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Sesc lança Palco Giratório em formato inédito

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Projeto apresenta obras criadas no período da pandemia por meio de novas tecnologias

São Paulo – Agosto 2022: Entender o suporte digital como espaço de convívio, investir em inovadoras propostas virtuais de artistas brasileiros com transmissões diferenciadas e exibições em diversas plataformas on-line: essa será a tônica do Palco Giratório 2022. O público vai ser apresentado a 12 obras cênicas digitais e 1 proposta de mediação cultural produzidas no período da pandemia de Covid 19. O Palco Giratório vai revisitar e permitir a experimentação de tais obras como oportunidade para refletir sobre os impactos dessas criações, que usaram meios digitais na produção cênica.

As transmissões serão diferenciadas, mas todas ocorrerão em ambiente virtual. São trabalhos que envolvem dança, circo, teatro e até games. Alguns deles reúnem várias manifestações artísticas, como a plataforma de streaming ‘PAN-PLAY’ (AM), contribuindo com a visibilidade de manifestações artísticas da região norte brasileira.

“Uma das marcas do Palco Giratório é a aposta em artistas e trabalhos que fazem mover ideias pelo Brasil. Hoje, mesmo com o retorno dos espetáculos de forma presencial, a proposta é revisitar experiências artísticas que abraçaram os meios digitais como instrumentos para manter viva a produção cênica brasileira no período mais severo do isolamento social. Nos interessa perceber como essas produções dialogarão com os públicos neste novo contexto. O que fica depois dessa vivência digital tão intensa?”, comenta Raphael Vianna, analista de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

A programação

O projeto será realizado em quatro etapas, entre maio e novembro. Em cada uma, três trabalhos serão apresentados. Além das exibições de espetáculos, haverá ‘ativações cênicas’, conversas digitais com os artistas antes da estreia dos trabalhos na programação, ‘intercâmbios’ online entre os artistas nacionais e locais, oficinas de crítica com o QUARTA PAREDE (PE), que percorrerá todas as etapas, e participará dos ‘Pensamentos Giratórios’, rodas de conversa que fecham cada etapa, onde os artistas desta edição debatem sobre os trabalhos e o cenário das artes cênicas.

Em 2022 serão realizadas 162 apresentações artísticas e 200 ações formativas. Também ocorrerão apresentações de artistas e grupos locais, em formato digital ou presencial, nos estados brasileiros e no Distrito Federal. Ao longo do ano, será mobilizado um conjunto aproximado de 103 coletivos artísticos de todo o país. Em agosto, o Sesc São Paulo recebe a programação que consiste em dois eixos os Intercâmbios, realizados pela plataforma digital Zoom, e Espetáculos que terão exibição pelo Canal do Youtube do Sesc Bom Retiro (youtube.com/sescbomretiro) nas linguagens de Dança, Circo e Teatro.

Diversidade presente

Além de todo o aspecto virtual e tecnológico deste ano, a força da diversidade se manteve no projeto. Ela está presente através da multiplicidade dos grupos artísticos, oriundos de várias regiões do Brasil, assim como nos formatos de exibição dos projetos, envolvendo circo, teatro e dança.

“A mudança de formato acontece, mas o olhar sobre a diversidade continua. Nesta edição, contaremos com artistas e produções de diversas linguagens e regiões brasileiras. Vamos ter websérie de palhaços, trabalhos imersivos no Youtube e também com tecnologia 3D. Teremos trabalhos gravados, outros exigem interação do público de imediato. O que vimos é que a transmissão on-line e por redes amplia o acesso dos públicos em relação ao modelo pré-pandemia, que era sempre presencial. A tecnologia permite um alcance maior das manifestações artísticas, que podem ser acessadas até do exterior”, explica Vicente Pereira Júnior, analista de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Os intercâmbios, entre um grupo selecionado pelo projeto Palco Giratório 2022 e um grupo local para troca de ideias, experiências, técnicas, metodologias e processos criativos serão realizados em três encontros, cada um deles com temáticas diferentes em que o público poderá participar de um ou todos, realizando inscrições individualmente. As inscrições estão abertas em sescsp.org.br/inscrições.

