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Greve dos caminhoneiros pode trazer prejuízos irreparáveis aos produtores de frutas do vale

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Produtores do Vale do São Francisco já comemoram a retirada de impostos sobre exportações de frutas | Blog do Didi Galvão

A Valexport –  Associação agrícola em Pernambuco,  com sede em Petrolina, encaminhou oficio a Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, manifestando a preocupação dos produtores e exportadores de frutas do vale do São Francisco, caso se oficialize a greve dos caminhoneiros programada para este dia 01 de novembro, segunda-feira.

Veja o teor do oficio.

Ofício Greve Caminhoneiros 2021 – Ministra da Agricultura (1)

Excelentíssima Senhora
TEREZA CRISTINA
M.D. Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Brasília-DF

Senhora Ministra,

Ao cumprimentá-la, gostaríamos de manifestar a preocupação dos produtores e exportadores de frutas do Vale do São Francisco pela iminência greve intempestiva dos caminhoneiros anunciada pela classe comunicada pela mídia nacional, programada para dar início no dia 01 de novembro (próxima segunda-feira), sem data prevista para encerramento.

O Vale do São Francisco produz anualmente 2,4 milhões de toneladas de frutas com valor de produção estimado em 3,7 bilhões de reais (IBGE, Out/21), além do mercado interno a região se destaca pelas exportações de Mangas e Uvas, respondendo por 99% de toda uva e 87% de toda manga exportada pelo Brasil, totalizando 260 mil toneladas exportadas e R$325 milhões de dólares em divisas (COMEXSTAT, Out/21), representando aproximadamente 40% da balança comercial de exportação de frutas do país. Além disso, a fruticultura é responsável pela geração de mais de 240.000 empregos diretos na região e mais 950.000 indiretos.

Uma paralisação total nesse momento implicará em prejuízos irreparáveis não só às exportações de frutas da região, como também, a todos os agentes que operam na cadeia de produção e comercialização, ocasionando o caos econômico e social em todo o Vale do São Francisco, potencializado pelos milhares de trabalhadores que certamente perderão seus empregos.

Além disso, temos contratos de fornecimento a serem cumpridos com importadores na Europa, Estados Unidos, Oriente Médio, Canadá, Japão e demais países e que uma frustração de fornecimento em plena safra pode significar a perda definitiva de clientes que foram conquistados e consolidados com muito esforço ao longo de muitos anos.
Fomos comunicados pelas empresas fornecedoras dos serviços de transportes marítimos de cargas, Hamburg Sud e Hapag Lloyd, CMA CGM, Aliança, que estariam cancelando o envio dos caminhões para carregamento das frutas devido ao problema, o que estamos negociando para que não aconteça.

Diante do exposto solicitamos que caso a greve seja efetivada, um plano de contingência seja implantado, visando liberar as cargas dos caminhões refrigerados (que inclusive precisam ser mantidos carregados em energia), no sentido de atender a exportação das nossas frutas perecíveis, do contrário, caso não possamos seguir com o embarque habitual, haverá uma perda inadmissível para o Vale do São Francisco, tanto em relação as divisas de exportação quanto ao impacto econômico desastroso que ocorrerá na região.

Nos despedimos, na expectativa de contar com a sensibilidade deste ministério para a resolução desta situação em que nos encontramos e aproveitamos para renovar os nossos votos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente,
CAIO BEZERRA DE SOUZA COELHO       JOSÉ GUALBERTO DE FREITAS ALMEIDA
Vice Presidente Institucional                                 Presidente

A expectativa agora é que o Governo possa manter um bom dialogo com os motoristas e procure solucionar da melhor maneira possível nas próximas horas, as reivindicações da classe, para que o prejuízo do vale seja evitado.

Aguardem novas informações.

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