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Recado indireto ao STF, ataque ao PT e exaltação a Michelle com fala machista: os 7 destaques da manhã de Bolsonaro em Brasília

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O presidente usou a comemoração do bicentenário da Independência para tentar alavancar a sua campanha à reeleição

Recado indireto ao STF, ataque ao PT e exaltação a Michelle com fala machista: os 7 destaques da manhã de Bolsonaro em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro usou a comemoração do bicentenário da Independência para tentar alavancar a sua campanha à reeleição. Durante o tradicional desfile de 7 de setembro, o mandatário exibiu uma bandeira do Brasil estilizada com a imagem de um feto e dizeres contra o aborto e as drogas. Em tom eleitoral, o candidato do PL fez dois discursos: no café da manhã com aliados no Palácio do Alvorada e em cima de um trio elétrico na Esplanada dos Ministérios. Tanto em um como em outro, Bolsonaro mandou recados ao Supremo Tribunal Federal (STF), exaltou a primeira-dama Michelle Bolsonaro com uma fala machista e atacou o PT. A seguir, os principais momentos da manhã do 7 de setembro do presidente.

1 – Recados indiretos ao STF

Em seu discurso após o ato oficial, em cima de um carro de som, Bolsonaro disse que “todos sabem o que é o Supremo Tribunal Federal”  e, depois, fez uma ameaça velada.

— É obrigação de todos jogarem dentro das quatro linhas da Constituição. Com a minha reeleição, nós traremos para as quatro linhas todos aqueles que ousam ficar fora dela — discursou.

2 – Michelle X Janja: ‘Procure uma princesa’ e coro de ‘imbrochável’

No discurso do trio elétrico, Bolsonaro tentou, novamente, acenar ao eleitorado feminino, exaltando a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a comparando com a socióloga Rosângela Silva, a Janja, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Podemos fazer várias comparações, até entre as primeiras-damas. Não há o que discutir. Uma mulher de Deus, da família e ativa na minha vida. Não é ao meu lado, não,. Às vezes ela está na minha frente. Eu falo aos homens solteiros: procure uma mulher, uma princesa, se case com ela para serem mais felizes ainda — disse, puxando depois para si o coro de “imbrochável”.

3 – Aborto e drogas

Durante o desfile em Brasília, Bolsonaro puxou uma bandeira do Brasil estilizada com uma imagem de um feto e os dizeres “Brasil sem aborto, Brasil sem droga”. A pauta social do presidente também esteve em grupos que desfilaram na Esplanada dos Ministérios, como estudantes de homeschooling e organizações de cunho religioso.

4 – Auxílio Brasil

Tanto na fala no café da manhã para ministros, no Palácio do Alvorada, como no discurso sobre o trio elétrico, Bolsonaro elencou feitos de seu governo como o Auxílio Brasil de R$ 600 (que oficialmente volta a R$ 400 em janeiro) e a redução do preço da gasolina.

5 – Mensagens para a ala radical

Em discurso no Palácio da Alvorada transmitido nas redes sociais por aliados, Bolsonaro falou em “momentos difíceis” da História brasileira, citando algumas datas marcantes como 1964, ano do golpe militar; e 2016, quando ocorreu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

6 – Críticas ao PT

Bolsonaro voltou a criticar Lula, seu rival nas eleições, transformando a disputa entre eleitoral numa “luta do bem contra o mal”.

Sabemos que temos pela frente uma luta do bem contra o mal, um mal que perdurou por 14 anos no nosso país. O nosso objetivo? A liberdade eterna. Tenho certeza, mais que oxigênio, que a nossa liberdade é a nossa vida. Hoje vocês tem um presidente que acredita em Deus, que respeita seus policiais e seus militares. Um presidente que deve lealdade ao seu povo — disse Bolsonaro, referindo-se a Lula e ao PT.

7 – Aparato militar mobilizado

A comemoração dos 200 anos da Independência serviu para Bolsonaro tentar valorizar os militares, segmento que está a seu lado desde o início do governo. Autoridades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica tiveram destaque no palco, ocupando a ausência de outras autoridades como os presidentes Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Rodrigo Pacheco, do Congresso, além do fiel aliado Arthur Lira, que comanda a Câmara dos deputados. (O Globo)

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