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Rádio Am, a força, história e a resistência em Juazeiro e Petrolina

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Desde fevereiro de 2017, as primeiras emissoras de rádio AM começaram a migrar para a frequência modulada-FM. Representantes do Ministério das Comunicações explicam que o processo de migração das rádios AM para FM vai provocar a necessidade de adaptação também por parte dos ouvintes dessas rádios.

O brasileiro não valoriza a história. Poucos são os exemplos, um deles é o radialista e gerente da Rádio Grande Rio Am, Francisco Fernandes. “Não migramos e não temos motivo para isto agora. São 40 anos de história. A rádio ao migrar para FM perde alcance e perde toda a história construída. Com as plataformas digitais estamos muito mais forte. Hoje em dia com internet a Rádio Am é universal, está presente em todos os locais. Importante é ter uma boa programação e uma equipe com capacidade técnica e criativa. Tenho amigos que continuam escutando Rádio Am no carro e nos computadores em qualquer lugar. A Rádio Am ao se unir as plataformas digitais está muito mais forte e preparado para o futuro”, diz Francisco Fernandes.

Em Petrolina no dia 12 de fevereiro o radialista e diretor da Rádio Grande Rio Am comemorou duplamente os 40 anos de fundação da emissora. Uma vasta programação festejo a data de aniversário do comunicador e a fundação da Rádio.

“O rádio, pelos seus quase 102 anos de existência, merece respeito, que vem não só da capacidade de pensá-lo enquanto um fantástico meio de comunicação,mas de senti-lo presente em nossas vidas, como fiel companheiro; amigo de todas as horas”, a definação é da professora doutora Rachel Severo, autora do livro o Rádio na Era das Convergências da Mídia.

Na região do Vale do São Francisco e Norte da Bahia três rádios na frequencia AM (Amplitude Modulada) são sinônimos de resistência e grande audiência. A Rádio Cidade Am 870 (31 anos fundação), Rádio Grande Rio Am 680 (40 anos) e Rádio Juazeiro Am 1190 (80 anos), juntas são quase dois séculos de história dão exemplo de força e resistência cultural,jornalismo e prestação de serviços mantendo frequencia junto a comunidade.

Os ouvintes não estão mais focados em escolher entre AM ou FM, apenas escuta-se a Rádio. A Rádio na frequencia Am, tem a capacidade de “ir mais longe” e chegar até o ouvinte principalmente na zona rural. ainda no tradicional aparelho de Rádio. A opção agora é  As emissoras transmitirem programas ao vivo nas redes sociais, como Facebook e YouTube, Instagram utilizando imagens dos estúdios e fazendo publicidade visual, o que amplia as possibilidades comerciais. É um conteúdo tão versátil que já está migrando para o audiovisual. Por exemplo, os sites das rádios, além de fornecerem streaming ao vivo e podcasts, oferecem matérias escritas e, também, no formato de vídeo.

“Como o ouvinte de hoje é também um internauta, o ouvinte agora participa, opina, sugere e critica muito mais do que em outras épocas, sendo que o uso de redes sociais se configura como o principal meio de expressar e compartilhar ideias”, a opinião é do radialista Pedro Henrique. Pedro trabalha em Petrolina e Juazeiro. Apaixonado por tecnologia, ele diz que na ‘Rádio sempre busca a perfeição, seja na técnica e ou na produção de audio. “É maravilhoso trabalhar no Rádio. O Rádio está preparando para o futuro”, avalia Pedro Henrique que já completou 20 de profissão.

O rádio é a mídia mais rápida, eficaz, acessível e que exige menos fidelização física do usuário, que pode se manter informado sem interromper suas atividades cotidianas, pois exige o comprometimento de apenas um sentido humano: a audição.

O radialista Geraldo José tem a experiência de 40 anos de Rádio, uma das vozes mais ouvidas na região do norte da Bahia e Vale do São Francisco tem o espírito e a determinação de quem sempre está iniciando um novo projeto através das ondas hertzianas. Geraldo é um radialista considerado completo no “fazer rádio”, como se diz no meio jornalístico, pois redigi, faz locução ao vivo ou gravada, entrevista e edita.

Na próxima segunda-feira além do programa de toda manhã ás 7h30 também estará no horário da tarde, 14h30, na Rádio Juazeiro.

Geraldo Messias, começou sua carreira profissional aos 16 anos de idade na Rádio Juazeiro, a partir de um curso EAD de Técnicas de Jornalismo com 12 meses de duração. Segundo Geraldo Messias, na década de 1970, as escolas por correspondência eram livres para ministrarem cursos de jornalismo. Atualmente Geraldo Messias é formado em Comunicação Social, com especialização em Ensino de Comunicação e  um dos mais atuantes jornalistas atuando no Rádio Am.

MIGRAÇÃO: Em mensagem ao Congresso Nacional na abertura do ano legislativo, o presidente Jair Bolsonaro apontou como prioridades do governo para 2021, na área de Comunicações, a aceleração dos processos de migração das rádios AM para FM e de digitalização da TV aberta no país.

“Para 2021, a prioridade no âmbito da política nacional de radiodifusão será acelerar o processo de migração dos serviços de radiodifusão sonora da tecnologia AM para a tecnologia FM”, disse o presidente. Bolsonaro destacou ainda o papel do rádio e falou sobre a flexibilização do programa A Voz do Brasil.

“Da mesma forma, o rádio avançou bastante em 2020. Com a flexibilização promovida para a retransmissão do Programa A Voz do Brasil, as rádios de todo o País puderam adequar suas programações para veicular eventos e acontecimentos de grande interesse público sem, contudo, deixar de apresentar informações importantes acerca dos acontecimentos políticos, judiciais e legislativos do País, por meio da retransmissão obrigatória do programa oficial de informações dos Poderes da República”, afirmou.

Redação Blog Foto: Ney Vital