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Coluna do blog: curtas, grossas e fininhas

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  • Sistema Bruto e Desigual. Sem precisar participar de nenhuma votação e nem sequer pisar em Brasília, a senadora Nailde Panta (Progressistas-PB) poderá receber até R$ 52 mil entre salário e verbas indenizatórias por apenas 15 dias no cargo, no recesso parlamentar. Segunda suplente na chapa de Daniella Ribeiro (PP-PB), a parlamentar tomou posse na quarta-feira, 6, mas só deve ocupar a vaga até o dia 21 deste mês, quando a titular retorna de licença. Mesmo assim, terá direito a todos os benefícios previstos nas regras internas do Senado. Enquanto isso o salário mínimo pra você se desdobrar em 30 dias, será de R$ 1.100,00 (um mil e cem reais) para o trabalhador brasileiro, que sustenta o país.

 

  • Petrolina e suas angustias. Não foi a vitória da reeleição do Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, por um avassalador número de votos, que vai mudar da noite para o dia, o cenário das muitas dificuldades ainda existentes em vários bairros da periferia, entre elas: desprezo, e falta de atenção em relação a infra-extrutura, a saúde que não chega, a pavimentação que não passa, a energia que é fraca, a agua que não pinga, o esgoto sem coleta e dezenas de outras situações incomodas que moradores da periferia se deparam permanentemente. Se tem previsão para mudar esse quadro, ninguém sabe, nem mesmo o atual Prefeito que conhece a dimensão territorial de Petrolina e que não tem bom Prefeito que resolva a situação em tão pouco tempo. Agora se o dever de casa for feito com carinho, já melhora muito a auto estima dos moradores. Quem espera, sempre alcança.

 

  • Os sinais vão indicando. Desde a posse até o momento, as entrevistas do Prefeito Miguel Coelho na imprensa, principalmente da capital do estado, é voltada para enaltecer a sua administração em Petrolina, com afirmações de que o seu governo está no caminho certo, com a história de que Petrolina é exemplo para Pernambuco. Alias, ninguém pode constestar isso. Agora, entre a promoção do Prefeito que tá doido para ser candidato a Governo do Estado e a realizada das coisas, ainda falta muito, para Petrolina passar a Frente de Jaboatão dos Guararapes, Caruaru,

Por Marcelo Tognozzi*

Nas disputas apertadas, as eleições para as mesas das duas Casas do Congresso são sempre decididas nos instantes finais. Neste ano, as disputas na Câmara e no Senado estão em aberto e assim ficarão até o último momento. Mas enquanto isso é preciso estar atento para duas coisas. A primeira: o MDB só perderá a eleição para a presidência do Senado se assim o desejar. A segunda, é que ao cair no canto de sereia de Rodrigo Maia, o PT acabará igual a Jonas: engolido pela baleia e vomitado na praia.

O Psol farejou que abraçar a proposta de Rodrigo Maia é correr o risco desnecessário de sair com a reputação e a identidade arranhadas. O PT não liga mais para isso. Faz tempo, deu baixa e mandou às favas determinados arroubos e pudores. O Psol quer ser o PT de ontem, puro, imaculado e cheio de moral. É improvável que não tenha candidato para bater chapa contra Baleia Rossi e Arthur Lira. Pensa em 2022, embevecido pela performance de Boulos em São Paulo e as perspectivas de ampliar a presença na Câmara dos Deputados e no repasse do fundo partidário, os quais andam de mãos dadas.

Maia articulou seu Centrinho para bater chapa com o Centrão, a quem deve suas 3 eleições para a presidência da Câmara e os 5 anos consecutivos de comando da Casa. O Centrão é governo por excelência, tem 35 anos de tradição e uma invejável capacidade de sobrevivência. A última vez que ressurgiu das cinzas foi na Lava Jato. O Centrinho de Maia, com Luciano Huck de paraninfo, junta siglas de esquerda como o PT e o PC do B, as viúvas de Bolsonaro abrigadas na sombrinha do PSL e mais a Rede de Marina Silva, o PDT de Ciro Gomes, parte do PSDB de João Doria e o PSB do prefeito de Recife, João Campos.

