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Pesquisa desmonta tese de desgaste irreversível de Lula e mostra presidente competitivo em todos os estratos

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Pesquisa desmonta tese de desgaste irreversível de Lula e mostra presidente competitivo em todos os estratos

247 – A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 16, desmonta a narrativa de que o presidente Lula enfrentaria um desgaste irreversível na reta final de seu terceiro mandato. Ao contrário do discurso sustentado pela oposição, o levantamento mostra melhora na avaliação do governo, crescimento da aprovação pessoal do presidente e liderança de Lula em todos os cenários presidenciais testados.

Segundo a CNT/MDA, a avaliação positiva do governo Lula chegou a 35,3%, superando a avaliação negativa, de 34,3%. A aprovação pessoal do presidente também ficou acima da desaprovação: 48,8% aprovam seu desempenho à frente do governo, enquanto 46,2% desaprovam.

No campo eleitoral, Lula lidera a pesquisa espontânea, a estimulada de primeiro turno e todas as simulações de segundo turno. Na espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 34,6%, contra 19% de Flávio Bolsonaro. Na estimulada de primeiro turno, o presidente marca 41,8%, enquanto o senador bolsonarista tem 28,2%.

O resultado contradiz a aposta da direita de que a eleição seria travada em um ambiente de esgotamento político do governo. O levantamento indica que, à medida que a disputa se aproxima, Lula preserva liderança nacional e amplia vantagens relevantes sobre seus adversários.

Na simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição, Lula vence por 49,3% a 36,8%. Contra Romeu Zema, o presidente marca 48,8% a 31,6%. Contra Ronaldo Caiado, aparece com 48,4% a 32,2%. Também derrota Renan Santos,

A própria síntese da pesquisa afirma que há “evolução na avaliação do governo Lula e em sua aprovação pessoal, com percepção positiva superior à negativa em ambas”. O documento também registra que Lula lidera todos os cenários de intenção de voto e mantém vantagem na totalidade das simulações de segundo turno.

O dado é politicamente relevante porque evidencia a resiliência do presidente diante de uma oposição que apostou no desgaste permanente de sua imagem. A pesquisa mostra que Lula chega ao processo eleitoral com base social sólida, voto espontâneo elevado e capacidade de vencer adversários de diferentes campos da direita e do centro.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece como o adversário mais competitivo da oposição, mas também como o nome mais associado aos limites do bolsonarismo. Apesar de concentrar o voto da direita, ele perde para Lula por dois dígitos no segundo turno e enfrenta rejeição elevada.

A CNT/MDA mostra que 56,5% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro. Seu potencial de voto é de 39,6%, bem abaixo dos 52,9% registrados por Lula. Isso indica que o senador tem dificuldade de expansão para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo.

Outro dado favorável ao presidente está nas expectativas para os próximos seis meses. A percepção de melhora supera a de piora em áreas centrais como emprego, renda mensal, saúde e educação. Esse ambiente de expectativa positiva reduz o espaço para uma campanha oposicionista baseada exclusivamente no pessimismo.

O levantamento, portanto, recoloca Lula no centro da disputa com vantagem política e eleitoral. A tese de que o presidente estaria isolado ou sem capacidade de recuperação não encontra respaldo nos números da CNT/MDA.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 10 e 14 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A coleta foi presencial domiciliar, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04256/2026.

Informações do www.msn.com