejamento e formação do que a um custo pontual.

“Os pais perceberam que a escola precisa preparar seus filhos para desafios que vão além do conteúdo tradicional. O mundo mudou, o mercado de trabalho mudou e a educação também precisa acompanhar essa transformação. Hoje, famílias procuram uma formação que desenvolva autonomia, segurança, comunicação e capacidade de atuar em diferentes ambientes”, afirma Philip Murdoch, fundador da rede de escolas Legacy School.

Essa tendência acompanha uma discussão global sobre o papel da educação na preparação dos estudantes para os desafios do futuro. O framework OECD Future of Education and Skills 2030, desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), propõe uma visão de ensino que amplia o foco da formação acadêmica, considerando também competências como pensamento crítico, colaboração, criatividade, comunicação e capacidade de adaptação diante de novos cenários.

“A formação dos estudantes precisa acompanhar as mudanças da sociedade. O conhecimento acadêmico continua sendo fundamental, mas os desafios atuais também exigem habilidades como colaboração, resolução de problemas, comunicação e autonomia. A escola tem o papel de criar ambientes que estimulem essas competências e preparem os alunos para diferentes contextos”, explica Murdoch.

Segundo o executivo, a demanda por esse novo modelo educacional também tem despertado o interesse de empreendedores que enxergam a educação como um segmento de impacto e transformação social.

“A educação tem uma característica única: ela gera impacto na vida das pessoas e nas comunidades onde está inserida. Muitos empreendedores procuram negócios que tenham propósito, mas também uma estrutura sólida e capacidade de crescimento”, explica Murdoch.

A expansão da Legacy School acompanha esse movimento. A rede encerrou 2025 com 34 unidades e começou 2026 com 48 escolas em operação, um crescimento de 41% em sua base de unidades em funcionamento em apenas um ano. A meta é chegar a 70 escolas até 2027, o que representa uma expansão projetada de aproximadamente 46% em relação ao número atual de unidades operacionais.

Esse cenário acompanha uma tendência mais ampla do setor educacional, principalmente de nomes que crescem impulsionados pelas franquias. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento de Educação faturou R$ 16,7 bilhões nos últimos 12 meses, com crescimento de 6,1% no período, impulsionado pela busca por soluções educacionais alinhadas às novas necessidades das famílias.

Para especialistas, a valorização de competências socioemocionais e a internacionalização da formação devem continuar influenciando as decisões das famílias nos próximos anos. A escola do futuro deixa de ser apenas um espaço de transmissão de conhecimento e passa a ocupar um papel estratégico na preparação de crianças e adolescentes para um mundo cada vez mais conectado.

Presente em diferentes regiões do país, a Legacy School integra esse movimento do setor educacional, com uma proposta que combina ensino intercultural, desenvolvimento de competências socioemocionais e formação integral dos estudantes.

Em visitas a UBS, Simepe denuncia os desafios da saúde municipal de Petrolina

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Na tarde dessa quinta-feira (20), o Simepe, representado pelos diretores Robson Miranda e Rodrigo Rosas, visitou as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Dr. Manoel Possídio, no bairro Areia Branca, e Roza Maria Ribeiro, no bairro Gercino Coelho, ambas em Petrolina. Na ocasião, foram constatadas irregularidades, principalmente relacionadas à sobrecarga de trabalho provocada pela alta demanda de atendimentos espontâneos e pelo número de usuários adscritos às equipes, superior à capacidade adequada de atendimento.

Esse cenário se repete em diferentes pontos da rede municipal: quantidade insuficiente de computadores, inexistência de impressoras, falta de equipamentos necessários ao trabalho, além da ausência de insumos e medicamentos. As condições comprometem o trabalho dos profissionais e impactam diretamente a qualidade da assistência oferecida à população de Petrolina.

Durante as visitas, também foi identificada a adoção de um sistema de cotas para exames laboratoriais, situação que, segundo os relatos colhidos pelo Sindicato, restringe o acesso da população à assistência necessária.

Diante desse cenário, os médicos de Petrolina aprovaram, por unanimidade, em reunião realizada pelo Simepe, o início de uma campanha de divulgação sobre a situação da saúde municipal. A iniciativa terá como objetivo dar visibilidade aos problemas identificados na rede e ampliar o debate público sobre as condições de atendimento oferecidas à população.

O Simepe seguirá ouvindo os profissionais e cobrando das autoridades competentes medidas concretas para enfrentar os problemas identificados. A entidade reforça que a defesa de condições adequadas de trabalho para os médicos e de uma assistência de qualidade para a população permanece como uma pauta permanente do Sindicato.

Deputado Antonio Coelho entrega Medalha Joaquim Nabuco ao Colégio Auxiliadora pelos 100 anos de história

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Homenagem foi realizada nesta quarta em cerimônia na Assembleia Legislativa de Pernambuco

O deputado estadual Antonio Coelho entregou, nesta quarta-feira (19), a Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro, ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (CNSA), de Petrolina. A cerimônia oficial foi realizada no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e marcou o reconhecimento à trajetória centenária da instituição, que completa 100 anos em 2026.

A homenagem foi proposta pelo parlamentar por meio do Projeto de Resolução nº 3.761/2026, em reconhecimento à contribuição do Colégio Auxiliadora para a educação e o desenvolvimento social, cultural e humano de Pernambuco.