O Centrinho tem uma banda de música boa de barulho, simpatia da mídia e bombardeia a reputação do adversário Arthur Lira, mas, como lembrou há dias um integrante do Psol, faz de conta que seu candidato não tem telhado de vidro. Wagner Rossi, pai de Baleia e amigo de Michel Temer há 60 anos, perdeu a cadeira de ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff em 2011, depois de a revista Veja informar ao distinto público que um lobista chamado Júlio Fróes dava expediente dentro da Comissão de Licitações do ministério. Nitroglicerina pura para os que torcem o nariz para a candidatura de Baleia.

Na maioria das vezes, candidatos que fazem campanha para a presidência da Câmara falando para a opinião pública, e não para os deputados, acabam derrotados. Os casos mais marcantes são a vitória de Severino Cavalcanti contra o petista Luiz Eduardo Greenhalgh e a derrota de Odacir Klein, amigo de Itamar Franco, para Inocêncio Oliveira. Um experiente político com quase 3 décadas de Congresso fez as contas e concluiu que Rossi tem potencial para colher de 160 a 180 votos. A menos que o imponderável faça uma surpresa, este é o provável teto, com o Psol e seus 10 deputados, arrastando apoios e tirando de Rossi alguns votos da esquerda.

No Senado o jogo é, digamos, um pouco mais sofisticado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, lançou Rodrigo Pacheco (MG) e trabalha para manter o comando da Casa nas mãos do DEM, que tem 5 senadores. Ganhou o apoio dos 11 senadores do PSD de Gilberto Kassab. Em seguida, o Pros de Fernando Collor anunciou que embarcaria no barco de Pacheco, acrescentando mais 3 votos. O PP deve dar mais 7, totalizando 21 para a largada.

Este é o jogo visto na superfície. Mas há outro sendo jogado nos bastidores pelo MDB, que tem 13 cadeiras e trabalha para conseguir mais duas: os senadores Rose de Freitas (ES) e Veneziano Vital do Rêgo (PB), irmão do ministro do TCU Vital do Rêgo Filho, ex-senador e ex-líder do MDB. Rose é filiada ao Podemos e Veneziano está sem partido.

Na política nada acontece por acaso. Os profissionais do MDB no Senado estão na muda, assim como os do PSDB e do PT. Nos bastidores conversam muito para juntar debaixo do mesmo guarda-chuva 34 votos (MDB, PT, PSDB, Rede, PSB, PDT e Cidadania). Se vierem os descontentes do Podemos liderados por Álvaro Dias, serão mais 10 votos. Uma aliança de 44 votos, 3 a mais do que os 41 necessários para a vitória. É nessas horas que o pragmatismo pode ser decisivo.

Claro que essa matemática não é tão simples e depende de negociações nas quais nem sempre 2 mais 2 é igual a 4. Envolve cargos na mesa, presidência de comissões temáticas e outras coisas menos visíveis, porém igualmente ambicionadas numa Casa com orçamento anual de R$ 18 bilhões. A disputa esquentará para valer a partir do dia 25 de janeiro, faltando uma semana para a eleição das duas mesas. Tanto no MDB como no PSDB a experiência e a habilidade de negociar de José Serra, Tasso Jereissati, Renan Calheiros e Fernando Bezerra Coelho não podem ser ignoradas. São um ativo valioso, ainda mais quando o objetivo é comum.

Há 2 anos o MDB foi derrotado por Davi Alcolumbre num cenário bastante diferente do atual. O governo acabara de ser eleito, chegava forte e Renan Calheiros, então candidato do partido, errou ao subestimar o adversário apoiado por Bolsonaro. Hoje o cenário é outro e antigos aliados do governo cederam lugar a novos.

O Planalto não perde nada com o MDB vitorioso no Senado. Dois dos seus principais líderes, Eduardo Gomes e Fernando Bezerra Coelho, são do partido. Por várias vezes o MDB soube vencer e comandar a Casa com políticos pouco conhecidos nacionalmente como José Fragelli, Ramez Tebet ou Garibaldi Alves.

Davi Alcolumbre amargou duas derrotas seguidas em dezembro, uma em Brasília outra em casa: o STF negou a reeleição e seu irmão perdeu a prefeitura de Macapá. Uma derrota a mais na sequência seria o pior dos pesadelos, não apenas pelo fracasso em si, mas especialmente pelo tamanho da conta que será espetada nas suas costas. Não é por acaso que Bolsonaro pouco fala do Senado e foca na eleição da Câmara. Está esperando a última semana de janeiro chegar.

  • Fernando Bezerra no pareo da Presidencia do Senador.