No dia 11/8, em Dança com La Vaca Companhia de Artes Cênicas (SC), Raul Rachou e Renan Marcondes (SP), tendo como ponto de partida as obras “Homens Pink” e “azul-jardim”. No dia 18/8, será a vez da linguagem Circo, com Catavento Companhia Circense (GO) e Coletiva Caixa de Pandora (SP), é uma conversa terá como ponto de partida as obras “Atravessar-se” e “Quando a cortina se abrir”, e encerrando os encontros, no dia 25/08, a linguagem Teatro, com Mauricio Lima (RJ) e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (SP) traz como ponto de partida as obras “Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro”, “Museu dos Meninos – sem título para uma radiocoreografia” e “Hip-Hop Blues – Espólio das Águas”, as obras analisadas integram a programação deste ano.

Os espetáculos, exibidos no Canal do Youtube (youtube.com/sescbomretiro) são: no dia 16/8, às 20h, o espetáculo azul-jardim, com performance de Raul Rachou e Rafael Carrion. Direção de Renan Marcondes, é uma peça é uma homenagem ao cineasta inglês Derek Jarman, que morreu em 1994 por conta da AIDS. Raul, quando jovem, namorou Derek enquanto morava na Inglaterra, e partimos dessas memórias para pensar sobre o que significa o envelhecimento, a doença e o medo da morte nas relações homoafetivas de diferentes gerações. Em cena, Raul narra e dança suas memórias ao lado de Rafael Carrion, bailarino mais jovem que ajuda e tensiona a cena. O título e a encenação homenageiam o último filme que Derek fez, já cego por conta da AIDS. Blue é um filme composto apenas pela cor azul e uma longa narração do cineasta, revendo suas memórias antes de morrer.

Em Quando a cortina se abrir, com Coletiva Caixa de Pandora, no dia 18/8, às 20h, é uma junção das diversas texturas do universo Feminino. As artistas exploram a comicidade feminina em suas múltiplas possibilidades: palhaçaria, bufonaria, musicalidade, cultura popular e malabarismo. Fazem parte da coletiva as artistas: Aline Machado, Cibele Mateus, Danila Meloni, Fran Marinho e Mafê Vieira.

O espetáculo Hip-Hop Blues, com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, no dia 25/8, às 20h, é tecido em fragmentos, em um galpão, algo que parece ser um teatro, seis atores refletem e ensaiam tentando dar contorno a estes tempos. Chove, chove muito. Os rios transbordam e ocupam São Paulo, reivindicando seu lugar de fala, de existência. Num jogo cênico que fricciona depoimento e ficção, o centro da ágora é permeado por histórias e ancestralidades que revelam e contrapõem o racismo, a moralidade, a lgtqia+fobia, a intolerância, a supremacia branca e patriarcal e seus inúmeros braços estruturais.

SERVIÇO

  • Intercâmbios
  • Dança
  • Dia 11/8. Quinta, das 15h às 16h
  • Inscrições de 5 a 11/08 pelo site sescsp.org.br/inscricoes
  • 16 anos. Grátis. Pela plataforma Zoom.

Circo

Com Catavento Companhia Circense (GO) e Coletiva Caixa de Pandora (SP),

  • Dia 18/8, quinta, das 15h às 16h
  • Inscrições de 5 a 18/08 em sescsp.org.br/inscricoes
  • 16 anos. Grátis. Pela plataforma Zoom.

Teatro

  • Dia 25/8. Quinta, das 15h às 16h
  • Inscrições de 5 a 25/08 pelo site sescsp.org.br/inscricoes
  • 16 anos. Grátis. Pela plataforma Zoom.

Espetáculos

azul-jardim

Com performance de Raul Rachou e Rafael Carrion. Direção de Renan Marcondes

Dia 16/8. Quinta, às 20h

  • Grátis. 16 anos. Transmissão em youtube.com/sescbomretiro
  • Quando a cortina se abrir
  • Com Coletiva Caixa de Pandora

Dia 18/8. Quinta, às 20h

  • Grátis. Livre. Transmissão em youtube.com/sescbomretiro
  • Hip-Hop Blues
  • Com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Dia 25/8, quinta, das 20h às 22h

Grátis. 12 anos. Transmissão em youtube.com/sescbomretiro

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