Fundado em 25 de fevereiro de 1926, o Colégio Auxiliadora chega ao centenário como uma das instituições educacionais de maior tradição do Sertão. Sua criação esteve ligada à iniciativa de Dom Antônio Maria Malan, primeiro bispo de Petrolina, que idealizou uma “Catedral da Educação” para levar conhecimento e formação ao Vale do São Francisco. A missão foi concretizada com a chegada das primeiras irmãs salesianas, responsáveis por lançar as bases da obra educacional.

Ao longo de um século, o colégio ampliou sua estrutura e consolidou-se como referência em educação, mantendo os valores humanísticos e cristãos que orientam sua proposta pedagógica. Atualmente integrado à Rede Salesiana Brasil de Escolas, o colégio atende mais de 2,3 mil alunos e já formou mais de 15 mil cidadãos.

Para Antonio Coelho, reconhecer o Auxiliadora significa valorizar a contribuição da instituição para a formação de gerações de pernambucanos, bem como para o desenvolvimento de Petrolina e região. Ao longo de sua história, o colégio ultrapassou os limites da sala de aula e se tornou parte da construção social, cultural, política e econômica do Sertão.

A Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro, é destinada a personalidades e instituições que tenham prestado relevantes serviços ao Estado ou à Pátria. A entrega ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, portanto, celebra não apenas seus 100 anos de existência, mas o legado deixado pela instituição na educação e na formação cidadã em Pernambuco. (Ascom)

Sem acordo, bancários mantêm greve para esta quinta-feira (20) Categoria argumenta que Fenaban não apresentou índice de reajuste

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Sem acordo, bancários mantêm greve para esta quinta-feira (20)

Os bancários vão manter a paralisação nacional prevista para esta quinta-feira (20), após a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não terem chegado a um acordo. Embora tenha recuado em relação a algumas propostas rejeitadas pela categoria anteriormente, a Fenaban não apresentou um índice de reajuste salarial, demandado pelos bancários.

Rejeitadas por 97% da categoria, as propostas de reajustes diferenciados por faixas salariais, divisão dos valores de vale-refeição e vale-alimentação entre cidades e congelamento do piso de ingresso foram retiradas. Diante do impasse, o Comando Nacional dos Bancários manteve a orientação de paralisação de 24 horas para quinta.

“A Fenaban recuou, retirou as propostas, mas não apresentou nenhum índice. Os bancos podem apresentar uma proposta econômica global e digna para os bancários. Sem proposta, vamos manter a paralisação do dia 20 e com muita intensidade em Pernambuco e todo o país ”, afirmou Fabiano Moura, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.

A categoria reivindica aumento real nos salários, valorização do piso, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos vales refeição e alimentação, além de melhores condições de trabalho. O Comando Nacional também cobra medidas contra as demissões no setor, indenização adicional para desligamentos e programas de qualificação e requalificação profissional.

Segundo os representantes dos bancários, os bancos registraram R$ 171 bilhões de lucro em 2025, enquanto a categoria enfrenta redução da massa salarial, fechamento de postos de trabalho e agências e aumento da terceirização. A próxima negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional vai ser retomada na segunda-feira (24).

Juazeiro e Petrolina aderem ao protesto

Informações do ´Portal Folha de Pernambuco`

“Estamos prontos para fazer mais e melhor pelos próximos quatro anos”, destaca Raquel em sabatina no Porto Digital

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Durante a sabatina realizada pelo Porto Digital, nessa quarta-feira (19), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou os recursos destinados ao parque tecnológico nos últimos três anos e meio e afirmou que continuará investindo em inovação no próximo mandato. A candidata esteve acompanhada pela vice-governadora e postulante à reeleição, Priscila Krause (PSD), e pelos candidatos ao Senado, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).

“Estamos prontos para fazer mais e melhor pelos próximos quatro anos. Pernambuco está pronto para crescer e viver os melhores momentos da sua história. Não há outro caminho no mundo, se não for através da base, educação, inovação, para fazermos uma nação prosperar. E Pernambuco é um país que já nasce grande. E não é baseado em um discurso, mas no que a gente já fez. Investimento de R$ 1 bilhão em inovação e o que vem pela frente é ainda melhor”, pontuou.

Entre as ações destacadas pela candidata, estão o maior contrato de gestão da história do Porto Digital, firmado pelo Estado no valor de R$ 44,5 milhões; a inauguração do hub de inovação Armazém da Criatividade, em Caruaru, e o lançamento do Inova PE, com o orçamento de R$ 1 bilhão.

Fotos: Yacy Ribeiro

O futuro transparente: como o acrílico redefiniu a arquitetura de luxo

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Da leveza estrutural às formas orgânicas, polímero impulsiona mercado global de US$ 14 bilhões e conquista espaço no design de interiores com estética minimalista e alta performance técnica

O acrílico deixou de ser um simples coadjuvante funcional para se consolidar como protagonista no design de interiores e na arquitetura contemporânea. Impulsionado por novas tecnologias de termoformagem e um portfólio crescente de cores e acabamentos, o material conquista espaço em mostras do setor e portais especializados. Essa ascensão é sustentada por números expressivos: o mercado global de chapas acrílicas caminha para ultrapassar a marca de US$ 14 bilhões, impulsionado por sua versatilidade estética e capacidade de substituição estratégica do vidro.

A grande aposta dos arquitetos reside no conceito da “estética do invisível”, em que a transparência do polímero é utilizada para integrar ambientes e garantir sensação de amplitude visual em projetos compactos. Ao mesmo tempo, o setor explora o contraste sensorial do material — cuja superfície lisa e contemporânea equilibra a rusticidade da madeira, do concreto e das pedras naturais. Além das opções incolores, as versões acetinadas, fumê e coloridas vêm sendo amplamente adotadas para criar pontos focais dinâmicos e filtrar a iluminação com leveza.

