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Primeira Expedição Científica do Submédio São Francisco acontecerá em agosto

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Como está a enchente do Rio São Francisco em Petrolina e Juazeiro. Ponte Presidente Dutra

Resultado da parceria entre o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco através da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Universidades e Institutos dos Estados de Pernambuco e Bahia, a Primeira Expedição Científica do Submédio São Francisco – Um olhar sócio-ambiental será realizada entre os dias 14 e 20 de agosto, no entorno da calha principal, compreendendo oito municípios dos dois estados.

Em Pernambuco, as cidades de Jatobá, Itacuruba, Petrolina e Lagoa Grande, e na Bahia, Paulo Afonso, Glória, Rodelas e Juazeiro receberão ações de monitoramento da qualidade da água, pesca e aquicultura, educação ambiental, saúde, biodiversidade, ciências sociais e humanas, apropriação e instrumentação tecnológica em comunidades tradicionais, fomento à gestão participativa dos recursos hídricos, implantação de unidades demonstrativas de pequeno porte, ações participativas em agroecologia – programa de saneamento rural (fossas agroecológicas) e fauna e flora do entorno.

Em torno de 48 pesquisadores serão distribuídos em equipes multidisciplinares trabalhando por terra e pelo rio, com apoio de embarcações, realizando ações de pesquisa e extensão. O objetivo da expedição é caracterizar os recursos hídricos e naturais em trechos do submédio São Francisco e no seu entorno, o uso e ocupação do solo e as condições sociais, caracterizar a qualidade de água bruta utilizada para abastecimento de comunidades rurais, monitorar a qualidade de água em trechos estratégicos, caracterizar a fauna e flora em trechos estratégicos do submédio, caracterizar áreas piloto em perímetros irrigados quanto ao manejo de irrigação, e em engenharia de água e solo, identificar locais apropriados para implantação futura de unidades demonstrativas de reuso de água e fossas agroecológicas, propiciar informações terrestres estratégicas para implantação de monitoramento permanente por sensoriamento remoto, e fornecimento de dados básicos georreferenciados para o Sistema de Informações SIGA São Francisco e realizar diagnósticos em comunidades ribeirinhas, do ponto de vista ambiental, social e de saúde única.

“Estamos entrando em uma nova etapa de organização do evento, onde ele já está definido em termos de data e ações. Agora, também alinhamos as divisões de tarefas que ficarão sob a responsabilidade da equipe de coordenação da Expedição, isso para que cada setor tenha a atenção necessária para ocorrer de modo a dar a atenção que cada demanda vai exigir”, explicou o coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Claúdio Ademar.

Por terra e pelas águas do Velho Chico

As ações feitas pelas equipes embarcadas devem compreender o monitoramento da qualidade de água e microclimático, ictiofauna, vegetação ciliar, geoprocessamento, toxicologia e biota aquática. Já o trabalho feito por terra vai prever ações sociais em comunidades e escolas (com foco na faixa etária entre 7 e 10 anos), educação ambiental, gestão de recursos hídricos, saúde, fitoterapia, irrigação e reuso, saneamento, agroecologia, fauna, flora e biota aquática.

O monitoramento e ações sociais serão desenvolvidos no Lago de Paulo Afonso, a jusante da Barragem Luiz Gonzaga, em escolas dos municípios de Paulo Afonso e Glória. No município de Jatobá, serão visitadas colônias de pescadores e ribeirinhos.

Este trecho possui cerca de 139 km. Ações sociais e ambientais serão realizadas nos municípios de Itacuruba, Petrolândia e Rodelas. Em Itacuruba serão desenvolvidas atividades na comunidade tradicional dos indígenas Pankará, onde o Comitê da Bacia do São Francisco vem atuando com sucessivos investimentos. Em Petrolândia, a ação social será realizada na comunidade Sítio Papagaio (Mandantes), próximo à tomada d’água do Programa de Integração do São Francisco (PISF).

A jusante de Petrolina, a Expedição desenvolverá ações sociais, de educação ambiental e de monitoramento entre o entorno da foz do Riacho Vitória. Ao todo, serão cerca de 25 pontos de monitoramento. O percurso foi dividido em 04 trechos que compreendem o primeiro trecho de Paulo Afonso até a jusante da usina hidrelétrica Luiz Gonzaga/Petrolândia. O segundo trecho será realizado entre Petrolândia à Barra do Tarrachil e os últimos dois trechos atenderão de Lagoa Grande à Petrolina-Juazeiro e Sobradinho.

Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Juciana Cavalcante
*Fotos: Emerson Leite; Juciana Cavalcante

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