Compra da vacina – O prefeito do Recife, João Campos (PSB), assinou, ontem, um memorando de entendimento com o Instituto Butantan solicitando um milhão de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto brasileiro, para a cidade. Segundo o prefeito, o memorando formaliza que existe a intenção da compra e da venda da vacina e o documento vai ser assinado também pelo Instituto Butantan, mas não há um prazo para isso.

A promessa original, feita pelo prefeito eleito do Recife, João Campos, ao longo da campanha, era de garantir paridade de gênero em cargos de liderança. Aliados chegaram a observar que o compromisso era difícil de ser cumprido, porque João poderia esbarrar em dificuldades, a despeito da sensibilidade à causa, para localizar mulheres que combinassem a disposição para o desafio com a experiência nas diversas áreas demandadas. Ontem, dia em que concluiu o anúncio do seu secretariado, João Campos apresentou mais quatro nomes de mulheres que vão comandar pastas em sua gestão. Fechou, assim, um total de nove representantes da ala feminina no primeiro escalão, formado por um total de 18 pastas. Ou seja: o socialista assegurou 50% de vagas para homens e 50% para mulheres já no secretariado, superando as expectativas até mesmo de pessoas próximas descrentes. As secretárias anunciadas, ontem, foram: Glauce Medeiros (Mulher), Maria Eduarda Medicis (Habitação), Erika Moura (Saneamento) e Cacau de Paula (Turismo e Lazer).

A primeira é da cota do PCdoB, presidido nacionalmente pela vice-governadora Luciana Santos. A pasta de Habitação, como a coluna antecipara, ficou na cota do PP, presidido no Estado por Eduardo da Fonte. Saneamento foi indicação do Republicanos, de Silvio Costa Filho, recém-chegado à Frente Popular e que engajou-se na campanha de João com empenho, mas ainda não havia sido contemplado, nem no Estado nem na Prefeitura do Recife. Cacau de Paula é do PSD, presidido no Estado por André de Paula, e, como a coluna cantara a pedra, era o perfil mais técnico para o cargo, ainda que o nome de sua irmã, Andréa de Paula, um personagem mais político, também tenha sido ventilado. Cacau foi diretora da Empetur na gestão Eduardo Campos, foi gerente de captação de Eventos Internacionais do Recife Convention & Visitors Bureau e atuou com Ana Paula Vilaça na Secretaria de Turismo do Recife.  Essas quatro mulheres se somam ao conjunto das primeiras anunciadas: Luciana Albuquerque (Saúde), Maíra Fischer (Finanças), Adriana Rocha (Trabalho e Qualificação Profissional), Ana Suassuna (Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas) e Marília Dantas (Infraestrutura). A elas, se juntam mais nove secretários. A promessa de João Campos para cargos de liderança incluía diretorias, secretarias executivas, gerências, entre outros. Mas socialistas já advertiam, nas coxias, que seria inevitável fazer uma fotografia desse compromisso no secretariado, que não só tem 50% de mulheres, mas elas estão contempladas em secretarias de peso e não em espaços periféricos.

Tristeza. Registramoss o falecimento do jornalista Raphael Acioli, figura muito querida por toda a imprensa pernambucana. Tive a alegria de conhece-lo neste mundo musical, quando ainda fazia assessoria a Wesley Safadão e Joelma. Figura muito querida, vai deixar uma lacuna muito grande, pela extraordinária capacidade profissional que sempre manteve no no meio artistico e na jornalismo de Pernambuo. Ele foi vitama da covid.19 e que que Deus o tenha.

 

 

Recebi convite para participar da sétima edição da Expo Fashion Noivas, evento que reúne expositores do segmento de festas e casamentos agora, sob nova administração e que vai acontece nos dias 12, 13 e 14 de novembro deste ano, no Centro de Convenções de Pernambuco. As vendas dos estandes terão início amanhã. Os preços variam de acordo com o tamanho da ilha, variando entre R$3.500 a R$25 mil. São diversos serviços e produtos, tudo que se precisa para fazer uma festa de casamento para todos os gostos e preços. O mercado de casamento movimenta bilhões por ano e é um nicho que cresce, anualmente. As pessoas querem celebrar sua união. Na Expo Fashion Noivas, é possível facilitar a vida dos noivos com a quantidade de ofertas e serviços necessários para a realização de uma festa de casamento”, destacou a empresária e organizadora do evento, Priscilla Rodrigues.

 

UNE e Ubes vão pedir o adiamento do Enem na Justiça

 

 

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