“O acrílico trouxe para a arquitetura algo que nenhum outro material conseguiu entregar com tanta maestria: a capacidade de estruturar sem pesar. Ele nos dá a liberdade de desenhar formas orgânicas e fluidas que parecem flutuar no espaço, permitindo que a luz seja a verdadeira protagonista do ambiente.”

LEONARDO VIGOLO diretor artístico da Leo Acrílicos

Do ponto de vista técnico, a eficiência estrutural do polímero justifica sua presença constante nas especificações do setor. Com metade do peso do vidro tradicional e uma resistência a impactos até dez vezes maior, o acrílico reduz a carga nas fundações e oferece extrema segurança em áreas de alta circulação ou locais molhados, como visores de piscinas e varandas gourmet. Somado a isso, sua taxa de transmissão luminosa de 92% supera a do vidro, garantindo máxima fidelidade de cor e aproveitamento da iluminação natural.

No cenário brasileiro, o mercado reflete esse movimento de expansão ao registrar recordes no consumo de chapas acrílicas, ultrapassando a marca de 17 mil toneladas anuais. Dados do setor indicam que cerca de 80% desse volume é absorvido diretamente pelos segmentos de arquitetura, iluminação e mobiliário residencial e corporativo. Essa demanda interna aquecida demonstra como o mercado nacional alinhou-se rapidamente às tendências globais de especificação técnica e valorização estética do material.

“Existe uma provocação sensorial belíssima quando contrapomos a frieza vítrea e perfeita do acrílico com a organicidade da madeira ou a rusticidade do concreto. Não se trata apenas de substituir o vidro por uma opção mais segura e leve, mas de usar a transparência como uma ferramenta de amplitude e poesia visual no morar contemporâneo.”

LEONARDO VIGOLO diretor artístico da Leo Acrílicos

Por fim, o futuro do acrílico na arquitetura consolida-se através da sustentabilidade e da economia circular, com processos de reciclagem e reaproveitamento que respondem às exigências de um mercado cada vez mais consciente. A união entre durabilidade, apelo visual marcante e menor pegada de peso no transporte transforma o acrílico em uma solução estratégica para o design do futuro. Trata-se de um insumo que alia a precisão da engenharia plástica à poesia das formas, provando que a inovação na arquitetura também passa pela reinvenção de materiais já consagrados.

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Tirol faz pré-lançamento de ´Doce de Leite Zero Açúcar` na Expoagas

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A busca por produtos que combinam saudabilidade, praticidade e diferentes necessidades de consumo ganha espaço no estande da Tirol durante a Expoagas, que acontece até o dia 20. Entre os destaques da marca está o pré-lançamento do Doce de Leite Zero Açúcar e Zero Lactose, que traz o tradicional e clássico produto da Tirol agora em uma versão sem adição de açúcar e sem lactose, disponível em embalagem de 250g.

Como diferencial, o produto preserva a experiência de um bom doce de leite, com sabor, qualidade e cremosidade, enquanto atende à procura por alternativas sem açúcar e sem lactose. A proposta é levar para a categoria uma opção que alia o prazer e a indulgência característicos do doce de leite a escolhas alimentares mais específicas.

“Estamos trazendo para a Expoagas um lançamento que une a tradição de um produto que já faz parte da história da Tirol às novas necessidades do consumidor. É uma novidade que mantém características valorizadas na categoria, como sabor e cremosidade, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades para quem busca uma opção sem açúcar e sem lactose”, afirma o gerente de marketing da Tirol, Rodnei Guariza.

Outro destaque da participação da empresa é a linha Viva Zero, formada por 11 produtos sem adição de açúcar, zero gordura e sem lactose. O portfólio amplia a presença da Tirol no segmento de saudabilidade e oferece ao varejo novas possibilidades de composição de mix e exposição.

A participação na Expoagas também marca a apresentação de novidades em outras categorias. Na linha Biociclos, a Tirol reúne produtos destinados a diferentes fases da vida, com opções Kids, Adultos e Sênior 50+. Todos são sem lactose e enriquecidos com vitaminas e minerais. Entre os destaques está uma versão com 70g de proteína por litro.

A empresa também apresenta projetos de iogurtes e fermentados com embalagens mais práticas e modernas e atualizações visuais em linhas já consolidadas, como a linha Shrek. As novidades acompanham movimentos do mercado e buscam ampliar a atratividade dos produtos no ponto de venda.

A presença na Expoagas ganha relevância pela importância do mercado gaúcho para a Tirol e pela oportunidade de estreitar o relacionamento com supermercadistas, distribuidores e demais parceiros do Estado. “O Rio Grande do Sul é um mercado importante para a Tirol e a Expoagas nos permite estar próximos dos nossos clientes, apresentar as novidades e, principalmente, entender as oportunidades e necessidades do varejo gaúcho. Essa proximidade é fundamental para continuarmos evoluindo nosso portfólio e nossa atuação na região”, destaca Guariza.

Com origem em Treze Tílias (SC), onde iniciou sua trajetória em 1974, a Tirol mantém atuação integrada da captação à distribuição e investe em qualidade, inovação, rastreabilidade e proximidade com o produtor.

