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Nema recebe prêmio “Caso de sucesso” e é destaque em publicação por seu trabalho na recuperação de áreas degradadas da Caatinga

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Semeadura manual de herbáceas.

A Caatinga é considerada a floresta semiárida mais biodiversa do mundo, porém é um dos ambientes com menor investimento histórico em pesquisas biológicas e florestais. Na contramão dessa realidade, o Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) vem realizando desde 2015 trabalhos de pesquisa e recuperação de áreas degradadas no bioma, juntamente ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Vários resultados já foram alcançados e um deles foi o reconhecimento do Diálogo Florestal, organização vinculada ao setor florestal que atua na mediação de conflitos entre este setor econômico e diferentes atores e comunidades em todo o território brasileiro. A experiência do Nema foi selecionada na categoria “Larga Escala” na premiação “Caso de Sucesso” promovida pela entidade e é destaque na publicação da série Cadernos do Diálogo.

O 10º volume dos Cadernos do Diálogo teve como tema “Desafios para ganhar escala na restauração florestal” e contou com 19 projetos inscritos. A publicação apresenta a importância da construção de um novo pacto social para além de plantar árvores, considerando gênero, respeito à diversidade e proteção dos recursos naturais no contexto da emergência climática e das perdas de ecossistemas. Somado a isso, a necessidade de olhar para soluções baseadas na natureza, a escuta ativa, a dignidade humana e os direitos dos povos tradicionais e indígenas.

Os trabalhos selecionados para compor este volume dos Cadernos do Diálogo foram divulgados na última quarta-feira (13), através de evento on-line no canal Diálogo Florestal no YouTube. Os casos vencedores nas cinco categorias concorrentes foram selecionados pelo professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) Daniel Piotto, pela professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fátima Piña-Rodrigues e pelo professor da ESALQ-USP Ricardo Ribeiro Rodrigues. O evento contou com a participação do professor da Univasf e coordenador do Nema, Renato Garcia Rodrigues.

As ações e pesquisas para recuperação da Caatinga são realizadas pelo Nema nas áreas de influência do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), sendo parte do Plano Básico Ambiental-09 executado juntamente ao MDR. Com modelos criados especificamente para essas áreas, já foram plantadas mais de 84 mil mudas de espécies nativas da Caatinga e semeadas mais de sete toneladas de sementes para cobertura do solo. Todas essas atividades são gerenciadas através de software também criado pelo Núcleo. O artigo “Avanços na recuperação da Caatinga”, de autoria do professor Renato Garcia e dos pesquisadores do Nema Fábio Socolowski e Daniela Mascia Vieir, apresenta  o trabalho desenvolvido pela equipe do Núcleo.

Para Renato Garcia, o prêmio é um aditivo para continuar o desafio de recuperar áreas muito degradadas da Caatinga, devido aos impactos da obra do PISF, além dos fatores climáticos e logísticos. “Nós utilizamos o licenciamento ambiental como forma de investimento, envolvendo principalmente a Universidade e o MDR, que abraçou a ideia de realmente recuperar as áreas, juntamente com os órgãos licenciadores e empreiteiras. Essa articulação de atores muito diferentes com um único objetivo de recuperar as áreas degradadas na Caatinga tornou o trabalho um sucesso”, afirma.

Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental – O Nema trabalha com recuperação de áreas degradadas desde 2014 com ações diretamente relacionadas à vegetação, como também aos recursos hídricos, elaborando novos modelos e aprimorando várias técnicas. Atualmente é responsável por realizar atividades de compensação ambiental, juntamente ao Ministério do Desenvolvimento Regional, dos seguintes Planos Básicos Ambientais (PBAs) do PISF: Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PBA-09), Subprograma Flora do Programa de Conservação da Fauna e Flora (PBA-23) e Programa de Prevenção à Desertificação (PBA-24). Além do Ramal do Agreste: Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PBA-09) e Subprograma Flora do Programa de Conservação da Fauna e Flora (PBA-17).(Ascom Univasf)

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