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As oportunidades já estão vivas no agro presente

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O agro brasileiro veio de três anos de crescimento nas safras e na proteína animal

Agronegócio pode ser protagonista em 2022, dizem analistas

Os gênios do mundo são poucos. Aprender com eles, na capacidade de antever as forças inexoráveis da evolução, é a grande e maior lição que todos poderiam aprender. O agro brasileiro veio de três anos de crescimento nas safras e na proteína animal. Chegamos ao ciclo 2023-24 com a mudança climática que está levando todo Brasil Central, o Cerrado, à diminuição das colheitas e impactos negativos no valor bruto da produção agropecuária, fundamentalmente nos grãos e preços comparados da arroba do boi. Mas, quando olhamos de forma detalhada a situação, e fugindo do risco das generalizações, vamos ver já instalados os exemplos que vão dar a grande virada no destino do agro brasileiro nos próximos 10 anos.

Esses são os que agem na cadeia do agro na linha do que aprendi com um sábio, o Sr. Shunji Nishimura, que de uma oficinazinha de “conserta-se tudo”, em Pompeia, São Paulo, deixou um espetacular legado de inovação e de educação. Em uma das crises, pois sempre tivemos crises, ele me disse: “Na época boa se prepara para a época ruim. Na hora difícil quem estiver preparado vai crescer”. E para este gênio, inovação e administração financeira eram os rigores intocáveis. E lá estão a empresa Jacto e a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia. Obras, exemplos reais.

Em 2024, assistiremos o sucesso dos que usarem os “bons ventos“ para investimentos administrados na inovação, que fará com que cresçam perante concorrentes nacionais e internacionais, exatamente no meio da “calmaria” ou dos ventos tempestuosos que cercam a maioria. O enfrentamento das mudanças climáticas com os modelos de integração lavoura-pecuária e florestas têm exemplos reais: a superação dos indicadores da produtividade com a aplicação das práticas agronômicas conservacionistas protegendo solos e retendo umidade.

As cooperativas brasileiras crescem a dois dígitos, integrando agroindustrialização agregando valor nas commodities, também exemplos reais, bem como a inteligência nacional de biocombustíveis e bioenergia a partir da cana, grãos, macaúba, palma, dejetos, criando o biogás, eólicos e solares.

Teremos um plano de gigantesco poder transformador para todo agro mundial, com a proposta brasileira de transformação de 40 milhões de ha de pastos degradados, o equivalente a toda área agrícola brasileira dos grãos, um ativo de riquezas irrigantes para toda economia e sociedade do País, além de significar um exemplo concreto para todos os demais países do cinturão tropical do planeta Terra se inspirarem e o utilizarem.

O clima nos pede urgência, emergência, na mudança das práticas clássicas para as conservacionistas, sustentáveis. Emergência na pesquisa de materiais genéticos resistentes às alterações climáticas nos macrobioma a microbioma; na integração do comércio, indústria e serviços, ao lado e com a agropecuária. Agro é, sempre foi e sempre será a gestão integrada de cada cadeia produtiva. E já mudou para agrocidadania.

Na grande síntese para 2024 e próximos anos de mudanças, temos a competência para usar sistemas resilientes de produção nos ambientes tropicais, um agroconsciente, com tecnologias digitais de precisão.

Temos empreendedores agroindustriais e cooperativas competentes para agregar valor e disputar mercados internacionais com marcas mundiais nacionais.Temos pesquisa e educação no complexo agro estratégico.

E somos o único local do mundo que pode oferecer área agricultável totalmente sustentável já, agora, no plano dos 40 milhões de ha de pastagens degradadas que irão virar saúde e dignidade humana.

Faremos ou não? Sim, faremos. Com maior ou menor dificuldade, isso irá depender das lideranças e da governança. Mas faremos. O Brasil é maior do que os buracos, dizia o jornalista Joelmir Betting. Com certeza, o Brasil é maior do que os obstáculos. Os normais mudam sob o comando das mudanças. Os geniais mudam antes antevendo as mudanças. Os teimosos não mudam nunca e terminam nos jazigos do passado.

2024, hora de acelerar os fundamentos reais à disposição dos que irão ao futuro. Uma simples dica: “Fique de olho nos que já estão no caminho, decidir com quem irei ao futuro é a minha maior decisão neste instante presente”.

                                      A TARDE AGRO – https://atarde.com.br/atardeagro