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O vereador e líder da Bancada de Oposição, Paulo Valgueiro, usou a tribuna na sessão ordinária da última quinta (29), para referendar às palavras do colega de parlamento da Bancada de Situação, o vereador Zé Batista da Gama, que denunciou a possível velha prática de corrupção eleitoral em Petrolina. Segundo Zé Batista, correm informações no município de que lideranças políticas já disputam os carros pipas que deverão ser contratados pela gestão municipal no Governo Novo Tempo.

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Valgueiro lamentou a possibilidade de políticos utilizarem às dificuldades do homem do campo com fins eleitoreiros. “Se o pai do prefeito que é Senador tem lá seus assessores é para cuidar das ações do gabinete do Senado. Não pode o assessor do Senador estar comandando a Secretaria de Desenvolvimento Rural, não pode o assessor do Senador estar no órgão municipal coordenando os trabalhos como se fosse o secretário. O que não pode é usar a estrutura da secretaria municipal ao bel-prazer, misturando o gabinete do Senador com a secretaria municipal”.

A contratação de 10 pipeiros pelo município para distribuir água potável no interior do município foi, inclusive, pauta do vereador da base governista Zé Batista. Segundo ele, correm informações de que os pipeiros receberão indicações de lideranças políticas e comunitárias ligadas à gestão municipal. “Não é para fazer politicagem barata em cima da miséria do povo que está passando sede “, chamou atenção dos vereadores da Casa.

Zé Batista não deixou barato. “Se eu tomar conhecimento disso, vou denunciar, não é para entregar nem a líder comunitário e nem a vereador da bancada”, mandou o recado direto para o seu grupo político. “Já tem vereador da base dizendo que quer um carro pipa, isso é improbidade administrativa. Tem equipe na secretaria sem fazer absolutamente nada, só esperando o comando do secretário, se acontecer o que estão falando eu vou abrir o bico, não vou deixar isso passar isento, porque isso é uma sacanagem (…) Eu não vou me curvar”, completou, referindo-se ao Programa Água Boa, e admitiu que está “faltando estratégia de trabalho”.

A prática de distribuição de água em troca de voto no período pré-eleitoral é crime de corrupção eleitoral, tipificado na regra do art. 299, do Código Eleitoral que prevê que “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita: Pena – reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.”

Falta de Planejamento

O líder também criticou a falta de planejamento da gestão municipal que sem critério contrata e demite funcionários do Programa Nova Semente. “Tiraram Domingos daqui, mas não esquecem de Izacolândia, esta semana demitiram dois servidores do Programa lá na comunidade sob o argumento que tinha gente demais para trabalhar, e não sabem qual é a real necessidade de trabalhadores para o quadro?”, questionou Valgueiro. (Ascom) 

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