Governo de Pernambuco inaugura nova creche em Jaboatão dos Guararapes

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O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SEE), inaugurou, nesta quarta-feira (19), uma creche em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O Centro de Educação Infantil (CEI) Professora Rosenilda Correia Oliveira, localizado no bairro da Muribeca, é o primeiro dos sete equipamentos previstos para a cidade e conta com 10 salas de aula destinadas a turmas de creche e pré-escola, com capacidade para atender 324 crianças.

“É a partir de uma base bem feita, com uma estrutura organizada desde a creche, que a gente consegue cuidar bem dos nossos estudantes e garantir a continuidade da aprendizagem no ensino fundamental e, depois, no ensino médio. Além disso, quando inauguramos uma creche, damos aos pais a tranquilidade de trabalhar sabendo que seus filhos estão em um ambiente seguro e confortável”, afirmou o secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro.

A creche atende aos requisitos de acessibilidade e conta com um projeto que prioriza a integração dos espaços e a convivência entre crianças de diferentes faixas etárias, com ambientes que ampliam a visibilidade, facilitam o acompanhamento dos alunos e favorecem a circulação. A estrutura dispõe de recepção, direção, secretaria, sala dos professores, sala de amamentação, arquivo, sala multiuso, banheiros, fraldário, lactário, solário, cozinha, despensa, paneleiro, vestiário, depósito, lavabo e área de apoio aos funcionários.

“Como avó, eu era a rede de apoio da minha filha, e agora ela vai poder realizar o sonho de voltar a estudar e a trabalhar. Todas as mães da comunidade também vão ter essa oportunidade. Vamos zelar por esse espaço, porque o equipamento é nosso”, relatou a beneficiária Karla Jamile.

Com essa entrega, o Governo de Pernambuco já inaugurou 13 creches no Estado. Além de Jaboatão dos Guararapes, a iniciativa contemplou os municípios de Caruaru, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ibirajuba, Tuparetama, Camaragibe, Paranatama, Serra Talhada, Buíque e Águas Belas.

HOMENAGEM- O nome da unidade homenageia a professora Rosenilda Correia Oliveira por sua dedicação ao longo de 22 anos à Rede Municipal de Ensino de Jaboatão dos Guararapes. Durante esse período, a profissional buscou proporcionar as melhores condições possíveis para a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes. Familiares da professora estiveram presentes na cerimônia.

Fotos: Humberto Cassimiro/SEE ‎

Do imprevisto à solução: colas instantâneas ajudam a resolver imprevistos no dia a dia

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Com rapidez e praticidade, elas ajudam a recuperar objetos, evitar descartes desnecessários e tornar a rotina mais simples

Jundiaí, agosto de 2026 – No dia a dia, é comum se deparar com situações inesperadas que pedem soluções práticas e imediatas. Seja um brinquedo que quebra durante uma viagem, um porta-retrato que precisa de restauração, um utensílio doméstico com uma peça solta ou um projeto que precisa ser concluído, contar com uma solução rápida faz toda a diferença.

Ter uma cola instantânea à mão permite realizar consertos rápidos e precisos, prolongando a vida útil dos pertences e evitando substituições desnecessárias. Além de resolver emergências, esse tipo de solução contribui para a manutenção dos objetos, promovendo mais economia, funcionalidade e reaproveitamento.

Confira cinco situações em que restaurar, em vez de substituir, ajuda a preservar os pertences e simplificar a rotina.

1. Quando o brinquedo quebra durante a brincadeira

A resistência do adesivo permite unir peças que sofrem tração e impacto, recuperando a integridade do brinquedo em instantes e prolongando sua vida útil para novas horas de diversão.

(Imagem: Freepik / Magnific)

2. Utensílios domésticos ou caixas organizadoras com partes descoladas

Utensílios de cozinha ou caixas organizadoras podem sofrer com rachaduras ou lascas que comprometem o uso diário. Com a cola instantânea, é possível realizar reparos rápidos e eficazes, recuperando a firmeza da peça e garantindo que ela volte a ser útil em poucos instantes.

(Imagem: Freepik / Magnific)

3. Quando um objeto de decoração sofre um impacto

Quando um item decorativo sofre danos, a cola instantânea permite restaurá-lo de forma rápida e eficiente, preservando sua estética e incentivando o reaproveitamento de peças que muitas vezes carregam valor afetivo.

(Imagem: Freepik / Magnific)

4. Acessórios de uso diário que precisam de ajuste

Chaveiros e adornos pessoais sofrem desgaste natural. O ajuste eficiente não apenas conserta o dano, mas reforça a área fragilizada, estendendo a durabilidade do objeto e evitando o descarte desnecessário.

(Imagem: Freepik / Magnific)

5. Projetos criativos que exigem alta exatidão

Em trabalhos manuais ou técnicos, a cola atua como uma ferramenta de precisão. Ela oferece o controle necessário para unir detalhes minuciosos, garantindo um acabamento limpo, profissional e ágil.

(Imagem: Freepik / Magnific)

“Nem todo reparo é igual. Por isso, contar com o adesivo mais adequado para cada necessidade faz toda a diferença no resultado, proporcionando mais praticidade, precisão e segurança durante a aplicação”, afirma Marina Rizzardo, Gerente de Marketing da Loctite Super Bonder.

A linha Loctite Super Bonder conta com soluções adesivas desenvolvidas para diferentes tipos de reparos. Entre os produtos estão Loctite Super Bonder Precisão, que proporciona maior controle durante a aplicação graças ao seu bico aplicador, e o Loctite Super Bonder Mega, que conta com uma embalagem de maior volume, ideal para quem realiza trabalhos maiores ou mais frequentes, atendendo a diferentes demandas de manutenção e conservação.

