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31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco

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Dia 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco. Conheça os riscos do tabagismo na gravidez para a mulher e para o bebê

31 de Maio - Dia Mundial sem tabaco - HFASP

Durante a gestação, a mulher deve adotar alguns hábitos para manter a sua saúde e a de seu bebê, evitando complicações durante o parto, promovendo bem-estar e melhores condições de desenvolvimento para a criança, mesmo após o nascimento.

Evitar o tabagismo na gravidez é um deles. Além de uma série de malefícios para a saúde em geral, na gravidez este hábito é bastante perigoso e está relacionado a uma série de complicações.

Os riscos para o bebê

Segundo o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros e médico colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP, quando a gestante inala as substâncias presentes no cigarro, o organismo do feto é afetado igualmente.

“A nicotina diminui o fluxo sanguíneo até a placenta, enquanto o monóxido de carbono pode reduzir o oxigênio que circula no corpo do bebê. Ao longo dos meses, o tabagismo na gestação eleva as chances de prematuridade e baixo peso no nascimento, má-formação neurológica e respiratória e, em casos extremos, maiores riscos de mortalidade fetal”.

Para a gestante

Além da potencialização de diversos males relacionados ao tabagismo já conhecidos, na gestação há maior comprometimento das vias respiratórias, alerta o Dr. Alexandre.

“Isso porque, as alterações naturais da gravidez reduzem a imunidade do organismo, tornando a mulher mais suscetível a diversas doenças, inclusive o câncer. O tabagismo também aumenta os riscos de hemorragias.”

Aconselhamento médico

As fumantes que estão gestantes devem ser alertadas por seus médicos durante as consultas sobre os riscos na gravidez. Se a mulher ainda não está grávida, talvez seja mais adequado cessar o tabagismo antes da concepção.

“Além do tabagismo, é importante também detalhar ao médico obstetra sobre o consumo, ainda que esporádico, de álcool, drogas e qualquer medicamento que a gestante tenha o costume de utilizar”, explica Dr. Alexandre.

O médico precisa ter todas estas informações para orientar corretamente sua paciente e ajudar que a gestação ocorra com a máxima segurança possível. (Ascom)

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