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Acompanhe o boletim da Covid-19 dessa terça-feira (06/07) em Pernambuco

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (06/07), 2.147 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 107 (5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.040 (95%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 561.505 casos confirmados da doença, sendo 50.152 graves e 511.353 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 478.929 pacientes recuperados da doença. Destes, 28.745 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 450.184 eram casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 45 novos óbitos (21 masculinos e 24 femininos), ocorridos entre os dias 17/11/2020 e 05/07/2021.

VARIANTE – Um novo sequenciamento genético de amostras biológicas de pacientes acometidos pela Covid-19 ratificou o predomínio da circulação da cepa Gama (variante P.1) em Pernambuco. De acordo com a análise, feita no Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) e divulgada pelo secretário André Longo na tarde desta terça-feira (06/07), 100% das 32 amostras analisadas apresentaram essa cepa. Os pacientes, que adoeceram pela Covid-19 em maio, eram de municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata, Agreste e Sertão.

“Essa nova análise reforça a predominância da variante P.1 em Pernambuco. Continuamos empenhados no sequenciamento de novas amostras para investigar o padrão de ocorrência em Pernambuco e para verificar se há novos achados. Mas lembro que, independente da cepa, os cuidados continuam os mesmos. É a partir da adesão das medidas de higiene e segurança que evitamos a circulação do vírus e até mesmo o surgimento de novas cepas”, informou o secretário André Longo.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Os dados epidemiológicos da Covid-19 continuam em redução em Pernambuco. De acordo com a análise apresentada pelo secretário André Longo, na última semana epidemiológica (SE 26), que corresponde ao período entre 27/06 e 03/07, Pernambuco registrou 961 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que são todos os quadros graves suspeitos para a Covid-19. O número representa uma redução de 13% em relação à SE 25 (20/06 a 26/06) e de 32% na comparação com a SE 24 (13/06 a 19/06).

Em relação às solicitações de leitos de terapia intensiva, a Central Estadual de Regulação Hospitalar registrou redução de 18% entre as semanas 26 e 25 e de 35% entre a SE 26 e a SE 24. De acordo com Longo, estes dados estão trazendo trazem impacto direto na rede hospitalar. Neste momento, a rede pública de Pernambuco registra menos de 1.100 pacientes internados nos leitos de UTI. Este patamar que não era visto desde o início de março.

ASTRAZENECA – Os municípios pernambucanos poderão aplicar a segunda dose da vacina Astrazeneca/Fiocruz com um intervalo entre 60 e 90 dias após a primeira dose, sem prejuízo à proteção. O próprio fabricante informa em bula que esse intervalo pode ser utilizado. O aval para finalizar o esquema vacinal da Astrazeneca nesse período foi dado pelo Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19, a partir da análise de dados científicos, e foi pactuado entre o Estado e os municípios em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) na tarde da última segunda-feira (05/07). A decisão ainda será publicada em resolução da CIB, mas já foram alinhadas.

“Cada município deverá informar a sua população o período para marcação da segunda dose da Astrazeneca, levando em consideração seus estoques. Mas ressaltamos que esse período não afeta a eficácia do imunizante, que manterá a proteção contra a Covid-19. Friso que a decisão da CIB foi tomada após consulta com o Comitê Técnico, que se pautou nas evidências científicas e nas informações do próprio fabricante dessa vacina”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Essa discussão foi levantada após o adiantamento em quase um mês, pelo Ministério da Saúde (MS), no envio de segundas doses da Astrazeneca, gerando um maior quantitativo de estoque em alguns municípios. “É essencial que as cidades tenham um monitoramento desses estoques e que façam também levantamento e busca ativa dos munícipes que estão com mais de 90 dias da aplicação da primeira dose. Além disso, é necessária uma comunicação clara sobre a estratégia do intervalo em cada cidade para evitar dúvidas na população”, destaca a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo.

SOMMELIER – Em decisão colegiada, a Comissão Intergestora Bipartite também aprovou o apoio às decisões dos gestores municipais para inibir que as pessoas fiquem escolhendo a vacina de determinados fabricantes.

INFLUENZA – Na reunião da última segunda-feira, ainda foi lembrado que a campanha de vacinação contra a influenza continua em curso. Até o momento, foram aplicadas 1.427.012 doses da vacina em Pernambuco. Isso representa uma cobertura vacinal de 39,2%. O preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) é, no mínimo, 90%. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) reforça que os municípios estão abastecidos do imunizante e também das seringas, adquiridas e repassadas pelo Estado. Além disso, a orientação do Estado é continuar focando e fazendo busca ativa dos grupos preconizados para a ação.

Nesta campanha, podem ser vacinados os trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com comorbidades e com deficiência permanente, trabalhadores portuários e de transporte coletivo rodoviário de passageiros, trabalhadores de força de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socieoeducativas. Ao todo, esse grupo é composto por mais de 3,5 milhões de pessoas.