Sobre a Super Bonder

Super Bonder, marca da Henkel, está presente no Brasil desde 1975 e é referência em colas instantâneas de alta performance. Com um portfólio diversificado em fórmulas e embalagens, oferece produtos específicos para diversas necessidades de colagem. Criada a partir da descoberta acidental dos cianoacrilatos em 1942, sua fórmula evoluiu em aderência, versatilidade e resistência. Em 1997, a Henkel adquiriu a Loctite, consolidando Super Bonder como símbolo de inovação e confiabilidade.

Com 50 anos de história no Brasil, celebrados em 2025, Super Bonder conquistou a confiança dos consumidores, tornando-se parte do dia a dia dos brasileiros. Desde 2021, ocupa posição de liderança sendo eleita a marca mais lembrada na categoria de colas instantâneas pelo prêmio Top of Mind. A marca também protagonizou ações de grande impacto, como a participação no Big Brother Brasil e o reconhecimento no Guinness World Records, em 2009, ao içar uma caminhonete de cinco toneladas com apenas nove gotas de cola. Mais informações no site.

Sobre a Henkel

Com suas marcas, inovações e tecnologias, a Henkel ocupa posições de liderança em todo o mundo em negócios industriais e de consumo. A unidade de negócios de Adhesive Technologies é líder global nos mercados de adesivos, selantes e revestimentos funcionais. Em seus negócios de Consumer Brands, a empresa ocupa posições de liderança, especialmente nos segmentos de cuidados capilares e com a casa, em muitos mercados e categorias em todo o mundo. As três marcas mais fortes da empresa são Loctite, Persil e Schwarzkopf. No ano fiscal de 2024, a Henkel reportou vendas de mais de 21,6 bilhões de euros e lucro operacional ajustado de cerca de 3,1 bilhões de euros. As ações preferenciais da Henkel estão listadas no índice de ações alemão DAX. A sustentabilidade tem uma longa tradição na Henkel, e a empresa tem uma estratégia clara de sustentabilidade com metas específicas. A Henkel foi fundada em 1876 e hoje emprega uma equipe diversificada de cerca de 47.000 pessoas em todo o mundo – unidas por uma forte cultura corporativa, valores compartilhados e um propósito comum: “Pioneers at heart for the good of generations”. Mais informações no site.

Sobre a Henkel Brasil

A Henkel está no Brasil há 70 anos e atua nas áreas de adesivos, selantes e tratamento de superfícies e consumer brands, com principais marcas como Cascola, Loctite, Pritt, Bonderite e Schwarzkopf Professional. A Henkel Brasil conta com cerca de 1.000 profissionais distribuídos nas plantas de Itapevi e Jundiaí, além de um Centro de Distribuição em Jundiaí, um escritório central na Lapa e uma ASK Academy localizada na Avenida Paulista, em São Paulo. No ano de 2024, a Henkel alcançou um crescimento orgânico de vendas de 2,6%. Na América Latina, as vendas foram de 1, 636 bilhão de euros, o que representa 8% do total do grupo.

Contatos com a imprensa:

  • InPress Porter Novelli
  • Priscilla Lima
  • (11) 99779-2779 – priscilla.lima@inpresspni.com.br
  • Carla Marcondes
  • (11) 98766-6866 – carla.marcondes@inpresspni.com.br

Colesterol alto avança de forma silenciosa e pode levar a infarto e AVC

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Apesar de ser frequentemente associado apenas à alimentação, o colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo. Presente em todas as células do corpo, participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas celulares.

Colesterol alto avança de forma silenciosa e pode levar a infarto e AVC

As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, e o colesterol elevado está entre os fatores de risco mais relevantes. De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, aproximadamente uma em cada três pessoas no Brasil apresenta colesterol total acima de 200 mg/dL, enquanto cerca de um em cada cinco adultos possui níveis elevados de LDL-colesterol,  condição que, na maioria das vezes, evolui de forma silenciosa e só é identificada em exames de rotina.

Apesar de ser frequentemente associado apenas à alimentação, o colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo. Presente em todas as células do corpo, participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas celulares. O problema surge quando seus níveis, especialmente do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, se elevam, favorecendo o acúmulo de placas de gordura nas artérias e aumentando significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

O colesterol circula no sangue por meio de diferentes lipoproteínas, sendo as principais o LDL (lipoproteína de baixa densidade) e o HDL (lipoproteína de alta densidade). Enquanto o LDL transporta colesterol para os tecidos e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, o HDL exerce o papel oposto, removendo o excesso da circulação e o leva de volta ao fígado para eliminação, razão pela qual é conhecido como “colesterol bom”.

Segundo a Dra. Rosangeles Konrad, médica e professora da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Brasília, um dos maiores desafios é justamente o fato de o colesterol alto não provocar sintomas na maioria dos casos. “O colesterol elevado costuma evoluir de forma silenciosa, e esse é um dos aspectos que mais preocupam. O paciente pode passar anos com o LDL alto, favorecendo a formação de placas nas artérias, sem apresentar qualquer sintoma. Não há dor, mal-estar ou outro sinal que chame atenção. Muitas pessoas só descobrem a alteração em um exame de rotina ou, infelizmente, após um evento cardiovascular, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico e realizar exames periódicos, especialmente quem tem histórico familiar, hipertensão, diabetes, obesidade ou outros fatores de risco.”

