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Janela escancara queda de braço entre João Campos e Raquel Lyra e já revela mudanças nos partidos

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Governadora retoma controle do PSDB e prefeito busca fortalecer MDB

Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB)

As mudanças anunciadas ontem no PSDB e no MDB em Pernambuco são apenas uma pequena amostra do que a janela partidária, que se estende até 4 de abril, começa a provocar: queda de braço entre os principais adversários ao governo de Pernambuco, surpresa entre alguns filiados e mudança de planos para quem pensava em entrar ou sair das legendas.

O PSDB, que já foi presidido pela governadora Raquel Lyra (PSD), estava sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e atual adversário, deputado Álvaro Porto.

Passa a ser presidida por Rubens Júnior, nome da confiança da gestora e que esteve no partido de 2016 até 2025, quando a governadora foi para o PSD, há exatamente um ano.

Aliado ao projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB), Álvaro Porto não conseguiu formar chapas proporcionais competitivas, comunicou à direção nacional do PSDB na última quinta-feira, e migrou para o MDB.

Em Pernambuco, o MDB continua sob a presidência do secretário de Relações Institucionais da Prefeitura do Recife, Raul Henry.

Fiel escudeiro
Coordenador de relações institucionais da Copergás, Rubens Júnior assume a presidência do PSDB com o desafio de montar chapas para estadual e federal em 25 dias. “Dá tempo. Vamos reconstruir o partido. E já começamos com um quadro relevante: o deputado federal Pastor Eurico (ex-PL e candidato à reeleição). Agora é trabalhar e trabalhar”, afirma o fiel escudeiro de Raquel Lyra.

Alívio mesmo sentiu o presidente do Cidadania em Pernambuco, João Baltar Freire. Nacionalmente o partido é federado ao PSDB, ex-adversário no estado. A Federação PSDB-Cidadania será presidida por Fred Loyo, que comandou o ninho tucano de 2023 até 2025.

Preparada
Ainda no PSDB, a ex-líder da bancada na Assembleia Legislativa Débora Almeida disse ter sido pega de surpresa, mas não muda seus planos. “Já estou preparada psicologicamente, e vou para o PSD. Ficar no PSDB a essa altura traz insegurança”, relata a deputada.

Com a saída do deputado federal Pastor Eurico do PL para o PSDB, Raquel Lyra tira outra força do partido comandado pelo grupo dos Ferreira. A primeira baixa entre os liberais foi a migração do prefeito de Jaboatão, Mano Medeiros, do PL para o PSD da governadora.(Informações da ´Folha de Pernambuco`)