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A pandemia em Pernambuco. “Vamos intensificar o uso de máscara”, orienta o secretário Longo diante da ameaça da ômicron

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Com o cenário da Covid-19 em Pernambuco em estabilidade, o Governo do Estado pediu “cautela” diante de uma possível vinda da variante Ômicron, que já tem cinco casos confirmados no País. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2), o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que o atual quadro da pandemia até permite a realização de eventos no fim de ano, desde que sejam respeitadas as medidas de prevenção, especialmente o uso de máscara.

“Nós sabemos que as pessoas querem consumir entretenimento, e isso não é pecado, mas é preciso que as pessoas se organizem. Ainda mais com a introdução de uma variante (a Ômicron), e a gente não sabe o que está por vir. Então, é preciso cautela”, disse. “Aquela ideia que a gente tinha lá atrás de que seria possível abolir o uso da máscara ao chegar a 80% de cobertura vacinal caiu por terra. Não há mais condições de fazer isso com segurança”.

Ainda de acordo com Longo, a nova cepa traz “um nível alto de incerteza”. “Em Pernambuco, não vamos pensar em flexibilizar o uso de máscara. Muito pelo contrário, nós vamos intensificar”, ressaltou. Ele também recomendou que, a partir de 300 participantes, se adotem medidas de controle, como a permissão de entrada apenas para quem já tomou a vacina.

Comprovante nas repartições
Também presente na coletiva, o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, anunciou que, a partir da próxima segunda-feira, quem entrar em prédios e repartições ligados ao Governo do Estado terá de comprovar que tomou as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única.

O decreto que institui a decisão foi publicado no Diário Oficial de quarta-feira (1º). “Pedir a comprovação de vacinação completa contra a Covid-19 é mais uma forma de estimular as pessoas a completarem o esquema vacinal. Quem for procurar o posto de atendimento da Compesa ou do Detran-PE, por exemplo, terá que apresentar comprovação”, informou.

Carnaval
A extensão da ameaça trazida pela nova cepa do Sars-Cov-2, que já tem cinco casos confirmados no País, é também um dos fatores que devem influenciar a decisão sobre a realização do Carnaval em 2022, além das restrições nas festas de fim de ano

A avaliação foi feita pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, durante coletiva de imprensa, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. “Nós precisamos observar o comportamento da Covid-19 e dessa nova variante, que não sabemos ainda, por exemplo, se é resistente à vacina. Precisamos dirimir essas dúvidas para poder falar com convicção, respeitando todos aqueles que fazem o Carnaval de Pernambuco”, comentou o gestor, reiterando que só deve chegar a uma definição sobre o assunto na segunda quinzena de janeiro.

Solicitação de leitos em queda
Em meio ao quadro de estabilização, que ainda persiste, a Central de Regulação de Leitos registrou, na semana epidemiológica 47, de 22 a 27 de novembro, a menor taxa de solicitações por vagas em UTIs neste ano. Nesse período, foram feitos 227 pedidos, o que representa 13% a menos do que nos sete dias anteriores.

No entanto, diante da nova onda de transmissão na Europa e da circulação da Ômicron, o secretário fez um apelo para que as pessoas sigam as medidas de prevenção e procurem se vacinar. Segundo o gestor, mais de 581 mil pernambucanos estão com a segunda dose em atraso. “Para vencer a pandemia, é fundamental o engajamento de toda a sociedade, com o uso de máscara, a testagem e a vacinação”, afirmou.(Folha de PE)

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