A especialista destaca que o diagnóstico precoce do colesterol alto ainda é um desafio, já que a doença costuma ser assintomática. Enquanto alguns pacientes descobrem a alteração durante exames de rotina e conseguem iniciar o tratamento antes do surgimento de complicações, muitos só recebem o diagnóstico após sofrerem um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Para ela, a baixa adesão aos exames preventivos entre pessoas sem sintomas continua sendo um dos principais entraves para reduzir a incidência das doenças cardiovasculares. “O cenário ideal é descobrir o colesterol alto durante um check-up de rotina, quando ainda há tempo para agir e evitar complicações. Infelizmente, muitos pacientes só recebem esse diagnóstico depois de um infarto ou de um AVC, o que reforça a importância dos exames periódicos, mesmo para quem se sente saudável”, afirma.

Além da predisposição genética, a cardiologista explica que os hábitos de vida exercem influência direta sobre os níveis de colesterol. Alimentação rica em gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo e excesso de peso contribuem para o aumento do LDL e aceleram a formação de placas nas artérias. “Em muitos pacientes, principalmente os de risco baixo a moderado, só a mudança de hábitos já consegue reduzir o colesterol de forma bastante significativa. Quando necessário, o tratamento medicamentoso complementa essa estratégia para proteger o coração”, afirma.

Para pacientes com risco cardiovascular elevado ou doenças genéticas, como a hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida costumam precisar ser associadas ao tratamento medicamentoso. Atualmente, além das estatinas, existem opções como ezetimiba, ácido bempedoico e  inibidores de PCSK9 (proteína produzida no fígado que se liga aos receptores de LDL) , indicadas conforme o perfil e o risco de cada paciente. “Hoje não dependemos apenas das estatinas. O arsenal terapêutico cresceu bastante nos últimos anos, permitindo um tratamento mais individualizado e melhores resultados no controle do colesterol”, destaca a médica da Afya.

9 orientações de como manter o colesterol em níveis saudáveis, segundo a cardiologista

  • Priorize alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, que são ricos em fibras e ajudam a reduzir a absorção do colesterol.
  • Inclua fontes de gorduras saudáveis na alimentação, como azeite de oliva, castanhas, nozes, sementes e peixes ricos em ômega-3, que contribuem para a proteção do coração.
  • Reduza o consumo de gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, presentes em frituras, embutidos, carnes gordurosas e produtos industrializados, que favorecem o aumento do colesterol LDL (“ruim”).
  • Pratique atividade física regularmente, acumulando pelo menos 150 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana para melhorar os níveis de colesterol e a saúde cardiovascular.
  • Mantenha um peso corporal adequado, já que o excesso de peso está associado ao aumento do colesterol e do risco de doenças cardiovasculares.
  • Evite fumar e limite o consumo de bebidas alcoólicas, pois esses hábitos aumentam o risco de problemas cardiovasculares e comprometem a saúde do coração.
  • Controle também a pressão arterial e os níveis de glicemia, especialmente se houver hipertensão ou diabetes, já que essas condições potencializam os danos causados pelo colesterol elevado.
  • Realize exames periódicos, especialmente se houver histórico familiar de colesterol alto ou doenças cardiovasculares, para identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento quando necessário.
  • Siga corretamente o tratamento prescrito pelo médico e não interrompa os medicamentos por conta própria, pois fármacos como as estatinas precisam de uso contínuo para manter o colesterol sob controle e reduzir o risco de complicações cardiovasculares.

Leia Também: Casos de AVC e infarto podem aumentar até 30% durante o inverno

 

Histórias do Brasil! 50 anos da morte de JK: Brasília, como poderei viver sem a tua companhia (parte 1)

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A primeira parte da reportagem especial sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek relembra a perseguição da ditadura contra o fundador de Brasília e eventos históricos que precederam a tragédia de 22 de agosto de 1976

Mais de 300 mil pessoas foram dar o último adeus a JK em agosto de 1976  -  (crédito:  Gervasio Baptista/Divulgação)

Mais de 300 mil pessoas foram dar o último adeus a JK em agosto de 1976 – (crédito: Gervasio Baptista/Divulgação)

Por Jorge Henrique Cartaxo*, especial para o Correio — “O presidente JK que trouxe meu pai para construir esta cidade. Eu vim junto com meu pai. JK será eterno porque mudou a minha família, mudou o Brasil, e eu tenho que agradecer aqui ao meu amado presidente. Custe o que custar!”

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O jornalista Silvestre Gorgulho, à época assessor do então ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, estava na Catedral de Brasília naquela tarde melancólica, quando o esquife com o corpo de JK deixou o nosso primeiro templo e seria acondicionado sobre um carro do Corpo de Bombeiros. Num átimo, os candangos em multidão — cerca de 300 mil — apoderaram-se do corpo de Juscelino e o levaram de mão em mão, de braço em braço, de ombro em ombro, até o cemitério. Nos longos oito quilômetros que separam a Catedral do Campo da Esperança, parte percorrida pela Esplanada e parte pela W3 Sul, os candangos cantaram Peixe Vivo — a música preferida de JK — e o Hino Nacional, clamaram por Juscelino, silenciaram em preces e espargiram lágrimas de saudades e dor.

“Não houve honras oficiais, nem salões ou palácios da cidade que ele fez construir. Apenas a casa de Deus, as ruas e as orações candangas”, lembra Silvestre Gorgulho, que acompanhou o cortejo da Catedral até o Campo da Esperança e presenciou toda a cerimônia. Essas cenas estão contadas, com vantagens, no livro De Casaca e Chuteiras — A Era dos Grandes Dribles na Política, Cultura e História / 1956 — 1977/ Brasília-JK-Pelé, um brinde de Gorgulho a Brasília.

