Em seu primeiro discurso na ONU, presidente brasileiro defende a agenda de liberalização comercial do país

Em seu primeiro discurso no plenário da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro abriu frentes de ataques severos contra os governos de esquerda no Brasil, a atitude da França diante dos incêndios na Amazônia e até mesmo o cacique caiapó Raoni Metuktire, uma das principais vozes contra as políticas indigenista e ambiental da sua gestão. Sob a alegação de que trazia a “verdade” ao plenário, o brasileiro criticou até mesmo a própria ONU, a quem acusou de “perverter a identidade biológica”, em referência à oposição de seu governo à diversidade de gênero.

“Apresento aos senhores um novo Brasil, que esteve à beira do socialismo”, declarou logo no início de seu discurso de 31 minutos – 11 a mais do que o previsto.

Em plena situação de fritura de seu ministro da Justiça, Bolsonaro mostrou-se especialmente interessado em alçar a figura do ex-juiz Sergio Moro, a quem elogiou por seu combate à corrupção. Igualmente valeu-se da presença da indígena Izami Kalopalo, que trouxe à ONU como parte de sua delegação, para abordar sua versão de que a Amazônia não está sendo destruída e que seu governo combate o incêndio criminoso.

Como manda a tradição nas Nações Unidas, coube ao Brasil o primeiro discurso, seguido pelos Estados Unidos. Essa deferência se dá desde a primeira reunião plenária oficial da Assembleia-Geral, em 1947. Naquela época, a ONU tinha 57 membros. Nesta 74ª reunião, são 195.

Bolsonaro deverá manter uma conversa informal com o presidente americano, Donald Trump, logo depois de seus discursos, no prédio da ONU. O retorno de Bolsonaro a Brasília está previsto para hoje. Por razões médicas, ele cancelou todos os encontros bilaterais que manteria ao longo da semana em Nova York. O chanceler Ernesto Araújo cumprirá parte dos encontros nos quais o presidente se ausentará.(VEJA)

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