Comercio de Petrolina

G1 Petrolina

Pouco mais de três meses depois do primeiro caso registrado de Covid-19 em Petrolina, o município ultrapassou os mil casos, ontem quinta-feira (2) e após um mês e um dia da reabertura do comércio, o número de casos quadruplicou. No dia 1º de junho, quando o município de Petrolina iniciou a reabertura dos serviços não essenciais, eram 253 casos confirmados do novo coronavírus, com 97 curas clínicas e oito óbitos.

O boletim que atualiza os dados do novo Coronavírus em Petrolina reforçou, ontem quinta-feira (2), uma boa notícia: a Secretaria de Saúde registrou mais 20 curas, totalizando 482 recuperados. Dando continuidade à intensificação dos testes rápidos pelo município, foram realizados 377 testes, com 37 novos casos.

Com esses 45 novos positivados, Petrolina chegou ao total de 1.014 casos da covid-19 – destes, 98 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. São 786 confirmações por testes rápidos da prefeitura e 228 casos diagnosticados através de exames laboratoriais. Como não houve novos óbitos, a cidade continua com 26 registros.

De acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) que analisam a evolução da doença em Petrolina e Juazeiro, na Bahia, a reabertura de serviços como o comércio, fez com que o número de casos e óbitos crescesse rapidamente.

“O modelo matemático mostra que muito claramente as medidas que a gente têm das prefeituras, que o número de casos aumentou muito quando o comércio abriu. Mas ai vem um outro ponto. Aumentou mais porque está testando mais? É preciso esclarecer que a testagem do jeito que é feita hoje serve muito mais como uma medida de detecção do que de contenção da doença. A gente pode dizer que os testes contém a doença quando ele é feito na população em geral, sintomático, assintomático, doente, não doente, porque a gente consegue mapear a evolução dessa doença. Quando a gente testa como é hoje, quem é grave, quem morreu, quem chega no posto de saúde com os sintomas, você não mapeia a doença, você só aumenta a detecção da doença”, explicou o pesquisador do colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental da Univasf, Paulo de Carvalho.

Segundo Paulo de Carvalho, o número de casos deve continuar crescendo durante pelo menos, mais um mês, se medidas para conter o avanço do novo coronavírus não forem tomadas.

“Se a gente já sabia, a partir do comportamento da doença, em outros cantos do país, no mundo, da importância da gente manter a prática de isolamento, de distanciamento social, esses cálculos, esses dados que estão sendo gerados a partir da nossa realidade somente reforçam essa importância e esse cuidado ainda mais nesse momento. É possível pensar em medidas de relaxamento do distanciamento? Sim, a depender do caminhar da pandemia, a depender do caminhar do espalhamento do vírus, mas ainda não é esse o momento, a gente está numa fase de crescimento acelerado e todas essas medidas continuam sendo muito importantes pra gente”, complementou o médico da família e professor, Aristóteles Cardona.

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