Ficar em casa em distanciamento social e realizar as tarefas remotamente pode ser um desafio para muitas pessoas. Mas, a vida não pode parar. Por isso, as psicólogas Tatyana Torres e Jéssica Melo, da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina e do Hospital Dom Malan, respectivamente, dão dicas para lidar com os sentimentos, o distanciamento social e tentar manter uma rotina.

De acordo com Tatyana o misto de emoções é comum neste momento. “Podemos sentir, inclusive, emoções negativas, como medo, tristeza, raiva e solidão, além da ansiedade e do estresse. Isso vem muito da mudança brusca de rotina, excesso de notícias sobre a pandemia, a falta do próprio contato físico, das consequências econômicas da crise e da incerteza sobre o que virá”, justifica.

Por isso, o primeiro passo é tentar relaxar e entender os próprios pensamentos. “Exercícios de relaxamento, respiração e meditação são ótimos aliados. Depois, já mais calmo, é importante identificar quais são as aflições. Principalmente as que estão sobre o seu controle e as que não estão”, orienta.

“Também é necessário entender que distanciamento social não é rompimento. Você pode e deve manter o contato virtual com familiares e amigos. Ter ajuda e apoio nas situações de crise é particularmente importante. Além disso, tente manter uma rotina, com horários fixos para acordar e realizar tarefas. Mantenha-se ativo, alimente-se bem, faça exercícios, leia um bom livro, veja um filme, ou retome um hábito esquecido por falta de tempo. Aproveite os momentos em família e busque ajudar o próximo, da forma que puder, sem esquecer dos hábitos de prevenção e segurança”, complementa.

Outras dicas são: busque informações de como se cuidar e cuidar do outro; escolha fontes de informações confiáveis e as consulte apenas uma vez ao dia; evite um pouco as redes sociais; tente absorver informações otimistas e prazerosas; planeje sempre a sua rotina; e acredite que pode fazer algo para melhorar a forma com a qual está lidando com a situação.

Crianças

A melhor forma de lidar com as inquietações das crianças neste momento é trabalhar com a verdade. “Utilize uma linguagem simples, seja acolhedor, converse de forma clara, responda as perguntas, ouça com atenção, tente partir do ponto em que as dúvidas aparecem, seja transparente e a faça entender que você compartilha das emoções dela”, esclarece Jéssica.

Além disso, a psicóloga orienta que não se deve ser tão severo com a rotina das crianças e enchê-las de estímulo o tempo todo. “Educação à distância não funciona muito com crianças abaixo de 14 anos. Então, não se preocupe tanto com as aulas e conteúdos. Ao invés disso, opte por brincadeiras que estimulem o cognitivo, como jogo de damas, UNO, caça palavras, brinque de stop com os que já escrevem e use a imaginação. E não esqueça de estipular uma quantidade máxima diária para os eletrônicos”, ressalta.

Gestantes

“Acredito que para as gestantes a principal preocupação está associada à insegurança com relação ao futuro e a solidão no puerpério. Então, a primeira informação importante é a de maneira geral as mulheres grávidas não aparentam ser mais suscetíveis às consequências do coronavírus que o resto da população. Também ainda não há evidências de que a doença possa aumentar as chances de aborto ou de partos prematuros. Assim como não há evidências ainda de que o coronavírus possa ser transmitido da mãe para o bebê”, destaca.

“No mais é tentar seguir as dicas acima e buscar ser gentil consigo mesmo nesse momento de intensa demanda emocional”, conclui.(Ascom)

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