Primeiro recado

No dia 17 de fevereiro de 1976, o jornalista Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, fez uma visita ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, no Rio de Janeiro. “Juscelino, trago um recado do Armando. Militares pretendem coisas dramáticas contra a sua vida”, teria dito Roberto Marinho a um apreensivo, mas sempre sereno JK. Armando Falcão, então ministro da Justiça do governo Geisel, havia sido também ministro da Justiça entre 1956 e a inauguração de Brasília, em 1960. Na foto clássica de JK com Jango e Israel Pinheiro entrando no Palácio do Planalto no final da tarde daquele histórico 21 de abril de 1960, igualmente de casaca, ao lado de Jango, estava lá ele, Armando Falcão.

 Crédito: Gervasio Baptista/Divulgação. Juscelino Kubitschek acena com chapéu.
Fundador de Brasília foi perseguido pela ditadura(foto: GervasioBaptista/Divulga??o)

No sábado, 7 de agosto daquele mesmo ano, uma ‘notícia’ se espalharia pelo país: Juscelino teria morrido num acidente automobilístico na estrada Rio-São Paulo. A imprensa se mobilizou. Dona Sarah foi procurada no Rio. Recluso na sua Fazendinha, em Luziânia, Juscelino foi surpreendido pela visita de uma dezena de fotógrafos e jornalistas movidos pela pauta tenebrosa e, de certo modo, premonitória. Apreensiva, Vera Brant se deslocou de Brasília até Luziânia para conversar com JK. ‘Juscelino, acho que jogaram esse alarme falso para avaliar que tipo de emoção causaria no país a sua morte. Cuidado, que vão te matar’, vaticinou Vera ao abraçar o amigo ainda perplexo com o vasto ruído.

O desmentido viria na noite do dia seguinte, no programa Fantástico, da TV Globo. A vontade de tirar a vida de JK não era nova na ditadura militar. Em junho de 1968, um grande atentado foi abortado no país. O caso Para-Sar (tropa especial de elite da Aeronáutica especializada em busca, salvamento e operações especiais) foi um plano arquitetado pelo então brigadeiro João Paulo Burnier. As vítimas finais seriam os principais líderes civis do país perseguidos pelo golpe de 1964: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Dom Hélder Câmara e mais 40 militantes da oposição. Jango estava no exílio.

A primeira fase da operação terrorista consistia em realizar uma série de atentados a bomba tendo como alvo empresas norte-americanas, como o Citibank e a Sears, além da explosão de um gasômetro na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Os crimes seriam atribuídos aos movimentos de esquerda. Estabelecido o caos, os líderes civis seriam sequestrados e mortos. O capitão Sérgio Miranda de Carvalho (um cavalheiro conhecido pela tropa como Sérgio Macaco), convocado para coordenar a operação terrorista, recusou-se a praticar os atos ilegais e denunciou o horror aos seus superiores. A violência pública proposta por Burnier mergulharia nos porões — tortura, sequestros e mortes — com o AI-5, em dezembro de 1968.

Em janeiro de 1971, o assassinato do ex-deputado federal Rubens Paiva no DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, sinalizou a fase do terror da ditadura militar. Somente em 1974, com a vitória do MDB nas eleições gerais de novembro, os limites do autoritarismo assumiriam contornos mais visíveis. É bem verdade que, em agosto de 1974 — cinco meses após a sua posse como presidente da República, em março —, o general Ernesto Geisel, num encontro com os dirigentes da Arena — partido político que dava sustentação simbólica e congressual à ditadura —, anunciou a famosa proposta de distensão política, por ele chamada de “lenta, gradual e segura”.

Como a história republicana assinala, os quartéis nunca foram exatamente harmônicos, disciplinados, amigos das leis e da legitimidade. No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog foi torturado e morto nas dependências do II Exército de São Paulo, que abrigava o temido DOI-CODI. Herzog havia se apresentado voluntariamente ao general Ednardo D’Ávila Mello no dia 24 daquele mesmo outubro. Em janeiro de 1976, três meses após a morte de Vladimir Herzog, no mesmo II Exército, ainda sob o comando do general D’Ávila, seria morto o operário e sindicalista Manoel Fiel Filho.

Os dois assassinatos atingiram em cheio o governo militar e desafiaram frontalmente o presidente Geisel. O general D’Ávila foi demitido três dias após a morte de Fiel Filho. Na madrugada do dia 14 de abril de 1976, a famosa estilista Zuzu Angel foi esmagada, dentro do próprio carro, na saída do Túnel Dois Irmãos, em São Conrado, no Rio. Zuzu lutava desesperadamente pelo paradeiro do seu filho, Stuart Angel, preso, torturado e morto pela ditadura em 1971.

No dia 19 de agosto de 1976, uma bomba explodiu na sede da ABI e outro artefato foi desativado na sede da OAB, ambas no Rio. Ainda em 1976, JK seria morto no dia 22 de agosto; o ex-presidente João Goulart morreria em dezembro, também num rastro de suspeitas de atentado. Em maio de 1977 seria a vez de Carlos Lacerda, também em um cenário igualmente suspeito. No dia 12 de outubro de 1977, o presidente Geisel demitiu o então ministro do Exército, general Silvio Frota, um inimigo militante da abertura política e candidato, já em campanha, à sucessão de Geisel. Tornava-se pública a grave crise militar que abalava a ditadura, além da expressiva derrota nas eleições de 1974.

