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A gente já chegou? Não! (Ainda)

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* Maviael Melo

Quem gosta de filme infantil, sabe de qual cena essa introdução
fala… Na verdade, nem eu mesmo sei porque comecei com ela, acho que foi por Pedro e João, estava com vontade de chegar a eles. Chegamos. Sei que fui levado a escrever somente, falando de como foram esses dias. Não, a gente não chegou, ainda, mas demos alguns bons passos no aquecer desse Bule.

Uma ideia se forma pelos hiatos que a circula e de um monossílabo forte, soa uma nova canção que se faz verso e ecoa pelos dedilhados de Roberto e Sodré, melodiando as vozes de Donas Marias com Anas e Andrezzas em Biancas representadas, que se encantam em sopros Kariris e segue o rio no Gogó, que rima com “Odó” e metrifica Pinzoh, que também rima com Zó, que nasceu no Rio e o convidou, para regar as tribos diversas com um toré Pankararu de Gean, numa harmonia Poligodélica de Em Canto e Poesia, fazendo a Alegria da
Cidade.

Será que dá pra entender a mensagem? Que a cultura sabe o que é direito do povo, como cantou Aninha chamando Lazzo, que em prosa com Jessica saiu por aí, num 14 de maio e se fez Luís em melodias na Beira do rio de um 04 de junho.

Rio que banha e desce corrente pelas glosas e prosas, poesias e
palavras, num texto Marinho fluvial conversando com um belo Xico, relembrando as falas de Belinha com Jorge Filó, iluminados por Chico Pedrosa que teceu linhas em Mel, menina verso que se descobriu nova Literárida para unir o Sertão e o Sol, em Vitórias e Madanças boas de Pok em Pok, com olhos Pirilampos da Caatinga a bailar pelo cais em nós.

A gente já chegou? Não, ainda não, mas a Galeota já partiu levando tabelas periódicas em rimas metrificadas e repentes de improvisos precisos de Rafael Neto e Marlon Torres. Partiu espalhando libras em mudas diversas arborizando o ambiente da Feira, que Solidária se fez Economia de um Armazém de coisas boas, pelos Botecos, Caranguejos desceram à ilha, criando formas.  Partiu bulindo com as gentes desse vale, que vale sonhar. Partiu na letra daquela Ideia, de quando ainda Virgulino era o comando e se fazia espaço de Cultura.

É, a gente ainda não chegou, mas começamos a caminhada, e foi na ciranda de Alissom que Sereno chamou seu Raimundo pro Forró com Rennan que viu Marcone cantar, onde um verso solto ocupou a vila da Bossa de João que não é Ivan. Já vejo outros passos chegando com olhos de Sá, tanto Sergio como Laerte ou mesmo Xico. Ao Som de um Caetano, na tela de Alexandre, o Justo, Justino em suas cenas e toda equipe. Eu vi o andar produtivo de Carol que é Ana e Rafa, Lupeu, Daí e Luara, que se achegaram brincantes. Juju, Regis, os dois, Nivea e todos os cheiros que se espalharam pela nossa Caatinga cultural. Eu vi o passo. Dancei no compasso.
 
Ainda não chegamos, é fato, um passo agora, em agosto outro, pelo Encontro de Cantadores que se soltará na estrada sonora da Fliu, em setembro. Em outubro um outro, ainda mais forte e potente, um passo certo, no ritmo do povo.

A gente vai chegar, pois toda caminhada começa no primeiro Bule, com a licença do poeta Acyoli.  A gente tá chegando com gás, com A Bahia em gás, com Educação, Emprego e Renda, entre a Economia Solidária ao bom Ambiente, de todos os parceiros desse Bule que ferveu chegando na Beira do Rio, cantando. São Francisco.
 
Gratidão a todo mundo, dos romeiros de Pilão aos glosadores do
Pajeú que desembarcaram nas nossas águas e nos fizeram acreditar que era possível a ideia ser capaz desse ajuntado de gente. O Bule ferve o amanhã diferente, do Mestre Bule, mais leve e justo, mais forte e são, com mais sons e versos. Olhares de paz, onde a cultura seja feita à nossa liberdade.

A gente já chegou. Faz tempo. Estamos voltando pra cantar mais
uma vez aquela canção de quem sabe o que faz:

“Eu não quero mais, eu não quero Mais, eu não quero mais arenga com você, eu não quero mais…”

Queremos chegar ao Brasil Cultural, efervescido em nosso Bule, mas se preciso for, arengaremos, pois "ele" tá longe de ser cantador igual a nós.

*Maviael Melo é poeta, cantador e coordenador do projeto Bule Cultural.

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