A partir daí, o terror se acentuaria. Dois atentados marcam a época e se espalham pelo mundo. Em 27 de agosto de 1980, uma carta-bomba explodiu nas mãos da secretária da presidência da OAB, Lyda Monteiro, no Rio, ceifando-lhe a vida. Na noite do dia 30 de abril de 1981, no estacionamento do Centro de Convenções Riocentro, uma bomba explodiu no colo do sargento do Exército Guilherme do Rosário, matando-o, e deixou gravemente ferido o então capitão do Exército Wilson Dias Machado. Naquela noite, Chico Buarque, Gal Costa, Clara Nunes, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Alceu Valença, Beth Carvalho, Moraes Moreira e João Bosco estavam se apresentando para 20 mil pessoas que lotavam o Riocentro. Um “acidente de trabalho” impediu que a tragédia se consumasse. Entre 1978 e 1983, de acordo com relatórios oficiais, a extrema-direita praticou mais de 187 ataques terroristas. Os alvos mais evidentes eram as redações de jornais, as bancas de revistas que vendiam publicações da oposição e as instituições — OAB, ABI… — que se mobilizavam pela redemocratização do país.

Retomando a cena política

Na manhã do dia 20 de agosto de 1976, uma sexta-feira, o ex-presidente Juscelino Kubitschek embarcou num avião da Vasp em Brasília com destino a São Paulo. Estavam no aeroporto e no mesmo voo o então senador José Sarney e sua esposa Marly, o ex-senador Franco Montoro e o ex-deputado federal Ulysses Guimarães. O mau tempo em Congonhas obrigou o desvio da aeronave para Viracopos, em Campinas. Durante toda a viagem, Ulysses, Montoro e JK conversaram sobre a conjuntura política do país, que se redesenhava velozmente depois da vitória do MDB nas eleições de 1974. “Hoje está cada vez mais clara a necessidade de normalização da ordem pública. Isso é um desejo de todo o povo brasileiro, à exceção de uns poucos radicais de direita e de esquerda”, disse JK a Ulysses Guimarães em um certo momento daquele último encontro.

Os atentados a bomba que haviam ocorrido na véspera também foram objeto da conversa entre eles. “Tenho sentido uma inquietação crescente nos meios econômicos e bancários com os quais tenho conversado nos últimos tempos”, revelou ainda JK aos dois notáveis interlocutores. O voo inicia o seu procedimento de pouso em Viracopos, naquele final de uma manhã diluviana em São Paulo. Apesar dos temas delicados do diálogo com Ulysses e Montoro, JK não escondia o seu contentamento com a recente retomada da cena pública. No aeroporto havia dado autógrafos. Na decolagem em Brasília, tão logo o avião alcançou a estabilidade dos 10 mil pés, a voz do comandante Sérgio informou: “Tenho o prazer de anunciar que está a bordo o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Os passageiros entoaram aplausos, sinalizando empatia e acolhimento.

*Jornalista, mestre em história pela Universidade Paris-Sorbonne

´Banco Vermelho` chega à Justiça Federal de Petrolina para reforçar combate à violência contra a mulher. Evento é hoje(18)

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Banco Vermelho chega à Justiça Federal de Petrolina para reforçar combate à violência contra a mulher

Ação é realizada por meio de uma parceria entre UNINASSAU e Instituto Banco Vermelho ocorre durante o Agosto Lilás

Nessa terça-feira (18), às 11h, foi realizada a cerimônia de doação de um Banco Vermelho pequeno na Subseção Judiciária da Justiça Federal, em Petrolina. A iniciativa é uma parceria da UNINASSAU, primeira Instituição de Ensino Superior a apoiar o movimento, e do Instituto Banco Vermelho (IBV).

O intuito é conscientizar a sociedade sobre a violência contra a mulher. O equipamento conta com um QR Code que direciona para uma plataforma com informações sobre os serviços de atendimento às mulheres em Pernambuco. A iniciativa reforça o compromisso da UNINASSAU, do IBV e da Subseção Judiciária da Justiça Federal no município com a promoção dos direitos das mulheres e a prevenção da violência de gênero, mostrando a importância da união entre instituições públicas, sociedade civil e educação na construção de uma cultura de respeito, proteção e valorização da vida.

A ação também integrou a programação do Agosto Lilás, campanha dedicada ao enfrentamento das violências doméstica e familiar contra a mulher.

Para o diretor da UNINASSAU Petrolina, Sérgio Murilo Jr., iniciativas como essa ajudam a manter o tema presente no cotidiano da população. “O Banco Vermelho é um símbolo que provoca reflexão e nos lembra que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser uma responsabilidade de toda a sociedade. A Faculdade acredita que a educação também tem um papel fundamental nesse processo, contribuindo para conscientizar, prevenir e estimular uma cultura de respeito e proteção à vida”, destaca Sérgio.

A UNINASSAU vem contribuindo para ampliar seu alcance com a instalação de bancos vermelhos em unidades e espaços públicos e institucionais. A Instituição também desenvolve ações de sensibilização e mobilização social voltadas ao enfrentamento do feminicídio, como os projetos Cadeira Vazia e Espaço Seguro. A parceria com o Instituto Banco Vermelho reforça a importância da união entre instituições de ensino, poder público e sociedade civil na construção de uma cultura de prevenção à violência de gênero e valorização dos direitos das mulheres.

*Serviço* Evento: Cerimônia de doação do Banco Vermelho Data: realizado nessa terça-feira, 18 de agosto Horário: 11h Local: Justiça Federal de Petrolina – Praça Santos Dumont, 101, Centro.